Mpox virus e Orthopoxvirus, transmissão por contato direto, fômites e gotículas, o limite de 21 dias de incubação, pródromo com linfadenopatia, a sequência das lesões e o quadro atual genital e perianal, proctite, critérios de internação, PCR da lesão em tubo seco, tecovirimat em uso compassivo, vacina MVA-BN e precauções de contato e gotículas. Três questões comentadas, entre elas USP/RP 2025.
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Para que serve
Da lesão umbilicada ao uso compassivo do antiviral, com o que a banca cobra em transmissão, diagnóstico e conduta.
Analgesia escalonada, banho de assento e lidocaína na proctite, antibiótico só na infecção secundária e tecovirimat em uso compassivo nos casos graves, com 600 mg de 12 em 12 horas por 14 dias a partir de 40 kg.
Swab friccionado na base da vesícula ou da pústula, em tubo seco sem líquido preservante, ou ao menos quatro crostas, sem romper a lesão com agulha e sem sorologia como exame principal.
Duas da PSU/MG 2023, sobre prevenção e fim da transmissibilidade, e a USP/RP 2025, um caso de lesões umbilicadas com úlcera no palato, com gabarito e comentário de cada alternativa.
Sumário
Do vírus à vacina, na ordem em que a apostila ensina.
O tecovirimat é o antiviral reservado aos casos graves de mpox e aos imunossuprimidos com complicações severas. No Brasil, a Anvisa liberou o uso em caráter excepcional, temporário e compassivo: o paciente precisa ter PCR positivo para MPXV, pesar pelo menos 13 kg e preencher um critério de gravidade, como lesão ocular, encefalite, pneumonite com alteração radiológica, lesão oral extensa que limita alimentação e hidratação, proctite hemorrágica ou mais de 250 lesões.
O fármaco inibe a proteína p37 do envelope do Orthopoxvirus, essencial para formar e liberar novas partículas virais, e assim tranca o vírus dentro da célula infectada. A cápsula é de 200 mg, dada de 12 em 12 horas por 14 dias, com 600 mg por dose a partir de 40 kg, em até 30 minutos após uma refeição rica em gordura. O uso exige o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Os ensaios PALM007 e STOMP não mostraram benefício da monoterapia em imunocompetentes: o antiviral não reduziu o tempo de cicatrização, a dor nem a mortalidade fora dos grupos de altíssima gravidade. No adulto imunocompetente com doença leve a moderada, as diretrizes citadas na apostila sugerem não usar antiviral.
Para a maioria dos pacientes, o tratamento é de suporte, com isolamento domiciliar: dipirona ou paracetamol, anti-histamínico para o prurido da fase de crostas e, na proctite, banho de assento morno, lidocaína gel a 2% e, se preciso, opioide. Antibiótico só entra quando há infecção bacteriana secundária.
Comparativo
O exame é o PCR, e o que a banca cobra é a amostra. A tabela resume onde e como colher, como a apostila apresenta.
| Situação | Amostra | Como colher e o que saber |
|---|---|---|
| Lesão ativa, de preferência vesícula ou pústula | Swab da base da lesão | Friccionar com swab de nylon, poliéster ou rayon e colocar em tubo seco, sem líquido preservante |
| Lesão seca ou descamando | Crostas inteiras ou em fragmentos | No mínimo quatro crostas, juntas em frasco limpo e seco |
| Contato de alto risco ainda sem lesão | Swab de orofaringe ou nasofaringe | Resultado negativo não exclui: o paciente pode positivar quando a lesão aparecer |
| Sangue | PCR ou sorologia | Não usar como exame principal: a viremia é curta e a sorologia tem reação cruzada com outros Orthopoxvirus |
| Úlcera genital, proctite ou secreção uretral | Testes para outras ISTs | Testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites; clamídia e gonococo na proctite ou na secreção uretral |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio da apostila, da lesão suspeita à orientação dos contatos.
As lesões são profundas, firmes, bem circunscritas, muito dolorosas e com umbilicação central, e evoluem de mácula a pápula, vesícula, pústula e crosta. No quadro atual, costumam ficar restritas às áreas genital, perianal e oral, às vezes como lesão única, e o polimorfismo regional não descarta a doença.
Febre, mialgia, astenia e linfadenopatia cervical, submandibular, axilar ou inguinal formam o pródromo clássico, e os gânglios ajudam a separar a mpox da varicela e do herpes. O pródromo pode faltar ou surgir só depois das úlceras.
Fricção vigorosa do swab na base da lesão e tubo seco, ou crostas quando as lesões já secaram. A OMS contraindica romper a lesão com agulha ou bisturi pelo risco de acidente biológico.
No mesmo momento, ofereça testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites e investigue clamídia e gonococo se houver proctite ou secreção uretral. Na proctite com relação anal receptiva, a apostila indica tratamento presuntivo dessas ISTs enquanto os exames saem.
A maioria segue com suporte em isolamento domiciliar. Internam sepse ou infecção secundária extensa, suspeita de encefalite ou pneumonite, lesão oral que limita a hidratação, proctite hemorrágica, desidratação e lesões coalescentes em mais de 10% da superfície corporal; crianças menores de 8 anos, gestantes, puérperas e imunossuprimidos têm limiar mais baixo.
Precaução de contato e gotículas, com N95 ou PFF2 em procedimentos que geram aerossóis, até a queda da última crosta e a reepitelização da pele. Contatos assintomáticos não ficam isolados: são monitorados por 21 dias, e o contato de risco alto ou moderado pode receber a vacina MVA-BN como profilaxia pós-exposição.
Perguntas frequentes
É uma zoonose viral causada pelo Mpox virus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus, o mesmo do vírus da varíola humana. A doença era chamada de varíola dos macacos, e a OMS trocou o nome para reduzir estigma. Os macacos são hospedeiros acidentais; os prováveis reservatórios são pequenos roedores silvestres africanos, como esquilos e ratos da Gâmbia.
Principalmente por contato direto pele a pele ou mucosa a mucosa com lesões, crostas ou fluidos de uma pessoa infectada, sobretudo no contato sexual. Também há transmissão por fômites, como roupa de cama e toalhas, por gotículas em contato face a face próximo e prolongado e da mãe para o feto. O preservativo não elimina o risco, porque as lesões podem estar em áreas que ele não cobre.
Segundo a regra clássica da apostila, a transmissibilidade começa com as manifestações clínicas e só termina quando a última crosta cai e se forma uma nova camada de pele íntegra. Enquanto houver crosta ou lesão não epitelizada, o isolamento, hospitalar ou domiciliar, deve ser mantido. A apostila registra que estudos recentes apontam transmissão logo antes do início dos sintomas.
Sim, a MVA-BN, de vírus vivo atenuado e não replicante. A vacinação no SUS é baseada em risco, sem vacinação em massa: na pré-exposição, para pessoas vivendo com HIV com CD4 abaixo de 200 cel/mm³, usuários de PrEP e profissionais de laboratório que manipulam o vírus; na pós-exposição, para quem teve contato de risco alto ou moderado, idealmente em até 4 dias, podendo ser considerada em até 14 dias.
Sim. O Ministério da Saúde classifica crianças menores de 8 anos, ao lado de gestantes ou puérperas e imunossuprimidos, como população vulnerável de altíssimo risco para complicações, formas graves e óbito. Nesses grupos, a apostila orienta monitoramento próximo e limiar baixo para internação, com corte menor de número de lesões.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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29 páginas com transmissão, incubação, quadro clínico clássico e atual, critérios de internação, coleta do PCR, tecovirimat, vacina MVA-BN e três questões comentadas, em PDF gratuito.
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