TSH e T4 livre no primário e no central, Hashimoto e anti-TPO, causas iatrogênicas, levotiroxina do adulto jovem ao idoso coronariopata, quando tratar o subclínico e coma mixedematoso. Quatro questões comentadas, entre elas UNIFESP 2024 e UNICAMP 2023.
PDF de 2,6 MB. Gratuito.

Para que serve
Do eixo hipotálamo-hipófise-tireoide ao coma mixedematoso, com o que mais cai em prova de residência.
Primário com TSH alto e T4 livre baixo, central com T4 livre baixo e TSH baixo, normal ou discretamente alto, subclínico com TSH alto e T4 livre normal.
Dose plena de 1,6 mcg/kg/dia no adulto jovem, 25 a 50 mcg/dia no idoso ou cardiopata, ajuste pelo TSH a cada 6 semanas e, no central, pelo T4 livre.
UNIFESP 2024, UNICAMP 2023, PUC Sorocaba 2021 e uma questão autoral de hipotireoidismo central, com gabarito e comentário de cada alternativa.
Sumário
Do perfil laboratorial à emergência, na ordem em que a apostila ensina.
Hipotireoidismo primário e secundário se diferenciam pelo TSH: no primário, a falha é da tireoide e o TSH sobe; no secundário, a falha é da hipófise e o TSH fica baixo, normal ou discretamente alto. O primário responde por mais de 95% dos casos. O central é raro, e o diagnóstico depende do T4 livre baixo.
No primário, o TSH elevado é o marcador mais precoce e sensível. Diante de TSH alterado, especialmente abaixo de 10 mU/L, a apostila manda repetir TSH e T4 livre em 1 a 3 meses antes de tratar: o TSH sobe de forma transitória na recuperação de doença não tireoidiana e varia com o ensaio. Medir TSH em paciente internado raramente está indicado.
A tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum em áreas com iodo suficiente, como o Brasil. O anti-TPO está presente em 90% a 95% dos casos, e o anti-Tg, em 80% a 90%, com menor especificidade. Subclínicos com anti-TPO positivo evoluem para a forma franca a 4,3% ao ano. O T3 é o último a cair e não serve para o diagnóstico.
No central, o cenário típico é massa hipofisária, como um macroadenoma, ou trauma e cirurgia craniana; a síndrome de Sheehan é o exemplo clássico de prova. T4 livre baixo com TSH normal pede RM de sela túrcica e avaliação dos outros eixos. Com insuficiência adrenal secundária associada, o corticoide vem antes da levotiroxina, para não precipitar crise adrenal.
No primário, o TSH leva 6 semanas para refletir cada ajuste de dose. No central, o TSH não serve para ajustar o tratamento: o guia é o T4 livre, mantido na metade superior do valor de referência. Pelo mesmo motivo, TSH normal não descarta hipotireoidismo em paciente com sintomas claros, e o T4 livre precisa ser dosado.
Comparativo
TSH e T4 livre mostram o nível do eixo que falhou. A tabela junta o perfil de cada situação à pista que a banca coloca no enunciado.
| Situação | TSH | T4 livre | Pista na prova |
|---|---|---|---|
| Primário clínico | Elevado | Baixo | Mais de 95% dos casos; anti-TPO positivo em 90% a 95% no Hashimoto |
| Subclínico | Elevado | Normal | Até 15% da população; confirmar em nova dosagem antes de tratar |
| Central (secundário ou terciário) | Baixo, normal ou discretamente alto | Baixo | Menos de 1% dos casos; macroadenoma ou Sheehan; RM de sela túrcica |
| Hashimoto avançado ou com anticorpo bloqueador | Elevado | Baixo | Tireoide pequena e atrófica, sem bócio; TRAb inibitório em cerca de 15% |
| Idoso com TSH pouco elevado | Discretamente elevado | Normal | O TSH sobe com a idade; acima de 65 anos com TSH < 10, conduta expectante |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio na ordem da apostila, do primeiro exame ao ajuste da levotiroxina.
TSH alto com T4 livre baixo define o primário clínico; TSH alto com T4 livre normal, o subclínico. T4 livre baixo com TSH baixo ou normal aponta o central. Com sintomas claros, TSH normal não basta: dose o T4 livre.
Com TSH alterado, especialmente abaixo de 10 mU/L, repita TSH e T4 livre em 1 a 3 meses. Recuperação de doença grave e variação do ensaio elevam o TSH de forma transitória e levariam a levotiroxina desnecessária por toda a vida.
Anti-TPO positivo confirma Hashimoto. Cicatriz cervical ou radioiodo apontam causa iatrogênica; lítio, amiodarona e inibidores de checkpoint também causam hipotireoidismo. No central, peça RM de sela túrcica e avalie os outros eixos, sobretudo o adrenal.
Adulto jovem e saudável: dose plena de 1,6 mcg/kg/dia pelo peso ideal. Idoso ou cardiopata: 25 a 50 mcg/dia, independentemente do peso. No central com insuficiência adrenal, o corticoide entra antes da levotiroxina.
Jejum de 30 a 60 minutos antes do café da manhã, só com água. Omeprazol, carbonato de cálcio e sulfato ferroso ficam pelo menos 4 horas depois. TSH fora do alvo em usuário de IBP pede revisão da técnica antes de subir a dose.
O TSH leva 6 semanas para refletir a nova dose. TSH ainda alto: aumente 12,5 a 25 mcg/dia; acima de 10, 25 a 50 mcg/dia. TSH suprimido, abaixo de 0,1: reduza, pelo risco de FA e osteoporose. Após o eutireoidismo, TSH anual.
Perguntas frequentes
É TSH elevado com T4 livre normal: a tireoide ainda mantém a produção, desde que a hipófise estimule mais. O diagnóstico é laboratorial, e a diferença para a forma clínica está no T4 livre, não nos sintomas. Atinge até 15% da população, mais mulheres e idosos, e a causa número 1 é Hashimoto. Confirme com nova dosagem antes de fechar o diagnóstico.
Com TSH ≥ 10 mU/L, trate: há mais risco de doença coronariana, insuficiência cardíaca e progressão para a forma franca. Entre 4,5 e 10, considere em gestantes ou com desejo de gestação, sintomas claros, anti-TPO em títulos muito elevados e alto risco cardiovascular. Na PUC Sorocaba 2021 da apostila, a gestante com TSH 10 e anti-TPO alto deve começar levotiroxina de imediato.
Causa hipotireoidismo primário, com TSH elevado e T4 livre baixo, e é também a causa número 1 da forma subclínica. Quando a destruição inicial é rápida, o hormônio estocado vaza e pode haver hashitoxicose, um hipertireoidismo transitório antes da falência da glândula. A UNIFESP 2024 da apostila traz palpitações e diarreia meses antes do quadro, com anti-TPO positivo como resposta.
É emergência com mortalidade de 30% a 50% em algumas séries, e o diagnóstico é clínico. Busque os H: hipoestimulação, hipotermia, hipoventilação, hiponatremia e hipotensão, em geral após infecção, infarto, frio ou sedativos. O tratamento combina suporte intensivo, hidrocortisona IV em dose de estresse antes ou junto do hormônio e hormônio tireoidiano IV, T4 associado ao T3.
Comece com 25 a 50 mcg/dia, independentemente do peso; a dose plena de 1,6 mcg/kg/dia fica para o adulto jovem e saudável. Na UNICAMP 2023 da apostila, um homem de 73 anos com doença coronariana, TSH 25 e T4 livre 0,2 tem 25 mcg como resposta. No hipotireoidismo de curta duração, como o pós-cirúrgico, cabe iniciar com cerca de 75% da dose plena.
Bradicardia, pela redução de receptores beta-adrenérgicos, e fase de relaxamento prolongada dos reflexos tendinosos, sobretudo o aquileu. O mixedema é edema duro, sem cacifo, por acúmulo de glicosaminoglicanos na derme, com rosto inchado e macroglossia. O bócio aparece no primário, como Hashimoto ou deficiência de iodo; no central, a glândula costuma ser normal ou atrófica.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.
Continue estudando
Onde aprofundar
Extensive R1: preparatório completo para a residência
Aulas, questões comentadas, flashcards e cronograma por banca no Planner Flow.
Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
Arraste para o lado para ver toda a equipe
29 páginas com o perfil laboratorial do primário e do central, Hashimoto, levotiroxina, subclínico, coma mixedematoso e quatro questões comentadas, em PDF gratuito.
Preencha para liberar o download.
Carregando formulário…