Apostila gratuita · 29 páginas

Hipotireoidismo primário e secundário: Hashimoto, subclínico e coma mixedematoso

TSH e T4 livre no primário e no central, Hashimoto e anti-TPO, causas iatrogênicas, levotiroxina do adulto jovem ao idoso coronariopata, quando tratar o subclínico e coma mixedematoso. Quatro questões comentadas, entre elas UNIFESP 2024 e UNICAMP 2023.

PDF de 2,6 MB. Gratuito.

Capa da apostila Hipotireoidismo: primário, central e subclínico em um tablet
Formato
Apostila · 29 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Endocrinologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de hipotireoidismo cobre

Do eixo hipotálamo-hipófise-tireoide ao coma mixedematoso, com o que mais cai em prova de residência.

  • Perfil laboratorial por nível do eixo

    Primário com TSH alto e T4 livre baixo, central com T4 livre baixo e TSH baixo, normal ou discretamente alto, subclínico com TSH alto e T4 livre normal.

  • Levotiroxina por perfil de paciente

    Dose plena de 1,6 mcg/kg/dia no adulto jovem, 25 a 50 mcg/dia no idoso ou cardiopata, ajuste pelo TSH a cada 6 semanas e, no central, pelo T4 livre.

  • Quatro questões comentadas

    UNIFESP 2024, UNICAMP 2023, PUC Sorocaba 2021 e uma questão autoral de hipotireoidismo central, com gabarito e comentário de cada alternativa.

Sumário

O que tem dentro das 29 páginas

Do perfil laboratorial à emergência, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela de conceitos-chave
  2. 02Eixo hipotálamo-hipófise-tireoide: primário e central
  3. 03Perfil laboratorial e confirmação do TSH
  4. 04Quadro clínico e exame físico: mixedema, bradicardia e bócio
  5. 05Tireoidite de Hashimoto: apoptose, hashitoxicose e anticorpos
  6. 06Alterações sistêmicas: dislipidemia, hiponatremia, CPK e anemia
  7. 07Questão estratégica: diagnóstico de Hashimoto
  8. 08Outras causas: tireoidectomia, radioiodo, radioterapia cervical e medicamentos
  9. 09Deficiência de iodo
  10. 10Hipotireoidismo central e síndrome de Sheehan
  11. 11Questão estratégica: hipotireoidismo central
  12. 12Tratamento com levotiroxina: regras de administração e doses iniciais
  13. 13Questão estratégica: manejo inicial no idoso cardiopata
  14. 14Ajustes e monitoramento: o ciclo das 6 semanas
  15. 15Hipotireoidismo subclínico: quando tratar, com questão sobre a gestante
  16. 16Coma mixedematoso e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Hipotireoidismo: primário, central e subclínico
Página da apostila: quando tratar o hipotireoidismo subclínico, com o corte de TSH ≥ 10 mU/L, os grupos da faixa entre 4,5 e 10 e a cautela no idoso.

Qual a diferença entre hipotireoidismo primário e secundário?

Hipotireoidismo primário e secundário se diferenciam pelo TSH: no primário, a falha é da tireoide e o TSH sobe; no secundário, a falha é da hipófise e o TSH fica baixo, normal ou discretamente alto. O primário responde por mais de 95% dos casos. O central é raro, e o diagnóstico depende do T4 livre baixo.

No primário, o TSH elevado é o marcador mais precoce e sensível. Diante de TSH alterado, especialmente abaixo de 10 mU/L, a apostila manda repetir TSH e T4 livre em 1 a 3 meses antes de tratar: o TSH sobe de forma transitória na recuperação de doença não tireoidiana e varia com o ensaio. Medir TSH em paciente internado raramente está indicado.

A tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum em áreas com iodo suficiente, como o Brasil. O anti-TPO está presente em 90% a 95% dos casos, e o anti-Tg, em 80% a 90%, com menor especificidade. Subclínicos com anti-TPO positivo evoluem para a forma franca a 4,3% ao ano. O T3 é o último a cair e não serve para o diagnóstico.

No central, o cenário típico é massa hipofisária, como um macroadenoma, ou trauma e cirurgia craniana; a síndrome de Sheehan é o exemplo clássico de prova. T4 livre baixo com TSH normal pede RM de sela túrcica e avaliação dos outros eixos. Com insuficiência adrenal secundária associada, o corticoide vem antes da levotiroxina, para não precipitar crise adrenal.

No primário, o TSH leva 6 semanas para refletir cada ajuste de dose. No central, o TSH não serve para ajustar o tratamento: o guia é o T4 livre, mantido na metade superior do valor de referência. Pelo mesmo motivo, TSH normal não descarta hipotireoidismo em paciente com sintomas claros, e o T4 livre precisa ser dosado.

Página da apostila Hipotireoidismo: primário, central e subclínico

Comparativo

Hipotireoidismo primário, central e subclínico: o perfil laboratorial

TSH e T4 livre mostram o nível do eixo que falhou. A tabela junta o perfil de cada situação à pista que a banca coloca no enunciado.

Perfil laboratorial por situação; no central, o ajuste da dose segue o T4 livre, não o TSH. Fonte: apostila Med-Review R1, “Hipotireoidismo”.
SituaçãoTSHT4 livrePista na prova
Primário clínicoElevadoBaixoMais de 95% dos casos; anti-TPO positivo em 90% a 95% no Hashimoto
SubclínicoElevadoNormalAté 15% da população; confirmar em nova dosagem antes de tratar
Central (secundário ou terciário)Baixo, normal ou discretamente altoBaixoMenos de 1% dos casos; macroadenoma ou Sheehan; RM de sela túrcica
Hashimoto avançado ou com anticorpo bloqueadorElevadoBaixoTireoide pequena e atrófica, sem bócio; TRAb inibitório em cerca de 15%
Idoso com TSH pouco elevadoDiscretamente elevadoNormalO TSH sobe com a idade; acima de 65 anos com TSH < 10, conduta expectante

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como investigar e tratar o hipotireoidismo, passo a passo

O raciocínio na ordem da apostila, do primeiro exame ao ajuste da levotiroxina.

  1. Peça TSH e T4 livre juntos

    TSH alto com T4 livre baixo define o primário clínico; TSH alto com T4 livre normal, o subclínico. T4 livre baixo com TSH baixo ou normal aponta o central. Com sintomas claros, TSH normal não basta: dose o T4 livre.

  2. Confirme a alteração antes de tratar

    Com TSH alterado, especialmente abaixo de 10 mU/L, repita TSH e T4 livre em 1 a 3 meses. Recuperação de doença grave e variação do ensaio elevam o TSH de forma transitória e levariam a levotiroxina desnecessária por toda a vida.

  3. Defina a causa

    Anti-TPO positivo confirma Hashimoto. Cicatriz cervical ou radioiodo apontam causa iatrogênica; lítio, amiodarona e inibidores de checkpoint também causam hipotireoidismo. No central, peça RM de sela túrcica e avalie os outros eixos, sobretudo o adrenal.

  4. Escolha a dose inicial de levotiroxina

    Adulto jovem e saudável: dose plena de 1,6 mcg/kg/dia pelo peso ideal. Idoso ou cardiopata: 25 a 50 mcg/dia, independentemente do peso. No central com insuficiência adrenal, o corticoide entra antes da levotiroxina.

  5. Oriente a tomada

    Jejum de 30 a 60 minutos antes do café da manhã, só com água. Omeprazol, carbonato de cálcio e sulfato ferroso ficam pelo menos 4 horas depois. TSH fora do alvo em usuário de IBP pede revisão da técnica antes de subir a dose.

  6. Ajuste pelo TSH a cada 6 semanas

    O TSH leva 6 semanas para refletir a nova dose. TSH ainda alto: aumente 12,5 a 25 mcg/dia; acima de 10, 25 a 50 mcg/dia. TSH suprimido, abaixo de 0,1: reduza, pelo risco de FA e osteoporose. Após o eutireoidismo, TSH anual.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre hipotireoidismo na prova

O que é hipotireoidismo subclínico?

É TSH elevado com T4 livre normal: a tireoide ainda mantém a produção, desde que a hipófise estimule mais. O diagnóstico é laboratorial, e a diferença para a forma clínica está no T4 livre, não nos sintomas. Atinge até 15% da população, mais mulheres e idosos, e a causa número 1 é Hashimoto. Confirme com nova dosagem antes de fechar o diagnóstico.

Quando tratar o hipotireoidismo subclínico?

Com TSH ≥ 10 mU/L, trate: há mais risco de doença coronariana, insuficiência cardíaca e progressão para a forma franca. Entre 4,5 e 10, considere em gestantes ou com desejo de gestação, sintomas claros, anti-TPO em títulos muito elevados e alto risco cardiovascular. Na PUC Sorocaba 2021 da apostila, a gestante com TSH 10 e anti-TPO alto deve começar levotiroxina de imediato.

Tireoidite de Hashimoto causa hipo ou hipertireoidismo?

Causa hipotireoidismo primário, com TSH elevado e T4 livre baixo, e é também a causa número 1 da forma subclínica. Quando a destruição inicial é rápida, o hormônio estocado vaza e pode haver hashitoxicose, um hipertireoidismo transitório antes da falência da glândula. A UNIFESP 2024 da apostila traz palpitações e diarreia meses antes do quadro, com anti-TPO positivo como resposta.

Como reconhecer e tratar o coma mixedematoso?

É emergência com mortalidade de 30% a 50% em algumas séries, e o diagnóstico é clínico. Busque os H: hipoestimulação, hipotermia, hipoventilação, hiponatremia e hipotensão, em geral após infecção, infarto, frio ou sedativos. O tratamento combina suporte intensivo, hidrocortisona IV em dose de estresse antes ou junto do hormônio e hormônio tireoidiano IV, T4 associado ao T3.

Qual a dose inicial de levotiroxina no idoso coronariopata?

Comece com 25 a 50 mcg/dia, independentemente do peso; a dose plena de 1,6 mcg/kg/dia fica para o adulto jovem e saudável. Na UNICAMP 2023 da apostila, um homem de 73 anos com doença coronariana, TSH 25 e T4 livre 0,2 tem 25 mcg como resposta. No hipotireoidismo de curta duração, como o pós-cirúrgico, cabe iniciar com cerca de 75% da dose plena.

Quais sinais do exame físico a prova cobra no hipotireoidismo?

Bradicardia, pela redução de receptores beta-adrenérgicos, e fase de relaxamento prolongada dos reflexos tendinosos, sobretudo o aquileu. O mixedema é edema duro, sem cacifo, por acúmulo de glicosaminoglicanos na derme, com rosto inchado e macroglossia. O bócio aparece no primário, como Hashimoto ou deficiência de iodo; no central, a glândula costuma ser normal ou atrófica.

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    Clínica Médica

    Raquel Khoury

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    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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    Vitor Arienzo

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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