Apostila gratuita · 23 páginas

Herpes-zóster: tratamento antiviral, complicações, neuralgia pós-herpética e vacina recombinante

Latência e reativação do vírus varicela-zóster, fatores de risco, dermátomos, zoster sine herpete, herpes-zóster oftálmico e sinal de Hutchinson, síndrome de Ramsay Hunt, complicações neurológicas e viscerais, PCR, antivirais em até 72 horas, aciclovir intravenoso, dor aguda, neuralgia pós-herpética, vacina recombinante e profilaxia pós-exposição. Uma questão autoral comentada sobre o sinal de Hutchinson.

PDF de 1,9 MB. Gratuito.

Capa da apostila Herpes-zóster em um tablet
Formato
Apostila · 23 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Infectologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de herpes-zóster cobre

Da latência no gânglio sensitivo à vacina recombinante, com o que a banca cobra em complicações e conduta.

  • Antiviral certo no prazo certo

    Valaciclovir ou famciclovir por 7 dias, ou aciclovir oral por 7 a 10 dias, de preferência em até 72 horas do exantema, e aciclovir intravenoso de 10 mg/kg a cada 8 horas no caso grave ou disseminado.

  • Neuralgia pós-herpética em doses

    Lidocaína a 5% e capsaicina na dor localizada, gabapentina, pregabalina e tricíclicos na dor moderada a intensa, com dose inicial, titulação e os riscos no idoso.

  • Uma questão autoral comentada

    Um idoso com dor na hemiface, vesículas na testa e na pálpebra e uma vesícula na asa do nariz: o nome do sinal e a conduta, com gabarito.

Sumário

O que tem dentro das 23 páginas

Do vírus latente à prevenção, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela de prioridades da banca
  2. 02O vírus varicela-zóster: ciclo de vida e latência
  3. 03Reativação e zoster sine herpete
  4. 04A infecção primária da varicela
  5. 05Herpes-zóster: epidemiologia e fatores de risco
  6. 06Quadro clínico típico e dermátomos
  7. 07Herpes-zóster oftálmico e sinal de Hutchinson
  8. 08Síndrome de Ramsay Hunt
  9. 09Complicações no sistema nervoso central
  10. 10Neuralgia pós-herpética
  11. 11Disseminação visceral
  12. 12Diagnóstico: PCR, imunofluorescência direta, Tzanck e sorologia
  13. 13Conduta: antivirais orais e o prazo de 72 horas
  14. 14Herpes-zóster grave ou disseminado e aciclovir intravenoso
  15. 15Questão estratégica: diagnóstico e conduta
  16. 16Manejo da neurite aguda e o benefício controverso dos corticosteroides
  17. 17Manejo da neuralgia pós-herpética: tópicos, gabapentinoides e tricíclicos
  18. 18A estratégia de vacinação
  19. 19Isolamento e profilaxia pós-exposição
  20. 20Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Herpes-zóster
Página da apostila: as doses de valaciclovir, famciclovir e aciclovir por via oral, os critérios de herpes-zóster grave e o aciclovir intravenoso.

Qual é o tratamento do herpes-zóster?

O tratamento do herpes-zóster é feito com antiviral por via oral, de preferência iniciado nas primeiras 72 horas após o aparecimento do exantema: valaciclovir 1.000 mg a cada 8 horas por 7 dias, famciclovir 500 mg a cada 8 horas por 7 dias ou aciclovir 800 mg cinco vezes ao dia, durante a vigília, por 7 a 10 dias. As doses valem para adultos com função renal preservada.

O antiviral acelera a cicatrização, reduz a intensidade e a duração da neurite aguda e a formação de novas vesículas, e o benefício pesa mais acima dos 50 anos. Depois das 72 horas, o tratamento ainda deve ser considerado em quem tem mais de 65 anos, novas lesões surgindo, acometimento do ramo oftálmico do trigêmeo ou imunossupressão. Valaciclovir e famciclovir costumam ser preferidos pela maior biodisponibilidade oral, que permite menos tomadas.

O herpes-zóster disseminado, com mais de 20 vesículas fora do dermátomo primário e dos adjacentes, o acometimento neurológico, ocular ou visceral e a imunossupressão celular relevante pedem internação imediata, isolamento de contato e respiratório e aciclovir intravenoso, em geral 10 mg/kg a cada 8 horas, com ajuste pela função renal e hidratação adequada.

A dor aguda é tratada com analgésicos simples, anti-inflamatórios e, se preciso, opioides. O corticoide fica fora da rotina: a apostila mostra a controvérsia e a exceção da síndrome de Ramsay Hunt, em que muitos especialistas associam glicocorticoide ao antiviral para melhorar a recuperação da paralisia facial. No herpes-zóster oftálmico, o antiviral é sistêmico, nunca apenas tópico.

Página da apostila Herpes-zóster

Comparativo

Complicações do herpes-zóster: onde procurar e o que fazer

Nariz, ouvido, sistema nervoso e vísceras concentram as complicações que a banca cobra. A tabela resume a pista e a conduta de cada uma, como a apostila apresenta.

Complicações do herpes-zóster, com a estrutura acometida, a pista clínica e a conduta. Fonte: apostila Med-Review R1, “Herpes-zóster”.
ComplicaçãoEstrutura acometidaPista clínicaConduta
Herpes-zóster oftálmicoRamo V1 do trigêmeo; nervo nasociliar no sinal de HutchinsonVesículas na ponta, na lateral ou na raiz do nariz; conjuntivite, uveíte, episclerite ou ceratiteAntiviral sistêmico e avaliação oftalmológica urgente
Síndrome de Ramsay HuntGânglio geniculado do nervo facial, às vezes com o VIII parParalisia facial periférica, otalgia e vesículas no canal auditivo ou no pavilhãoAntiviral, com glicocorticoide associado por muitos especialistas
Meningite, encefalite e mieliteMeninges, encéfalo, medula e artérias cerebraisCefaleia e irritação meníngea, alteração do estado mental, déficit focal, AVC ou paraparesiaInternação e aciclovir intravenoso; PCR do vírus no líquor
Disseminação cutânea e visceralPele fora do dermátomo, fígado, pulmão, trato gastrointestinal e pâncreasMais de 20 vesículas fora do dermátomo e dos adjacentes; dor abdominal intensa, que pode vir sem exantemaInternação, precaução de contato e aerossóis e aciclovir intravenoso
Neuralgia pós-herpéticaFibras aferentes do nervo acometido, inclusive as fibras CDor que persiste por 90 dias ou mais após o início do exantema, que pode vir com alodiniaTópicos na dor localizada; gabapentinoides ou tricíclicos na dor moderada a intensa

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como tratar o herpes-zóster, passo a passo

O raciocínio da apostila, do exantema no dermátomo à prevenção com a vacina.

  1. Feche o diagnóstico pela clínica

    Vesículas agrupadas sobre base eritematosa, unilaterais, em um ou mais dermátomos adjacentes, com dor em queimação, pontada ou choque que precede o exantema em cerca de 75% dos pacientes. Na apresentação atípica ou complicada, a PCR para o DNA do vírus no material da base da vesícula, no líquido vesicular ou na crosta é o exame de escolha.

  2. Comece o antiviral oral em até 72 horas

    Valaciclovir, famciclovir ou aciclovir, nas doses para adultos com função renal preservada. Mesmo depois de 72 horas, considere tratar quem tem mais de 65 anos, novas lesões, acometimento de V1 ou imunossupressão.

  3. Olhe o nariz e o ouvido

    Vesícula na ponta, na lateral ou na raiz do nariz é o sinal de Hutchinson e pede avaliação oftalmológica urgente. Paralisia facial periférica com otalgia e vesículas no ouvido fecha a síndrome de Ramsay Hunt, de prognóstico pior que o da paralisia de Bell.

  4. Interne o caso grave

    Disseminação cutânea, acometimento neurológico, ocular ou visceral e imunossupressão relevante pedem internação e aciclovir intravenoso de 10 mg/kg a cada 8 horas. O zóster disseminado ou no imunodeprimido fica em precaução de contato e aerossóis, com quarto de pressão negativa e N95, até todas as lesões virarem crosta.

  5. Controle a dor e vigie a neuralgia

    Analgésico simples e anti-inflamatório na fase aguda, opioide se preciso e bloqueio neural em casos refratários selecionados. Dor que persiste por 90 dias ou mais é neuralgia pós-herpética: lidocaína a 5% ou capsaicina na dor localizada e gabapentina, pregabalina ou tricíclicos na dor moderada a intensa.

  6. Oriente contatos e indique a vacina

    A profilaxia do contato suscetível é contra a varicela, e a vacina recombinante do zóster não entra como pós-exposição. Ela é feita em duas doses, a partir dos 50 anos ou dos 18 com maior risco, inclusive em quem já teve zóster, depois de pelo menos seis meses do episódio.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre herpes-zóster na prova

Como se pega herpes-zóster?

O herpes-zóster resulta da reativação do vírus varicela-zóster que ficou latente nos gânglios sensitivos depois da varicela, quando cai a imunidade celular específica, pela idade, por doenças ou por tratamentos imunossupressores. Quem tem zóster pode transmitir o vírus a uma pessoa suscetível, sobretudo pelo contato com o conteúdo das vesículas, e o que ela desenvolve é varicela.

Quem teve catapora pode ter herpes-zóster?

Sim. Depois da varicela, o vírus fica latente por toda a vida nos neurônios dos gânglios sensitivos, controlado pela imunidade mediada por células T. Quando esse controle falha, o vírus é transportado pelo axônio até a pele e causa o zóster no dermátomo correspondente. A incidência aumenta acentuadamente a partir dos 50 anos.

Quem teve herpes-zóster pode ter de novo?

Pode. A recorrência ocorre em cerca de 1% a 10% dos pacientes, conforme a população e o tempo de seguimento, e é mais frequente em mulheres e em imunocomprometidos. A vacina recombinante pode ser aplicada em quem já teve zóster, depois de pelo menos seis meses do episódio agudo.

Qual medicamento trata o herpes-zóster?

Os antivirais por via oral: valaciclovir, famciclovir ou aciclovir, de preferência iniciados em até 72 horas do exantema. No herpes-zóster disseminado, no acometimento neurológico, ocular ou visceral e no imunossuprimido grave, o tratamento é aciclovir intravenoso, em internação. A dor pede analgesia própria, e a neuralgia pós-herpética tem tratamento específico.

Herpes-zóster tem vacina?

Sim, a vacina recombinante adjuvada de subunidade, que usa um antígeno recombinante no lugar do vírus vivo atenuado e pode ser aplicada em imunossuprimidos. No Brasil, é indicada para adultos com 50 anos ou mais e para adultos a partir de 18 anos com maior risco. São duas doses com intervalo de 2 a 6 meses, e a eficácia passa de 90% no imunocompetente com 50 anos ou mais.

O que é neuralgia pós-herpética?

É a dor que persiste por pelo menos 90 dias após o início do exantema do herpes-zóster, a complicação que mais cai em prova. Pode vir com alodinia, hiperalgesia, prurido e anestesia dolorosa, e o risco cresce com a idade. O tratamento vai de lidocaína a 5% e capsaicina tópicas a gabapentinoides e tricíclicos.

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  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

    Clínica Médica

    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Clínica Médica

    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

    Clínica Médica

    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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