Apostila gratuita · 20 páginas

Escroto agudo: torção testicular, hidátide de Morgagni, orquiepididimite e o sinal de Prehn

Camadas da bolsa escrotal, vascularização e drenagem linfática, torção intravaginal e extravaginal, reflexo cremastérico, sinal de Prehn, sinais de Brunzel e de Angel, Doppler e escore TWIST, tempo de isquemia e destorção manual, orquidopexia ou orquiectomia, torção da hidátide de Morgagni e sinal do blue dot, orquiepididimite por IST e por germes entéricos, antibiótico empírico e quando internar. Duas questões comentadas: ENARE 2021 e USP/RP 2023.

PDF de 1,6 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 20 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Urologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de escroto agudo cobre

Os três diagnósticos que a banca cruza por faixa etária, tempo de dor, sinais do exame físico e conduta imediata.

  • Torção, hidátide e orquiepididimite separadas

    Dor súbita com reflexo cremastérico abolido e Prehn negativo, dor insidiosa no polo superior com blue dot e dor progressiva com febre, disúria e Prehn positivo.

  • Escore TWIST e tempo de isquemia

    Pontuação de 0 a 7 com conduta por faixa de risco, do Doppler à exploração direta, e a queda da viabilidade testicular de mais de 90% antes de 6 horas para quase zero após 24 horas.

  • Duas questões comentadas

    ENARE 2021, sobre o adolescente com dor testicular intensa e vômitos, e USP/RP 2023, sobre o jovem com disúria e Prehn positivo, com gabarito e comentário de cada alternativa.

Sumário

O que tem dentro das 20 páginas

Da anatomia da bolsa escrotal ao antibiótico da orquiepididimite, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: torção, orquiepididimite e torção de apêndice lado a lado
  2. 02Anatomia cirúrgica: camadas da bolsa escrotal, vascularização e túnica vaginal
  3. 03Torção testicular: intravaginal e extravaginal (neonatal)
  4. 04Quadro clínico e exame físico: reflexo cremastérico, Prehn, Brunzel e Angel
  5. 05Papel do Doppler e escore TWIST
  6. 06Manejo de emergência: tempo de isquemia e destorção manual
  7. 07Exploração cirúrgica: orquidopexia ou orquiectomia
  8. 08Torção de apêndice testicular (hidátide de Morgagni) e sinal do blue dot
  9. 09Conduta conservadora e critérios de exceção
  10. 10Questão estratégica: torção testicular
  11. 11Orquiepididimite aguda: etiologia por faixa etária
  12. 12Quadro clínico e semiologia: o sinal de Prehn
  13. 13Padrão no Doppler: hiperfluxo tecidual
  14. 14Tratamento empírico e direcionado e quando internar
  15. 15Questão estratégica: orquiepididimite aguda
  16. 16Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Escroto agudo
Página da apostila: os pontos do escore TWIST e a conduta por faixa de risco, a viabilidade testicular pelo tempo de isquemia e a destorção manual em abrir o livro.

O que é o sinal de Prehn?

O sinal de Prehn é a resposta da dor à elevação manual suave do testículo em direção ao canal inguinal. Na orquiepididimite, a elevação alivia a tensão sobre o cordão espermático e reduz a estase venosa, e a dor melhora: Prehn positivo. Na torção testicular, a elevação não altera ou até agrava a dor: Prehn negativo.

O sinal anda junto com o reflexo cremastérico, pesquisado ao estimular a face súpero-medial da coxa: o cremáster contrai e o testículo sobe. Na torção, o reflexo está abolido, o achado físico mais sensível; na orquiepididimite e na torção da hidátide de Morgagni, está presente. Completam o exame a posição do testículo, elevado e horizontalizado na torção, e os sinais epônimos de Brunzel e de Angel.

A apostila resume em um mnemônico: Prehn positivo, pode passar para a enfermaria; Prehn negativo, não alivia e a necrose é iminente. Na ENARE 2021 da apostila, o menino de 13 anos com dor testicular forte há 4 horas, vômitos e sem febre tem torção testicular, e a alternativa correta é a de que a ausência do sinal de Prehn é esperada. Na USP/RP 2023, o homem de 21 anos com dor insidiosa, disúria, epidídimo endurecido e Prehn positivo vai para anti-inflamatório e antibiótico empírico.

Dor súbita no adolescente, com reflexo cremastérico abolido e Prehn negativo, é torção até prova em contrário: exploração cirúrgica de urgência, sem esperar Doppler quando a suspeita é alta.

Página da apostila Escroto agudo

Comparativo

Torção testicular, torção de apêndice e orquiepididimite: o diagnóstico diferencial

As três causas de escroto agudo da apostila se separam pela idade, pelo jeito da dor, pelo exame físico e pelo Doppler.

Diagnóstico diferencial do escroto agudo por critério. Fonte: apostila Med-Review R1, “Escroto agudo”.
CritérioTorção testicularTorção de apêndice testicularOrquiepididimite aguda
Faixa etáriaPico neonatal e na adolescência, de 12 a 18 anosCrianças em idade escolar, de 7 a 12 anosHomem jovem sexualmente ativo ou homem mais velho com uropatia
DorSúbita e lancinante, muitas vezes desperta o paciente, com náuseas e vômitosInsidiosa, leve a moderada, focal no polo superior do testículoProgressiva ao longo de dias, com febre, disúria e polaciúria
Exame físicoReflexo cremastérico abolido, Prehn negativo, testículo elevado e horizontalizadoReflexo cremastérico preservado e sinal do blue dot no polo superiorReflexo cremastérico presente, Prehn positivo e epidídimo aumentado e doloroso
DopplerFluxo ausente ou acentuadamente reduzidoNódulo hipo ou avascular no polo superior, com fluxo testicular preservadoHiperfluxo no epidídimo e no testículo
CondutaExploração cirúrgica de urgência e orquidopexia bilateral; orquiectomia se o testículo estiver inviávelConservadora: repouso relativo, elevação escrotal, compressas frias e AINEsAntibiótico empírico: ceftriaxona com doxiciclina na suspeita de IST; quinolona no perfil entérico

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir o escroto agudo, passo a passo

O raciocínio da apostila, da dor na bolsa escrotal no pronto-socorro à cirurgia ou ao antibiótico.

  1. Comece pela idade e pelo início

    Adolescente com dor súbita e vômitos sugere torção testicular; criança de 7 a 12 anos com dor gradual e sem vômitos, torção da hidátide; homem com dor que piora há dias, febre e sintomas urinários, orquiepididimite.

  2. Examine os sinais epônimos

    Pesquise o reflexo cremastérico, eleve o testículo para o sinal de Prehn e observe a posição: testículo elevado e horizontalizado reforça a suspeita de torção. Um ponto azulado no polo superior é o blue dot da hidátide.

  3. Some o escore TWIST

    Edema testicular e testículo endurecido valem 2 pontos cada; reflexo cremastérico ausente, náuseas ou vômitos e testículo elevado, 1 ponto cada. De 0 a 2, investigue outros diagnósticos; de 3 a 4, Doppler prioritário; de 5 a 7, exploração cirúrgica sem ultrassom prévio.

  4. Na torção, tempo é gônada

    Antes de 6 horas, o testículo é preservado em mais de 90% dos casos; entre 12 e 24 horas, em torno de 10% a 20%; após 24 horas, praticamente nunca. Enquanto o centro cirúrgico é preparado, tente a destorção manual em abrir o livro, de medial para lateral, mas opere mesmo se ela der certo.

  5. Decida na sala pela viabilidade

    Após a destorção e o aquecimento com compressas mornas, testículo róseo e sangrante recebe orquidopexia; necrótico e sem sangramento, orquiectomia. Em ambos os casos, a orquidopexia contralateral é obrigatória, porque o badalo de sino costuma ser bilateral.

  6. Trate a orquiepididimite pela etiologia

    Suspeita de IST: ceftriaxona 500 mg IM em dose única com doxiciclina 100 mg VO de 12/12 horas, tratando as parcerias sexuais. Perfil entérico: levofloxacino ou ciprofloxacino por 10 a 14 dias. Interne se houver sepse, vômitos que impeçam a via oral, falha em 48 a 72 horas ou abscesso.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre escroto agudo na prova

O que é escroto agudo?

É a dor aguda na bolsa escrotal, um quadro de pronto-socorro em que a banca cruza faixa etária, tempo de instalação da dor, sinais do exame físico e conduta imediata. A apostila trabalha os três diagnósticos centrais: torção testicular, torção do apêndice testicular, a hidátide de Morgagni, e orquiepididimite aguda.

O que é torção testicular?

É o giro do cordão espermático sobre o próprio eixo vascular, com oclusão venosa, edema, trombose arterial e necrose hemorrágica do testículo. A forma intravaginal, mais de 90% dos casos, ocorre em adolescentes e adultos jovens com a deformidade em badalo de sino; a extravaginal ocorre no feto ou no primeiro mês de vida. É emergência cirúrgica.

O que é orquiepididimite?

É a infecção do epidídimo e do testículo, quase sempre por ascensão de patógenos da uretra pelo ducto deferente até a cauda do epidídimo. No homem jovem sexualmente ativo, predominam Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae; no homem mais velho ou com uropatia, Escherichia coli e outras bactérias entéricas. O tratamento é clínico e, na maioria dos casos, ambulatorial.

Como fazer o reflexo cremastérico?

Estimule suavemente a face súpero-medial da coxa com uma haste ou com a ponta dos dedos. A resposta normal é a contração rápida do cremáster, com subida do testículo do mesmo lado. Na torção testicular, o reflexo está abolido; na orquiepididimite e na torção da hidátide, está presente.

Como é feita a cirurgia de torção testicular?

Por incisão escrotal, o testículo é exteriorizado, o cordão é destorcido e a gônada é envolvida em compressas com soro morno. Se recupera a cor rósea e sangra, faz-se a orquidopexia com fixação em três pontos; se segue necrótico, a orquiectomia. A orquidopexia do testículo contralateral é obrigatória nos dois casos.

Qual a diferença entre epididimite e torção testicular?

A torção tem dor súbita e lancinante, vômitos, reflexo cremastérico abolido, Prehn negativo e fluxo ausente ao Doppler, e vai para cirurgia. A orquiepididimite tem dor progressiva ao longo de dias, febre e sintomas urinários, reflexo presente, Prehn positivo e hiperfluxo ao Doppler, e é tratada com antibiótico.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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