Apostila gratuita · 26 páginas

Doença hemorroidária e fissura anal: classificação de Goligher, ligadura elástica, hemorroidectomia e esfincterotomia lateral interna

Anatomia do canal anal, coxins vasculares e fatores de risco, hemorroidas internas e externas, classificação de Goligher, tratamento clínico, ligadura elástica, Milligan-Morgan e Ferguson, PPH e THD, trombose hemorroidária antes e depois de 72 horas, retenção urinária e gestante, fissura anal e o ciclo dor, espasmo e isquemia, tríade de Brodie, fissuras atípicas, diltiazem tópico, esfincterotomia lateral interna e sinais de alarme para colonoscopia. Duas questões comentadas: UNESP 2023 e ISCMSP 2020.

PDF de 5,2 MB. Gratuito.

Capa da apostila Doença hemorroidária e fissura anal em um tablet
Formato
Apostila · 26 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Coloproctologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de doença hemorroidária e fissura anal cobre

Do sangramento indolor no vaso à dor em lâmina de barbear, com a conduta que a banca cobra em cada degrau.

  • Goligher define a conduta

    Graus I e II no tratamento clínico, ligadura elástica quando o sangramento ou o prolapso persistem e hemorroidectomia no grau IV, no grau III volumoso e na falha do tratamento ambulatorial.

  • Escada terapêutica da fissura anal

    Fibras, banho de assento e diltiazem 2% tópico na primeira linha, esfincterotomia lateral interna na fissura crônica refratária e, na fissura atípica, biópsia e investigação antes de qualquer esfincterotomia.

  • Duas questões comentadas

    UNESP 2023, sobre hemorroida interna irredutível, e ISCMSP 2020, sobre fissura anal crônica na posição de 6 horas, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 26 páginas

Da anatomia do canal anal à cirurgia da fissura, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: o mapa do tema
  2. 02Contexto clínico e anatomia do canal anal
  3. 03Aparelho esfincteriano e coxins vasculares
  4. 04Fisiopatologia e fatores de risco da doença hemorroidária
  5. 05Hemorroidas internas e externas
  6. 06Classificação de Goligher
  7. 07Tratamento clínico e comportamental
  8. 08Procedimentos ambulatoriais: ligadura elástica
  9. 09Hemorroidectomia: Milligan-Morgan e Ferguson
  10. 10Técnicas não excisionais: PPH e THD
  11. 11Trombose hemorroidária
  12. 12O que a banca mais cobra: retenção urinária e gestante
  13. 13Questão estratégica: classificação e manejo da doença hemorroidária
  14. 14Fissura anal: fisiopatologia e isquemia posterior
  15. 15Apresentação clínica e localização típica
  16. 16Fissura crônica e tríade de Brodie
  17. 17Fissuras atípicas: quando desconfiar
  18. 18Tratamento clínico e vasodilatadores tópicos
  19. 19Tratamento cirúrgico: esfincterotomia anal interna lateral
  20. 20Questão estratégica: fissura anal crônica
  21. 21Sinais de alarme: quando indicar colonoscopia
  22. 22Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Doença hemorroidária e fissura anal
Página da apostila: as técnicas não excisionais, anopexia grampeada (PPH) e desarterialização guiada por Doppler (THD), comparadas à hemorroidectomia por mecanismo, vantagem e limitação.

O que é a esfincterotomia lateral interna?

A esfincterotomia anal interna lateral (EIL) é a cirurgia padrão-ouro da fissura anal crônica refratária ao tratamento clínico. Por uma pequena incisão lateral no anoderma, o cirurgião secciona parte da porção distal do esfíncter anal interno, de musculatura lisa e involuntária. A pressão de repouso do canal anal cai de forma imediata e permanente, a comissura posterior volta a ser perfundida e a úlcera cicatriza em mais de 95% dos casos.

A cirurgia ataca o ciclo que mantém a fissura aberta. O trauma das fezes endurecidas lacera o anoderma, a dor somática provoca espasmo reflexo do esfíncter interno, o esfíncter hipertônico comprime os ramos da artéria retal inferior e a ferida, sem perfusão, não cicatriza. A comissura posterior tem irrigação naturalmente mais pobre, por isso 90% das fissuras ficam na linha média posterior.

A EIL entra depois da falha do tratamento clínico. A fissura crônica, com mais de 6 semanas e tríade de Brodie, começa com fibras, banho de assento e diltiazem 2% tópico, a esfincterotomia química; a cirurgia fica para a fissura que não cicatriza após 6 a 8 semanas desse tratamento. Na ISCMSP 2020 da apostila, o paciente de 25 anos com plicoma, úlcera às 6 horas e hipertonia esfincteriana tem como resposta diltiazem 2% tópico.

A complicação mais temida é a incontinência, principalmente a flatos e sujidade, em 5% a 15% dos casos. Em idosos, multíparas com laceração obstétrica ou pacientes com diarreia crônica, a apostila manda esgotar o tratamento clínico ou considerar toxina botulínica. Fissura lateral, múltipla, indolor ou refratária pede biópsia e investigação de Crohn, tuberculose, sífilis, HIV e neoplasia antes de qualquer esfincterotomia.

Página da apostila Doença hemorroidária e fissura anal

Comparativo

Classificação de Goligher: os quatro graus da hemorroida interna

Os graus de hemorroida pela classificação de Goligher valem só para a hemorroida interna e seguem o comportamento do prolapso. Na apostila, o grau orienta a escolha do tratamento.

Graus da hemorroida interna pela classificação de Goligher, com o prolapso e a conduta. Fonte: apostila Med-Review R1, “Doença hemorroidária e fissura anal”.
Grau de GoligherComportamento do prolapsoConduta na apostila
Grau ISangra, mas não prolapsa para fora do canal analTratamento clínico: fibras, hidratação e reeducação evacuatória
Grau IIProlapsa ao esforço evacuatório e reduz espontaneamenteTratamento clínico; ligadura elástica se o sangramento ou o prolapso persistem
Grau IIIProlapsa ao esforço e precisa de redução manualLigadura elástica; hemorroidectomia se volumosa ou se o tratamento ambulatorial falha
Grau IVFica prolapsada de forma permanente, irredutível, com risco de estrangulamentoHemorroidectomia excisional: Milligan-Morgan, aberta, ou Ferguson, fechada

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir a hemorroida e a fissura anal, passo a passo

O raciocínio da apostila, da queixa de sangramento ou de dor anal à escolha da cirurgia.

  1. Separe dor de sangramento

    Sangue vermelho vivo no vaso, sem dor, aponta para hemorroida interna. Dor em lâmina de barbear ao evacuar, com sangue em estrias no papel, aponta para fissura anal. Nódulo violáceo, endurecido e muito doloroso na margem anal é trombose hemorroidária externa.

  2. Procure o sinal de alarme

    Hemorroida ou fissura não protegem contra câncer colorretal nem doença inflamatória intestinal. Idade a partir de 45 a 50 anos com sangramento recente, parente de 1º grau com câncer colorretal, perda de peso, mudança do hábito intestinal e anemia ferropriva indicam colonoscopia.

  3. Classifique por Goligher e escalone

    Graus I e II começam com fibras, 2 a 3 litros de água por dia e reeducação evacuatória. Se o sangramento ou o prolapso persistem, ligadura elástica, aplicada 1 a 2 cm acima da linha pectínea, na zona de inervação visceral, para ser indolor. Grau IV ou falha do tratamento vão para hemorroidectomia.

  4. Na trombose, conte as horas

    Com menos de 72 horas, excisão local ou trombectomia sob anestesia local alivia a dor de imediato. Com mais de 72 horas, a dor está em regressão e o trombo em reabsorção: analgésicos, anti-inflamatórios, banho de assento e laxante formador de bolo. A apostila avisa que a conduta antes de 72 horas varia conforme a referência.

  5. Examine a fissura sem toque retal

    No quadro agudo, o toque retal é contraindicado; o diagnóstico é feito pela inspeção com afastamento suave das nádegas. Abaixo de 6 semanas, corte linear de bordas limpas; acima, úlcera com fibras do esfíncter interno, plicoma sentinela e papila hipertrófica, a tríade de Brodie.

  6. Trate a fissura em escada

    Fibras, psyllium, banho de assento morno e diltiazem 2% ou nifedipino 0,2% tópicos, com cicatrização de 70% a 80%. Fissura crônica refratária após 6 a 8 semanas vai para esfincterotomia lateral interna. Fissura fora da linha média pede biópsia e investigação antes de qualquer esfincterotomia.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre doença hemorroidária e fissura anal na prova

Quais são os graus de hemorroida?

Pela classificação de Goligher, que vale só para a hemorroida interna, são quatro. No grau I há sangramento sem prolapso; no II, prolapso com redução espontânea; no III, prolapso que exige redução manual; no IV, prolapso permanente e irredutível. O grau orienta a conduta, do tratamento clínico à hemorroidectomia.

Trombose hemorroidária some sozinha?

Depois de 72 horas, em geral sim: o pico inflamatório passou, a dor está em regressão e o organismo já iniciou a reabsorção espontânea do trombo. Por isso, nessa fase a conduta é conservadora, com analgésicos, anti-inflamatórios, banho de assento morno e laxantes formadores de bolo fecal. Antes de 72 horas, a apostila indica excisão local sob anestesia local para alívio imediato.

Hemorroida grau 4 tem cura?

O tratamento indicado é a hemorroidectomia excisional, que resseca os coxins doentes com ligadura do pedículo vascular. Entre as técnicas, a hemorroidectomia tem a menor taxa de recidiva a longo prazo, ao custo de dor pós-operatória significativa. Na UNESP 2023 da apostila, o botão hemorroidário com origem acima da linha pectínea, prolapsado e sem redução manual é hemorroida interna grau IV, com indicação de hemorroidectomia.

Qual a diferença entre hemorroidectomia aberta e fechada?

Na técnica de Milligan-Morgan, aberta e a mais realizada no Brasil, as feridas no anoderma ficam abertas e cicatrizam por segunda intenção, separadas por pontes mucocutâneas que evitam estenose. Na de Ferguson, fechada e mais popular nos Estados Unidos, as feridas são suturadas e cicatrizam por primeira intenção, um pouco mais rápido, com risco de deiscência. O mnemônico da apostila é Milligan-Morgan, Mesmo Aberta, e Ferguson, Fechada.

Qual o tratamento da fissura anal?

A primeira linha é clínica: fibras de 25 a 30 g por dia com psyllium, 2 a 3 litros de água, banho de assento morno 2 a 3 vezes ao dia, analgesia e vasodilatador tópico, diltiazem 2% ou nifedipino 0,2%. Na fissura crônica que não cicatriza após 6 a 8 semanas de tratamento bem conduzido, a cirurgia padrão-ouro é a esfincterotomia lateral interna.

Quando usar toxina botulínica na fissura anal?

A apostila cita a toxina botulínica como alternativa à esfincterotomia nos pacientes com risco aumentado de incontinência, como idosos, multíparas com laceração obstétrica e portadores de diarreia crônica. Nesses casos, a orientação é esgotar o tratamento clínico ou considerar a toxina, já que a principal complicação da cirurgia é a incontinência a flatos e fezes.

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

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    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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