Apostila gratuita · 23 páginas

Abscesso e fístula anorretal: drenagem, classificação de Parks, regra de Goodsall-Salmon e cirurgia da fístula

Teoria criptoglandular, tríade clínica do abscesso, tipos perianal, isquiorretal, interesfincteriano e supraelevador, quando pedir RM ou TC, drenagem imediata, quando associar antibiótico, gangrena de Fournier, fístula como fase crônica, regra de Goodsall-Salmon e sua exceção, classificação de Parks, fístula simples e complexa, causas secundárias e cirurgia: fistulotomia, sedenho e LIFT. Duas questões comentadas: INEP 2022 e FMABC/SP 2017.

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Formato
Apostila · 23 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Coloproctologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de abscesso e fístula anorretal cobre

Do abscesso no pronto-socorro à fístula no consultório, como duas fases da mesma doença criptoglandular.

  • Abscesso diagnosticado é abscesso drenado

    Drenagem cirúrgica imediata, sem esperar flutuação e sem imagem no abscesso visível, e antibiótico reservado a indicações como diabetes, imunodepressão, sepse e celulite extensa.

  • Goodsall-Salmon e Parks com figura

    O trajeto previsto pelo orifício externo, com a exceção do anterior a mais de 3 cm da margem anal, e os quatro tipos de Parks ligados à escolha entre fistulotomia, sedenho e LIFT.

  • Duas questões comentadas

    INEP 2022, sobre o abscesso sem ponto de flutuação, e FMABC/SP 2017, sobre a secreção crônica na roupa íntima, com gabarito e comentário de cada alternativa.

Sumário

O que tem dentro das 23 páginas

Da glândula anal obstruída à cirurgia da fístula, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: abscesso e fístula lado a lado
  2. 02Anatomia do canal anal e teoria criptoglandular
  3. 03Abscesso anorretal: definição e fisiopatologia
  4. 04Apresentação clínica e a tríade clássica
  5. 05Classificação anatômica dos abscessos
  6. 06Diagnóstico e exames de imagem: quando pedir USG ou RM
  7. 07Manejo terapêutico: abscesso diagnosticado é abscesso drenado
  8. 08Questão estratégica: manejo inicial do abscesso anorretal
  9. 09Complicação grave de prova: gangrena de Fournier
  10. 10Fístula anorretal: a cronificação do abscesso drenado
  11. 11Apresentação clínica e exame físico: o orifício secundário
  12. 12Regra de Goodsall-Salmon e a exceção clássica
  13. 13Classificação de Parks
  14. 14Fístulas simples e fístulas complexas
  15. 15Exames complementares: RM e ultrassom endoanal
  16. 16Diagnóstico diferencial e causas secundárias
  17. 17Manejo cirúrgico: fistulotomia, fistulectomia, sedenho e LIFT
  18. 18Questão estratégica: diagnóstico e conduta na fístula
  19. 19Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Abscesso e fístula anorretal
Página da apostila: fístulas simples e complexas comparadas pelo esfíncter envolvido, pela classificação de Parks e pelo risco de incontinência, seguidas da RM e do ultrassom endoanal.

O que é a regra de Goodsall-Salmon?

A regra de Goodsall-Salmon prevê onde está o orifício interno da fístula anorretal, na cripta anal, a partir da posição do orifício externo na pele. Com o paciente em posição de litotomia, uma linha transversal divide o ânus em metade anterior e metade posterior. Orifício externo posterior indica trajeto curvo até a cripta da linha média posterior, às 6 horas; orifício anterior a menos de 3 cm da margem anal indica trajeto reto e radial até a cripta correspondente.

A exceção é a parte mais cobrada: orifício externo anterior a mais de 3 cm da margem anal quebra a regra do trajeto reto. Essa fístula faz um trajeto curvo, contornando o aparelho esfincteriano em direção à linha média posterior, como as posteriores.

A regra entra depois do diagnóstico clínico da fístula. O paciente conta saída crônica ou intermitente de secreção purulenta, serossanguinolenta ou fétida por um orifício perianal, muitas vezes depois da drenagem de um abscesso. No exame, o orifício externo aparece como um botão de tecido de granulação, e às vezes se palpa um cordão fibroso indo em direção à margem anal.

Localizado o trajeto, a classificação de Parks define a cirurgia: a fístula simples aceita a fistulotomia, e a complexa exige técnica que preserve o esfíncter. Posterior, ou anterior a mais de 3 cm, vai curvo para as 6 horas; anterior perto da margem vai reto para a cripta da frente.

Página da apostila Abscesso e fístula anorretal

Comparativo

Classificação de Parks: os quatro tipos de fístula anorretal

Parks classifica o trajeto pela relação com o esfíncter anal externo e com o levantador do ânus. Na apostila, o tipo de Parks entra na separação entre fístula simples e complexa.

Tipos de fístula anorretal pela classificação de Parks, com o trajeto, a frequência e a complexidade. Fonte: apostila Med-Review R1, “Abscesso e fístula anorretal”.
Tipo de ParksTrajetoFrequênciaSimples ou complexa
InteresfincterianaFica no plano entre os esfíncteres interno e externo e desce direto para a pele perianal70%, a mais comumSimples: fistulotomia
Transesfincteriana baixaCruza o esfíncter externo até a fossa isquiorretal, envolvendo menos de 30% do esfíncter25%, somadas baixa e altaSimples: fistulotomia
Transesfincteriana altaCruza o esfíncter externo envolvendo mais de 30% do músculo25%, somadas baixa e altaComplexa: sedenho ou LIFT
SupraesfincterianaSobe no espaço interesfincteriano, passa sobre o puborretal e o levantador do ânus e desce pela fossa isquiorretal5%Complexa: preservar o esfíncter
ExtraesfincterianaNasce na parede do reto, acima da linha pectínea, e atravessa o levantador do ânus sem relação com a cripta anal1%Complexa: preservar o esfíncter

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir o abscesso e a fístula anorretal, passo a passo

O raciocínio da apostila, do paciente com dor anal latejante à escolha da cirurgia da fístula.

  1. Reconheça o abscesso e procure o profundo

    Dor anal contínua e latejante, abaulamento perianal doloroso e febre com calafrios formam a tríade. No abscesso interesfincteriano ou supraelevador a pele pode ser normal, e o toque retal doloroso é o passo decisivo.

  2. Peça imagem só quando o exame não basta

    O diagnóstico é clínico. RM de pelve, padrão-ouro, ou TC ficam para abscesso profundo, recorrente ou paciente imunodeprimido com exame inconclusivo; pedir imagem no abscesso visível e flutuante adia a drenagem e é conduta errada em prova.

  3. Drene já, perto da margem anal

    Drenagem cirúrgica imediata, sem esperar flutuação. A incisão fica o mais próximo possível da margem anal, para que uma eventual fístula tenha o trajeto mais curto, e a exploração digital rompe as traves fibrosas da loja.

  4. Associe antibiótico só com indicação

    Diabetes, imunodepressão, sinais de infecção sistêmica e celulite extensa estão entre as indicações; no jovem imunocompetente com abscesso simples, em geral, a drenagem basta. O esquema cobre gram-negativos e anaeróbios, e o mais cobrado é ciprofloxacino com metronidazol. Dor perineal desproporcional com crepitação e necrose aponta para Fournier: desbridamento de urgência, antibiótico amplo e UTI.

  5. Mapeie a fístula

    Diante da secreção crônica por orifício perianal, a regra de Goodsall-Salmon aponta o orifício interno e a classificação de Parks separa a fístula simples da complexa. Na fístula complexa ou recidivante, a RM de pelve é o exame de escolha; a fistulografia é obsoleta.

  6. Escolha a cirurgia pela complexidade

    Fistulotomia na fístula simples, com cura acima de 95%. Na complexa, sedenho ou LIFT, que liga o trajeto no espaço interesfincteriano sem cortar músculo. Na doença de Crohn, fistulotomia é contraindicada: sedenho não cortante e imunobiológico.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre abscesso e fístula anorretal na prova

O que é abscesso perianal?

É a forma mais frequente de abscesso anorretal: o pus que sai da glândula anal infectada desce e se acumula no subcutâneo da margem anal. Os outros tipos são isquiorretal, interesfincteriano e supraelevador, este o mais raro. A conduta é a drenagem cirúrgica imediata, porque abscesso diagnosticado é abscesso drenado.

O que causa fístula perianal?

Na maioria dos casos, a teoria criptoglandular: a obstrução das glândulas anais de Chiari, nas criptas de Morgagni, gera o abscesso, e a fístula é a fase crônica e epitelizada do mesmo processo. Fístulas múltiplas, atípicas ou que não cicatrizam pedem investigação de causas secundárias, como doença de Crohn, hidradenite supurativa, doença pilonidal, tuberculose e neoplasia.

Fístula perianal pode fechar sozinha?

O trajeto não fecha sozinho: a infecção criptoglandular persiste na origem e a reepitelização das bordas impede o colapso do túnel. O orifício externo pode se fechar por um tempo, mas a secreção se acumula, forma um miniabscesso e volta a drenar. A cura vem da cirurgia.

Como é feita a cirurgia de fístula perianal?

Na fístula simples, a fistulotomia: um estilete passa pelo trajeto, o teto da fístula é aberto e a ferida cicatriza por segunda intenção. Na complexa, o sedenho, cortante ou de drenagem, ou o LIFT, a ligadura do trajeto no espaço interesfincteriano, preservam o esfíncter. A fistulectomia deixa feridas maiores e não é a primeira escolha.

Qual antibiótico para abscesso perianal?

Na maioria dos jovens imunocompetentes com abscesso perianal simples, nenhum: a drenagem isolada é curativa. Quando há indicação, como diabetes, imunodepressão, sepse ou celulite extensa, o esquema cobre gram-negativos e anaeróbios, e a combinação mais cobrada é ciprofloxacino com metronidazol. Antibiótico sem drenagem é erro grave.

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    Clínica Médica

    Raquel Khoury

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    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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