Exame físico, radiografia, incidência de Laurell e ultrassom, toracocentese, critérios de Light e o falso exsudato do diurético, os três estágios do derrame parapneumônico, quando drenar, fibrinolítico e VATS, tuberculose pleural, derrame neoplásico, quilotórax e outras causas de exsudato. Cinco questões comentadas, entre elas ENAMED 2025 e ENARE 2024.
PDF de 3,3 MB. Gratuito.

Para que serve
Da suspeita no exame físico à decisão de drenar, com a análise do líquido pleural que a banca cobra.
Critérios de Light, em que um critério positivo basta para exsudato, e o gradiente de albumina acima de 1,2 g/dL para desmascarar o falso exsudato do paciente com diurético.
Pus franco, pH abaixo de 7,20, LDH acima de 1.000 ou bactéria no líquido indicam drenagem. Loculações e dreno que falhou levam a fibrinolítico com DNAse ou a VATS.
ENAMED 2025, ENARE 2024, FAMEMA 2023, UNIFESP 2022 e FAMERP 2025, do primeiro exame à conduta no derrame complicado, com gabarito e comentário.
Sumário
Da semiologia à etiologia do exsudato, na ordem em que a apostila ensina.
Os critérios de Light classificam o derrame pleural em transudato ou exsudato comparando o líquido pleural com o sangue. Basta um critério positivo para exsudato: relação proteína do líquido/proteína sérica acima de 0,5, relação LDH do líquido/LDH sérico acima de 0,6 ou LDH do líquido acima de 2/3 do limite superior da normalidade do LDH sérico. Com os três negativos, é transudato.
A divisão diz onde está o problema. No transudato, a pleura está inocente e a causa é sistêmica: aumento da pressão hidrostática, como na insuficiência cardíaca, ou queda da pressão oncótica, como na cirrose e na síndrome nefrótica. No exsudato, a pleura está doente, por inflamação ou obstrução linfática, e as causas são pneumonia, tuberculose, câncer, doenças do colágeno e quilotórax.
A pegadinha clássica é o paciente com insuficiência cardíaca que tomou muita furosemida: o diurético concentra as proteínas no líquido e positiva falsamente os critérios. Se a clínica é de IC e o Light deu exsudato, um gradiente de albumina soro − líquido acima de 1,2 g/dL confirma o transudato.
Na ENARE 2024 da apostila, proteína de 1,7 no líquido para 3,8 no soro dá relação abaixo de 0,5, o LDH do líquido de 60 U/L fica abaixo de 0,6 do sérico e abaixo de 2/3 do limite superior de 256. Nenhum critério é atingido: é transudato, e insuficiência cardíaca é uma das hipóteses.
Comparativo
Todo derrame associado à pneumonia é exsudato, mas a fase em que ele está define se basta antibiótico, se é preciso drenar ou operar.
| Estágio | O que acontece | Líquido pleural | Conduta |
|---|---|---|---|
| 1 — Exsudativo simples | A inflamação do pulmão aumenta a permeabilidade capilar e deixa vazar líquido | Exsudato estéril e livre, com pH e glicose normais e LDH abaixo de 1.000 | Antibiótico sistêmico; o derrame é reabsorvido |
| 2 — Fibrinopurulento | Bactérias invadem o espaço pleural, consomem glicose, produzem ácido lático e depositam fibrina | pH abaixo de 7,20, glicose baixa, LDH acima de 1.000, Gram ou cultura positivos; com pus, empiema | Drenagem torácica fechada obrigatória |
| 3 — Organizado | Fibroblastos formam uma carapaça grossa e o pulmão fica encarcerado | Líquido espesso, com múltiplas loculações rígidas | Cirurgia: decorticação |
| Dreno que falhou | Febre persistente, líquido loculado residual ou dreno que parou de funcionar | Loculações do estágio fibrinopurulento avançado | tPA com DNAse pelo dreno ou decorticação por VATS; janela de Eloesser como último recurso |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio progressivo da apostila, da semiologia à conduta.
Expansibilidade reduzida, frêmito toracovocal reduzido ou abolido, submacicez à percussão e murmúrio vesicular abolido no lado afetado. A queixa costuma ser dispneia progressiva, tosse seca e dor pleurítica.
O raio X de tórax é o exame inicial: sinal do menisco, velamento do seio costofrênico e, no derrame massivo, desvio da traqueia para o lado oposto. A incidência de Laurell separa líquido livre de loculado, e o ultrassom é superior ao raio X para ver septações.
Faixa de líquido acima de 10 mm no Laurell permite toracocentese com segurança; abaixo disso, observe. Fora a insuficiência cardíaca óbvia, a toracocentese diagnóstica é o próximo passo, de preferência guiada por ultrassom, como na ENAMED 2025 da apostila.
Um critério positivo define exsudato. Se a clínica é de insuficiência cardíaca em uso de diurético e o resultado foi exsudato, calcule o gradiente de albumina: acima de 1,2 g/dL, é transudato.
Neutrófilos com quadro agudo apontam para parapneumônico: cheque pH, LDH e bactéria no líquido. Linfócitos, quadro arrastado e ADA acima de 40 U/L apontam para tuberculose. Líquido leitoso pede triglicerídeos, e acima de 110 mg/dL é quilotórax.
Parapneumônico complicado ou empiema vai para drenagem. No derrame neoplásico recidivante, a pleurodese com talco exige pulmão que expanda; com pulmão encarcerado ou expectativa de vida curta, a escolha é o cateter pleural tunelizado.
Perguntas frequentes
É o acúmulo anormal de líquido no espaço virtual entre a pleura parietal e a pleura visceral. O paciente chega com dispneia progressiva, tosse seca e dor pleurítica, que piora ao inspirar ou tossir. No derrame volumoso, o exame mostra expansibilidade e frêmito reduzidos, submacicez e murmúrio vesicular abolido.
O transudato vem de um problema sistêmico, como insuficiência cardíaca, cirrose ou síndrome nefrótica, e é pobre em proteínas e células. O exsudato vem de doença da própria pleura, como pneumonia, tuberculose ou câncer, e é rico em proteínas e LDH. Quem separa os dois são os critérios de Light.
No derrame parapneumônico, drena-se o empiema, com pus franco, sem esperar a bioquímica, e o derrame com pH abaixo de 7,20, LDH acima de 1.000 ou bactéria no Gram ou na cultura. Com bioquímica inocente, mantém-se o antibiótico e observa-se. Na FAMERP 2025 da apostila, o líquido com pH de 6,9 e LDH de 1.250 tem como resposta drenagem torácica.
Transudatos vêm de insuficiência cardíaca, cirrose e síndrome nefrótica. Exsudatos vêm de pneumonia, tuberculose, câncer, como metástase de pulmão, mama e linfoma, doenças reumatológicas, pancreatite, TEP e quilotórax. No Brasil, a tuberculose pleural é a principal causa de derrame unilateral em jovens.
É a punção do espaço pleural para colher líquido e analisá-lo, de preferência guiada por ultrassom. Está indicada quando o derrame tem mais de 10 mm no Laurell ou no ultrassom e a causa não é óbvia, como numa insuficiência cardíaca descompensada clássica. A toracocentese de alívio, por sua vez, retira grande volume para aliviar a dispneia.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.
Continue estudando
Onde aprofundar
Extensive R1: preparatório completo para a residência
Aulas, questões comentadas, flashcards e Planner inteligente, com cronograma direcionado por prova.
Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
Arraste para o lado para ver toda a equipe
25 páginas com imagem, toracocentese, critérios de Light, derrame parapneumônico, drenagem, tuberculose pleural, derrame neoplásico, quilotórax e cinco questões comentadas, em PDF gratuito.
Preencha para liberar o download.
Carregando formulário…