Apostila gratuita · 25 páginas

Derrame pleural: critérios de Light, derrame parapneumônico, quando drenar e tuberculose pleural

Exame físico, radiografia, incidência de Laurell e ultrassom, toracocentese, critérios de Light e o falso exsudato do diurético, os três estágios do derrame parapneumônico, quando drenar, fibrinolítico e VATS, tuberculose pleural, derrame neoplásico, quilotórax e outras causas de exsudato. Cinco questões comentadas, entre elas ENAMED 2025 e ENARE 2024.

PDF de 3,3 MB. Gratuito.

Capa da apostila Derrame pleural: do diagnóstico à drenagem em um tablet
Formato
Apostila · 25 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Pneumologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de derrame pleural cobre

Da suspeita no exame físico à decisão de drenar, com a análise do líquido pleural que a banca cobra.

  • Transudato ou exsudato pelo líquido

    Critérios de Light, em que um critério positivo basta para exsudato, e o gradiente de albumina acima de 1,2 g/dL para desmascarar o falso exsudato do paciente com diurético.

  • Quando drenar o parapneumônico

    Pus franco, pH abaixo de 7,20, LDH acima de 1.000 ou bactéria no líquido indicam drenagem. Loculações e dreno que falhou levam a fibrinolítico com DNAse ou a VATS.

  • Cinco questões comentadas

    ENAMED 2025, ENARE 2024, FAMEMA 2023, UNIFESP 2022 e FAMERP 2025, do primeiro exame à conduta no derrame complicado, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 25 páginas

Da semiologia à etiologia do exsudato, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela de critérios decisivos
  2. 02Contexto clínico e a tríade do exame físico
  3. 03Por que o tema cai tanto
  4. 04Imagem: sinal do menisco, seio costofrênico e incidência de Laurell
  5. 05Ultrassom à beira do leito e a regra dos 10 mm
  6. 06Questão estratégica: diagnóstico do derrame pleural
  7. 07Transudato ou exsudato: critérios de Light
  8. 08O falso exsudato no paciente com diurético
  9. 09Questão estratégica: critérios de Light
  10. 10Derrame parapneumônico: a evolução em três estágios
  11. 11Fluxograma de decisão: drenar ou não
  12. 12O dreno falhou: fibrinolítico com DNAse, VATS e janela de Eloesser
  13. 13Tuberculose pleural: linfócitos, ADA e biópsia
  14. 14Questão estratégica: diagnóstico de TB pleural
  15. 15Derrame neoplásico e conduta no derrame maligno recidivante
  16. 16Questão estratégica: manejo do derrame neoplásico
  17. 17Quilotórax e pseudoquilotórax
  18. 18Outras causas de exsudato: artrite reumatoide, lúpus, pancreatite, Boerhaave e TEP
  19. 19Questão estratégica: manejo avançado
  20. 20Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Derrame pleural: do diagnóstico à drenagem
Página da apostila: o que fazer quando o dreno falha, com tPA e DNAse pelo dreno, decorticação por VATS e janela de Eloesser como último recurso.

O que são os critérios de Light?

Os critérios de Light classificam o derrame pleural em transudato ou exsudato comparando o líquido pleural com o sangue. Basta um critério positivo para exsudato: relação proteína do líquido/proteína sérica acima de 0,5, relação LDH do líquido/LDH sérico acima de 0,6 ou LDH do líquido acima de 2/3 do limite superior da normalidade do LDH sérico. Com os três negativos, é transudato.

A divisão diz onde está o problema. No transudato, a pleura está inocente e a causa é sistêmica: aumento da pressão hidrostática, como na insuficiência cardíaca, ou queda da pressão oncótica, como na cirrose e na síndrome nefrótica. No exsudato, a pleura está doente, por inflamação ou obstrução linfática, e as causas são pneumonia, tuberculose, câncer, doenças do colágeno e quilotórax.

A pegadinha clássica é o paciente com insuficiência cardíaca que tomou muita furosemida: o diurético concentra as proteínas no líquido e positiva falsamente os critérios. Se a clínica é de IC e o Light deu exsudato, um gradiente de albumina soro − líquido acima de 1,2 g/dL confirma o transudato.

Na ENARE 2024 da apostila, proteína de 1,7 no líquido para 3,8 no soro dá relação abaixo de 0,5, o LDH do líquido de 60 U/L fica abaixo de 0,6 do sérico e abaixo de 2/3 do limite superior de 256. Nenhum critério é atingido: é transudato, e insuficiência cardíaca é uma das hipóteses.

Página da apostila Derrame pleural: do diagnóstico à drenagem

Comparativo

Derrame parapneumônico: os três estágios e a conduta em cada um

Todo derrame associado à pneumonia é exsudato, mas a fase em que ele está define se basta antibiótico, se é preciso drenar ou operar.

Estágios do derrame parapneumônico e a conduta quando o dreno falha. Fonte: apostila Med-Review R1, “Derrame pleural”.
EstágioO que aconteceLíquido pleuralConduta
1 — Exsudativo simplesA inflamação do pulmão aumenta a permeabilidade capilar e deixa vazar líquidoExsudato estéril e livre, com pH e glicose normais e LDH abaixo de 1.000Antibiótico sistêmico; o derrame é reabsorvido
2 — FibrinopurulentoBactérias invadem o espaço pleural, consomem glicose, produzem ácido lático e depositam fibrinapH abaixo de 7,20, glicose baixa, LDH acima de 1.000, Gram ou cultura positivos; com pus, empiemaDrenagem torácica fechada obrigatória
3 — OrganizadoFibroblastos formam uma carapaça grossa e o pulmão fica encarceradoLíquido espesso, com múltiplas loculações rígidasCirurgia: decorticação
Dreno que falhouFebre persistente, líquido loculado residual ou dreno que parou de funcionarLoculações do estágio fibrinopurulento avançadotPA com DNAse pelo dreno ou decorticação por VATS; janela de Eloesser como último recurso

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como investigar o derrame pleural, passo a passo

O raciocínio progressivo da apostila, da semiologia à conduta.

  1. Reconheça o derrame no exame físico

    Expansibilidade reduzida, frêmito toracovocal reduzido ou abolido, submacicez à percussão e murmúrio vesicular abolido no lado afetado. A queixa costuma ser dispneia progressiva, tosse seca e dor pleurítica.

  2. Confirme com imagem

    O raio X de tórax é o exame inicial: sinal do menisco, velamento do seio costofrênico e, no derrame massivo, desvio da traqueia para o lado oposto. A incidência de Laurell separa líquido livre de loculado, e o ultrassom é superior ao raio X para ver septações.

  3. Puncione quando houver volume

    Faixa de líquido acima de 10 mm no Laurell permite toracocentese com segurança; abaixo disso, observe. Fora a insuficiência cardíaca óbvia, a toracocentese diagnóstica é o próximo passo, de preferência guiada por ultrassom, como na ENAMED 2025 da apostila.

  4. Aplique os critérios de Light

    Um critério positivo define exsudato. Se a clínica é de insuficiência cardíaca em uso de diurético e o resultado foi exsudato, calcule o gradiente de albumina: acima de 1,2 g/dL, é transudato.

  5. Leia a celularidade e a bioquímica do exsudato

    Neutrófilos com quadro agudo apontam para parapneumônico: cheque pH, LDH e bactéria no líquido. Linfócitos, quadro arrastado e ADA acima de 40 U/L apontam para tuberculose. Líquido leitoso pede triglicerídeos, e acima de 110 mg/dL é quilotórax.

  6. Defina a conduta pela causa

    Parapneumônico complicado ou empiema vai para drenagem. No derrame neoplásico recidivante, a pleurodese com talco exige pulmão que expanda; com pulmão encarcerado ou expectativa de vida curta, a escolha é o cateter pleural tunelizado.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre derrame pleural na prova

O que é derrame pleural?

É o acúmulo anormal de líquido no espaço virtual entre a pleura parietal e a pleura visceral. O paciente chega com dispneia progressiva, tosse seca e dor pleurítica, que piora ao inspirar ou tossir. No derrame volumoso, o exame mostra expansibilidade e frêmito reduzidos, submacicez e murmúrio vesicular abolido.

Qual a diferença entre transudato e exsudato?

O transudato vem de um problema sistêmico, como insuficiência cardíaca, cirrose ou síndrome nefrótica, e é pobre em proteínas e células. O exsudato vem de doença da própria pleura, como pneumonia, tuberculose ou câncer, e é rico em proteínas e LDH. Quem separa os dois são os critérios de Light.

Quando drenar o derrame pleural?

No derrame parapneumônico, drena-se o empiema, com pus franco, sem esperar a bioquímica, e o derrame com pH abaixo de 7,20, LDH acima de 1.000 ou bactéria no Gram ou na cultura. Com bioquímica inocente, mantém-se o antibiótico e observa-se. Na FAMERP 2025 da apostila, o líquido com pH de 6,9 e LDH de 1.250 tem como resposta drenagem torácica.

O que causa derrame pleural?

Transudatos vêm de insuficiência cardíaca, cirrose e síndrome nefrótica. Exsudatos vêm de pneumonia, tuberculose, câncer, como metástase de pulmão, mama e linfoma, doenças reumatológicas, pancreatite, TEP e quilotórax. No Brasil, a tuberculose pleural é a principal causa de derrame unilateral em jovens.

O que é toracocentese diagnóstica?

É a punção do espaço pleural para colher líquido e analisá-lo, de preferência guiada por ultrassom. Está indicada quando o derrame tem mais de 10 mm no Laurell ou no ultrassom e a causa não é óbvia, como numa insuficiência cardíaca descompensada clássica. A toracocentese de alívio, por sua vez, retira grande volume para aliviar a dispneia.

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  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

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    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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