Apostila gratuita · 29 páginas

Câncer de pulmão e nódulo pulmonar: rastreio, biópsia, síndromes paraneoplásicas, síndrome de Pancoast, TNM e conduta por estádio

Rastreio com TC de baixa dose, nódulo e massa, calcificações e vidro fosco, biópsia percutânea ou por broncoscopia, pequenas e não pequenas células, síndromes paraneoplásicas, veia cava superior e Pancoast, TNM, mediastino e conduta por estádio. Três questões comentadas: HIAE 2023, ENARE 2022 e uma autoral.

PDF de 3,6 MB. Gratuito.

Capa da apostila Câncer de pulmão e nódulo pulmonar em um tablet
Formato
Apostila · 29 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Pneumologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de câncer de pulmão cobre

Do rastreio à conduta por estádio, com as associações que a banca usa para pedir o tipo histológico.

  • Do rastreio ao nódulo suspeito

    TC de tórax de baixa dose anual para o tabagista de 50 a 80 anos com carga tabágica elevada, atual ou que parou há menos de 15 anos, e o nódulo lido pela borda, pela calcificação e pelo vidro fosco.

  • Síndromes que apontam a histologia

    SIADH, Cushing ectópico e Eaton-Lambert no pequenas células, hipercalcemia por PTH-rP no epidermoide e osteoartropatia hipertrófica no adenocarcinoma.

  • Três questões comentadas

    HIAE 2023, sobre biópsia de nódulo periférico, ENARE 2022, sobre síndrome de Pancoast, e uma questão autoral sobre PET positivo no mediastino, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 29 páginas

Do paciente assintomático no rastreio à decisão terapêutica, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: rastreio, nódulo e tipos histológicos
  2. 02Contexto, epidemiologia e carga tabágica
  3. 03Rastreio: quem rastrear, qual exame e quando parar
  4. 04Nódulo pulmonar solitário: nódulo, massa e avaliação de risco
  5. 05Características tomográficas e padrões de calcificação
  6. 06Vidro fosco, sólido e misto
  7. 07Fluxograma do nódulo sólido e papel do PET-CT
  8. 08Quando e como biopsiar: percutânea, broncoscopia e EBUS
  9. 09Questão estratégica: manejo do nódulo sólido suspeito
  10. 10Classificação histológica: pequenas e não pequenas células
  11. 11Quadro clínico e síndromes paraneoplásicas
  12. 12Complicações locorregionais: veia cava superior e Pancoast
  13. 13Questão estratégica: síndromes regionais
  14. 14Exames de estadiamento: TC, PET-CT, ressonância de crânio e cintilografia
  15. 15A lógica do TNM
  16. 16Avaliação do mediastino: EBUS e mediastinoscopia
  17. 17Questão estratégica: manejo do mediastino
  18. 18Conduta no não pequenas células: estádios I e II, III e IV
  19. 19Conduta no pequenas células: doença limitada e extensa
  20. 20Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Câncer de pulmão e nódulo pulmonar
Página da apostila: as características do nódulo que sugerem benignidade ou malignidade, com tamanho, bordas, calcificação, densidade e cavitação, e os padrões de calcificação.

O que é a síndrome de Pancoast?

A síndrome de Pancoast é o quadro causado pelo tumor do sulco superior: um câncer que nasce no ápice pulmonar e invade o plexo braquial e a cadeia simpática cervical. A tríade clássica soma dor no ombro e no braço, pela invasão das raízes C8 e T1, síndrome de Horner ipsilateral e destruição óssea, com erosão da 1ª e da 2ª costelas e atrofia dos músculos da mão.

A síndrome de Horner vem da invasão do gânglio estrelado e causa miose, ptose e anidrose do mesmo lado do tumor. Na ENARE 2022 da apostila, a massa apical com dor e perda de força no ombro e no braço, ptose, miose e anidrose tem como resposta síndrome de Pancoast: a síndrome de Claude Bernard-Horner é só a tríade ocular e facial, que faz parte do quadro mas não explica a dor e a atrofia.

Segundo a apostila, o tumor de Pancoast é quase exclusivo do câncer de não pequenas células. A banca costuma colocá-lo ao lado da síndrome da veia cava superior, a outra complicação locorregional que cai muito: nela, o tumor central comprime a veia cava e aparecem edema de face e pescoço, turgência jugular, circulação colateral no tórax e dispneia.

Ápice pulmonar, dor no ombro e Horner ipsilateral fecham o diagnóstico de Pancoast; edema de face com circulação colateral aponta para veia cava superior.

Página da apostila Câncer de pulmão e nódulo pulmonar

Comparativo

Síndromes do câncer de pulmão e o tipo histológico que cada uma indica

A banca descreve a síndrome e pede o tipo histológico. A tabela junta as associações diretas da apostila.

Síndromes paraneoplásicas e locorregionais do câncer de pulmão, com o tipo histológico associado e a pista clínica. Fonte: apostila Med-Review R1, “Câncer de pulmão e nódulo pulmonar”.
SíndromeTipo histológicoPista na prova
SIADHPequenas célulasHiponatremia com confusão mental, convulsão ou coma; ocorre em cerca de 10% dos casos de pequenas células
Cushing ectópicoPequenas célulasTumor secreta ACTH: fraqueza muscular, hipocalemia, hiperglicemia e perda de peso
Eaton-LambertPequenas célulasAnticorpos contra o canal de cálcio pré-sináptico; a fraqueza proximal melhora com a repetição do movimento
Hipercalcemia malignaEpidermoideProteína parecida com o PTH (PTH-rP): polidipsia, poliúria, constipação e confusão mental
Osteoartropatia hipertróficaAdenocarcinomaDor nos ossos longos, baqueteamento digital e periostite na radiografia
PancoastNão pequenas célulasTumor de ápice com dor no ombro e no braço, Horner ipsilateral e erosão da 1ª e da 2ª costelas

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como investigar o nódulo e estadiar o câncer de pulmão, passo a passo

O raciocínio da apostila, do achado na tomografia à escolha do tratamento.

  1. Separe nódulo de massa

    Nódulo é a lesão arredondada de até 3 cm cercada por parênquima pulmonar; acima de 3 cm é massa, e massa é maligna até prova em contrário.

  2. Estime a probabilidade de câncer

    Idade, tabagismo e câncer prévio pesam do lado do paciente. No nódulo, bordas espiculadas, calcificação excêntrica ou pontilhada e componente misto sugerem malignidade; calcificação em pipoca é de hamartoma e dispensa biópsia. Vidro fosco puro que persiste tem maior taxa de malignidade do que o nódulo sólido.

  3. Escolha a biópsia pela localização

    Lesão periférica vai para biópsia percutânea guiada por TC, com risco de pneumotórax. Lesão central ou linfonodo vai para broncoscopia com EBUS. Na HIAE 2023 da apostila, o nódulo periférico sólido de 1,2 cm em tabagista de 75 anos tem como resposta biópsia percutânea.

  4. Estadie antes de decidir

    TC de tórax e abdome superior com contraste para todos e PET-CT para o candidato a tratamento curativo. O PET não enxerga metástase cerebral pequena, então o cérebro é avaliado por ressonância; com PET-CT feito, a cintilografia óssea é desnecessária.

  5. Confirme o mediastino com tecido

    PET positivo no mediastino pode ser inflamação e exige biópsia antes da ressecção, por EBUS ou mediastinoscopia. Tumor central, tumor acima de 3 cm e suspeita de N1 também pedem estadiamento invasivo, mesmo com TC normal.

  6. Trate pelo estádio e pela histologia

    Não pequenas células nos estádios I e II vai para cirurgia, com lobectomia como padrão e SBRT para quem não pode operar. No estádio III irressecável, quimio e radioterapia; no IV, teste de EGFR e, se positivo, terapia-alvo. Pequenas células recebe quimio e radioterapia na doença limitada e quimioimunoterapia na extensa.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre câncer de pulmão na prova

Qual o câncer de pulmão mais comum?

O adenocarcinoma, subtipo do câncer de não pequenas células; esse grupo inteiro responde por cerca de 85% dos casos. O adenocarcinoma é periférico, aparece em mulheres, jovens e não fumantes e é TTF-1 positivo. O pequenas células, ou oat cell, responde por cerca de 15% e é central e agressivo.

O câncer de pulmão aparece no raio X?

O nódulo pode ser achado num raio X ou numa tomografia pedidos por outro motivo, mas raio X de tórax e citologia de escarro não servem para rastreio: segundo a apostila, não reduzem a mortalidade. O único exame de rastreio é a TC de tórax de baixa dosagem, anual.

Como o câncer de pulmão aparece na tomografia?

Como nódulo, lesão de até 3 cm, ou massa, acima disso. Sugerem malignidade bordas espiculadas (corona radiata), calcificação excêntrica ou pontilhada, cavitação de paredes grossas e o nódulo misto, sólido com vidro fosco, que a apostila chama de o pior de todos.

Como é feita a biópsia de nódulo pulmonar?

Depende da localização. O nódulo periférico é biopsiado por via percutânea guiada por TC, com risco de pneumotórax; o central, por broncoscopia, de preferência com EBUS, o broncoscópio com ultrassom na ponta. A biópsia cirúrgica fica como última opção.

Quando o câncer de pulmão está avançado?

Quando o paciente já tem sintomas, como tosse, hemoptise e perda de peso, a doença em geral está avançada, por isso o rastreio importa. Na prova, N2 volumoso ou N3 não vai para cirurgia, o tratamento é clínico, e metástase à distância, linfonodo supraclavicular e derrame pleural maligno são contraindicação absoluta.

Como é o tratamento do câncer de pulmão metastático?

No estádio IV o objetivo é paliação e aumento de sobrevida. Testa-se a mutação do EGFR: se positiva, terapia-alvo (TKI), como o osimertinib. Sem mutação, o PD-L1 alto permite imunoterapia isolada; nos demais, a combinação de quimioterapia e imunoterapia é o padrão.

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    Davi Khoury

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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