Apostila gratuita · 40 páginas

Câncer de tireoide: tipos histológicos, conduta e metástase de carcinoma papilífero

Câncer de tireoide tipo a tipo, com a conduta em cada um: papilífero e metástase linfonodal, folicular e via hematogênica, NIFTP, carcinoma oncocítico, lobectomia x tireoidectomia total, esvaziamento cervical, supressão do TSH, radioiodo, tireoglobulina e anti-Tg, medular com NEM 2 e calcitonina, e anaplásico. Seis questões comentadas, entre elas USP/SP 2026 e Dante Pazzanese 2026.

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Capa da apostila Câncer de tireoide: papilífero, folicular, medular e anaplásico em um tablet
Formato
Apostila · 40 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Endocrinologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de câncer de tireoide cobre

Dos tipos histológicos à extensão da cirurgia e ao seguimento, os dois eixos que a prova de residência mais cobra no tema.

  • Os quatro tipos lado a lado

    Papilífero com disseminação linfática, folicular com via hematogênica e diagnóstico só na histologia, medular das células C com calcitonina e NEM 2, e anaplásico do idoso, com crescimento em semanas.

  • Cirurgia, radioiodo e TSH por risco

    Lobectomia ou tireoidectomia total pelo tamanho e pelo risco, radioiodo conforme a estratificação da ATA e metas de TSH de menos de 0,1 a 2,0 mU/L, com o que muda quando a resposta é excelente.

  • Seis questões comentadas

    UNESP 2024, UNICAMP 2023, IAMSPE 2024, Dante Pazzanese 2026, USP/SP 2026 e USP/SP 2025, da investigação inicial ao carcinoma anaplásico, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 40 páginas

Do papilífero ao anaplásico, do diagnóstico ao seguimento, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: tipos histológicos e as três pegadinhas
  2. 02O cenário clínico e a classificação dos carcinomas
  3. 03Carcinoma papilífero: perfil, radiação, síndromes e genética
  4. 04Variante folicular e NIFTP
  5. 05Patologia e disseminação linfática do papilífero
  6. 06Questão estratégica: investigação inicial
  7. 07Carcinoma folicular: deficiência de iodo, patologia e disseminação hematogênica
  8. 08Testes moleculares: rule-out e rule-in
  9. 09Questão estratégica: genética do câncer de tireoide
  10. 10Carcinoma oncocítico (tumor de Hürthle)
  11. 11Tratamento cirúrgico: lobectomia x tireoidectomia total
  12. 12Questão estratégica: tratamento do câncer de tireoide
  13. 13Esvaziamento cervical terapêutico e profilático
  14. 14Supressão do TSH e metas por risco
  15. 15Radioiodoterapia: objetivos, indicações e preparo do paciente
  16. 16Tireoglobulina e anticorpo anti-Tg no seguimento
  17. 17Questão estratégica: seguimento do carcinoma diferenciado
  18. 18Carcinoma medular: célula C, calcitonina e NEM 2
  19. 19Diagnóstico, preparo pré-operatório e tratamento do medular
  20. 20Questão estratégica: seguimento do carcinoma medular
  21. 21Carcinoma anaplásico: quadro, estadiamento e manejo multimodal
  22. 22Questão estratégica: massas cervicais agressivas
  23. 23Resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Câncer de tireoide: papilífero, folicular, medular e anaplásico
Página da apostila: metas iniciais de TSH pelo risco da ATA, de menos de 0,1 mU/L no alto risco a 0,5 a 2,0 mU/L no baixo risco, e quando relaxar a supressão.

Para onde o carcinoma papilífero da tireoide dá metástase?

O carcinoma papilífero da tireoide dá metástase principalmente para os linfonodos do pescoço, por via linfática: de 35% a 80% dos pacientes já têm metástase linfonodal ao diagnóstico, muitas vezes microscópica. Metástases à distância, para pulmão e osso, são menos comuns, de 2% a 10%.

Segundo a apostila, essa disseminação linfática não costuma aumentar muito a mortalidade em pacientes jovens, embora aumente o risco de recidiva local. Linfonodo cervical calcificado ou cístico no ultrassom de um paciente com nódulo tireoidiano sugere carcinoma papilífero metastático, e corpos psamomatosos num linfonodo cervical são praticamente patognomônicos.

O carcinoma folicular segue outro caminho. Ele invade cápsula e vasos e se espalha por via hematogênica: metástases cervicais são raras, cerca de 10%, e à distância são mais comuns, de 10% a 15%, para pulmão e ossos. Fratura patológica com tecido tireoidiano na biópsia aponta folicular metastático. O carcinoma oncocítico faz metástases à distância como o folicular e vai para linfonodos cervicais com mais frequência.

A via de disseminação muda a conduta. Linfonodo suspeito (cN1) pede esvaziamento compartimental, sem retirar só o linfonodo doente; no papilífero cN0 menor que 4 cm e não invasivo, o esvaziamento profilático não é feito. Metástase à distância coloca o paciente no alto risco: radioiodo em dose mais alta e TSH abaixo de 0,1 mU/L.

Página da apostila Câncer de tireoide: papilífero, folicular, medular e anaplásico

Comparativo

Carcinomas da tireoide: origem, disseminação e pista de prova

Cada tipo histológico tem uma célula de origem, uma via de disseminação e um marcador. A tabela junta essas três coisas ao que a banca coloca no enunciado.

Tipos de carcinoma da tireoide, com origem, via de disseminação e pista de prova. Fonte: apostila Med-Review R1, “Câncer de tireoide”.
TipoOrigemDisseminaçãoPista na prova
Papilífero (cerca de 85%)Células folicularesLinfática, para linfonodos cervicaisCorpos psamomatosos, núcleos em olhos da Órfã Annie, BRAF V600E; radiação na infância
Folicular (10% a 15%)Células folicularesHematogênica, para pulmão e ossosPAAF dá Bethesda IV; o diagnóstico depende de invasão de cápsula ou vasos; deficiência de iodo
Oncocítico (Hürthle)Células folicularesÀ distância e para linfonodos cervicaisA maioria não capta iodo; Tg alta com PCI negativa pede PET-CT com FDG
Medular (3% a 5%)Células C parafolicularesLinfática e hematogênicaCalcitonina e CEA; NEM 2 e RET; excluir feocromocitoma antes de operar
Anaplásico (raro)Células foliculares desdiferenciadasLocal e à distânciaIdoso, massa pétrea de crescimento rápido; todo caso é estádio IV

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir o câncer diferenciado de tireoide, passo a passo

O raciocínio da apostila para papilífero e folicular, da cirurgia ao seguimento.

  1. Defina o tipo

    O papilífero pode ser diagnosticado já na PAAF, pela aparência do núcleo. O folicular não: a citologia de adenoma e carcinoma é idêntica, e o laudo vem Bethesda IV. Nesse caso, teste molecular ou lobectomia diagnóstica.

  2. Escolha a extensão da cirurgia

    Até 1 cm, lobectomia, com vigilância ativa em idosos selecionados. Entre 1 e 4 cm, lobectomia ou total são aceitáveis. Acima de 4 cm, a regra clássica é a total, obrigatória também com irradiação de cabeça e pescoço na infância, extensão extratireoidiana grosseira, metástase clínica ou doença bilateral.

  3. Decida o esvaziamento cervical

    Com linfonodo suspeito (cN1), faça esvaziamento compartimental: nível VI inteiro ou cadeia lateral de II a V. Sem linfonodo suspeito, em tumor menor que 4 cm e não invasivo, não se faz esvaziamento profilático; em T3 ou T4, a ATA sugere considerá-lo.

  4. Indique radioiodo pelo risco

    Baixo risco: não fazer. Risco intermediário: considerar, com 30 a 100 mCi. Alto risco: fazer, com 100 a 150 mCi ou mais. O preparo exige TSH acima de 30 mU/L, por suspensão da levotiroxina por 3 a 4 semanas ou TSH recombinante, e dieta pobre em iodo por 1 a 2 semanas.

  5. Ajuste a supressão do TSH

    Meta inicial abaixo de 0,1 mU/L no alto risco, de 0,1 a 0,5 no intermediário e de 0,5 a 2,0 no baixo risco. Com resposta excelente, a supressão é relaxada. Supressão prolongada aumenta o risco de fibrilação atrial e osteoporose, sobretudo em idosos e na pós-menopausa.

  6. Siga com tireoglobulina e anti-Tg

    Sempre dose os dois. Anti-Tg positivo torna a Tg indetectável um falso negativo e passa a ser o próprio marcador. Na Dante Pazzanese 2026 da apostila, a paciente de alto risco com Tg indetectável e anti-Tg detectável tem resposta indeterminada, e a conduta é manter o TSH abaixo de 0,1 mU/L.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre câncer de tireoide na prova

Carcinoma papilífero é maligno ou benigno?

É maligno: é o câncer de tireoide mais frequente, com cerca de 85% dos casos, e na tabela da apostila tem prognóstico excelente. Nos tumores intratireoidianos de até 1 cm, a sobrevida em 30 anos beira 100%. A variante folicular encapsulada e não invasiva foi reclassificada como NIFTP, neoplasia de comportamento indolente, tratada só com lobectomia.

Qual o câncer de tireoide mais grave?

O carcinoma anaplásico, a forma mais agressiva e letal. É doença de idosos, com média de 65 anos, e surge da desdiferenciação de um carcinoma papilífero ou folicular. A massa é pétrea, cresce em semanas e comprime via aérea e esôfago; todo caso é estádio IV, e até 50% já têm metástase à distância ao diagnóstico.

Qual o tratamento do câncer de tireoide?

Depende do tipo. No diferenciado, cirurgia (lobectomia ou total), radioiodo conforme o risco e supressão do TSH. No medular, tireoidectomia total com esvaziamento central profilático, sem radioiodo e sem supressão, porque a célula C não capta iodo nem tem receptor de TSH. No anaplásico, manejo multimodal, com a via aérea como prioridade.

Câncer de tireoide precisa de quimioterapia?

No carcinoma diferenciado, o tratamento descrito na apostila é cirurgia, radioiodo conforme o risco e supressão do TSH. No medular avançado, a quimioterapia clássica tem resposta pobre e a escolha é a terapia-alvo, com selpercatinib ou pralsetinib quando há mutação RET. No anaplásico, a quimiorradiação é o padrão para a maioria, e o BRAF V600E positivo recebe dabrafenib com trametinib.

Câncer de tireoide é genético?

No medular, 25% dos casos são hereditários, ligados à NEM 2 por mutação germinativa do RET, autossômica dominante, e a ATA recomenda testar o RET em todos, porque 6% a 7% dos aparentemente esporádicos têm mutação oculta. No papilífero, parente de primeiro grau com câncer de tireoide aumenta o risco em até 10 vezes, e há associação com polipose adenomatosa familiar, complexo de Carney e síndrome de Cowden.

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    Phellipe Fabrini

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    Luiz Sposito

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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