Exclusivo, predominante, complementado e misto pela definição da OMS e do MS, as três fases da lactogênese, composição do leite, pega, mastite e contraindicações absolutas e relativas. Questões SUS/SP 2021, REVALIDA 2020 e UFRGS 2020 comentadas.
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Para que serve
Da classificação oficial às condutas que a banca cobra no alojamento conjunto e no ambulatório de puericultura.
Exclusivo, predominante, complementado e misto, com o que entra e o que não entra em cada um: água, chá, suco, outros leites, papinha, vitaminas e medicamentos.
Apojadura que demora, leite fraco, mamilo plano, fissura, ingurgitamento, mastite e abscesso, cada um com o cenário de prova e a conduta esperada.
SUS/SP 2021 sobre composição do leite, REVALIDA 2020 sobre mastite e UFRGS 2020 sobre contraindicações, com gabarito e comentário ligado ao conteúdo do capítulo.
Sumário
Da recomendação do Ministério da Saúde às situações especiais que a banca usa para confundir.
Os tipos de aleitamento materno definidos pela OMS e pelo Ministério da Saúde são quatro: exclusivo, predominante, complementado e misto. No exclusivo, a criança recebe só leite humano, com vitaminas e medicamentos permitidos. No predominante entram água, chás e sucos; no complementado, alimentos sólidos ou semissólidos; no misto, outros leites.
A recomendação do MS e da OMS é aleitamento exclusivo até os 6 meses e complementado até os 2 anos ou mais, com início na primeira hora de vida, ainda na sala de parto. Exclusivo exclui água, chá e suco: o leite tem 87% a 90% de água e supre a necessidade hídrica mesmo em verão intenso ou região seca, cenário que a banca usa para induzir o erro.
A lactogênese II, a apojadura, é disparada pela queda da progesterona após a saída da placenta, ocorre entre o 3º e o 5º dia e acontece mesmo sem sucção. A lactogênese III depende do esvaziamento da mama: sem extração, o fator inibidor da lactação reduz a produção. Prolactina produz o leite; ocitocina ejeta, e dor e estresse bloqueiam a ocitocina.
O colostro vai até o 5º dia, com mais proteína e menos gordura; o leite de transição, do 6º ao 15º dia; depois vem o maduro. Durante a mamada a gordura aumenta, e o leite posterior dá saciedade e ganho de peso. A principal imunoglobulina é a IgA secretória; a principal proteína, a lactoalbumina; o principal carboidrato, a lactose.
No Brasil, as contraindicações absolutas são HIV, HTLV 1 e 2 e galactosemia, a única ligada a doença da criança. O MS contraindica a amamentação para toda mãe com HIV, independentemente da carga viral, e a lactação é inibida com cabergolina. Mastite, hepatite B, hepatite C, tuberculose e fenilcetonúria não contraindicam; cada uma tem seu ajuste de manejo.
Comparativo
A classificação que a banca cobra para separar o chá da mamadeira de fórmula.
| Tipo | O que a criança recebe | Ponto de prova |
|---|---|---|
| Exclusivo (AME) | Só leite humano, direto da mama ou ordenhado; vitaminas e medicamentos permitidos | Água, chá e suco descaracterizam, mesmo em clima seco |
| Predominante | Leite humano como fonte principal, mais água, chás, infusões ou sucos de frutas | Sem outros leites e sem comida sólida |
| Complementado | Leite materno e alimentos sólidos ou semissólidos, como papinhas e frutas | Recomendado até os 2 anos ou mais |
| Misto ou parcial | Leite materno e outros leites, como fórmula infantil ou leite de vaca | Comum na volta ao trabalho sem orientação de ordenha |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
As queixas na ordem em que a apostila apresenta, com a conduta esperada na prova.
Posicionamento: rosto de frente para a mama, corpo próximo, cabeça e tronco alinhados, bebê apoiado. Pega: boca bem aberta, mais aréola visível acima, lábio inferior evertido, queixo tocando a mama. Bochechas encovadas, estalos e dor indicam técnica inadequada.
A descida do leite leva em média 3 dias e é hormonal. Tranquilize a mãe, explique que o colostro sustenta o recém-nascido e mantenha livre demanda. Com perda de peso excessiva ou hipoglicemia, a translactação alimenta e estimula a mama ao mesmo tempo.
Com ganho de 20 a 30 g/dia e fraldas de xixi frequentes, tranquilize e mantenha livre demanda; prescrever fórmula é iatrogênico. Com ganho inadequado, corrija a técnica, aumente as mamadas, esvazie a mama e ordenhe após a mamada.
Dor e fissura apontam pega errada: o bebê esmaga o mamilo contra o palato duro. Corrija pega e posição, comece pela mama menos dolorida e ordenhe antes da mamada. Álcool, sabonete ou pomada sem indicação no mamilo são erro.
Mamas bilateralmente tensas, duras e brilhantes entre o 3º e o 5º dia, sem febre alta. Conduta: livre demanda, ordenha antes da mamada para facilitar a pega, compressas frias, sutiã de sustentação e ibuprofeno.
Área localizada com dor, eritema e calor, febre acima de 38 ºC, em geral por Staphylococcus aureus. Mantenha a amamentação, com AINE e compressas frias; antibiótico se houver sintomas graves ou sem melhora em 12 a 24 h. Sem melhora após 48 a 72 h de antibiótico ou com flutuação: abscesso, com drenagem e antibiótico.
Perguntas frequentes
É quando a criança recebe apenas leite humano, direto da mama ou ordenhado. Vitaminas e medicamentos são permitidos; água, chá e suco não. A recomendação do MS e da OMS é manter o aleitamento exclusivo até os 6 meses e o complementado até os 2 anos ou mais, com início na primeira hora de vida.
No predominante, o leite humano é a fonte principal e a criança recebe também água, chás, infusões ou sucos de frutas, sem outros leites e sem comida sólida. No complementado, recebe leite materno e alimentos sólidos ou semissólidos, como papinhas e frutas. Se o outro alimento for leite, como fórmula ou leite de vaca, o aleitamento é misto.
No Brasil, mãe com HIV, independentemente de antirretroviral ou carga viral, mãe com HTLV 1 ou 2 e criança com galactosemia, a única ligada a doença do bebê. Na galactosemia, suspende-se também qualquer leite animal. Drogas de abuso como cocaína e crack contraindicam; o uso crônico, de forma permanente. Fenilcetonúria não contraindica.
Não. O esvaziamento da mama faz parte do tratamento, e a amamentação é mantida nas duas mamas, como no gabarito da questão REVALIDA 2020 da apostila. Antibiótico, como cefalexina ou amoxicilina com clavulanato, entra com sintomas graves ou sem melhora após 12 a 24 h. No abscesso, drenagem e antibiótico, mantendo o aleitamento, salvo saída de pus para a boca do bebê.
Pode: o bacilo não passa pelo leite. Mãe abacilífera ou com mais de 2 semanas de tratamento amamenta sem restrição, e o bebê recebe a BCG ao nascer. Mãe bacilífera amamenta de máscara. No RN coabitante, a diretriz do MS adotada na apostila adia a BCG e indica rifampicina por 4 meses; ao fim, vacina-se com BCG, sem PPD.
Doze horas na geladeira e 15 dias no freezer ou congelador, em recipiente de vidro com tampa de plástico. Para oferecer, aqueça em banho-maria fora do fogo; micro-ondas e fervura destroem fatores protetores como a IgA. O leite ordenhado vai em copinho, xícara ou colher, para evitar a confusão de bicos da mamadeira.
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Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
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Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
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Medicina Preventiva
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Medicina Preventiva
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Oftalmologia
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Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

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Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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