Apostila gratuita · 34 páginas

Tipos de aleitamento materno, lactação e contraindicações

Exclusivo, predominante, complementado e misto pela definição da OMS e do MS, as três fases da lactogênese, composição do leite, pega, mastite e contraindicações absolutas e relativas. Questões SUS/SP 2021, REVALIDA 2020 e UFRGS 2020 comentadas.

PDF de 3,0 MB. Gratuito.

Capa da apostila Aleitamento materno: tipos, lactação, técnica e contraindicações em um tablet
Formato
Apostila · 34 páginas
Área da prova
Pediatria · Puericultura
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de aleitamento cobre

Da classificação oficial às condutas que a banca cobra no alojamento conjunto e no ambulatório de puericultura.

  • Quatro tipos de aleitamento

    Exclusivo, predominante, complementado e misto, com o que entra e o que não entra em cada um: água, chá, suco, outros leites, papinha, vitaminas e medicamentos.

  • Queixas do puerpério com conduta

    Apojadura que demora, leite fraco, mamilo plano, fissura, ingurgitamento, mastite e abscesso, cada um com o cenário de prova e a conduta esperada.

  • Três questões com gabarito

    SUS/SP 2021 sobre composição do leite, REVALIDA 2020 sobre mastite e UFRGS 2020 sobre contraindicações, com gabarito e comentário ligado ao conteúdo do capítulo.

Sumário

O que tem dentro das 34 páginas

Da recomendação do Ministério da Saúde às situações especiais que a banca usa para confundir.

  1. 01O que mais cai em prova: tabela de revisão rápida
  2. 02Introdução: recomendações do MS e da OMS
  3. 03Definições oficiais: exclusivo, predominante, complementado e misto
  4. 04Benefícios para a criança e para a mãe
  5. 05Fisiologia da lactação: lactogênese, prolactina e ocitocina
  6. 06Bioquímica do leite: água, lipídios, proteínas e carboidratos
  7. 07Colostro, leite de transição, maduro e leite de pré-termo
  8. 08Leite de vaca, banco de leite humano e fórmula infantil
  9. 09Questão SUS/SP 2021: composição do leite
  10. 10Técnica de amamentação: posicionamento e pega
  11. 11Ordenha, armazenamento, descongelamento e oferta
  12. 12Principais queixas: apojadura, leite fraco, mamilo plano e fissura
  13. 13Ingurgitamento, mastite e abscesso, com a questão REVALIDA 2020
  14. 14Gestação, prótese de silicone e desmame
  15. 15Contraindicações absolutas: HIV, HTLV, galactosemia e drogas
  16. 16Situações especiais, questão UFRGS 2020 e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Aleitamento materno: tipos, lactação, técnica e contraindicações
Página da apostila: recomendação do MS e da OMS e as definições oficiais de aleitamento exclusivo, predominante, complementado e misto.

Quais são os tipos de aleitamento materno?

Os tipos de aleitamento materno definidos pela OMS e pelo Ministério da Saúde são quatro: exclusivo, predominante, complementado e misto. No exclusivo, a criança recebe só leite humano, com vitaminas e medicamentos permitidos. No predominante entram água, chás e sucos; no complementado, alimentos sólidos ou semissólidos; no misto, outros leites.

A recomendação do MS e da OMS é aleitamento exclusivo até os 6 meses e complementado até os 2 anos ou mais, com início na primeira hora de vida, ainda na sala de parto. Exclusivo exclui água, chá e suco: o leite tem 87% a 90% de água e supre a necessidade hídrica mesmo em verão intenso ou região seca, cenário que a banca usa para induzir o erro.

A lactogênese II, a apojadura, é disparada pela queda da progesterona após a saída da placenta, ocorre entre o 3º e o 5º dia e acontece mesmo sem sucção. A lactogênese III depende do esvaziamento da mama: sem extração, o fator inibidor da lactação reduz a produção. Prolactina produz o leite; ocitocina ejeta, e dor e estresse bloqueiam a ocitocina.

O colostro vai até o 5º dia, com mais proteína e menos gordura; o leite de transição, do 6º ao 15º dia; depois vem o maduro. Durante a mamada a gordura aumenta, e o leite posterior dá saciedade e ganho de peso. A principal imunoglobulina é a IgA secretória; a principal proteína, a lactoalbumina; o principal carboidrato, a lactose.

No Brasil, as contraindicações absolutas são HIV, HTLV 1 e 2 e galactosemia, a única ligada a doença da criança. O MS contraindica a amamentação para toda mãe com HIV, independentemente da carga viral, e a lactação é inibida com cabergolina. Mastite, hepatite B, hepatite C, tuberculose e fenilcetonúria não contraindicam; cada uma tem seu ajuste de manejo.

Página da apostila Aleitamento materno: tipos, lactação, técnica e contraindicações

Comparativo

Tipos de aleitamento materno: o que entra em cada um

A classificação que a banca cobra para separar o chá da mamadeira de fórmula.

Classificação do aleitamento segundo a OMS e o Ministério da Saúde. Fonte: apostila Med-Review R1, “Aleitamento materno”.
TipoO que a criança recebePonto de prova
Exclusivo (AME)Só leite humano, direto da mama ou ordenhado; vitaminas e medicamentos permitidosÁgua, chá e suco descaracterizam, mesmo em clima seco
PredominanteLeite humano como fonte principal, mais água, chás, infusões ou sucos de frutasSem outros leites e sem comida sólida
ComplementadoLeite materno e alimentos sólidos ou semissólidos, como papinhas e frutasRecomendado até os 2 anos ou mais
Misto ou parcialLeite materno e outros leites, como fórmula infantil ou leite de vacaComum na volta ao trabalho sem orientação de ordenha

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir as queixas da amamentação, passo a passo

As queixas na ordem em que a apostila apresenta, com a conduta esperada na prova.

  1. Confira posicionamento e pega

    Posicionamento: rosto de frente para a mama, corpo próximo, cabeça e tronco alinhados, bebê apoiado. Pega: boca bem aberta, mais aréola visível acima, lábio inferior evertido, queixo tocando a mama. Bochechas encovadas, estalos e dor indicam técnica inadequada.

  2. Apojadura que demora

    A descida do leite leva em média 3 dias e é hormonal. Tranquilize a mãe, explique que o colostro sustenta o recém-nascido e mantenha livre demanda. Com perda de peso excessiva ou hipoglicemia, a translactação alimenta e estimula a mama ao mesmo tempo.

  3. Queixa de leite fraco

    Com ganho de 20 a 30 g/dia e fraldas de xixi frequentes, tranquilize e mantenha livre demanda; prescrever fórmula é iatrogênico. Com ganho inadequado, corrija a técnica, aumente as mamadas, esvazie a mama e ordenhe após a mamada.

  4. Fissura mamilar

    Dor e fissura apontam pega errada: o bebê esmaga o mamilo contra o palato duro. Corrija pega e posição, comece pela mama menos dolorida e ordenhe antes da mamada. Álcool, sabonete ou pomada sem indicação no mamilo são erro.

  5. Ingurgitamento patológico

    Mamas bilateralmente tensas, duras e brilhantes entre o 3º e o 5º dia, sem febre alta. Conduta: livre demanda, ordenha antes da mamada para facilitar a pega, compressas frias, sutiã de sustentação e ibuprofeno.

  6. Mastite e abscesso

    Área localizada com dor, eritema e calor, febre acima de 38 ºC, em geral por Staphylococcus aureus. Mantenha a amamentação, com AINE e compressas frias; antibiótico se houver sintomas graves ou sem melhora em 12 a 24 h. Sem melhora após 48 a 72 h de antibiótico ou com flutuação: abscesso, com drenagem e antibiótico.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre aleitamento materno na prova

O que é aleitamento materno exclusivo?

É quando a criança recebe apenas leite humano, direto da mama ou ordenhado. Vitaminas e medicamentos são permitidos; água, chá e suco não. A recomendação do MS e da OMS é manter o aleitamento exclusivo até os 6 meses e o complementado até os 2 anos ou mais, com início na primeira hora de vida.

Qual a diferença entre aleitamento materno predominante e complementado?

No predominante, o leite humano é a fonte principal e a criança recebe também água, chás, infusões ou sucos de frutas, sem outros leites e sem comida sólida. No complementado, recebe leite materno e alimentos sólidos ou semissólidos, como papinhas e frutas. Se o outro alimento for leite, como fórmula ou leite de vaca, o aleitamento é misto.

Quais são as contraindicações absolutas ao aleitamento materno?

No Brasil, mãe com HIV, independentemente de antirretroviral ou carga viral, mãe com HTLV 1 ou 2 e criança com galactosemia, a única ligada a doença do bebê. Na galactosemia, suspende-se também qualquer leite animal. Drogas de abuso como cocaína e crack contraindicam; o uso crônico, de forma permanente. Fenilcetonúria não contraindica.

Mastite contraindica a amamentação?

Não. O esvaziamento da mama faz parte do tratamento, e a amamentação é mantida nas duas mamas, como no gabarito da questão REVALIDA 2020 da apostila. Antibiótico, como cefalexina ou amoxicilina com clavulanato, entra com sintomas graves ou sem melhora após 12 a 24 h. No abscesso, drenagem e antibiótico, mantendo o aleitamento, salvo saída de pus para a boca do bebê.

Mãe com tuberculose pode amamentar?

Pode: o bacilo não passa pelo leite. Mãe abacilífera ou com mais de 2 semanas de tratamento amamenta sem restrição, e o bebê recebe a BCG ao nascer. Mãe bacilífera amamenta de máscara. No RN coabitante, a diretriz do MS adotada na apostila adia a BCG e indica rifampicina por 4 meses; ao fim, vacina-se com BCG, sem PPD.

Por quanto tempo o leite ordenhado pode ser armazenado?

Doze horas na geladeira e 15 dias no freezer ou congelador, em recipiente de vidro com tampa de plástico. Para oferecer, aqueça em banho-maria fora do fogo; micro-ondas e fervura destroem fatores protetores como a IgA. O leite ordenhado vai em copinho, xícara ou colher, para evitar a confusão de bicos da mamadeira.

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    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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