Cateter de Swan-Ganz com vias, termodiluição, débito contínuo, curvas e PAPi, monitores calibrados e autocalibrados, débito pelo eco, contratilidade, pós-carga e RVS, perfil dos quatro tipos de choque e acoplamento ventrículo-arterial. Cinco questões comentadas e tabelas de referência.
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Para que serve
Do cateter de artéria pulmonar ao ecocardiograma, com o perfil de cada tipo de choque e o acoplamento ventrículo-arterial, para quem estuda para o TEA e o TSA da SBA.
Quatro vias, POAP superestimada e subestimada, termodiluição em bolus frio, débito contínuo com atraso de 3 a 6 minutos, inserção com a distância de cada câmara e o PAPi.
DC, RVS, PVC e POAP no cardiogênico, hipovolêmico, obstrutivo e distributivo, a diferença entre tamponamento e TEP, mais tabelas de valores de referência e de fórmulas em hemodinâmica.
Cor pulmonale na DPOC, baixo índice cardíaco com VVS de 9%, TEP no pós-operatório, trauma raquimedular com RVS baixa e choque séptico refratário com vasopressina, todas com comentário.
Sumário
As seções na ordem da apostila, do cateter de artéria pulmonar às questões e ao material de apoio.
Monitorização hemodinâmica é o conjunto de ferramentas que medem o débito cardíaco e seus determinantes, pré-carga, contratilidade e pós-carga, para identificar a etiologia do choque e guiar a conduta. Vai do cateter de Swan-Ganz, padrão-ouro clínico por termodiluição, aos monitores de contorno de pulso, ao ecocardiograma e à biorreatância.
O cateter de Swan-Ganz tem 110 cm e quatro vias: distal, na artéria pulmonar, para PAP e POAP; proximal, a 30 cm da ponta, no átrio direito, para PVC e injeção do bolus; balonete, insuflado com 1,5 mL de ar; e termistor. A POAP reflete a pressão do átrio esquerdo e, com mitral saudável, a pressão diastólica final do VE, se o cateter estiver na zona 3 de West.
Na termodiluição, o débito é inversamente proporcional à área sob a curva de temperatura. No baixo débito grave, o soro frio ganha calor no trajeto e o monitor superestima o débito; regurgitação tricúspide grave invalida o método. O débito contínuo usa um filamento térmico e atualiza a tela a cada 30 a 60 segundos, mas mostra a média dos últimos 3 a 6 minutos.
Monitores calibrados externamente, como PiCCO, VolumeView e LiDCOplus, usam termodiluição transpulmonar ou lítio e são os mais precisos no paciente instável com vasopressor em dose alta. Os autocalibrados, como FloTrac e ProAQT, perdem acurácia na vasoplegia, porque presumem a complacência por dados biométricos; ondas super ou subamortecidas, arritmias, balão intra-aórtico e regurgitação aórtica também atrapalham.
A RVS reduzida é a marca do choque distributivo, que começa hiperdinâmico, com pele quente e SvcO2 normal ou alta; nos outros três tipos, o débito cai e a RVS sobe. PVC e POAP altas apontam cardiogênico ou tamponamento; no TEP maciço, a PVC sobe e a POAP fica normal ou baixa; no hipovolêmico, as duas caem.
Comparativo
Como os parâmetros medidos na monitorização separam os quatro mecanismos de choque, pelo quadro-resumo e pelo texto da apostila.
| Tipo de choque | Débito cardíaco | RVS | PVC e POAP | Pistas na apostila |
|---|---|---|---|---|
| Cardiogênico | Reduzido, causa primária | Aumentada | Ambas aumentadas; na insuficiência isolada do VD, só a PVC sobe | Infarto extenso, miocardite, arritmias graves e doenças valvares; congestão retrógrada |
| Hipovolêmico | Normal ou reduzido | Aumentada | Ambas reduzidas | Hemorrágico ou não hemorrágico; palidez, tempo de enchimento capilar prolongado e pulso filiforme |
| Obstrutivo por tamponamento | Normal ou reduzido | Aumentada | Ambas aumentadas, com as pressões diastólicas igualadas | O líquido pericárdico impede o enchimento dos dois lados do coração |
| Obstrutivo por TEP maciço | Normal ou reduzido | Aumentada | PVC aumentada; POAP normal ou baixa | O VD não ejeta para o pulmão; pneumotórax hipertensivo também entra no grupo |
| Distributivo (séptico) | Aumentado na fase inicial; cai se o mecanismo não for tratado | Reduzida, a marca do tipo | Reduzidas ou normais, por hipovolemia relativa | Pele quente, tempo de enchimento capilar reduzido e SvcO2 normal ou alta; inclui neurogênico e anafilático |
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Na prática
O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, da escolha do monitor à droga que melhora o acoplamento.
O Swan-Ganz é o padrão-ouro clínico, reservado ao choque complexo por ser bastante invasivo. Na instabilidade vasomotora, prefira monitores calibrados externamente; os autocalibrados usam só a linha arterial e perdem acurácia na vasoplegia. Eco, biorreatância e pletismografia são não invasivos, cada um com suas limitações.
Pela jugular interna direita, insufle o balonete com 1,5 mL no átrio e acompanhe as ondas: átrio direito por volta de 20 cm, VD de 30 cm, artéria pulmonar de 40 cm e POAP de 50 cm. Sem a onda esperada, desinsufle, recue até 20 cm e recomece.
Meça o diâmetro da VSVE no paraesternal eixo longo, por volta de 2 cm no adulto, e calcule a área como pi x raio ao quadrado. Multiplique pelo VTI do Doppler pulsado na VSVE, no apical 5 câmaras, e depois pela frequência cardíaca.
Comece pelo eyeballing e pela distância E-septo no paraesternal eixo longo. A FEVE normal vai de 55% a 70%; prefira Simpson a Teicholz na disfunção segmentar. O dP/dt normal passa de 1.200 mmHg/s, e abaixo de 800 mmHg/s indica disfunção sistólica grave.
RVS = [(PAM - PVC) / DC] x 80, com referência de 800 a 1.200 dyn·s/cm⁵ no adulto e índice de 1.970 a 2.390 dyn·s·m²/cm⁵. A RVS é o marcador clínico da pós-carga porque muda em minutos e responde a vasopressor e vasodilatador.
Débito alto com RVS baixa sugere choque distributivo. Com débito baixo e RVS alta, PVC e POAP altas apontam falha de bomba ou tamponamento; PVC alta com POAP normal ou baixa, TEP maciço ou falência isolada do VD; as duas baixas, hipovolemia.
Ea/Ees acima de 1 indica desacoplamento. Inotrópicos aumentam a Ees e melhoram o acoplamento; vasopressores aumentam a Ea e o pioram, a fenilefrina mais que a noradrenalina. Com Ees baixa, como no infarto extenso, noradrenalina isolada aumenta o consumo de oxigênio do miocárdio.
Perguntas frequentes
O cateter de artéria pulmonar, de 110 cm, entra por uma veia central e flutua com o balonete insuflado pelo átrio e pelo ventrículo direitos até um ramo da artéria pulmonar. Mede PVC, PAP e POAP e calcula o débito por termodiluição: o termistor da ponta detecta a variação de temperatura do soro frio ou dos pulsos de calor do filamento térmico.
É a pressão medida com o balonete encunhado num ramo da artéria pulmonar, que cria uma coluna estática de sangue até o átrio esquerdo. Reflete a pressão do átrio esquerdo e, com mitral saudável, a pressão diastólica final do VE; a referência da apostila é de 6 a 12 mmHg. Fica superestimada com altas pressões na ventilação, DPOC ou cateter fora da zona 3 de West.
O volume sistólico é tratado como um cilindro: a base é a área da via de saída do VE, calculada pelo diâmetro como pi x raio ao quadrado, e a altura é o VTI do Doppler pulsado na VSVE. Volume sistólico = área da VSVE x VTI; multiplicado pela frequência cardíaca, dá o débito. Como o raio entra ao quadrado, erros milimétricos no diâmetro geram grandes variações.
Pela tabela de valores de referência da apostila, o débito cardíaco do adulto fica entre 4 e 6 L/min e o índice cardíaco entre 2,5 e 4 L/min/m²; o volume sistólico, entre 60 e 100 mL por batimento. O débito é o produto da frequência cardíaca pelo volume sistólico, que depende de pré-carga, contratilidade e pós-carga.
É o único com RVS reduzida, pela vasodilatação intensa, e começa hiperdinâmico, com débito aumentado, pele quente e tempo de enchimento capilar reduzido. A taxa de extração tende a cair, por fluxo heterogêneo na microcirculação ou disfunção mitocondrial, e a SvcO2 fica normal ou alta. PVC e POAP ficam reduzidas ou normais pela hipovolemia relativa; na fase avançada, vira choque frio.
É a interação entre a função de bomba do VE, medida pela elastância ventricular (Ees), e a carga imposta pelas artérias, a elastância arterial (Ea). A razão Ea/Ees acima de 1 define desacoplamento, com valores acima de 1,36 descritos no choque, perda de eficiência mecânica e mais consumo de oxigênio do miocárdio. À beira do leito, a razão pode ser estimada pelo volume sistólico final dividido pelo volume sistólico.
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Onde aprofundar
Extensive: preparatório para o TEA e o TSA
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Para ir além no tema: Hemodinâmica · cateter de artéria pulmonar, PiCCO, FloTrac e acoplamento ventrículo-arterial.
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Coordenador do curso AROSTSA/SBA
Anestesiologista pelo IPSEMG. Instrutor do HC-UFMG. Mestrado pela UFMG.

TSA/SBA
Médico pela UFMG. Especialista em Anestesiologia pelo CET – GAAP Hospital São Camilo.

TSA/SBA
Anestesiologista pelo HC-UFMG.

TSA/SBA
Anestesista com formação no SANE-POA. Pós-graduada em anestesia para cirurgia de alta complexidade (Hospital Albert Einstein).

TSA/SBA
Médico pela UNESP. Anestesiologista pela USP.

TSA/SBA
Anestesiologista pelo HC-UFMG.

TSA/SBA
Anestesiologista pela Santa Casa de BH. Instrutora do SAVA/SBA e do ACLS/AHA. Pós em Clínica da Dor (IPEMED).

TSA/SBA
Anestesiologista pelo HC-Porto Alegre.

TSA/SBA
Residência em Anestesiologia pelo HC-UFMG.

TSA/SBA
Médica pela Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga. Anestesiologista pelo Hospital Márcio Cunha.

TSA/SBA
Anestesiologista do Serviço de Anestesiologia de Joinville. Instrutora do CET/SBA Renato A. C. Castro.

TSA/SBA
CET Hospital Cajuru — PUC/PR.

TSA/SBA
Médico pela UFMG. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

TSA/SBA
Médica pela UFSJ. Anestesiologia pelo IPSEMG.
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