Ficha-resumo gratuita · 10 páginas

Critérios de sepse e choque séptico: SOFA-2, qSOFA e conduta na 1ª hora

Fichas-resumo de clínica médica e infectologia para a prova de residência: definição pelo Sepsis-3, os 6 domínios do SOFA-2, triagem com qSOFA e NEWS 2, pacote da 1ª hora, antibiótico por foco, vasopressores, corticoide e as pegadinhas clássicas de banca.

PDF de 1,6 MB. Gratuito.

Capa da ficha-resumo Sepse e choque séptico em um tablet
Formato
Ficha-resumo · 10 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Infectologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1, com base nas aulas e apostilas de Raquel Khoury, Juliana Lacerda, Diego Luz e outros professores de Clínica Médica
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que as fichas de sepse resolvem na revisão

Oito fichas que seguem o atendimento, do reconhecimento ao choque refratário, no formato de revisão rápida.

  • Na ordem do atendimento

    Definição, SOFA-2, triagem, volume e antibiótico, culturas, vasopressores, choque séptico e terapia adjuvante, uma ficha por etapa.

  • Com SOFA-2 e Surviving Sepsis 2026

    Traz os 6 domínios do SOFA-2 e a recomendação do Surviving Sepsis 2026 contra o qSOFA isolado na triagem, com o NEWS 2 no lugar.

  • Checklist de pegadinhas de banca

    Oito armadilhas clássicas de prova, cada uma apontando para a ficha onde o conceito é explicado.

Sumário

O que tem dentro das fichas de sepse

Os temas na ordem das fichas, da definição ao checklist final.

  1. 01O que é sepse: Sepsis-3 e a diferença para SIRS
  2. 02Escore SOFA-2: os 6 domínios e o que não entra
  3. 03Triagem no PS com qSOFA e NEWS 2
  4. 04Pacote da 1ª hora: mnemônico LHACVa
  5. 05Expansão volêmica: 30 mL/kg de cristaloide em 3 horas
  6. 06Antibiótico: até 1 hora ou até 3 horas
  7. 07Antibiótico empírico por foco comunitário
  8. 08Lactato, culturas e descalonamento
  9. 09Noradrenalina, vasopressina, dobutamina e adrenalina
  10. 10POCUS: tanque, bomba e vasos
  11. 11Choque séptico: definição, mortalidade e fisiopatologia
  12. 12Corticoide e controle do foco
  13. 13Pegadinhas clássicas: checklist de revisão
Página interna da ficha-resumo sobre Sepse e choque séptico
Ficha de volume e antibiótico: 30 mL/kg de cristaloide em 3 horas e antibiótico em até 1 ou 3 horas.

Quais são os critérios de sepse?

Os critérios de sepse do Sepsis-3 exigem infecção associada a disfunção orgânica, definida como aumento de 2 pontos ou mais no escore SOFA em relação ao basal do paciente. Os critérios de SIRS deixaram de ser necessários ou suficientes para o diagnóstico e funcionam só como alerta. O qSOFA serve para triagem e também não diagnostica sepse.

SOFA-2. O escore vai de 0 a 24 pontos, de 0 a 4 por domínio, em seis domínios: circulação (PAM e uso de drogas vasoativas), consciência (Glasgow), respiração (PaO2/FiO2 ou SatO2/FiO2), renal (creatinina ou diurese), hepático (bilirrubina) e hematológico (plaquetas). O mnemônico da ficha é CirCo ReRe HeHe. INR e lactato ficam de fora.

SIRS. São quatro critérios, e dois bastam: febre ou hipotermia, FC acima de 90 bpm, FR acima de 20 ou PCO2 abaixo de 32 e leucócitos alterados ou mais de 10% de bastões. A SIRS também aparece em causas não infecciosas, como trauma, cirurgia e isquemia, por isso funciona só como alerta.

qSOFA e NEWS 2. O qSOFA usa PAS de até 100 mmHg, FR de 22 irpm ou mais e alteração do sensório; dois itens indicam maior risco de pior prognóstico. Tem baixa sensibilidade, e o Surviving Sepsis 2026 desaconselha o uso isolado, porque o NEWS 2 tem melhor acurácia para rastreio.

Choque séptico. É a sepse que exige vasopressor para manter PAM de 65 mmHg ou mais e cursa com lactato acima de 2 mmol/L apesar de volume adequado. A mortalidade passa de mais de 10% na sepse para mais de 40% no choque séptico, protótipo do choque distributivo e indicação de UTI.

Página da ficha-resumo Sepse e choque séptico

Comparativo

Os 6 domínios do escore SOFA-2

Disfunção orgânica significativa é a variação de 2 pontos ou mais em relação ao basal. Cada domínio vale de 0 a 4 pontos.

Domínios do SOFA-2 e o parâmetro de cada um; INR e lactato não entram no escore. Fonte: ficha-resumo Med-Review R1, “Sepse e choque séptico”.
DomínioMnemônicoO que o escore usa
CirculaçãoCiPAM e uso de drogas vasoativas
ConsciênciaCoEscala de Coma de Glasgow
RespiraçãoRePaO2/FiO2 ou SatO2/FiO2
RenalReCreatinina ou diurese
HepáticoHeBilirrubina
HematológicoHePlaquetas

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Protocolo de sepse na 1ª hora, passo a passo

A sequência das fichas, do alerta no pronto-socorro ao controle do foco.

  1. Acionar o alerta

    Triagem no pronto-socorro antes dos exames, com NEWS 2 ou qSOFA. Qualquer profissional de saúde pode acionar o alerta de sepse, e dois itens do qSOFA já indicam maior risco de pior prognóstico.

  2. Dosar o lactato

    O lactato marca hipoperfusão e reflete hipóxia tecidual. Peça na admissão e acompanhe o clareamento: a queda é bom sinal. A elevação pode vir de produção aumentada ou de depuração reduzida por disfunção hepática ou renal.

  3. Colher duas hemoculturas

    Colha duas amostras antes do antibiótico, sem esperar estabilidade e sem atrasar o antibiótico pela coleta. A cultura é o que permite o descalonamento depois.

  4. Iniciar o antibiótico

    Até 1 hora na sepse provável ou no paciente instável; até 3 horas na sepse possível com paciente estável. O esquema empírico segue o foco e a origem comunitária ou hospitalar, com ceftriaxona como base no comunitário.

  5. Expandir com cristaloide

    30 mL/kg nas primeiras 3 horas se houver hipotensão ou lactato alto, de preferência cristaloide balanceado como o Ringer lactato. Sem coloide, albumina ou amido. Ajuste por exame físico seriado e POCUS, com cuidado no idoso, no cardiopata e no nefropata.

  6. Começar a noradrenalina

    Se a PAM seguir abaixo de 65 mmHg, a noradrenalina entra junto com a expansão, sem esperar correr todo o volume. Pode iniciar em acesso periférico proximal e calibroso. No idoso, tolerar PAM de 60.

  7. Controlar o foco e descalonar

    Controle do foco é mandatório: drenar ou desobstruir, como na pielonefrite obstruída vista no ultrassom à beira do leito. Com o antibiograma, estreite o espectro do empírico amplo para o antibiótico dirigido.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre sepse e choque séptico na prova

Qual a diferença entre sepse e choque séptico?

Sepse é a resposta desregulada à infecção que leva a disfunção orgânica. Choque séptico é a sepse que precisa de vasopressor para manter PAM de 65 mmHg ou mais e tem lactato acima de 2 mmol/L apesar de volume adequado. A mortalidade passa de mais de 10% para mais de 40%. Sem volume adequado ainda, o quadro não fecha como choque séptico.

O qSOFA diagnostica sepse?

O qSOFA funciona só como alerta na triagem: PAS de até 100 mmHg, FR de 22 irpm ou mais e alteração do sensório, com dois itens indicando pior prognóstico. Tem baixa sensibilidade e não diagnostica sepse nem disfunção orgânica. O Surviving Sepsis 2026 desaconselha o uso isolado, e o NEWS 2 tem melhor acurácia para rastreio.

O lactato entra no escore SOFA?

O lactato fica fora do SOFA: marca hipoperfusão e é usado à parte, na admissão e no acompanhamento do clareamento. O INR também não entra no escore, mesmo com a coagulopatia da sepse. As duas ausências são pegadinha clássica de prova. O Ringer lactato não eleva a lactatemia.

Qual antibiótico usar na sepse de origem comunitária?

A ceftriaxona é a base do esquema empírico, ajustada pelo foco: em dose dobrada com vancomicina no neurológico, com macrolídeo no pulmonar, com metronidazol no abdominal, isolada no urinário e com clindamicina em pele e partes moles. Na infecção hospitalar, o esquema segue a CCIH. O tempo de tratamento é individualizado.

Quando associar vasopressina à noradrenalina?

A noradrenalina é a primeira escolha, com alvo de PAM de 65 mmHg. A vasopressina entra como segundo vasopressor, pelo receptor V1, a partir de noradrenalina entre 0,25 e 0,50 mcg/kg/min. A adrenalina fica como terceira droga no choque refratário, e a dobutamina entra se houver disfunção cardíaca.

Quando usar corticoide no choque séptico?

Só no choque séptico refratário, com dose alta de aminas e hipotensão persistente. O esquema é hidrocortisona 200 mg por dia, em infusão contínua ou 50 mg de 6 em 6 horas, com ou sem fludrocortisona. O racional é a insuficiência adrenal relativa. O corticoide não é rotineiro e não trata coagulopatia nem CIVD.

O material é gratuito mesmo?

Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.

Preciso ser aluno da Med-Review para baixar?

Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.

Onde aprofundar

Extensive R1: preparatório completo para a residência

Aulas, questões comentadas, flashcards e cronograma por banca no Planner Flow.

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Quem ensina

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Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

    Clínica Médica

    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

  • Diego Luz

    Clínica Médica

    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

    Clínica Médica

    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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