Os quatro grupos de indicação, contraindicações absolutas, MELD 3.0 e PELD, situações especiais com os critérios de Milão e a pontuação 20, 24 e 29, downstaging, tumor neuroendócrino, urgência máxima com os critérios do King's College, doador com hepatite B ou C, técnica piggyback e síndrome pós-reperfusão. Uma questão comentada: UNICAMP 2016.
PDF de 3,1 MB. Gratuito.

Para que serve
Quem entra na fila, em que ordem e como é a cirurgia, com o que mais cai em prova de residência.
MELD de laboratório para a cirrose, pontuação padronizada nas situações especiais, como o CHC dentro de Milão, e urgência máxima, que passa à frente de qualquer MELD.
Tumor neuroendócrino com metástase restrita ao fígado, síndrome hepatopulmonar, ascite refratária, doença policística e prurido intratável ou colangites de repetição na colangite esclerosante primária.
UNICAMP 2016, com insuficiência hepática aguda grave no pós-operatório de artroplastia de quadril, comentada alternativa por alternativa e ligada aos critérios do King's College.
Sumário
Da indicação à sala de cirurgia, na ordem em que a apostila ensina.
Os critérios de Milão definem quando o carcinoma hepatocelular é curável pelo transplante e, por isso, quando ganha pontuação especial na fila. Na forma que a apostila usa para a pontuação, entram o nódulo único de 2 a 5 cm ou até 3 nódulos, nenhum maior que 3 cm, sem invasão vascular e sem metástase, com alfafetoproteína abaixo de 1.000 ng/mL.
O critério existe porque o MELD mede a falência do fígado, e o paciente com CHC costuma ter função hepática preservada. Com MELD de laboratório baixo, ele nunca seria transplantado, e o tumor cresceria e invadiria vasos na espera. Dentro de Milão, o CHC vira situação especial e recebe pontuação padronizada para subir na fila.
Essa pontuação funciona como escada rolante, na sequência 20, 24 e 29: 20 pontos na entrada na lista, 24 após 3 meses sem transplante e o teto de 29 após 6 meses. Fora de Milão, o tumor pode ser tratado com quimioembolização ou ressecção para diminuir; se entrar nos critérios, com alfafetoproteína abaixo de 500, o paciente ganha o direito ao transplante, o chamado downstaging.
O CHC é a indicação de ouro do transplante porque a cirurgia faz a cura dupla: remove o câncer e a cirrose que o gerou.
Comparativo
A lista de espera do fígado segue a gravidade de cada paciente. A tabela junta as vias de prioridade que a apostila descreve.
| Via | Quem entra | Como pontua | Detalhe de prova |
|---|---|---|---|
| MELD 3.0 | Pacientes fora da faixa pediátrica do PELD, priorizados pela gravidade | Creatinina, bilirrubina total, INR, sódio e albumina | A albumina é a novidade da versão 3.0 |
| PELD | Crianças abaixo de 12 anos | Escore pediátrico de gravidade | A escolha entre PELD e MELD é feita pela idade |
| Situação especial | CHC dentro de Milão, tumor neuroendócrino selecionado, síndrome hepatopulmonar, ascite refratária, entre outras | Pontuação padronizada; no CHC, 20, 24 e 29 pontos conforme o tempo de espera | No exemplo da apostila, o CHC na fase de 24 pontos recebe o fígado antes do cirrótico com MELD calculado de 22 |
| Urgência máxima | Insuficiência hepática aguda grave, não funcionamento primário notificado em até 7 dias, trauma com falência irreversível e paciente anepático | Prioridade nacional, à frente de qualquer MELD | Vale 15 dias, renováveis por mais 15; sem transplante, o paciente passa a MELD ajustado de 40 |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
Da indicação à cirurgia, no raciocínio da apostila.
Os quatro grandes grupos são doença hepática crônica terminal, carcinoma hepatocelular, insuficiência hepática aguda grave e doenças metabólicas, como a polineuropatia amiloidótica familiar, em que o fígado anatomicamente normal produz transtirretina anômala.
Infecção sistêmica em atividade ou choque séptico, neoplasia maligna extra-hepática ativa e tuberculose em atividade. Câncer de pele não melanoma e alguns tumores primários do sistema nervoso central em geral não contraindicam.
Creatinina, bilirrubina total, INR, sódio e albumina; nas crianças abaixo de 12 anos, usa-se o PELD. O valor é dinâmico e muda conforme os exames pioram ou melhoram.
CHC dentro de Milão, tumor neuroendócrino com primário retirado e metástases irressecáveis restritas ao fígado, síndrome hepatopulmonar e ascite refratária ganham pontuação padronizada, porque o risco de morte não vem da falência que o MELD mede.
Insuficiência hepática aguda grave, avaliada pelos critérios do King's College, não funcionamento primário notificado em até 7 dias, trauma com falência irreversível e paciente anepático têm prioridade nacional, à frente de qualquer MELD.
A veia cava do receptor é preservada e o clampeamento é só parcial, o que dá mais estabilidade hemodinâmica e dispensa o bypass venovenoso. Na reperfusão, queda da PAM acima de 30% nos primeiros 5 minutos define a síndrome pós-reperfusão, com hipercalemia, acidose metabólica e hipotermia.
Perguntas frequentes
A lista segue a gravidade: o fígado vai para quem tem maior risco de óbito a curto prazo sem o órgão, medido pelo PELD nas crianças abaixo de 12 anos e pelo MELD 3.0 nos demais pacientes. Situações especiais, como o CHC dentro de Milão, recebem pontuação padronizada, e a urgência máxima tem prioridade nacional.
A técnica de escolha moderna é a piggyback: o fígado doente é separado da veia cava, que é preservada, e o novo fígado é anastomosado à cava do receptor com clampeamento só parcial. Na técnica convencional, a cava retro-hepática sai junto com o fígado, o clampeamento é total e pode ser necessário bypass venovenoso. O tempo de isquemia fria deve ser o menor possível, idealmente abaixo de 12 horas.
Órgãos de doadores com sorologia positiva entram em estratégias de critérios expandidos. O doador com hepatite C e vírus circulante pode doar até para receptor sem hepatite C, porque os antivirais de ação direta curam a infecção no pós-operatório em quase 100% dos casos. O anti-HBc positivo tem risco baixo de transmissão e serve a receptores vacinados ou com profilaxia; o HBsAg positivo, só a quem já tem hepatite B ou em urgência extrema.
A insuficiência hepática aguda grave entra como urgência máxima, e a apostila usa os critérios do King's College para indicar o transplante. Na intoxicação por paracetamol, avaliam pH arterial abaixo de 7,3 ou a combinação de tempo de protrombina elevado, creatinina alta e encefalopatia. Nas demais causas, avaliam idade, etiologia, duração da icterícia, bilirrubina e tempo de protrombina.
A apostila agrupa em quatro: doença hepática crônica terminal, com a cirrose como causa número 1; carcinoma hepatocelular, a indicação de ouro; insuficiência hepática aguda grave; e doenças metabólicas. Metástase hepática, via de regra, contraindica o transplante; a única grande exceção é o tumor neuroendócrino com primário retirado há mais de 6 meses e doença restrita ao fígado.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.
Continue estudando
Onde aprofundar
Extensive R1: preparatório completo para a residência
Aulas, questões comentadas, flashcards e Planner inteligente, com cronograma direcionado por prova.
Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
Arraste para o lado para ver toda a equipe
17 páginas com indicações, contraindicações, MELD 3.0, critérios de Milão, situações especiais, urgência máxima, doador com sorologia positiva, técnica piggyback e uma questão comentada, em PDF gratuito.
Preencha para liberar o download.
Carregando formulário…