Apostila gratuita · 17 páginas

Transplante hepático: indicações, contraindicações, MELD 3.0, critérios de Milão e técnica piggyback

Os quatro grupos de indicação, contraindicações absolutas, MELD 3.0 e PELD, situações especiais com os critérios de Milão e a pontuação 20, 24 e 29, downstaging, tumor neuroendócrino, urgência máxima com os critérios do King's College, doador com hepatite B ou C, técnica piggyback e síndrome pós-reperfusão. Uma questão comentada: UNICAMP 2016.

PDF de 3,1 MB. Gratuito.

Capa da apostila Transplante hepático: indicações, alocação e técnica cirúrgica em um tablet
Formato
Apostila · 17 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Fígado e vias biliares
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de transplante hepático cobre

Quem entra na fila, em que ordem e como é a cirurgia, com o que mais cai em prova de residência.

  • As três portas da fila

    MELD de laboratório para a cirrose, pontuação padronizada nas situações especiais, como o CHC dentro de Milão, e urgência máxima, que passa à frente de qualquer MELD.

  • Situações especiais além do CHC

    Tumor neuroendócrino com metástase restrita ao fígado, síndrome hepatopulmonar, ascite refratária, doença policística e prurido intratável ou colangites de repetição na colangite esclerosante primária.

  • Questão comentada da UNICAMP

    UNICAMP 2016, com insuficiência hepática aguda grave no pós-operatório de artroplastia de quadril, comentada alternativa por alternativa e ligada aos critérios do King's College.

Sumário

O que tem dentro das 17 páginas

Da indicação à sala de cirurgia, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: o mapa mental em tabela
  2. 02Contexto clínico: por que o transplante cai nas provas
  3. 03Indicações: os 4 grandes grupos
  4. 04Principais contraindicações e casos especiais
  5. 05Pontuação MELD 3.0 e PELD: a lógica da gravidade
  6. 06Situações especiais: quando o MELD não conta a história toda
  7. 07Tumores: critérios de Milão, downstaging e tumor neuroendócrino
  8. 08Condições clínicas graves
  9. 09A dinâmica da pontuação nas situações especiais
  10. 10Urgência máxima: insuficiência hepática aguda grave e critérios do King's College
  11. 11Retransplante por não funcionamento primário, trauma e paciente anepático
  12. 12Regras de validade da urgência máxima
  13. 13Metástases e doador com sorologia positiva
  14. 14Questão estratégica: diagnóstico e alocação
  15. 15A cirurgia: técnica convencional e piggyback
  16. 16Isquemia, reperfusão e síndrome pós-reperfusão
  17. 17Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Transplante hepático: indicações, alocação e técnica cirúrgica
Página da apostila: as técnicas convencional e piggyback lado a lado, com a anastomose da cava do doador na veia hepática do receptor e a cava do receptor preservada.

O que são os critérios de Milão no transplante hepático?

Os critérios de Milão definem quando o carcinoma hepatocelular é curável pelo transplante e, por isso, quando ganha pontuação especial na fila. Na forma que a apostila usa para a pontuação, entram o nódulo único de 2 a 5 cm ou até 3 nódulos, nenhum maior que 3 cm, sem invasão vascular e sem metástase, com alfafetoproteína abaixo de 1.000 ng/mL.

O critério existe porque o MELD mede a falência do fígado, e o paciente com CHC costuma ter função hepática preservada. Com MELD de laboratório baixo, ele nunca seria transplantado, e o tumor cresceria e invadiria vasos na espera. Dentro de Milão, o CHC vira situação especial e recebe pontuação padronizada para subir na fila.

Essa pontuação funciona como escada rolante, na sequência 20, 24 e 29: 20 pontos na entrada na lista, 24 após 3 meses sem transplante e o teto de 29 após 6 meses. Fora de Milão, o tumor pode ser tratado com quimioembolização ou ressecção para diminuir; se entrar nos critérios, com alfafetoproteína abaixo de 500, o paciente ganha o direito ao transplante, o chamado downstaging.

O CHC é a indicação de ouro do transplante porque a cirurgia faz a cura dupla: remove o câncer e a cirrose que o gerou.

Página da apostila Transplante hepático: indicações, alocação e técnica cirúrgica

Comparativo

MELD, situação especial e urgência máxima: como a fila prioriza

A lista de espera do fígado segue a gravidade de cada paciente. A tabela junta as vias de prioridade que a apostila descreve.

Vias de prioridade na lista do transplante hepático, quem entra em cada uma e o detalhe cobrado em prova. Fonte: apostila Med-Review R1, “Transplante hepático”.
ViaQuem entraComo pontuaDetalhe de prova
MELD 3.0Pacientes fora da faixa pediátrica do PELD, priorizados pela gravidadeCreatinina, bilirrubina total, INR, sódio e albuminaA albumina é a novidade da versão 3.0
PELDCrianças abaixo de 12 anosEscore pediátrico de gravidadeA escolha entre PELD e MELD é feita pela idade
Situação especialCHC dentro de Milão, tumor neuroendócrino selecionado, síndrome hepatopulmonar, ascite refratária, entre outrasPontuação padronizada; no CHC, 20, 24 e 29 pontos conforme o tempo de esperaNo exemplo da apostila, o CHC na fase de 24 pontos recebe o fígado antes do cirrótico com MELD calculado de 22
Urgência máximaInsuficiência hepática aguda grave, não funcionamento primário notificado em até 7 dias, trauma com falência irreversível e paciente anepáticoPrioridade nacional, à frente de qualquer MELDVale 15 dias, renováveis por mais 15; sem transplante, o paciente passa a MELD ajustado de 40

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como avaliar um candidato ao transplante hepático, passo a passo

Da indicação à cirurgia, no raciocínio da apostila.

  1. Confirme a indicação

    Os quatro grandes grupos são doença hepática crônica terminal, carcinoma hepatocelular, insuficiência hepática aguda grave e doenças metabólicas, como a polineuropatia amiloidótica familiar, em que o fígado anatomicamente normal produz transtirretina anômala.

  2. Afaste as contraindicações absolutas

    Infecção sistêmica em atividade ou choque séptico, neoplasia maligna extra-hepática ativa e tuberculose em atividade. Câncer de pele não melanoma e alguns tumores primários do sistema nervoso central em geral não contraindicam.

  3. Calcule o MELD 3.0

    Creatinina, bilirrubina total, INR, sódio e albumina; nas crianças abaixo de 12 anos, usa-se o PELD. O valor é dinâmico e muda conforme os exames pioram ou melhoram.

  4. Procure uma situação especial

    CHC dentro de Milão, tumor neuroendócrino com primário retirado e metástases irressecáveis restritas ao fígado, síndrome hepatopulmonar e ascite refratária ganham pontuação padronizada, porque o risco de morte não vem da falência que o MELD mede.

  5. Reconheça a urgência máxima

    Insuficiência hepática aguda grave, avaliada pelos critérios do King's College, não funcionamento primário notificado em até 7 dias, trauma com falência irreversível e paciente anepático têm prioridade nacional, à frente de qualquer MELD.

  6. Prefira a técnica piggyback

    A veia cava do receptor é preservada e o clampeamento é só parcial, o que dá mais estabilidade hemodinâmica e dispensa o bypass venovenoso. Na reperfusão, queda da PAM acima de 30% nos primeiros 5 minutos define a síndrome pós-reperfusão, com hipercalemia, acidose metabólica e hipotermia.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre transplante hepático na prova

Como funciona o transplante de fígado?

A lista segue a gravidade: o fígado vai para quem tem maior risco de óbito a curto prazo sem o órgão, medido pelo PELD nas crianças abaixo de 12 anos e pelo MELD 3.0 nos demais pacientes. Situações especiais, como o CHC dentro de Milão, recebem pontuação padronizada, e a urgência máxima tem prioridade nacional.

Como é feito o transplante de fígado?

A técnica de escolha moderna é a piggyback: o fígado doente é separado da veia cava, que é preservada, e o novo fígado é anastomosado à cava do receptor com clampeamento só parcial. Na técnica convencional, a cava retro-hepática sai junto com o fígado, o clampeamento é total e pode ser necessário bypass venovenoso. O tempo de isquemia fria deve ser o menor possível, idealmente abaixo de 12 horas.

Quem pode doar fígado com hepatite B ou C?

Órgãos de doadores com sorologia positiva entram em estratégias de critérios expandidos. O doador com hepatite C e vírus circulante pode doar até para receptor sem hepatite C, porque os antivirais de ação direta curam a infecção no pós-operatório em quase 100% dos casos. O anti-HBc positivo tem risco baixo de transmissão e serve a receptores vacinados ou com profilaxia; o HBsAg positivo, só a quem já tem hepatite B ou em urgência extrema.

Quais os critérios de transplante na hepatite fulminante?

A insuficiência hepática aguda grave entra como urgência máxima, e a apostila usa os critérios do King's College para indicar o transplante. Na intoxicação por paracetamol, avaliam pH arterial abaixo de 7,3 ou a combinação de tempo de protrombina elevado, creatinina alta e encefalopatia. Nas demais causas, avaliam idade, etiologia, duração da icterícia, bilirrubina e tempo de protrombina.

Quais são as indicações de transplante hepático?

A apostila agrupa em quatro: doença hepática crônica terminal, com a cirrose como causa número 1; carcinoma hepatocelular, a indicação de ouro; insuficiência hepática aguda grave; e doenças metabólicas. Metástase hepática, via de regra, contraindica o transplante; a única grande exceção é o tumor neuroendócrino com primário retirado há mais de 6 meses e doença restrita ao fígado.

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    Vitor Arienzo

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Stephanie Lahat

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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