Apostila gratuita · 27 páginas

Tumores hepáticos malignos: hepatocarcinoma com LI-RADS e BCLC, colangiocarcinoma e metástase colorretal

Segmentação de Couinaud e tipos de hepatectomia, rastreamento do hepatocarcinoma no cirrótico, LI-RADS 5 e a barreira dos 10 mm, estadiamento BCLC, ressecção, transplante, ablação, TACE e imunoterapia, colangiocarcinoma com Bismuth-Corlette e CA 19-9, metástase colorretal e embolização de veia porta. Três questões comentadas: UFRJ 2024, USP SP 2022 e uma autoral.

PDF de 3,5 MB. Gratuito.

Capa da apostila Tumores hepáticos malignos: do carcinoma hepatocelular às metástases em um tablet
Formato
Apostila · 27 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Fígado e vias biliares
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de tumores hepáticos malignos cobre

Do carcinoma hepatocelular ao colangiocarcinoma e às metástases colorretais, com a anatomia que decide a cirurgia.

  • Hepatocarcinoma diagnosticado sem biópsia

    No cirrótico, hiper-realce arterial com lavagem nas fases portal ou tardia, respeitada a barreira dos 10 mm, é LI-RADS 5 e dispensa a biópsia, que traz risco de implante tumoral no trajeto da agulha.

  • Conduta por estágio do BCLC

    Ablação ou ressecção no estágio 0; ressecção, transplante ou ablação no A; quimioembolização no B; atezolizumabe com bevacizumabe no C; cuidados paliativos no D.

  • Três questões comentadas

    UFRJ 2024, sobre os segmentos da hepatectomia esquerda estendida, USP SP 2022 e uma questão autoral sobre ressecção no cirrótico Child A sem hipertensão portal, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 27 páginas

Da anatomia cirúrgica do fígado às metástases, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: resumo da abordagem do carcinoma hepatocelular
  2. 02Anatomia funcional: linha de Cantlie e os 8 segmentos de Couinaud
  3. 03Padronização das ressecções e tabela de hepatectomias
  4. 04A manobra de Pringle
  5. 05Questão estratégica: segmentação hepática
  6. 06Carcinoma hepatocelular: epidemiologia e fatores de risco
  7. 07Rastreamento e vigilância no paciente cirrótico
  8. 08Diagnóstico por imagem e sistema LI-RADS
  9. 09Biópsia hepática: indicações e riscos
  10. 10Estadiamento pelo sistema BCLC e migração de tratamento
  11. 11Lembrete de bolso: ECOG performance status
  12. 12Terapias curativas: ressecção, transplante e ablação
  13. 13Questão estratégica: diagnóstico e conduta no HCC
  14. 14Terapias locorregionais: TACE e radioembolização
  15. 15Terapia sistêmica, imunoterapia e o risco do bevacizumabe
  16. 16Segunda questão estratégica: ressecção ou transplante no HCC
  17. 17Colangiocarcinoma: etiologia, clínica, imagem e CA 19-9
  18. 18Classificação de Bismuth-Corlette
  19. 19Metástase hepática do câncer colorretal: ressecabilidade e estratégias de abordagem
  20. 20Embolização da veia porta
  21. 21Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Tumores hepáticos malignos: do carcinoma hepatocelular às metástases
Página da apostila: a metástase hepática do câncer colorretal, com a doença síncrona, a disseminação pela veia porta e as lesões hipodensas em todas as fases da TC.

O que é a classificação BCLC do hepatocarcinoma?

O BCLC (Barcelona Clinic Liver Cancer) é o sistema de estadiamento do carcinoma hepatocelular que a apostila descreve como o mais validado no mundo, porque avalia o binômio tumor-hospedeiro. Se o LI-RADS faz o diagnóstico, o BCLC define o destino, a partir de um tripé: carga tumoral, função hepática pelo Child-Pugh e performance status pelo ECOG.

São cinco estágios. O 0, muito precoce, é o nódulo único pequeno em Child A e PS 0, candidato a ablação ou ressecção. O A, precoce, é o nódulo único de qualquer tamanho ou até 3 nódulos de até 3 cm, com PS 0: é onde estão os candidatos à cura, por ressecção, transplante dentro dos critérios de Milão ou ablação. O B, intermediário, é a doença multinodular sem invasão vascular e sem metástase extra-hepática, tratada com quimioembolização arterial.

O C, avançado, marca a virada para o prognóstico ruim: invasão vascular, como a trombose de porta, ou disseminação extra-hepática, com PS 1 a 2. O tratamento é sistêmico, com atezolizumabe e bevacizumabe em primeira linha, à frente do sorafenibe. O D, terminal, reúne PS acima de 2 ou Child-Pugh C e vai para cuidados paliativos, com a exceção do Child C com tumor pequeno dentro de Milão, que pode ser salvo pelo transplante.

O BCLC admite a migração de tratamento: se a terapia do estágio for inviável ou falhar, o paciente passa à opção do estágio seguinte.

Página da apostila Tumores hepáticos malignos: do carcinoma hepatocelular às metástases

Comparativo

Hepatocarcinoma, colangiocarcinoma e metástase colorretal lado a lado

Os três tumores da apostila pelo que a banca pergunta de cada um.

Terreno, diagnóstico, marcador, classificação e tratamento com intenção curativa de cada tumor. Fonte: apostila Med-Review R1, “Tumores hepáticos malignos: do carcinoma hepatocelular às metástases”.
CaracterísticaHepatocarcinomaColangiocarcinomaMetástase colorretal
TerrenoFígado cirrótico em 80% a 90% dos casos; a hepatite B pode causar o tumor sem cirroseInflamação crônica da via biliar, com a colangite esclerosante primária como fator de risco isolado mais potenteDisseminação pela veia porta; cerca de 20% já têm metástase hepática no diagnóstico do câncer colorretal
DiagnósticoPela imagem: hiper-realce arterial e lavagem, LI-RADS 5, sem biópsiaColangioRM como padrão-ouro e TC multidetectores para a anatomia vascularLesões mal delimitadas e hipodensas em todas as fases do contraste
MarcadorAlfafetoproteína, que não se eleva em 30% a 40% dos casosCA 19-9, com falso positivo na colestase e falso negativo nos Lewis-negativosRAS mutado indica biologia tumoral mais agressiva
Classificação que decideBCLC: carga tumoral, Child-Pugh e ECOGBismuth-Corlette, que define a extensão da hepatectomiaRessecabilidade por margem R0 e remanescente suficiente; o número de nódulos deixou de ser critério
Tratamento com intenção curativaRessecção, transplante dentro de Milão ou ablaçãoRessecção da via biliar com hepatectomia conforme o tipo; o tipo IV é classicamente irressecávelHepatectomia com margem R0, com embolização de veia porta se o remanescente for insuficiente

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir um nódulo hepático no cirrótico, passo a passo

Do ultrassom de rastreamento à escolha do tratamento, na ordem da apostila.

  1. Rastreie a cada 6 meses

    Ultrassom de abdome com alfafetoproteína a cada 6 meses em todo cirrótico Child-Pugh A e B, no Child C em lista de transplante e no portador de hepatite B de risco sem cirrose. O intervalo espelha o tempo médio de duplicação do tumor, de 4 a 6 meses.

  2. Separe o nódulo pelo tamanho

    Nódulo menor que 1 cm vai para novo ultrassom em 3 meses e, se ficar estável por 1 a 2 anos, volta à rotina semestral. Os demais seguem para TC ou RM dinâmica em busca de hiper-realce arterial e lavagem.

  3. Feche o diagnóstico pela imagem

    No cirrótico, hiper-realce arterial com lavagem é LI-RADS 5 e dispensa biópsia, respeitada a barreira dos 10 mm: abaixo dela, o nódulo suspeito volta à vigilância em 3 meses. A biópsia fica para a imagem inconclusiva, LI-RADS 3 ou 4 que persiste após repetir ou trocar o método, e para o fígado sem cirrose ou fator de risco.

  4. Estadie pelo BCLC

    Some carga tumoral, Child-Pugh e ECOG. Invasão vascular, como a trombose de porta, ou doença extra-hepática colocam o paciente no estágio C, de terapia sistêmica.

  5. Escolha entre ressecção e transplante

    Ressecção no nódulo único com Child-Pugh A e sem hipertensão portal clinicamente significativa: sem varizes esofágicas e com plaquetas acima de 100.000. Com plaquetopenia ou esplenomegalia, o fígado descompensaria após a hepatectomia, e a conduta passa a ser o transplante, se o tumor estiver dentro dos critérios de Milão.

  6. Ajuste a terapia ao estágio

    A ablação por radiofrequência compete com a cirurgia nos nódulos muito pequenos do estágio 0. A TACE trata o estágio B e é contraindicada na trombose do tronco da veia porta. No estágio C, antes de atezolizumabe com bevacizumabe, faça endoscopia digestiva alta e trate as varizes de alto risco.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre tumores hepáticos malignos na prova

O que é hepatocarcinoma?

É o carcinoma hepatocelular, a neoplasia primária mais comum do fígado, com cerca de 90% dos tumores malignos do órgão. Surge em fígado já doente: 80% a 90% dos casos ocorrem em cirróticos. A hepatite C é o principal fator de risco no Ocidente, a hepatite B pode causar o tumor sem cirrose e a esteato-hepatite metabólica é a causa que mais cresce.

O que é colangiocarcinoma?

É o adenocarcinoma que se origina no epitélio dos ductos biliares, menos frequente que o carcinoma hepatocelular e de prognóstico reservado, pelo diagnóstico tardio e pela complexidade da ressecção. A palavra-chave é inflamação crônica: colangite esclerosante primária, cistos de colédoco, hepatolitíase e parasitoses biliares endêmicas na Ásia. O tumor de Klatskin é o peri-hilar, na bifurcação do ducto hepático comum.

Quais os sintomas de colangiocarcinoma?

Dependem da localização. O intra-hepático é silencioso: dor vaga, perda de peso e massa palpável, sem icterícia, porque os outros segmentos continuam drenando a bile. O extra-hepático, peri-hilar ou distal, causa icterícia progressiva e indolor, colúria e acolia fecal; a vesícula palpável indolor, o sinal de Courvoisier-Terrier, é típica dos tumores distais, não do Klatskin.

O que é metástase hepática do câncer colorretal?

É o implante de células do câncer colorretal no fígado, que funciona como primeiro filtro porque o sangue do trato gastrointestinal passa pela veia porta antes da circulação sistêmica. Cerca de 20% dos pacientes já têm metástase hepática no diagnóstico, a doença síncrona. Na TC, as lesões são mal delimitadas e hipodensas em todas as fases do contraste.

Metástase hepática tem cura?

Na metástase colorretal, a apostila trata a ressecção cirúrgica como a única estratégia com potencial de cura real, com sobrevida em 5 anos próxima de 60% em centros de excelência. A ressecabilidade depende de margem R0 e de remanescente suficiente, com ao menos dois segmentos contíguos de vascularização e drenagem biliar preservadas. Se o remanescente for pequeno, a embolização da veia porta induz hipertrofia antes da cirurgia.

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  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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