Apostila gratuita · 21 páginas

Tumores hepáticos benignos: hemangioma, hiperplasia nodular focal, adenoma hepatocelular e cistos hepáticos

TC trifásica e o tempo do contraste, cisto simples e hidático, hemangioma com preenchimento centrípeto e Kasabach-Merritt, hiperplasia nodular focal com cicatriz central e contraste hepatoespecífico, adenoma hepatocelular pelos subtipos moleculares, sinal do atol e conduta por sexo e diâmetro. Duas questões comentadas: USP SP 2019 e UERJ 2016.

PDF de 3,4 MB. Gratuito.

Capa da apostila Lesões hepáticas benignas: do incidentaloma à conduta cirúrgica em um tablet
Formato
Apostila · 21 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Fígado e vias biliares
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de tumores hepáticos benignos cobre

Do incidentaloma no ultrassom à decisão de observar ou operar, lesão por lesão.

  • A imagem de cada lesão

    Realce periférico nodular com preenchimento centrípeto no hemangioma, cicatriz central com realce tardio na HNF, realce arterial com lavagem no adenoma e lesão anecoica com reforço acústico posterior no cisto simples.

  • Adenoma pelos subtipos moleculares

    HNF1-α, esteatótico e de menor risco de malignização; inflamatório, o mais comum e o de maior risco de sangramento; β-catenina, mais frequente em homens e considerado lesão pré-neoplásica.

  • Duas questões comentadas

    USP SP 2019, sobre o diagnóstico do hemangioma pela TC, e UERJ 2016, sobre o hemoperitônio espontâneo em mulher jovem, com gabarito e comentário de cada alternativa.

Sumário

O que tem dentro das 21 páginas

Das lesões císticas às sólidas, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: o quadro das lesões sólidas e císticas
  2. 02A era dos incidentalomas e o papel da história clínica
  3. 03TC trifásica: fases arterial, portal e de equilíbrio
  4. 04Cisto simples, o achado mais comum
  5. 05Cisto hidático: cistos-filhos, sinal do lírio d'água e o perigo da ruptura
  6. 06Hemangioma hepático: epidemiologia e preenchimento em bolotas
  7. 07Conduta no hemangioma, o mito do hemangioma gigante e Kasabach-Merritt
  8. 08Questão estratégica: diagnóstico de hemangioma
  9. 09Hiperplasia nodular focal: a cicatriz central e o contraste hepatoespecífico
  10. 10HNF: manejo, seguimento e indicações cirúrgicas
  11. 11Adenoma hepatocelular: fatores de risco e classificação molecular
  12. 12Adenoma no ultrassom, na TC trifásica e na RM, com o sinal do atol
  13. 13Conduta: quando operar o adenoma e o que fazer no adenoma roto
  14. 14Questão estratégica: rotura do adenoma
  15. 15Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Lesões hepáticas benignas: do incidentaloma à conduta cirúrgica
Página da apostila: a hiperplasia nodular focal na TC trifásica, com o realce arterial intenso, a lesão que some na fase portal e a cicatriz central estrelada.

O que é o adenoma hepatocelular?

O adenoma hepatocelular é um tumor benigno formado por hepatócitos organizados em cordões, sem espaços porta e sem ductos biliares. Mesmo benigno, é o que a apostila chama de vilão dos tumores benignos do fígado, porque carrega os dois maiores riscos da categoria: ruptura espontânea com hemoperitônio e transformação maligna para carcinoma hepatocelular.

A gênese é hormonal. Na mulher, o fator de risco clássico é o anticoncepcional oral por mais de 5 anos; no homem, o esteroide anabolizante. A falta de ductos biliares explica por que o adenoma não retém o contraste hepatoespecífico na fase hepatobiliar da RM e aparece hipointenso, ao contrário da hiperplasia nodular focal.

A conduta segue sexo, diâmetro e subtipo. No homem, a cirurgia é sempre indicada, pela associação com a mutação da β-catenina e o alto índice de malignização. Na mulher, suspende-se o anticoncepcional, orienta-se perda de peso e repete-se a imagem em 6 meses; a decisão de operar segue o diâmetro de 5 cm após a suspensão hormonal. O subtipo β-catenina, quando identificado, leva à cirurgia mesmo em lesões pequenas.

No adenoma roto com instabilidade hemodinâmica, a apostila indica estabilização e embolização arterial seletiva, deixando a ressecção para um segundo tempo, eletivo e programado.

Página da apostila Lesões hepáticas benignas: do incidentaloma à conduta cirúrgica

Comparativo

Hemangioma, HNF, adenoma e cistos: perfil, imagem e conduta

As lesões que a banca coloca lado a lado, com o achado que separa cada uma.

Perfil típico, imagem característica e conduta de cada lesão hepática benigna. Fonte: apostila Med-Review R1, “Lesões hepáticas benignas: do incidentaloma à conduta cirúrgica”.
LesãoPerfil típicoImagem característicaConduta
HemangiomaMulher; tumor sólido benigno mais frequente do fígadoHiperecogênico no ultrassom; realce periférico nodular e descontínuo, com preenchimento centrípetoObservação; cirurgia só com sintomas compressivos intratáveis ou dor persistente
Hiperplasia nodular focalMulher, na proporção de 8:1; segunda lesão benigna mais comumRealce arterial intenso e homogêneo, cicatriz central com realce tardio e captação do contraste hepatoespecíficoObservação; cirurgia na dúvida diagnóstica, nos sintomas persistentes ou no crescimento
Adenoma hepatocelularMulher com anticoncepcional oral ou homem com anabolizanteRealce arterial intenso, sem retenção do contraste hepatoespecífico; sinal do atol no subtipo inflamatórioHomem: cirurgia. Mulher: suspender o anticoncepcional e repetir a imagem em 6 meses
Cisto simplesMulher acima de 50 anosAnecoico, de paredes imperceptíveis e com reforço acústico posterior; sem realce na TCObservação; intervenção só no cisto gigante com sintomas compressivos
Cisto hidáticoContato com cães ou zona de criação de ovinosCistos-filhos, sinal do lírio d'água e calcificação de paredeAlbendazol com PAIR ou cirurgia, sem extravasar o conteúdo

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como investigar um nódulo hepático incidental, passo a passo

O raciocínio da apostila, do laudo de ultrassom à decisão de operar.

  1. Comece pela história clínica

    Mulher jovem aponta para hemangioma, HNF e adenoma, e o anticoncepcional oral se liga ao adenoma. Homem jovem com anabolizante exige excluir adenoma. Viagem a zona de criação de ovinos ou contato com cães leva a pensar em hidatidose diante de lesão cística.

  2. Peça TC ou RM em três fases

    Sem a fase arterial, muitos tumores benignos sólidos ficam isodensos ao parênquima e passam despercebidos. TC simples ou só com fase venosa é insuficiente para investigar nódulo hepático sólido.

  3. Leia o comportamento do contraste

    Realce periférico em bolotas com preenchimento centrípeto fecha hemangioma. Realce arterial homogêneo com cicatriz central que realça na fase tardia aponta para HNF. Realce arterial intenso em fígado sem estigmas de hepatopatia crônica aponta para adenoma.

  4. Na dúvida, contraste hepatoespecífico

    Na RM com ácido gadoxético, a HNF retém o contraste na fase hepatobiliar e fica hiperintensa; o adenoma, sem ductos biliares funcionais, não retém e aparece hipointenso. Se a dúvida entre HNF e adenoma persistir, a ressecção se torna mandatória.

  5. Evite a biópsia percutânea

    No hemangioma, ela é contraindicada pelo risco de hemorragia grave. No adenoma, lesão hipervascularizada e friável, deve ser evitada pelo risco de sangramento e de disseminação se houver malignidade oculta.

  6. Decida entre observar e operar

    Hemangioma e HNF ficam em observação. No adenoma, o homem vai para cirurgia; a mulher suspende o anticoncepcional e repete a imagem em 6 meses, e o diâmetro de 5 cm decide a ressecção. O adenoma roto com instabilidade vai para embolização arterial seletiva.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre tumores hepáticos benignos na prova

O que é hemangioma hepático?

É o tumor sólido benigno mais frequente do fígado, com prevalência de até 7% em séries de necropsia. Do ponto de vista patológico, é uma malformação vascular congênita de espaços cavernosos revestidos por endotélio, que cresce por ectasia, a dilatação vascular progressiva. Predomina em mulheres, na proporção de 3:1 a 5:1.

Hemangioma hepático é perigoso?

A história natural é benigna, a grande maioria permanece estável ao longo da vida e a conduta padrão é a observação. O risco de ruptura espontânea é ínfimo, e indicar cirurgia profilática só porque a lesão passa de 10 cm é um erro comum em prova. A complicação mais temida em prova é a síndrome de Kasabach-Merritt, coagulopatia de consumo rara dos hemangiomas volumosos, com plaquetopenia grave.

Hemangioma hepático dói?

O hemangioma típico das questões é achado de exame em paciente assintomático, como na USP SP 2019 da apostila. A dor só entra na indicação cirúrgica quando é persistente e sem outra causa identificada, ou quando há sintomas compressivos intratáveis; nesses casos, a cirurgia costuma ser enucleação ou ressecção segmentar.

Como o adenoma hepático aparece na tomografia?

Na TC trifásica, tem realce arterial intenso e precoce, homogêneo nas lesões pequenas e heterogêneo nas maiores, e fica isodenso ou discretamente hipodenso nas fases portal e tardia. A fase pré-contraste pode mostrar áreas de alta atenuação por sangramento recente ou de baixa atenuação por gordura. Como o padrão lembra o do carcinoma hepatocelular, a diferença é clínica: o adenoma surge em fígado sem estigmas de hepatopatia crônica.

O que é cisto hidático?

É a hidatidose hepática, zoonose causada pelo Echinococcus, cujo ciclo envolve cães e ovelhas, com o homem como hospedeiro acidental. O diagnóstico combina imagem, com cistos-filhos, sinal do lírio d'água e calcificação de parede, e sorologia por ELISA ou hemaglutinação indireta. A ruptura ou a manipulação do cisto pode causar choque anafilático, e o albendazol deve preceder e suceder qualquer intervenção.

O que é hiperplasia nodular focal hepática?

É a segunda lesão benigna mais comum do fígado, uma lesão pseudotumoral: resposta hiperplásica regenerativa dos hepatócitos a uma artéria nutridora anômala. Não tem risco de transformação maligna, e a ruptura espontânea é extremamente rara. O marco é a cicatriz central estrelada, e com o diagnóstico fechado pela imagem a conduta é a observação, sem biópsia.

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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