Apostila gratuita · 25 páginas

Parada cardiorrespiratória: RCP de alta qualidade, ritmos chocáveis e não chocáveis, desfibrilação e cuidados pós-PCR

Reconhecimento da PCR e do gasping, compressões de alta qualidade, capnografia, ventilação com e sem via aérea avançada, FV e TVSP com desfibrilação, adrenalina e antiarrítmico, assistolia e AESP com o protocolo da linha reta e os 5 Hs e 5 Ts, gestante, hipotermia, afogamento, torsades de pointes e cuidados pós-PCR. Três questões comentadas, entre elas ENARE 2022 e SUS/SP 2022.

PDF de 3,9 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 25 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Cardiologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de parada cardiorrespiratória cobre

Do colapso à sua frente ao cuidado depois do retorno da circulação, com o que a banca cobra em carga de choque, drogas e situações especiais.

  • Os dois algoritmos do ACLS

    FV e TVSP com desfibrilação, adrenalina após o 2º choque e antiarrítmico após o 3º; assistolia e AESP com adrenalina imediata e busca das causas reversíveis pelos 5 Hs e 5 Ts.

  • RCP de alta qualidade em números

    De 100 a 120 compressões por minuto, de 5 a 6 cm de profundidade, interrupções abaixo de 10 segundos e ETCO2 acima de 10 mmHg na capnografia, com o salto súbito indicando retorno da circulação.

  • Três questões comentadas

    ENARE 2022, sobre o reconhecimento da PCR, SUS/SP 2022, sobre ETCO2 e pressão diastólica durante a RCP, e uma questão autoral sobre TVSP no intraoperatório, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 25 páginas

Do reconhecimento da parada aos cuidados depois do RCE, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela de conceitos-chave
  2. 02Contexto clínico e por que o tema cai tanto
  3. 03Reconhecimento inicial e parada respiratória
  4. 04Questão estratégica: reconhecimento da PCR
  5. 05Compressões de alta qualidade e capnografia
  6. 06Questão estratégica: monitorização da RCP
  7. 07Ventilação durante a RCP
  8. 08Ritmos chocáveis: FV e TVSP
  9. 09Questão estratégica: TVSP e desfibrilação
  10. 10A desfibrilação e a carga do choque
  11. 11Farmacologia do ritmo chocável e vias de administração
  12. 12Checar ritmo ou pulso
  13. 13Ritmos não chocáveis: assistolia, AESP e protocolo da linha reta
  14. 14Causas reversíveis: 5 Hs e 5 Ts
  15. 15Situações especiais: gestante, hipotermia, afogamento e torsades de pointes
  16. 16Cuidados pós-PCR: exames iniciais e ultrassom point-of-care
  17. 17Síndrome pós-PCR e cuidados básicos
  18. 18Resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Parada cardiorrespiratória
Página da apostila: o algoritmo do ritmo não chocável, com adrenalina o mais cedo possível e a cada 3 a 5 minutos, e o quadro das causas reversíveis de PCR, os 5 Hs e 5 Ts.

Quais são os ritmos chocáveis e não chocáveis?

Os ritmos chocáveis são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), os únicos ritmos de PCR tratados com desfibrilação. Os não chocáveis são a assistolia e a atividade elétrica sem pulso (AESP), sem indicação de choque nem de antiarrítmico. O ritmo é analisado assim que o desfibrilador manual ou o DEA chega e define em qual algoritmo do ACLS o paciente está.

Na FV, o traçado é caótico e irregular, sem onda P, QRS ou onda T distinguíveis. Na TVSP, há complexos QRS largos e aberrantes, monomórficos ou polimórficos, em um paciente sem pulso. Nesses ritmos, a desfibrilação precoce é a intervenção de maior impacto na sobrevida, à frente da adrenalina e das compressões.

A assistolia é a linha reta, confirmada só depois do protocolo da linha reta: checar os cabos, aumentar o ganho e trocar a derivação, porque a linha reta pode ser erro de monitorização. A AESP é qualquer ritmo organizado no monitor, como ritmo sinusal ou bloqueio, sem pulso. Nos dois, a conduta é adrenalina 1 mg o mais rápido possível, repetida a cada 3 a 5 minutos, e a busca da causa pelos 5 Hs e 5 Ts.

Ao fim de cada ciclo de dois minutos, as compressões param para a análise do ritmo. O pulso só é checado quando o monitor mostra um ritmo organizado; diante de FV ou de assistolia confirmada, checar o pulso não faz sentido, porque esses ritmos são sempre de PCR.

Página da apostila Parada cardiorrespiratória

Comparativo

Ritmos de parada: como reconhecer e o que fazer em cada um

O ritmo no monitor decide entre choque e adrenalina imediata. A tabela junta o reconhecimento à conduta, como a apostila apresenta.

Ritmos de PCR chocáveis e não chocáveis, com o reconhecimento no monitor, a indicação de choque e as drogas. Fonte: apostila Med-Review R1, “Parada cardiorrespiratória”.
RitmoComo reconhecerChoqueDrogas
Fibrilação ventricular (FV)Traçado caótico e irregular, sem onda P, QRS ou onda T distinguíveisSim: desfibrilação imediata, não sincronizada, e RCP logo depoisAdrenalina 1 mg após o 2º choque, a cada 3 a 5 minutos; amiodarona ou lidocaína após o 3º choque
Taquicardia ventricular sem pulso (TVSP)QRS largos e aberrantes, monomórficos ou polimórficos, sem pulsoSim: mesma conduta da FVMesmo esquema da FV
AssistoliaLinha reta confirmada pelo protocolo da linha reta: cabos, ganho e derivaçãoNãoAdrenalina 1 mg o mais rápido possível, a cada 3 a 5 minutos, sem antiarrítmico
Atividade elétrica sem pulso (AESP)Ritmo organizado no monitor, como sinusal ou bloqueio, sem pulsoNãoAdrenalina imediata e busca dos 5 Hs e 5 Ts
Torsades de pointesTV polimórfica associada ao intervalo QT longoSim: desfibrilaçãoAmiodarona contraindicada, porque alarga o QT; sulfato de magnésio para prevenir a recorrência

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como atender uma parada cardiorrespiratória, passo a passo

O raciocínio da apostila, da cena segura ao cuidado depois do retorno da circulação.

  1. Garanta a cena e confirme a PCR

    Avalie a segurança da cena, toque os ombros da vítima e chame em voz alta. Sem resposta, peça ajuda de forma direcionada e um desfibrilador. Em até 10 segundos, cheque o pulso central e a respiração ao mesmo tempo: gasping equivale a PCR.

  2. Comprima com alta qualidade

    Sem pulso, a ordem é C-A-B. Comprima a metade inferior do esterno, de 100 a 120 vezes por minuto e de 5 a 6 cm, permitindo o retorno total do tórax. Interrompa por menos de 10 segundos e troque quem comprime a cada 2 minutos. ETCO2 abaixo de 10 mmHg indica massagem ineficaz.

  3. Ventile sem hiperventilar

    Sem via aérea avançada, use 30 compressões para 2 ventilações. Com tubo orotraqueal, as ventilações ficam assíncronas: uma a cada 6 segundos, sem pausar as compressões. Hiperventilar compromete o retorno venoso e a perfusão.

  4. No ritmo chocável, desfibrile e volte à RCP

    Em FV ou TVSP, choque de 360 J no aparelho monofásico; no bifásico, a carga do fabricante ou a máxima disponível. Retome as compressões sem checar pulso e reavalie o ritmo depois de dois minutos. Adrenalina após o 2º choque e antiarrítmico após o 3º.

  5. No não chocável, adrenalina e causa

    Confirme a assistolia com cabos, ganho e derivação. Faça adrenalina 1 mg o mais rápido possível, por via intravenosa ou intraóssea, evitando a via endotraqueal, e procure os 5 Hs e 5 Ts: hipovolemia, hipóxia, acidose, hipo ou hipercalemia, hipotermia, pneumotórax hipertensivo, tamponamento, toxinas, TEP e infarto.

  6. Depois do RCE, trate a causa e proteja o cérebro

    ECG de 12 derivações para todos e cateterismo se houver suspeita de infarto. Mire PAM ≥ 65 mmHg, SpO2 entre 90% e 98%, PaCO2 entre 35 e 45 mmHg e glicemia entre 70 e 180 mg/dL. No paciente arresponsivo, controle direcionado de temperatura entre 32 e 37,5 °C e eletroencefalograma se não segue comandos.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre parada cardiorrespiratória na prova

O que é parada cardiorrespiratória?

É a ausência de pulso central e de respiração efetiva, que a apostila trata como a emergência máxima da medicina. Se o paciente tem pulso e não respira, o quadro é de parada respiratória, e a prioridade passa a ser a via aérea e a ventilação, com uma ventilação a cada 6 segundos. O atendimento segue o BLS e o ACLS da American Heart Association.

Como identificar uma parada cardiorrespiratória?

Depois de garantir a cena, avalie a responsividade e chame ajuda. Em seguida, em no máximo 10 segundos, cheque o pulso carotídeo ou femoral e observe a respiração ao mesmo tempo. O gasping, a respiração agônica, não é respiração efetiva e deve ser tratado como PCR. Na ENARE 2022 da apostila, o próximo passo depois da responsividade é justamente checar pulso e respiração.

Quais são os ritmos chocáveis?

Fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso, os únicos ritmos chocáveis na PCR. A desfibrilação é a prioridade: na questão autoral da apostila, a TVSP no intraoperatório é tratada com desfibrilação o mais breve possível, antes da adrenalina. Depois do choque, as compressões recomeçam na hora, por dois minutos.

Quais drogas são usadas na parada cardiorrespiratória?

Adrenalina 1 mg a cada 3 a 5 minutos em todos os ritmos: após o 2º choque nos chocáveis e o mais rápido possível nos não chocáveis. Ela faz vasoconstrição alfa-adrenérgica, sobe a pressão diastólica da aorta e perfunde as coronárias. No ritmo chocável persistente, amiodarona 300 mg ou lidocaína, e no torsades de pointes, sulfato de magnésio. A via é intravenosa ou intraóssea.

Quando usar lidocaína na parada cardiorrespiratória?

Quando o ritmo continua chocável depois do 3º choque, como alternativa à amiodarona. Segundo a apostila, os dados ainda não distinguem a eficácia das duas na PCR, e a escolha fica a critério da equipe. Nos ritmos não chocáveis, não há indicação de antiarrítmico.

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  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

    Clínica Médica

    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Clínica Médica

    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

    Clínica Médica

    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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