Reconhecimento da PCR e do gasping, compressões de alta qualidade, capnografia, ventilação com e sem via aérea avançada, FV e TVSP com desfibrilação, adrenalina e antiarrítmico, assistolia e AESP com o protocolo da linha reta e os 5 Hs e 5 Ts, gestante, hipotermia, afogamento, torsades de pointes e cuidados pós-PCR. Três questões comentadas, entre elas ENARE 2022 e SUS/SP 2022.
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Para que serve
Do colapso à sua frente ao cuidado depois do retorno da circulação, com o que a banca cobra em carga de choque, drogas e situações especiais.
FV e TVSP com desfibrilação, adrenalina após o 2º choque e antiarrítmico após o 3º; assistolia e AESP com adrenalina imediata e busca das causas reversíveis pelos 5 Hs e 5 Ts.
De 100 a 120 compressões por minuto, de 5 a 6 cm de profundidade, interrupções abaixo de 10 segundos e ETCO2 acima de 10 mmHg na capnografia, com o salto súbito indicando retorno da circulação.
ENARE 2022, sobre o reconhecimento da PCR, SUS/SP 2022, sobre ETCO2 e pressão diastólica durante a RCP, e uma questão autoral sobre TVSP no intraoperatório, com gabarito e comentário.
Sumário
Do reconhecimento da parada aos cuidados depois do RCE, na ordem em que a apostila ensina.
Os ritmos chocáveis são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), os únicos ritmos de PCR tratados com desfibrilação. Os não chocáveis são a assistolia e a atividade elétrica sem pulso (AESP), sem indicação de choque nem de antiarrítmico. O ritmo é analisado assim que o desfibrilador manual ou o DEA chega e define em qual algoritmo do ACLS o paciente está.
Na FV, o traçado é caótico e irregular, sem onda P, QRS ou onda T distinguíveis. Na TVSP, há complexos QRS largos e aberrantes, monomórficos ou polimórficos, em um paciente sem pulso. Nesses ritmos, a desfibrilação precoce é a intervenção de maior impacto na sobrevida, à frente da adrenalina e das compressões.
A assistolia é a linha reta, confirmada só depois do protocolo da linha reta: checar os cabos, aumentar o ganho e trocar a derivação, porque a linha reta pode ser erro de monitorização. A AESP é qualquer ritmo organizado no monitor, como ritmo sinusal ou bloqueio, sem pulso. Nos dois, a conduta é adrenalina 1 mg o mais rápido possível, repetida a cada 3 a 5 minutos, e a busca da causa pelos 5 Hs e 5 Ts.
Ao fim de cada ciclo de dois minutos, as compressões param para a análise do ritmo. O pulso só é checado quando o monitor mostra um ritmo organizado; diante de FV ou de assistolia confirmada, checar o pulso não faz sentido, porque esses ritmos são sempre de PCR.
Comparativo
O ritmo no monitor decide entre choque e adrenalina imediata. A tabela junta o reconhecimento à conduta, como a apostila apresenta.
| Ritmo | Como reconhecer | Choque | Drogas |
|---|---|---|---|
| Fibrilação ventricular (FV) | Traçado caótico e irregular, sem onda P, QRS ou onda T distinguíveis | Sim: desfibrilação imediata, não sincronizada, e RCP logo depois | Adrenalina 1 mg após o 2º choque, a cada 3 a 5 minutos; amiodarona ou lidocaína após o 3º choque |
| Taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) | QRS largos e aberrantes, monomórficos ou polimórficos, sem pulso | Sim: mesma conduta da FV | Mesmo esquema da FV |
| Assistolia | Linha reta confirmada pelo protocolo da linha reta: cabos, ganho e derivação | Não | Adrenalina 1 mg o mais rápido possível, a cada 3 a 5 minutos, sem antiarrítmico |
| Atividade elétrica sem pulso (AESP) | Ritmo organizado no monitor, como sinusal ou bloqueio, sem pulso | Não | Adrenalina imediata e busca dos 5 Hs e 5 Ts |
| Torsades de pointes | TV polimórfica associada ao intervalo QT longo | Sim: desfibrilação | Amiodarona contraindicada, porque alarga o QT; sulfato de magnésio para prevenir a recorrência |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio da apostila, da cena segura ao cuidado depois do retorno da circulação.
Avalie a segurança da cena, toque os ombros da vítima e chame em voz alta. Sem resposta, peça ajuda de forma direcionada e um desfibrilador. Em até 10 segundos, cheque o pulso central e a respiração ao mesmo tempo: gasping equivale a PCR.
Sem pulso, a ordem é C-A-B. Comprima a metade inferior do esterno, de 100 a 120 vezes por minuto e de 5 a 6 cm, permitindo o retorno total do tórax. Interrompa por menos de 10 segundos e troque quem comprime a cada 2 minutos. ETCO2 abaixo de 10 mmHg indica massagem ineficaz.
Sem via aérea avançada, use 30 compressões para 2 ventilações. Com tubo orotraqueal, as ventilações ficam assíncronas: uma a cada 6 segundos, sem pausar as compressões. Hiperventilar compromete o retorno venoso e a perfusão.
Em FV ou TVSP, choque de 360 J no aparelho monofásico; no bifásico, a carga do fabricante ou a máxima disponível. Retome as compressões sem checar pulso e reavalie o ritmo depois de dois minutos. Adrenalina após o 2º choque e antiarrítmico após o 3º.
Confirme a assistolia com cabos, ganho e derivação. Faça adrenalina 1 mg o mais rápido possível, por via intravenosa ou intraóssea, evitando a via endotraqueal, e procure os 5 Hs e 5 Ts: hipovolemia, hipóxia, acidose, hipo ou hipercalemia, hipotermia, pneumotórax hipertensivo, tamponamento, toxinas, TEP e infarto.
ECG de 12 derivações para todos e cateterismo se houver suspeita de infarto. Mire PAM ≥ 65 mmHg, SpO2 entre 90% e 98%, PaCO2 entre 35 e 45 mmHg e glicemia entre 70 e 180 mg/dL. No paciente arresponsivo, controle direcionado de temperatura entre 32 e 37,5 °C e eletroencefalograma se não segue comandos.
Perguntas frequentes
É a ausência de pulso central e de respiração efetiva, que a apostila trata como a emergência máxima da medicina. Se o paciente tem pulso e não respira, o quadro é de parada respiratória, e a prioridade passa a ser a via aérea e a ventilação, com uma ventilação a cada 6 segundos. O atendimento segue o BLS e o ACLS da American Heart Association.
Depois de garantir a cena, avalie a responsividade e chame ajuda. Em seguida, em no máximo 10 segundos, cheque o pulso carotídeo ou femoral e observe a respiração ao mesmo tempo. O gasping, a respiração agônica, não é respiração efetiva e deve ser tratado como PCR. Na ENARE 2022 da apostila, o próximo passo depois da responsividade é justamente checar pulso e respiração.
Fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso, os únicos ritmos chocáveis na PCR. A desfibrilação é a prioridade: na questão autoral da apostila, a TVSP no intraoperatório é tratada com desfibrilação o mais breve possível, antes da adrenalina. Depois do choque, as compressões recomeçam na hora, por dois minutos.
Adrenalina 1 mg a cada 3 a 5 minutos em todos os ritmos: após o 2º choque nos chocáveis e o mais rápido possível nos não chocáveis. Ela faz vasoconstrição alfa-adrenérgica, sobe a pressão diastólica da aorta e perfunde as coronárias. No ritmo chocável persistente, amiodarona 300 mg ou lidocaína, e no torsades de pointes, sulfato de magnésio. A via é intravenosa ou intraóssea.
Quando o ritmo continua chocável depois do 3º choque, como alternativa à amiodarona. Segundo a apostila, os dados ainda não distinguem a eficácia das duas na PCR, e a escolha fica a critério da equipe. Nos ritmos não chocáveis, não há indicação de antiarrítmico.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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