Apostila gratuita · 46 páginas

Pneumonia hospitalar e PAV: microbiologia, resistência, terapia tripla e prevenção

Mecanismos de resistência, Pseudomonas, Acinetobacter, Stenotrophomonas, MRSA e Enterococo, ESBL, KPC, NDM e AmpC, MIC e farmacodinâmica, a regra das 48 horas, tratamento empírico por cenário, prevenção de PAV e falha terapêutica. Sete questões comentadas, entre elas ENARE 2023 e USP/SP (R+ CLM) 2025.

PDF de 5,1 MB. Gratuito.

Capa da apostila Pneumonia hospitalar e associada à ventilação mecânica em um tablet
Formato
Apostila · 46 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Pneumologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de pneumonia hospitalar cobre

A microbiologia que explica a escolha do antibiótico na PAH e na PAV, para as questões mais detalhistas da prova.

  • Antibiótico empírico por cenário

    Sem risco de MDR, monoterapia com piperacilina-tazobactam, cefepime ou levofloxacino. Com choque séptico ou risco de MDR, terapia tripla: dois agentes para Gram-negativos e um anti-MRSA.

  • Cada germe com sua arma

    Pseudomonas, Acinetobacter, Stenotrophomonas, MRSA e Enterococo, mais ESBL, KPC, NDM e AmpC, com o mecanismo de resistência e o antibiótico de escolha de cada um.

  • Sete questões comentadas

    SCMSP 2020, ENARE 2023, AMP/PR 2009, Faculdade de Medicina de Jundiaí 2024, SCMBH 2023, USP/SP (R+ CLM) 2025 e Dante Pazzanese 2024, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 46 páginas

Da microbiologia à pneumonia no paciente internado, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: etiologia, tratamento empírico e germes
  2. 02Mecanismos de resistência bacteriana
  3. 03Questão estratégica: mecanismo de resistência do MRSA
  4. 04Gram-negativos não fermentadores: Pseudomonas aeruginosa
  5. 05Acinetobacter baumannii e a cobertura empírica dupla
  6. 06Stenotrophomonas maltophilia
  7. 07Questão estratégica: ertapenem e Pseudomonas
  8. 08MSSA e MRSA
  9. 09Enterococo: E. faecalis e E. faecium
  10. 10Resistência adicional: penicilinases, ESBL e carbapenemases
  11. 11Questão estratégica: conceitos e tratamento de ESBL
  12. 12AmpC, alteração de PBP e VRE
  13. 13Questão estratégica: bactérias produtoras de AmpC
  14. 14MIC: sensível, intermediário e resistente
  15. 15Antibióticos tempo-dependentes e concentração-dependentes
  16. 16PAH e PAV: definições e a regra das 48 horas
  17. 17Diagnóstico clínico
  18. 18Tratamento empírico: os três cenários
  19. 19Fatores de risco para germes multirresistentes
  20. 20Questões estratégicas: tratamento e ajuste de antibiótico na PAV
  21. 21Prevenção de PAV: o bundle
  22. 22Questão estratégica: prevenção de PAV
  23. 23O paciente que não melhora: os 3 Cs da falha
  24. 24Resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Pneumonia hospitalar e associada à ventilação mecânica
Página da apostila: os fatores de risco para germe multirresistente, o corte de 5 dias de internação na PAV e a terapia tripla da paciente em ventilação mecânica.

O que é pneumonia nosocomial?

Pneumonia nosocomial, ou pneumonia adquirida no hospital (PAH), é a que surge 48 horas ou mais depois da admissão hospitalar, sem estar incubada na entrada. Quando aparece 48 horas ou mais depois da intubação endotraqueal, é a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV). Esse relógio de 48 horas é o divisor de águas na prova.

Depois das primeiras 48 horas de internação ou intubação, o trato respiratório é colonizado por bactérias que sobreviveram a antibióticos e produtos de limpeza. Os principais agentes são Staphylococcus aureus, incluindo MRSA, e Pseudomonas aeruginosa, seguidos por enterobactérias como Klebsiella e E. coli e por Acinetobacter. O pneumococo não some: a cobertura dos germes hospitalares se soma à dos típicos, e a ceftriaxona deixa de ser escolha porque não cobre Pseudomonas.

A suspeita exige infiltrado pulmonar novo, ou progressão de um antigo, mais sinais de infecção: febre ou hipotermia, leucocitose ou leucopenia, secreção traqueobrônquica purulenta e queda da relação PaO2/FiO2. No paciente intubado, aspirado traqueal ou lavado broncoalveolar orientam o descalonamento, sem atrasar o antibiótico se houver sepse.

Na PAV, internação de 5 dias ou mais antes da pneumonia é critério de risco para germe multirresistente e obriga a cobrir MDR.

Página da apostila Pneumonia hospitalar e associada à ventilação mecânica

Comparativo

Germes da pneumonia hospitalar e o antibiótico de escolha

Os germes hospitalares e os mecanismos de resistência que a banca cobra, com o tratamento que a apostila indica para cada um.

Germes e mecanismos de resistência na PAH e na PAV, com a pista de prova e o tratamento de escolha. Fonte: apostila Med-Review R1, “Pneumonia hospitalar”.
Germe ou mecanismoO que lembrar na provaTratamento de escolha
Pseudomonas aeruginosaBacilo Gram-negativo não fermentador, oxidase positivo; o ertapenem não tem atividade contra elaBeta-lactâmico antipseudomonas: piperacilina-tazobactam, cefepime, ceftazidima ou meropenem
Acinetobacter baumanniiCocobacilo Gram-negativo não fermentador, oxidase negativo, forma biofilme em superfícies do hospitalSulbactam em alta dose, na forma de ampicilina-sulbactam, em associação
Stenotrophomonas maltophiliaOxidase negativo, com resistência intrínseca aos carbapenêmicos; pensar quando há piora em uso de meropenemTerapia combinada com dois agentes ativos, entre cefiderocol, minociclina, sulfametoxazol-trimetoprima e levofloxacino
MRSAPBP2a, produzida pelo gene mecA, anula os beta-lactâmicos convencionaisVancomicina ou linezolida; a daptomicina não serve para foco pulmonar
ESBLInativa cefalosporinas de 3ª e 4ª geração, como ceftriaxona e cefepime, e o aztreonamCarbapenêmico
KPC e NDMCarbapenemases; a NDM hidrolisa todos os beta-lactâmicos, exceto o aztreonamKPC: ceftazidima-avibactam. NDM: ceftazidima-avibactam com aztreonam ou cefiderocol

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como tratar a pneumonia hospitalar, passo a passo

O raciocínio da apostila, da suspeita à reavaliação em 72 horas.

  1. Confirme o relógio e o quadro

    PAH a partir de 48 horas de internação e PAV a partir de 48 horas de intubação, com infiltrado novo e sinais de infecção. No intubado, o segredo é perceber a mudança no padrão da secreção e da oxigenação.

  2. Colha culturas e consulte a CCIH

    Hemoculturas e aspirado traqueal antes do antibiótico guiam o descalonamento. A CCIH informa os germes prevalentes do setor, para que o esquema tenha o menor espectro necessário.

  3. Estratifique o risco de MDR

    Uso de antibiótico intravenoso nos últimos 90 dias, choque séptico, SDRA e diálise aguda pesam para germe multirresistente. Na PAV, 5 dias ou mais de internação antes da pneumonia também.

  4. Escolha o esquema empírico

    Sem risco de MDR, monoterapia com piperacilina-tazobactam 4,5 g de 6 em 6 horas, cefepime 2 g de 8 em 8 horas ou levofloxacino 750 mg. Com risco ou choque, terapia tripla: beta-lactâmico antipseudomonas, um segundo agente como polimixina B, amicacina ou levofloxacino, e vancomicina ou linezolida.

  5. Descalone com a cultura

    Sem MRSA na cultura, suspenda a vancomicina; se vier MSSA, troque por oxacilina ou cefazolina. Na USP/SP (R+ CLM) 2025 da apostila, Pseudomonas intermediária à ceftazidima já em dose otimizada tem como resposta suspender a vancomicina e manter a ceftazidima.

  6. Reavalie em 72 horas

    Febre, leucocitose ou instabilidade após 3 dias de tratamento adequado é falha terapêutica. Pergunte pelos 3 Cs: complicação, como empiema; cobertura errada, por germe resistente ou incomum; e confusão diagnóstica, como TEP, insuficiência cardíaca ou neoplasia.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre pneumonia hospitalar na prova

Qual a definição de pneumonia nosocomial?

É a pneumonia que ocorre 48 horas ou mais após a admissão hospitalar, sem estar incubada na entrada, também chamada de pneumonia adquirida no hospital (PAH). O diagnóstico pede infiltrado pulmonar novo ou em progressão e sinais de infecção, como febre ou hipotermia, leucocitose ou leucopenia, secreção purulenta e piora da oxigenação.

Qual a diferença entre pneumonia hospitalar e PAV?

A pneumonia hospitalar conta 48 horas a partir da admissão; a pneumonia associada à ventilação mecânica conta 48 horas a partir da intubação. Na PAV, o diagnóstico é mais delicado, exige coleta de aspirado traqueal antes do antibiótico e exame de imagem para confirmar a pneumonia nova, e o risco de germe multirresistente é maior.

Pneumonia hospitalar é grave?

Pode ser. Segundo a apostila, a mortalidade da PAV é alta e a chance de bactéria multirresistente é enorme. Na PAH com choque séptico, um antibiótico que não cubra o germe responsável pode levar à morte em horas, e por isso a conduta é a terapia tripla.

Qual antibiótico usar na pneumonia hospitalar?

Sem fator de risco para MDR, monoterapia com atividade antipseudomonas e para MSSA: piperacilina-tazobactam, cefepime ou levofloxacino. Com fator de risco ou choque séptico, dois agentes para Gram-negativos mais vancomicina ou linezolida. O meropenem fica reservado para colonização conhecida por ESBL e a ceftazidima-avibactam, para KPC.

O material é gratuito mesmo?

Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.

Preciso ser aluno da Med-Review para baixar?

Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.

Onde aprofundar

Extensive R1: preparatório completo para a residência

Aulas, questões comentadas, flashcards e Planner inteligente, com cronograma direcionado por prova.

Conhecer o Extensive

Quem ensina

Quem vai te guiar para a residência médica

Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

    Clínica Médica

    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

  • Diego Luz

    Clínica Médica

    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

    Clínica Médica

    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Arraste para o lado para ver toda a equipe

Baixe a apostila de pneumonia hospitalar em PDF

46 páginas com mecanismos de resistência, germes hospitalares, ESBL, KPC, NDM e AmpC, tratamento empírico da PAH e da PAV, prevenção, falha terapêutica e sete questões comentadas, em PDF gratuito.

Rolar para cima