Os 5 Ds da instabilidade, cardioversão elétrica sincronizada e cargas, desfibrilação na TV polimórfica, controle do ritmo e da frequência na FA, ablação, amiodarona e propafenona, CHA2DS2-VA, anticoagulação antes e depois da cardioversão, flutter atrial, manobra vagal modificada e adenosina na TPSV, TV monomórfica e torsades de pointes. Cinco questões comentadas, entre elas SURCE 2023, UNIFESP 2022 (adaptada) e USP 2021 (adaptada).
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Para que serve
A conduta pelo algoritmo do ACLS: primeiro a instabilidade, depois a largura do QRS e a arritmia.
Diante dos 5 Ds, choque sincronizado sobre a onda R, com sedoanalgesia sempre que possível. As exceções são a taquicardia sinusal, em que se trata a causa, e a TV polimórfica, que pede desfibrilação.
FA com menos de 24 horas e início conhecido pode ser cardiovertida com anticoagulação iniciada antes ou durante o procedimento. Com 24 horas ou mais, duração incerta ou alto risco, 3 semanas de anticoagulante ou ECO transesofágico.
SURCE 2023, UNIFESP 2022 (adaptada), USP 2021 (adaptada) e duas questões autorais, sobre a propafenona e sobre a anticoagulação na cardioversão, com gabarito e comentário.
Sumário
Da avaliação da instabilidade à torsades de pointes, na ordem em que a apostila ensina.
Cardioversão elétrica sincronizada é o choque que o aparelho entrega exatamente sobre a onda R para devolver a taquiarritmia a um ritmo organizado. É a conduta imediata na taquiarritmia instável, reconhecida pelos 5 Ds: dor torácica, dispneia, desmaio, diminuição da PA e diminuição do nível de consciência, com as duas exceções do fim desta seção.
Sincronizar é o ponto central. Se o choque cair sobre a onda T, a fase vulnerável da repolarização, o fenômeno R sobre T deflagra fibrilação ventricular. O preparo inclui monitorização, acesso venoso, oxigênio, material de via aérea e sedoanalgesia sempre que possível, por exemplo fentanil com midazolam ou etomidato.
A carga depende do ritmo e do aparelho. No bifásico, a apostila traz 200 J para fibrilação e flutter atriais e 100 J para a TPSV e para a TV monomórfica; no monofásico, 360 J. Se o primeiro choque falha, a energia sobe de forma escalonada. No paciente estável com FA, a cardioversão elétrica ou química só vem depois das regras de anticoagulação.
Duas exceções caem sempre: a taquicardia sinusal não se cardioverte, trata-se a causa, e a TV polimórfica, como a torsades de pointes, recebe desfibrilação, o choque não sincronizado.
Comparativo
O que fazer em cada ritmo, segundo a apostila.
| Arritmia | Estável | Instável |
|---|---|---|
| Fibrilação atrial e flutter | Controle do ritmo ou da frequência e avaliação de anticoagulação pelo CHA2DS2-VA | Cardioversão elétrica sincronizada, 200 J no bifásico |
| TPSV | Manobra vagal modificada, adenosina 6 mg e depois 12 mg; betabloqueador, verapamil ou diltiazem como segunda linha | Cardioversão elétrica sincronizada, 100 J |
| TV monomórfica | Amiodarona 150 mg IV em 10 minutos; procainamida como alternativa | Cardioversão elétrica sincronizada, 100 J |
| TV polimórfica (torsades de pointes) | Considerada sempre instável | Desfibrilação e sulfato de magnésio 1 a 2 g IV |
| Taquicardia sinusal | Tratar a causa de base | Tratar a causa, sem choque |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O algoritmo da apostila, do MOV à escolha do antiarrítmico.
O MOV vem antes de tudo: monitorização, oxigênio se necessário e acesso venoso. Em seguida, a pergunta que define a conduta: o paciente está instável.
Com qualquer um dos 5 Ds causado pela arritmia, faça cardioversão elétrica sincronizada. Na suspeita de TPSV, uma dose rápida de adenosina pode ser tentada, sem atrasar o choque.
O aparelho não consegue sincronizar um ritmo caótico. Na torsades de pointes, desfibrilação com 200 J no bifásico ou carga máxima, sulfato de magnésio para prevenir recorrência e suspensão das drogas que prolongam o QT. A amiodarona é contraindicada.
Na TPSV, manobra vagal modificada, soprando uma seringa por 15 segundos e elevando as pernas por mais 15, e depois adenosina 6 mg em bolus rápido com flush de 20 mL, repetindo com 12 mg. Na FA e no flutter, betabloqueador ou bloqueador de canal de cálcio.
Para o controle do ritmo, amiodarona no coração estruturalmente doente e propafenona no sadio, esta sempre depois de um betabloqueador ou antagonista do cálcio. Com FA de 24 horas ou mais, ou de duração incerta, 3 semanas de anticoagulante ou ECO transesofágico antes de cardioverter e anticoagulação por pelo menos 4 semanas depois.
Trate como TV monomórfica: amiodarona 150 mg IV em 10 minutos, que pode ser repetida, seguida de 1 mg/min nas primeiras 6 horas. Se o ritmo for regular e monomórfico, a adenosina ajuda a desmascarar uma supraventricular com aberrância.
Perguntas frequentes
A cardioversão é sincronizada: o choque cai sobre a onda R e é usada na taquiarritmia instável com pulso. A desfibrilação é o choque não sincronizado, indicado nos ritmos de parada chocáveis. No paciente com pulso, a desfibrilação fica para a TV polimórfica, como a torsades de pointes, porque o aparelho não consegue sincronizar um ritmo caótico.
O paciente sopra uma seringa por 15 segundos e, em seguida, tem as pernas elevadas por mais 15 segundos. É a manobra vagal mais recomendada para a TPSV estável, antes da adenosina. A massagem do seio carotídeo deve ser evitada em idosos com ateromatose carotídea, pelo risco de AVC.
Com instabilidade, cardioversão elétrica sincronizada imediata, 200 J no bifásico, mesmo com o risco de AVC, seguida de anticoagulação, como na questão SURCE 2023. Na FA estável, a escolha é entre controle do ritmo e controle da frequência, e a anticoagulação é avaliada em paralelo pelo CHA2DS2-VA.
Desfibrilação, porque a TV polimórfica é considerada sempre instável e o aparelho não consegue sincronizar. Depois, sulfato de magnésio 1 a 2 g IV em infusão lenta para prevenir recorrências e suspensão das drogas que prolongam o QT, como a azitromicina da questão USP 2021 (adaptada). A amiodarona é contraindicada.
Com antiarrítmico: no Brasil, amiodarona ou propafenona. A amiodarona é a escolha quando há doença estrutural, como fração de ejeção reduzida ou infarto prévio. A propafenona serve para o coração sadio, inclusive no esquema pill-in-the-pocket de 600 mg, sempre com betabloqueador ou antagonista do cálcio antes, para evitar flutter com condução 1:1.
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Clínica Médica
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Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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