Apostila gratuita · 28 páginas

Tratamento das taquiarritmias: cardioversão elétrica no instável, FA com anticoagulação, TPSV e taquicardia ventricular

Os 5 Ds da instabilidade, cardioversão elétrica sincronizada e cargas, desfibrilação na TV polimórfica, controle do ritmo e da frequência na FA, ablação, amiodarona e propafenona, CHA2DS2-VA, anticoagulação antes e depois da cardioversão, flutter atrial, manobra vagal modificada e adenosina na TPSV, TV monomórfica e torsades de pointes. Cinco questões comentadas, entre elas SURCE 2023, UNIFESP 2022 (adaptada) e USP 2021 (adaptada).

PDF de 6,7 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 28 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Cardiologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de tratamento das taquiarritmias cobre

A conduta pelo algoritmo do ACLS: primeiro a instabilidade, depois a largura do QRS e a arritmia.

  • Instável: cardioversão elétrica sincronizada

    Diante dos 5 Ds, choque sincronizado sobre a onda R, com sedoanalgesia sempre que possível. As exceções são a taquicardia sinusal, em que se trata a causa, e a TV polimórfica, que pede desfibrilação.

  • Anticoagulação antes da cardioversão

    FA com menos de 24 horas e início conhecido pode ser cardiovertida com anticoagulação iniciada antes ou durante o procedimento. Com 24 horas ou mais, duração incerta ou alto risco, 3 semanas de anticoagulante ou ECO transesofágico.

  • Cinco questões comentadas

    SURCE 2023, UNIFESP 2022 (adaptada), USP 2021 (adaptada) e duas questões autorais, sobre a propafenona e sobre a anticoagulação na cardioversão, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 28 páginas

Da avaliação da instabilidade à torsades de pointes, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela de condutas
  2. 02Introdução: o paciente está instável
  3. 03Cardioversão elétrica sincronizada: preparo, sincronização e carga
  4. 04Fibrilação atrial e flutter atrial: os dois perigos da FA
  5. 05Controle do ritmo versus controle da frequência e ablação por cateter
  6. 06Cardioversão química: amiodarona ou propafenona
  7. 07Anticoagulação a longo prazo e o escore CHA2DS2-VA
  8. 08Anticoagulação para cardioversão
  9. 09Particularidades do flutter atrial
  10. 10Taquicardia supraventricular paroxística: manobras vagais, adenosina e segunda linha
  11. 11Taquiarritmias de QRS largo: TV monomórfica
  12. 12TV polimórfica e torsades de pointes
  13. 13Revisão final: o algoritmo do ACLS e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Taquiarritmias: tratamento, cardioversão e anticoagulação
Página da apostila: o bloqueio transitório do nó AV pela adenosina e o algoritmo da TPSV, da manobra vagal à adenosina e ao betabloqueador ou bloqueador de canal de cálcio, com cardioversão no instável.

O que é a cardioversão elétrica e quando indicar?

Cardioversão elétrica sincronizada é o choque que o aparelho entrega exatamente sobre a onda R para devolver a taquiarritmia a um ritmo organizado. É a conduta imediata na taquiarritmia instável, reconhecida pelos 5 Ds: dor torácica, dispneia, desmaio, diminuição da PA e diminuição do nível de consciência, com as duas exceções do fim desta seção.

Sincronizar é o ponto central. Se o choque cair sobre a onda T, a fase vulnerável da repolarização, o fenômeno R sobre T deflagra fibrilação ventricular. O preparo inclui monitorização, acesso venoso, oxigênio, material de via aérea e sedoanalgesia sempre que possível, por exemplo fentanil com midazolam ou etomidato.

A carga depende do ritmo e do aparelho. No bifásico, a apostila traz 200 J para fibrilação e flutter atriais e 100 J para a TPSV e para a TV monomórfica; no monofásico, 360 J. Se o primeiro choque falha, a energia sobe de forma escalonada. No paciente estável com FA, a cardioversão elétrica ou química só vem depois das regras de anticoagulação.

Duas exceções caem sempre: a taquicardia sinusal não se cardioverte, trata-se a causa, e a TV polimórfica, como a torsades de pointes, recebe desfibrilação, o choque não sincronizado.

Página da apostila Taquiarritmias: tratamento, cardioversão e anticoagulação

Comparativo

Conduta por taquiarritmia no paciente estável e no instável

O que fazer em cada ritmo, segundo a apostila.

Conduta no paciente estável e no instável por taquiarritmia. Fonte: apostila Med-Review R1, “Taquiarritmias: tratamento”.
ArritmiaEstávelInstável
Fibrilação atrial e flutterControle do ritmo ou da frequência e avaliação de anticoagulação pelo CHA2DS2-VACardioversão elétrica sincronizada, 200 J no bifásico
TPSVManobra vagal modificada, adenosina 6 mg e depois 12 mg; betabloqueador, verapamil ou diltiazem como segunda linhaCardioversão elétrica sincronizada, 100 J
TV monomórficaAmiodarona 150 mg IV em 10 minutos; procainamida como alternativaCardioversão elétrica sincronizada, 100 J
TV polimórfica (torsades de pointes)Considerada sempre instávelDesfibrilação e sulfato de magnésio 1 a 2 g IV
Taquicardia sinusalTratar a causa de baseTratar a causa, sem choque

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como tratar uma taquiarritmia, passo a passo

O algoritmo da apostila, do MOV à escolha do antiarrítmico.

  1. Monitorize, dê oxigênio e pegue veia

    O MOV vem antes de tudo: monitorização, oxigênio se necessário e acesso venoso. Em seguida, a pergunta que define a conduta: o paciente está instável.

  2. Instável: choque sincronizado

    Com qualquer um dos 5 Ds causado pela arritmia, faça cardioversão elétrica sincronizada. Na suspeita de TPSV, uma dose rápida de adenosina pode ser tentada, sem atrasar o choque.

  3. TV polimórfica: desfibrile

    O aparelho não consegue sincronizar um ritmo caótico. Na torsades de pointes, desfibrilação com 200 J no bifásico ou carga máxima, sulfato de magnésio para prevenir recorrência e suspensão das drogas que prolongam o QT. A amiodarona é contraindicada.

  4. Estável com QRS estreito

    Na TPSV, manobra vagal modificada, soprando uma seringa por 15 segundos e elevando as pernas por mais 15, e depois adenosina 6 mg em bolus rápido com flush de 20 mL, repetindo com 12 mg. Na FA e no flutter, betabloqueador ou bloqueador de canal de cálcio.

  5. Na FA, decida ritmo e anticoagulação

    Para o controle do ritmo, amiodarona no coração estruturalmente doente e propafenona no sadio, esta sempre depois de um betabloqueador ou antagonista do cálcio. Com FA de 24 horas ou mais, ou de duração incerta, 3 semanas de anticoagulante ou ECO transesofágico antes de cardioverter e anticoagulação por pelo menos 4 semanas depois.

  6. Estável com QRS largo

    Trate como TV monomórfica: amiodarona 150 mg IV em 10 minutos, que pode ser repetida, seguida de 1 mg/min nas primeiras 6 horas. Se o ritmo for regular e monomórfico, a adenosina ajuda a desmascarar uma supraventricular com aberrância.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre tratamento das taquiarritmias na prova

Qual a diferença entre cardioversão e desfibrilação?

A cardioversão é sincronizada: o choque cai sobre a onda R e é usada na taquiarritmia instável com pulso. A desfibrilação é o choque não sincronizado, indicado nos ritmos de parada chocáveis. No paciente com pulso, a desfibrilação fica para a TV polimórfica, como a torsades de pointes, porque o aparelho não consegue sincronizar um ritmo caótico.

Como fazer a manobra vagal modificada?

O paciente sopra uma seringa por 15 segundos e, em seguida, tem as pernas elevadas por mais 15 segundos. É a manobra vagal mais recomendada para a TPSV estável, antes da adenosina. A massagem do seio carotídeo deve ser evitada em idosos com ateromatose carotídea, pelo risco de AVC.

Qual o tratamento emergencial da fibrilação atrial?

Com instabilidade, cardioversão elétrica sincronizada imediata, 200 J no bifásico, mesmo com o risco de AVC, seguida de anticoagulação, como na questão SURCE 2023. Na FA estável, a escolha é entre controle do ritmo e controle da frequência, e a anticoagulação é avaliada em paralelo pelo CHA2DS2-VA.

Qual o tratamento da torsades de pointes?

Desfibrilação, porque a TV polimórfica é considerada sempre instável e o aparelho não consegue sincronizar. Depois, sulfato de magnésio 1 a 2 g IV em infusão lenta para prevenir recorrências e suspensão das drogas que prolongam o QT, como a azitromicina da questão USP 2021 (adaptada). A amiodarona é contraindicada.

Como é feita a cardioversão química?

Com antiarrítmico: no Brasil, amiodarona ou propafenona. A amiodarona é a escolha quando há doença estrutural, como fração de ejeção reduzida ou infarto prévio. A propafenona serve para o coração sadio, inclusive no esquema pill-in-the-pocket de 600 mg, sempre com betabloqueador ou antagonista do cálcio antes, para evitar flutter com condução 1:1.

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  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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