Apostila gratuita · 28 páginas

Taquiarritmias no ECG, passo a passo: flutter atrial, FA, TPSV, taquicardia ventricular e torsades de pointes

Circuito de reentrada, QRS estreito ou largo, taquicardia sinusal, fibrilação atrial e sua classificação, flutter atrial e o BAV funcional, TPSV por reentrada nodal, Wolff-Parkinson-White e TRAV, taquicardia atrial e atrial multifocal, TV monomórfica e polimórfica, torsades de pointes e o algoritmo de Brugada. Três questões comentadas: ENARE 2021, UNIFESP 2022 e SURCE 2023 (adaptada).

PDF de 4,6 MB. Gratuito.

Capa da apostila Taquiarritmias: desvendando o eletrocardiograma passo a passo em um tablet
Formato
Apostila · 28 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Cardiologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de taquiarritmias cobre

Um roteiro de leitura do ECG: largura do QRS, regularidade, onda P e a assinatura de cada arritmia.

  • A assinatura de cada arritmia

    FA com ritmo irregular e sem onda P, flutter com ondas F em serrote negativas em D2, D3 e aVF, TPSV regular com a onda P escondida no QRS e taquicardia atrial com P de morfologia anormal.

  • QRS largo: TV ou aberrância

    Cerca de 80% a 90% das taquicardias de QRS largo são ventriculares. Os quatro passos do algoritmo de Brugada ajudam a separar a TV da supraventricular com aberrância; na dúvida, trate como TV.

  • Três questões comentadas

    ENARE 2021 sobre o flutter atrial, UNIFESP 2022 sobre o QRS estreito regular na paciente jovem e SURCE 2023 (adaptada) sobre torsades de pointes após haloperidol, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 28 páginas

Do mecanismo de reentrada às taquicardias ventriculares, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela das assinaturas no ECG
  2. 02Introdução: por que as taquiarritmias caem tanto
  3. 03O mecanismo por trás do caos: o circuito de reentrada
  4. 04A análise inicial: QRS estreito ou largo
  5. 05Taquicardia sinusal
  6. 06Fibrilação atrial: assinatura no ECG e classificação
  7. 07Flutter atrial e o BAV funcional
  8. 08Taquicardia paroxística supraventricular (TPSV)
  9. 09Taquicardia por reentrada atrioventricular e síndrome de Wolff-Parkinson-White
  10. 10Taquicardia atrial e taquicardia atrial multifocal
  11. 11Taquiarritmias de QRS largo: taquicardias ventriculares e torsades de pointes
  12. 12Como saber se o QRS largo é TV: algoritmos de Brugada e Vereckei
  13. 13Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Taquiarritmias: desvendando o eletrocardiograma passo a passo
Página da apostila: os quatro passos do algoritmo de Brugada, da ausência de RS nas precordiais aos critérios morfológicos em V1, V2 e V6, para separar TV de aberrância.

Como é o flutter atrial no ECG?

No ECG, o flutter atrial aparece, em geral, com QRS estreito e, no lugar da onda P, ondas F em dentes de serra: um sobe-e-desce contínuo entre os complexos, em geral bem evidente e negativo nas derivações inferiores, D2, D3 e aVF. É a assinatura que fecha o diagnóstico na prova, como na questão ENARE 2021.

A origem é um grande circuito de macrorreentrada, tipicamente ao redor da valva tricúspide, no átrio direito, que dispara cerca de 300 vezes por minuto. O nó AV faz um bloqueio funcional: com condução 2:1, a frequência ventricular fica em 150 bpm cravados; com 3:1, em 100 bpm.

Se a proporção do bloqueio é constante, o ritmo é regular. Se o nó AV varia a proporção a cada batimento, o flutter fica irregular e pode ser confundido com a fibrilação atrial. A diferença está na linha de base: na FA, ela é trêmula, com ondas f minúsculas e R-R irregularmente irregular; no flutter, o serrote é organizado.

Na leitura sistemática da apostila, o flutter entra depois da largura do QRS: QRS estreito aponta para origem supraventricular, e o serrote separa o flutter da FA, da TPSV e da taquicardia sinusal.

Página da apostila Taquiarritmias: desvendando o eletrocardiograma passo a passo

Comparativo

Taquiarritmias de QRS estreito: a assinatura de cada uma no ECG

Ritmo, onda P e pista clínica de cada arritmia supraventricular, segundo a apostila.

Ritmo, onda P e pista de prova das taquiarritmias de QRS estreito. Fonte: apostila Med-Review R1, “Taquiarritmias: desvendando o eletrocardiograma passo a passo”.
ArritmiaRitmoOnda PPista na prova
Taquicardia sinusalRegularPositiva em D1, D2 e aVF antes de cada QRSResposta fisiológica: trate a causa
Fibrilação atrialIrregularmente irregularAusente, com ondas f na linha de baseArritmia sustentada mais comum
Flutter atrialRegular ou irregular, conforme o BAV funcionalOndas F em serrote, negativas em D2, D3 e aVFFC de 150 bpm no flutter 2:1
TPSVAbsolutamente regularEscondida no QRS; às vezes pseudo-S em D2 e pseudo-R' em V1Paciente jovem, início e término súbitos
Taquicardia atrial multifocalIrregularPelo menos três morfologias diferentesDPOC grave ou exacerbada

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como ler uma taquiarritmia no ECG, passo a passo

O roteiro da apostila, da frequência à origem do ritmo.

  1. Confirme a taquicardia

    Se o intervalo RR é menor que três quadrados grandes, a frequência passa de 100 bpm. Para o valor exato, use FC = 1500/RR, com o RR medido em quadradinhos.

  2. Meça a largura do QRS

    QRS abaixo de 120 ms, ou 3 quadradinhos, indica, na grande maioria dos casos, que o estímulo desceu pelo sistema de condução e nasceu acima dos ventrículos. QRS largo é TV, supraventricular com aberrância ou supraventricular conduzida pela via acessória, como na TRAV antidrômica.

  3. No QRS estreito, veja o ritmo

    Ritmo irregular sem onda P sugere FA; irregular com três ou mais morfologias de P, taquicardia atrial multifocal. Ritmo regular com P normal é taquicardia sinusal; sem P visível, em jovem com início súbito, TPSV.

  4. Procure o serrote

    Ondas F em dentes de serra, negativas em D2, D3 e aVF, fecham o flutter atrial: regular quando o BAV funcional é constante, irregular quando a proporção varia.

  5. No QRS largo, presuma TV

    Cerca de 80% a 90% são ventriculares. Com tempo, aplique Brugada: ausência de RS nas precordiais, RS acima de 100 ms, dissociação AV e critérios morfológicos em V1, V2 e V6.

  6. Classifique a TV

    Monomórfica, com QRS iguais, ou polimórfica; sustentada, acima de 30 segundos ou com instabilidade, ou não sustentada. Amplitude que aumenta e diminui girando em torno de um eixo é torsades de pointes, ligada ao QT longo.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre taquiarritmias na prova

O que é flutter atrial?

É uma taquiarritmia supraventricular causada por um grande circuito de macrorreentrada, tipicamente ao redor da valva tricúspide, que dispara cerca de 300 vezes por minuto. É parente próximo da FA, porém mais organizado. O nó AV bloqueia parte dos estímulos, e a frequência ventricular depende da proporção: 150 bpm no 2:1, 100 bpm no 3:1.

O que é TPSV?

É a taquicardia paroxística supraventricular: início e término súbitos, em geral em pessoas com coração estruturalmente normal. O principal mecanismo, em até 60% dos casos, é a reentrada nodal. No ECG, QRS estreito, ritmo absolutamente regular e onda P escondida no QRS, como na questão UNIFESP 2022.

Qual a diferença entre taquicardia supraventricular e ventricular?

A supraventricular nasce acima dos ventrículos e desce pelo sistema de condução, o que em geral gera QRS estreito, abaixo de 120 ms. A ventricular nasce no músculo ventricular e se propaga célula a célula, com QRS largo na grande maioria dos casos. Uma supraventricular também pode ter QRS largo quando há aberrância, como no bloqueio de ramo, ou condução pela via acessória; na dúvida, trate como TV.

O que é torsades de pointes?

É uma TV polimórfica em que a amplitude do QRS aumenta e diminui, como se torcesse em torno de um eixo. Decorre do prolongamento do intervalo QT, por hipocalemia, hipomagnesemia ou drogas como haloperidol e azitromicina, como na questão SURCE 2023 (adaptada).

Qual a diferença entre fibrilação ventricular e taquicardia ventricular?

Na TV, o ritmo nasce nos ventrículos, com QRS largos, monomórficos ou polimórficos, sustentados ou não. Sem tratamento, ela pode evoluir para fibrilação ventricular, um ritmo totalmente caótico em que o miocárdio não gera contração efetiva. A fibrilação ventricular é sempre ritmo de parada cardiorrespiratória.

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    Clínica Médica

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Davi Khoury

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

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    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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