Apostila gratuita · 49 páginas

Insuficiência adrenal: doença de Addison, forma central, crise adrenal e regra do dia doente

Eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, adrenalite autoimune e síndromes poliglandulares, tuberculose, Waterhouse-Friderichsen, supressão por corticoide, crise adrenal, cortisol basal e teste com ACTH sintético, reposição e regra do dia doente. Nove questões comentadas, entre elas USP/SP 2026 e SUS/SP 2026.

PDF de 4,8 MB. Gratuito.

Capa da apostila Insuficiência adrenal: primária, central e crise adrenal em um tablet
Formato
Apostila · 49 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Endocrinologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de insuficiência adrenal cobre

Da fisiologia do eixo ao choque refratário, com o raciocínio que separa a forma primária da central na prova de residência.

  • Primária e central lado a lado

    Na doença de Addison caem cortisol e aldosterona, o ACTH sobe e a pele escurece. Na central, o ACTH é baixo ou inapropriadamente normal e a aldosterona fica preservada.

  • Algoritmo diagnóstico em dois passos

    Cortisol matinal ≤ 3 mcg/dL confirma e ≥ 18 mcg/dL exclui; entre os dois, teste de estimulação com 250 mcg de ACTH sintético. Depois, o ACTH basal define a origem.

  • Nove questões comentadas

    SES/DF (R+ PED) 2021, SES/PB 2023, SCM/SP 2025, UFRJ 2025, USP/RP 2022, USP/SP 2026, SUS/SP 2026 e duas autorais, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 49 páginas

Da classificação ao tratamento da crise, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: primária x central
  2. 02Contexto clínico e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal
  3. 03Insuficiência adrenal primária: adrenalite autoimune e síndromes poliglandulares
  4. 04Causas infecciosas, Waterhouse-Friderichsen e adrenoleucodistrofia
  5. 05Insuficiência adrenal central: corticoide, tumores selares e causas medicamentosas
  6. 06Manifestações do hipocortisolismo
  7. 07Crise adrenal: gatilhos e laboratório
  8. 08As exclusividades da doença de Addison
  9. 09Algoritmo diagnóstico: cortisol basal e teste de estimulação com ACTH
  10. 10Descobrindo a origem com o ACTH
  11. 11Como investigar as causas primárias e centrais
  12. 12Tratamento de manutenção e a potência dos corticoides
  13. 13Regra do dia doente
  14. 14Tratamento da crise adrenal
  15. 15Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Insuficiência adrenal: primária, central e crise adrenal
Página da apostila: resumo em 1 minuto, com a insuficiência primária e a central em dois quadros, as zonas afetadas, as causas, a investigação e o tratamento de cada forma.

O que é insuficiência adrenal?

Insuficiência adrenal é a falta de cortisol. Quando o defeito está na própria glândula, é primária, a doença de Addison. Quando está na hipófise, que deixa de produzir ACTH, é secundária, e no hipotálamo, que deixa de produzir CRH, é terciária; a apostila agrupa as duas últimas como insuficiência adrenal central.

Na forma primária, o córtex inteiro é destruído e caem cortisol, andrógenos e aldosterona. Sem feedback negativo, a hipófise produz muito ACTH e, junto, MSH, ambos derivados da POMC, o que escurece pele e mucosas. A falta de aldosterona leva a hipercalemia, acidose metabólica leve e desejo de sal. A adrenalite autoimune responde por 70 a 90% dos casos nos países desenvolvidos.

Na forma central, a zona glomerulosa continua sob o comando do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Não há hiperpigmentação nem hipercalemia, mas a hiponatremia aparece nas duas formas, porque a falta de cortisol tira o freio do ADH. A causa mais comum é a suspensão abrupta de corticoterapia crônica.

O quadro comum às duas é de fadiga, anorexia, emagrecimento, hipotensão postural, hipoglicemia e eosinofilia. No extremo está a crise adrenal: choque refratário a volume e aminas, febre, vômitos e dor abdominal que pode simular abdome agudo. A conduta é hidrocortisona 100 mg IV em bolus e soro fisiológico, sem esperar exames.

Página da apostila Insuficiência adrenal: primária, central e crise adrenal

Comparativo

Insuficiência adrenal primária e central: o que muda na prova

O nível do eixo que falhou define ACTH, aldosterona, pele e tratamento.

Insuficiência adrenal primária e central comparadas. Fonte: apostila Med-Review R1, “Insuficiência adrenal: primária, central e crise adrenal”.
CaracterísticaPrimária (doença de Addison)Central (secundária ou terciária)
Onde está o defeitoCórtex da adrenal, destruídoHipófise ou hipotálamo
ACTHAlto, em geral mais de 2 vezes o limite superiorBaixo ou inapropriadamente normal
AldosteronaBaixa, com renina altaNormal, sob o comando da renina
Pele e eletrólitosHiperpigmentação, hiponatremia e hipercalemiaPele pálida ou normal, hiponatremia isolada
Causa mais comumAdrenalite autoimune; tuberculose em áreas endêmicasSuspensão abrupta de corticoide exógeno
Tratamento crônicoGlicocorticoide e fludrocortisonaApenas glicocorticoide

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como investigar e tratar a insuficiência adrenal, passo a passo

O algoritmo da apostila, do cortisol matinal à prevenção da crise.

  1. Dose o cortisol basal pela manhã

    O pico fisiológico ocorre no início da manhã, quando o cortisol deveria estar alto. Valor ≤ 3 mcg/dL confirma a insuficiência e ≥ 18 mcg/dL a exclui. Atenção à CBG: estrogênio e gravidez elevam o cortisol total; cirrose e síndrome nefrótica o reduzem.

  2. Na zona cinzenta, estimule com ACTH

    Entre 3 e 18 mcg/dL, faça o teste com 250 mcg de ACTH sintético e dose o cortisol em 30 e 60 minutos; sem subida acima de 18 mcg/dL, o diagnóstico está confirmado. Se a perda de ACTH tem menos de 4 a 6 semanas, a adrenal ainda não atrofiou e o teste pode vir normal.

  3. Dose o ACTH para achar a origem

    ACTH alto aponta a forma primária: peça anti-21-hidroxilase e, se negativo, TC de abdome; em homem sem causa definida, dose ácidos graxos de cadeia muito longa. ACTH baixo ou inapropriadamente normal aponta a central: investigue corticoide nos últimos três meses antes de pedir ressonância de sela.

  4. Reponha o que falta

    Todo paciente recebe glicocorticoide, de preferência hidrocortisona oral, 15 a 25 mg por dia, com a maior parte ao acordar. Na primária, associe fludrocortisona, 0,05 a 0,1 mg/dia. Ajuste a dose pela clínica, sem guiar pelo ACTH.

  5. Ensine a regra do dia doente

    Em estresse leve a moderado, como infecção com febre acima de 38 °C, dobre ou triplique o glicocorticoide oral por cerca de três dias. A fludrocortisona não muda. Com vômitos, a hidrocortisona vai por via intramuscular ou subcutânea, 100 mg no adulto, e o paciente procura o pronto-socorro.

  6. Na crise, trate antes do laboratório

    Hidrocortisona 100 mg IV em bolus, depois 50 mg IV a cada 6 horas nas primeiras 24 horas, e 2 a 3 litros de soro fisiológico nas primeiras 12 a 24 horas. Corrija hipoglicemia e eletrólitos e trate o gatilho, em geral uma infecção.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre insuficiência adrenal na prova

O que é doença de Addison?

É a insuficiência adrenal primária: o córtex da adrenal é destruído e faltam cortisol, aldosterona e andrógenos. O ACTH sobe e, com ele, o MSH, o que escurece dobras, cicatrizes, gengivas e aréolas. Nos países desenvolvidos, a adrenalite autoimune responde por 70 a 90% dos casos; a tuberculose destruiu as adrenais dos pacientes originais descritos por Thomas Addison.

Qual a diferença entre insuficiência adrenal primária e secundária?

Na primária, o defeito está na adrenal: ACTH alto, aldosterona baixa, hiperpigmentação e hipercalemia. Na secundária, a hipófise deixa de produzir ACTH e a zona glomerulosa segue sob o comando da renina, então não há hipercalemia nem pele escura. As duas causam hiponatremia, e só a primária precisa de fludrocortisona.

O que é crise adrenal?

É a forma aguda e letal: diante de um estresse grande, o corpo não produz o pico de cortisol necessário e o paciente entra em choque refratário a volume e noradrenalina, com febre, vômitos, dor abdominal, hipoglicemia e hiponatremia. Infecção é o gatilho mais comum. Na crise primária o potássio sobe; na central, fica normal.

Qual o tratamento da insuficiência adrenal aguda?

Hidrocortisona 100 mg IV em bolus imediatamente, seguida de 50 mg IV a cada 6 horas nas primeiras 24 horas, e 2 a 3 litros de soro fisiológico. Os exames podem ser colhidos no acesso venoso, sem atrasar o tratamento. Sem hidrocortisona, a apostila cita metilprednisolona 40 mg IV ou dexametasona 4 a 6 mg IV, lembrando que a dexametasona não tem efeito mineralocorticoide.

Como é feito o diagnóstico de insuficiência adrenal?

Primeiro, cortisol sérico matinal: ≤ 3 mcg/dL confirma e ≥ 18 mcg/dL exclui. Entre esses valores, faz-se o teste de estimulação com ACTH sintético. Confirmada a falta de cortisol, o ACTH basal define a origem: alto na primária, baixo ou inapropriadamente normal na central.

Por que o paciente com Addison tem hiperpigmentação?

ACTH e MSH derivam da mesma proteína precursora, a POMC. Sem cortisol para o feedback negativo, a hipófise produz muito ACTH e, junto, muito MSH, que estimula os melanócitos. Na insuficiência central o ACTH está baixo, e a pele fica normal ou pálida.

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    Luiz Sposito

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    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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