Causa iatrogênica e desmame de corticoide, Cushing ACTH-dependente e independente, efeitos do cortisol em excesso, os três testes de rastreio, ACTH, dexametasona em dose alta, cateterismo de seio petroso, cirurgia, cetoconazol, cabergolina, pasireotida e pseudo-Cushing. Seis questões comentadas, entre elas USP/RP 2021 e HIAE 2024.
PDF de 2,6 MB. Gratuito.

Para que serve
Do corticoide da prescrição ao cateterismo de seio petroso, com o algoritmo que a banca cobra sem pular etapas.
Confirmar o hipercortisolismo com cortisol salivar à meia-noite, cortisol livre na urina de 24 horas ou supressão com 1 mg de dexametasona; dosar o ACTH; e, se alto, separar hipófise de tumor ectópico.
A causa iatrogênica é a mais comum. A apostila traz o risco do corticoide inalatório, nasal e tópico e explica por que o desmame tem de ser gradual.
UFG/HC 2006, ENARE (R+ Pediatria) 2026, USP/RP 2021, HIAE 2024, UFRJ 2020 e UFPA 2025, com gabarito e comentário de cada alternativa.
Sumário
Da causa iatrogênica ao tratamento, na ordem do algoritmo diagnóstico.
Hipercortisolismo é o excesso de cortisol. Síndrome de Cushing é o quadro clínico resultante da exposição prolongada e excessiva dos tecidos aos glicocorticoides, seja por corticoide exógeno, seja por produção endógena aumentada de cortisol. A causa mais comum, de longe, é a iatrogênica.
Entre as causas endógenas, a apostila separa dois grupos pelo ACTH. As ACTH-dependentes são a doença de Cushing, um adenoma de hipófise secretor de ACTH e causa endógena mais comum, e a secreção ectópica de ACTH, com o câncer de pulmão de pequenas células como exemplo clássico. As ACTH-independentes nascem na adrenal: adenoma, carcinoma e hiperplasias bilaterais, como a PBMAH.
Síndrome de Cushing é o termo guarda-chuva; doença de Cushing é exclusivamente o adenoma hipofisário produtor de ACTH. A confusão entre os dois nomes é uma das pegadinhas que a apostila destaca.
O quadro clássico reúne obesidade central, fácies em lua cheia, giba, pletora facial, estrias violáceas com mais de 1 cm, fraqueza muscular proximal, hipertensão, hiperglicemia e hipocalemia. O cortisol em excesso também causa osteoporose, estado pró-trombótico, imunossupressão, depressão e supressão do eixo gonadotrófico.
Comparativo
O ACTH e a dexametasona em dose alta apontam a origem do excesso de cortisol.
| Causa | ACTH | Dexametasona 8 mg | Exame e conduta |
|---|---|---|---|
| Iatrogênica (exógena) | Indetectável, eixo suprimido | Não se pede: o diagnóstico é clínico | Desmame gradual do corticoide |
| Doença de Cushing (hipófise) | Alto ou inapropriadamente normal | Cortisol cai 50 a 55% ou mais | Ressonância de sela; cirurgia transesfenoidal |
| ACTH ectópico | Alto | Sem supressão | TC de tórax e abdome; ressecção do tumor de base |
| Adenoma ou carcinoma adrenal | Suprimido | Só se usa com ACTH alto | TC ou ressonância de abdome; adrenalectomia |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O algoritmo da apostila, sem pular etapas.
A causa mais comum é o uso exógeno de glicocorticoide, oral, inalatório, nasal, tópico ou injetável. Nesse caso, o diagnóstico é clínico e a conduta é o desmame gradual, porque a suspensão abrupta pode precipitar crise adrenal.
Peça cortisol salivar à meia-noite, cortisol livre na urina de 24 horas ou cortisol após 1 mg de dexametasona, com corte de 1,8 mcg/dL. São necessários 2 exames inequivocamente alterados. Nunca comece pelo ACTH ou pela imagem.
ACTH suprimido indica causa adrenal e leva a TC ou ressonância de abdome. ACTH alto ou inapropriadamente normal indica doença de Cushing ou secreção ectópica de ACTH.
Com 8 mg de dexametasona, queda do cortisol de 50 a 55% ou mais sugere doença de Cushing e pede ressonância de sela; sem supressão, pense em ACTH ectópico e procure com TC de tórax e abdome. CRH e desmopressina estimulam o adenoma hipofisário, e o cateterismo de seio petroso inferior resolve a dúvida persistente.
Ressecção transesfenoidal na doença de Cushing, adrenalectomia nos tumores adrenais e ressecção do tumor de base no ACTH ectópico. A apostila recomenda tromboprofilaxia perioperatória com enoxaparina 40 mg/dia ou rivaroxabana 10 mg/dia.
O cetoconazol bloqueia a esteroidogênese: começa com 200 a 400 mg/dia, vai até 1.200 mg/dia e exige vigilância das transaminases. Na doença de Cushing, há ainda a cabergolina, off-label, e a pasireotida, para quem não pode operar ou não curou com a cirurgia.
Perguntas frequentes
É o conjunto de sinais e sintomas causado pela exposição prolongada e excessiva dos tecidos aos glicocorticoides, de origem exógena ou endógena. Inclui obesidade central, fácies em lua cheia, giba, estrias violáceas largas, fraqueza proximal, hipertensão, hiperglicemia e hipocalemia.
Síndrome de Cushing é qualquer hipercortisolismo. Doença de Cushing é exclusivamente o adenoma de hipófise produtor de ACTH, a causa endógena mais comum. No geral, a causa mais comum da síndrome é o uso de corticoide exógeno.
A iatrogênica, por corticoide exógeno, é a mais comum. Entre as endógenas, as ACTH-dependentes são a doença de Cushing e a secreção ectópica de ACTH, como no câncer de pulmão de pequenas células e nos carcinoides brônquicos. As ACTH-independentes são adenoma, carcinoma e hiperplasias bilaterais da adrenal.
Afastada a causa exógena, confirma-se o hipercortisolismo com dois exames inequivocamente alterados entre cortisol salivar à meia-noite, cortisol livre urinário de 24 horas e supressão com 1 mg de dexametasona. Depois, o ACTH define a dependência e, se alto, a dexametasona em dose alta separa hipófise de tumor ectópico.
Com 1 mg à noite, cortisol abaixo de 1,8 mcg/dL na manhã seguinte é supressão normal; acima disso, o eixo está autônomo. Com 8 mg, queda do cortisol de 50 a 55% ou mais em relação ao basal sugere doença de Cushing, e ausência de supressão sugere ACTH ectópico.
É o hipercortisolismo causado por corticoide exógeno, a causa mais comum da síndrome. O eixo fica suprimido, com ACTH indetectável, e o diagnóstico é clínico. A conduta é o desmame gradual, porque a suspensão abrupta pode precipitar crise adrenal, como cobra a questão ENARE (R+ Pediatria) 2026 da apostila.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.
Continue estudando
Onde aprofundar
Extensive R1: preparatório completo para a residência
Aulas, questões comentadas, flashcards e Planner inteligente, com cronograma direcionado por prova.
Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
Arraste para o lado para ver toda a equipe
34 páginas com causas, efeitos do cortisol em excesso, algoritmo diagnóstico, tratamento cirúrgico e medicamentoso, pseudo-Cushing e seis questões comentadas, em PDF gratuito.
Preencha para liberar o download.
Carregando formulário…