Apostila gratuita · 34 páginas

Síndrome de Cushing e hipercortisolismo: causas, algoritmo diagnóstico e tratamento

Causa iatrogênica e desmame de corticoide, Cushing ACTH-dependente e independente, efeitos do cortisol em excesso, os três testes de rastreio, ACTH, dexametasona em dose alta, cateterismo de seio petroso, cirurgia, cetoconazol, cabergolina, pasireotida e pseudo-Cushing. Seis questões comentadas, entre elas USP/RP 2021 e HIAE 2024.

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Formato
Apostila · 34 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Endocrinologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de síndrome de Cushing cobre

Do corticoide da prescrição ao cateterismo de seio petroso, com o algoritmo que a banca cobra sem pular etapas.

  • Algoritmo em três passos

    Confirmar o hipercortisolismo com cortisol salivar à meia-noite, cortisol livre na urina de 24 horas ou supressão com 1 mg de dexametasona; dosar o ACTH; e, se alto, separar hipófise de tumor ectópico.

  • Causa exógena e desmame

    A causa iatrogênica é a mais comum. A apostila traz o risco do corticoide inalatório, nasal e tópico e explica por que o desmame tem de ser gradual.

  • Seis questões comentadas

    UFG/HC 2006, ENARE (R+ Pediatria) 2026, USP/RP 2021, HIAE 2024, UFRJ 2020 e UFPA 2025, com gabarito e comentário de cada alternativa.

Sumário

O que tem dentro das 34 páginas

Da causa iatrogênica ao tratamento, na ordem do algoritmo diagnóstico.

  1. 01O que mais cai em prova: o mapa de prioridades da banca
  2. 02Contexto clínico e por que o tema cai tanto
  3. 03Principais causas: iatrogênica, ACTH-dependentes e ACTH-independentes
  4. 04Corticoides inalatórios, nasais e tópicos
  5. 05Hiperplasia adrenal macronodular bilateral primária (PBMAH)
  6. 06Os efeitos do cortisol em excesso e o reconhecimento clínico
  7. 07Passo 0: a causa mais comum e o desmame de corticoide
  8. 08Passo 1: confirmando o hipercortisolismo
  9. 09Passo 2: ACTH-dependente x ACTH-independente
  10. 10Passo 3: hipófise x ectópico, dexametasona em dose alta, CRH, DDAVP e seio petroso
  11. 11Tratamento cirúrgico e tromboprofilaxia
  12. 12Tratamento medicamentoso: cetoconazol, cabergolina e pasireotida
  13. 13Síndrome de Nelson
  14. 14Pseudo-Cushing
  15. 15Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Síndrome de Cushing: causas, diagnóstico e tratamento
Página da apostila: o algoritmo da síndrome de Cushing, dos três testes de rastreio à dosagem do ACTH e aos exames de cada via, dependente e independente.

O que é hipercortisolismo?

Hipercortisolismo é o excesso de cortisol. Síndrome de Cushing é o quadro clínico resultante da exposição prolongada e excessiva dos tecidos aos glicocorticoides, seja por corticoide exógeno, seja por produção endógena aumentada de cortisol. A causa mais comum, de longe, é a iatrogênica.

Entre as causas endógenas, a apostila separa dois grupos pelo ACTH. As ACTH-dependentes são a doença de Cushing, um adenoma de hipófise secretor de ACTH e causa endógena mais comum, e a secreção ectópica de ACTH, com o câncer de pulmão de pequenas células como exemplo clássico. As ACTH-independentes nascem na adrenal: adenoma, carcinoma e hiperplasias bilaterais, como a PBMAH.

Síndrome de Cushing é o termo guarda-chuva; doença de Cushing é exclusivamente o adenoma hipofisário produtor de ACTH. A confusão entre os dois nomes é uma das pegadinhas que a apostila destaca.

O quadro clássico reúne obesidade central, fácies em lua cheia, giba, pletora facial, estrias violáceas com mais de 1 cm, fraqueza muscular proximal, hipertensão, hiperglicemia e hipocalemia. O cortisol em excesso também causa osteoporose, estado pró-trombótico, imunossupressão, depressão e supressão do eixo gonadotrófico.

Página da apostila Síndrome de Cushing: causas, diagnóstico e tratamento

Comparativo

Causas de síndrome de Cushing: ACTH, origem e conduta

O ACTH e a dexametasona em dose alta apontam a origem do excesso de cortisol.

Causas de síndrome de Cushing pelo comportamento do ACTH, resposta à dexametasona em dose alta e conduta. Fonte: apostila Med-Review R1, “Síndrome de Cushing: causas, diagnóstico e tratamento”.
CausaACTHDexametasona 8 mgExame e conduta
Iatrogênica (exógena)Indetectável, eixo suprimidoNão se pede: o diagnóstico é clínicoDesmame gradual do corticoide
Doença de Cushing (hipófise)Alto ou inapropriadamente normalCortisol cai 50 a 55% ou maisRessonância de sela; cirurgia transesfenoidal
ACTH ectópicoAltoSem supressãoTC de tórax e abdome; ressecção do tumor de base
Adenoma ou carcinoma adrenalSuprimidoSó se usa com ACTH altoTC ou ressonância de abdome; adrenalectomia

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como investigar a síndrome de Cushing, passo a passo

O algoritmo da apostila, sem pular etapas.

  1. Pergunte sobre corticoide

    A causa mais comum é o uso exógeno de glicocorticoide, oral, inalatório, nasal, tópico ou injetável. Nesse caso, o diagnóstico é clínico e a conduta é o desmame gradual, porque a suspensão abrupta pode precipitar crise adrenal.

  2. Confirme o hipercortisolismo

    Peça cortisol salivar à meia-noite, cortisol livre na urina de 24 horas ou cortisol após 1 mg de dexametasona, com corte de 1,8 mcg/dL. São necessários 2 exames inequivocamente alterados. Nunca comece pelo ACTH ou pela imagem.

  3. Dose o ACTH

    ACTH suprimido indica causa adrenal e leva a TC ou ressonância de abdome. ACTH alto ou inapropriadamente normal indica doença de Cushing ou secreção ectópica de ACTH.

  4. Separe hipófise de ectópico

    Com 8 mg de dexametasona, queda do cortisol de 50 a 55% ou mais sugere doença de Cushing e pede ressonância de sela; sem supressão, pense em ACTH ectópico e procure com TC de tórax e abdome. CRH e desmopressina estimulam o adenoma hipofisário, e o cateterismo de seio petroso inferior resolve a dúvida persistente.

  5. Trate a causa

    Ressecção transesfenoidal na doença de Cushing, adrenalectomia nos tumores adrenais e ressecção do tumor de base no ACTH ectópico. A apostila recomenda tromboprofilaxia perioperatória com enoxaparina 40 mg/dia ou rivaroxabana 10 mg/dia.

  6. Use remédio quando a cirurgia não resolve

    O cetoconazol bloqueia a esteroidogênese: começa com 200 a 400 mg/dia, vai até 1.200 mg/dia e exige vigilância das transaminases. Na doença de Cushing, há ainda a cabergolina, off-label, e a pasireotida, para quem não pode operar ou não curou com a cirurgia.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre síndrome de Cushing na prova

O que é síndrome de Cushing?

É o conjunto de sinais e sintomas causado pela exposição prolongada e excessiva dos tecidos aos glicocorticoides, de origem exógena ou endógena. Inclui obesidade central, fácies em lua cheia, giba, estrias violáceas largas, fraqueza proximal, hipertensão, hiperglicemia e hipocalemia.

Qual a diferença entre síndrome de Cushing e doença de Cushing?

Síndrome de Cushing é qualquer hipercortisolismo. Doença de Cushing é exclusivamente o adenoma de hipófise produtor de ACTH, a causa endógena mais comum. No geral, a causa mais comum da síndrome é o uso de corticoide exógeno.

Quais as causas de síndrome de Cushing?

A iatrogênica, por corticoide exógeno, é a mais comum. Entre as endógenas, as ACTH-dependentes são a doença de Cushing e a secreção ectópica de ACTH, como no câncer de pulmão de pequenas células e nos carcinoides brônquicos. As ACTH-independentes são adenoma, carcinoma e hiperplasias bilaterais da adrenal.

Como é feito o diagnóstico de síndrome de Cushing?

Afastada a causa exógena, confirma-se o hipercortisolismo com dois exames inequivocamente alterados entre cortisol salivar à meia-noite, cortisol livre urinário de 24 horas e supressão com 1 mg de dexametasona. Depois, o ACTH define a dependência e, se alto, a dexametasona em dose alta separa hipófise de tumor ectópico.

Como interpretar o teste de supressão com dexametasona?

Com 1 mg à noite, cortisol abaixo de 1,8 mcg/dL na manhã seguinte é supressão normal; acima disso, o eixo está autônomo. Com 8 mg, queda do cortisol de 50 a 55% ou mais em relação ao basal sugere doença de Cushing, e ausência de supressão sugere ACTH ectópico.

O que é síndrome de Cushing iatrogênica?

É o hipercortisolismo causado por corticoide exógeno, a causa mais comum da síndrome. O eixo fica suprimido, com ACTH indetectável, e o diagnóstico é clínico. A conduta é o desmame gradual, porque a suspensão abrupta pode precipitar crise adrenal, como cobra a questão ENARE (R+ Pediatria) 2026 da apostila.

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    Davi Khoury

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    Vitor Arienzo

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

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    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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