As complicações crônicas do diabetes em um só material. Macrovasculares: estratificação do risco cardiovascular com EAR e EMAR, metas de LDL e pressão, doença coronariana, insuficiência cardíaca, AVC e doença arterial periférica. Microvasculares: neuropatia diabética periférica, autonômica e focal, retinopatia da fase não proliferativa ao edema macular e doença renal do diabetes, com os quatro pilares da nefroproteção. Quando e como rastrear cada uma e dezenove questões comentadas, entre elas USP/SP 2022, UNESP/SP 2023 e SCM/SP 2024.
PDF de 8,0 MB. Gratuito.

Para que serve
Macro e microvasculares em um só material, do rastreamento ao tratamento, com o que as bancas de residência mais cobram.
DM1 a partir de 5 anos do diagnóstico, DM2 no momento do diagnóstico e o checklist anual: relação albumina/creatinina e TFG, fundoscopia, monofilamento com vibração e temperatura, e ECG.
Polineuropatia simétrica distal, neuropatia autonômica com gastroparesia e hipotensão ortostática, mononeuropatias e amiotrofia diabética, e a escada de tratamento da dor em três linhas.
Onze de bancas como USP/SP, UNICAMP/SP, UNESP/SP, IAMSPE/SP e SUS/BA, e oito questões autorais, todas com gabarito e comentário.
Sumário
Dos grandes vasos aos capilares, na ordem em que a apostila ensina.
A principal manifestação da neuropatia diabética é a polineuropatia simétrica distal, presente em até 50% dos pacientes, com padrão em bota e luva. Os axônios mais longos sofrem primeiro: a lesão começa nos pés e sobe. Há sintomas positivos, como queimação, formigamento, pontadas e alodínia, que pioram à noite, e negativos, como dormência e perda da sensibilidade térmica e dolorosa.
A neuropatia é a complicação crônica mais prevalente do diabetes e a mais subdiagnosticada. A apostila a trata como um distúrbio metabólico e energético do neurônio: a hiperglicemia gera estresse oxidativo e produtos finais de glicação avançada, que lesam as mitocôndrias e o vasa nervorum. No exame, avaliam-se as fibras finas, com pinprick e temperatura, e as grossas, com diapasão de 128 Hz e reflexo aquileu; o escore NDS igual ou acima de 3 firma o diagnóstico.
O monofilamento de 10 g tem baixa sensibilidade para a neuropatia precoce, de 19% a 59%. Ele serve para diagnosticar a perda da sensibilidade protetora, o risco de úlcera do pé diabético. Além da forma distal, a apostila cobre a neuropatia autonômica, com taquicardia de repouso, hipotensão ortostática e gastroparesia, e as formas focais: paralisia do III par com pupila poupada e a amiotrofia diabética.
No tratamento da dor, a primeira linha da SBD são tricíclicos, duais, como duloxetina e venlafaxina, e gabapentina; a pregabalina fica na segunda linha, e os tópicos, na terceira. O ácido alfa-lipoico é o tratamento restaurador nas formas leves a moderadas. Opioides de rotina, anti-inflamatórios e corticoides ficam fora.
Comparativo
O início do rastreio muda com o tipo de diabetes, e cada complicação tem o seu exame.
| Complicação | Quando começar | Exame | Pista na prova |
|---|---|---|---|
| Retinopatia | DM2 no diagnóstico; DM1 adulto após 5 anos; DM1 na infância a partir dos 11 anos, com 2 a 5 anos de doença | Mapeamento de retina ou retinografia sob midríase | Gestante com DM prévio rastreia no 1º trimestre; diabetes gestacional não rastreia |
| Doença renal do diabetes | DM2 no diagnóstico; DM1 a partir da puberdade ou dos 10 anos, com pelo menos 5 anos de diagnóstico | Relação albumina/creatinina em amostra isolada e TFGe | RAC alterada se confirma em 2 de 3 amostras em 3 a 6 meses; urina de 24 h não é rastreio |
| Neuropatia | DM2 no diagnóstico; DM1 após 5 anos | Monofilamento de 10 g, vibração e temperatura | Monofilamento detecta perda da sensibilidade protetora, com baixa sensibilidade para a fase precoce |
| Cardiopatia | No checklist anual | Eletrocardiograma de repouso | Rastrear doença coronariana no assintomático não muda desfecho |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A sequência da apostila, do primeiro exame ao tratamento de cada órgão-alvo.
No DM1, comece 5 anos após o diagnóstico, já que a doença abre de forma franca e a lesão leva tempo. No DM2, rastreie no momento do diagnóstico: a hiperglicemia pode existir há anos sem sintomas.
Relação albumina/creatinina em amostra isolada e TFGe para o rim, fundoscopia para a retina, monofilamento de 10 g com vibração e temperatura para os nervos e ECG para o coração.
A SBD não usa Framingham nem ASCVD no DM2. Idade a partir de 50 anos no homem e 56 na mulher, ou um a dois EAR, dão risco alto; três ou mais EAR ou qualquer EMAR, muito alto.
LDL abaixo de 70 no risco alto e abaixo de 50 no muito alto, pressão abaixo de 130/80 mmHg sem descer de 120/70 em quem tem doença coronariana, AAS só na prevenção secundária e iSGLT2 ou agonista de GLP-1 na doença aterosclerótica ou na IC.
Otimize o controle metabólico, use ácido alfa-lipoico nas formas leves a moderadas e trate a dor com tricíclico, duloxetina ou venlafaxina, ou gabapentina. Pregabalina ou combinação na segunda linha; tópicos na terceira.
iECA ou BRA na dose máxima tolerada, iSGLT2 até a terapia renal substitutiva, finerenona com albuminúria persistente e potássio adequado, e pressão abaixo de 130/80. Metformina com no máximo 1 g/dia entre 30 e 45 de TFGe e suspensa abaixo de 30.
Perguntas frequentes
É a complicação crônica mais prevalente do diabetes, um distúrbio metabólico e energético do neurônio. O estresse oxidativo e os produtos finais de glicação avançada atacam as mitocôndrias e o vasa nervorum, e o nervo perde a função ou passa a disparar sinais de dor. Divide-se em formas difusas, como a polineuropatia simétrica distal e a autonômica, e focais, como as mononeuropatias e a radiculoplexopatia.
O diagnóstico é clínico: dor superficial com pino e temperatura para as fibras finas, diapasão de 128 Hz e reflexo aquileu para as grossas, organizados no escore NDS, em que 3 ou mais pontos firmam o diagnóstico. O monofilamento de 10 g detecta a perda da sensibilidade protetora. A apostila cita ainda Neuropad, DPN-Check e microscopia confocal da córnea.
Queimação, dor em choque e formigamento nos pés que pioram à noite. O tratamento tem três pilares: controle metabólico, ácido alfa-lipoico como restaurador e tratamento sintomático. Na primeira linha da SBD entram tricíclicos, duais e gabapentina; a meta é reduzir a dor em 30% a 50%, e opioides de rotina e anti-inflamatórios ficam de fora.
A não proliferativa vai de leve, só com microaneurismas, a moderada e grave. A grave segue a regra 4-2-1: hemorragias nos 4 quadrantes, veias em rosário em 2 ou alterações vasculares intrarretinianas em 1; dois critérios fazem a forma muito grave. Neovasos ou hemorragia vítrea definem a fase proliferativa.
Na fase não proliferativa leve a moderada, controle glicêmico, pressórico e lipídico, com fenofibrato como adjuvante. Na não proliferativa grave e na proliferativa, panfotocoagulação a laser, com anti-VEGF como alternativa na proliferativa. Edema macular com baixa visual pede anti-VEGF; com boa acuidade, observação. Hemorragia vítrea densa e descolamento tracional vão para vitrectomia, e o AAS não precisa ser suspenso.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.
Continue estudando
Onde aprofundar
Extensive R1: preparatório completo para a residência
Aulas, questões comentadas, flashcards e Planner inteligente, com cronograma direcionado por prova.
Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
Arraste para o lado para ver toda a equipe
94 páginas com rastreamento, risco cardiovascular, neuropatia, retinopatia, doença renal do diabetes e dezenove questões comentadas, em PDF gratuito.
Preencha para liberar o download.
Carregando formulário…