Apostila gratuita · 94 páginas

Complicações crônicas do diabetes: retinopatia, doença renal, neuropatia diabética e complicações macrovasculares

As complicações crônicas do diabetes em um só material. Macrovasculares: estratificação do risco cardiovascular com EAR e EMAR, metas de LDL e pressão, doença coronariana, insuficiência cardíaca, AVC e doença arterial periférica. Microvasculares: neuropatia diabética periférica, autonômica e focal, retinopatia da fase não proliferativa ao edema macular e doença renal do diabetes, com os quatro pilares da nefroproteção. Quando e como rastrear cada uma e dezenove questões comentadas, entre elas USP/SP 2022, UNESP/SP 2023 e SCM/SP 2024.

PDF de 8,0 MB. Gratuito.

Capa da apostila Complicações crônicas do diabetes mellitus em um tablet
Formato
Apostila · 94 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Endocrinologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de complicações crônicas do diabetes cobre

Macro e microvasculares em um só material, do rastreamento ao tratamento, com o que as bancas de residência mais cobram.

  • Quando e como rastrear

    DM1 a partir de 5 anos do diagnóstico, DM2 no momento do diagnóstico e o checklist anual: relação albumina/creatinina e TFG, fundoscopia, monofilamento com vibração e temperatura, e ECG.

  • Neuropatia nas três formas

    Polineuropatia simétrica distal, neuropatia autonômica com gastroparesia e hipotensão ortostática, mononeuropatias e amiotrofia diabética, e a escada de tratamento da dor em três linhas.

  • Dezenove questões comentadas

    Onze de bancas como USP/SP, UNICAMP/SP, UNESP/SP, IAMSPE/SP e SUS/BA, e oito questões autorais, todas com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 94 páginas

Dos grandes vasos aos capilares, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: rastreamento, retinopatia, neuropatia, DRD e metas
  2. 02Rastreamento de complicações: quando iniciar e o checklist anual
  3. 03Complicações macrovasculares e estratificação do risco cardiovascular
  4. 04Estratificadores de alto e de muito alto risco: EAR e EMAR
  5. 05Metas terapêuticas: lipídios, antiagregação e pressão arterial
  6. 06Doença arterial coronariana e antidiabéticos com proteção cardiovascular
  7. 07Insuficiência cardíaca e cardiomiopatia diabética
  8. 08Doença cerebrovascular
  9. 09Doença arterial periférica
  10. 10Complicações microvasculares: conceitos iniciais
  11. 11Neuropatia diabética: polineuropatia simétrica distal, diagnóstico e tratamento
  12. 12Neuropatia autonômica e hipoglicemia sem pródromos
  13. 13Mononeuropatias, mononeurite múltipla e amiotrofia diabética
  14. 14Retinopatia diabética: fases, rastreamento e tratamento
  15. 15Edema macular diabético
  16. 16Nefropatia diabética: hiperfiltração, diagnóstico e sinais de alerta
  17. 17Os quatro pilares da nefroproteção
  18. 18Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Complicações crônicas do diabetes mellitus
Página da apostila: o mapa das neuropatias diabéticas, difusas e focais, e o padrão em meias e luvas da polineuropatia simétrica distal.

Qual a principal manifestação da neuropatia diabética?

A principal manifestação da neuropatia diabética é a polineuropatia simétrica distal, presente em até 50% dos pacientes, com padrão em bota e luva. Os axônios mais longos sofrem primeiro: a lesão começa nos pés e sobe. Há sintomas positivos, como queimação, formigamento, pontadas e alodínia, que pioram à noite, e negativos, como dormência e perda da sensibilidade térmica e dolorosa.

A neuropatia é a complicação crônica mais prevalente do diabetes e a mais subdiagnosticada. A apostila a trata como um distúrbio metabólico e energético do neurônio: a hiperglicemia gera estresse oxidativo e produtos finais de glicação avançada, que lesam as mitocôndrias e o vasa nervorum. No exame, avaliam-se as fibras finas, com pinprick e temperatura, e as grossas, com diapasão de 128 Hz e reflexo aquileu; o escore NDS igual ou acima de 3 firma o diagnóstico.

O monofilamento de 10 g tem baixa sensibilidade para a neuropatia precoce, de 19% a 59%. Ele serve para diagnosticar a perda da sensibilidade protetora, o risco de úlcera do pé diabético. Além da forma distal, a apostila cobre a neuropatia autonômica, com taquicardia de repouso, hipotensão ortostática e gastroparesia, e as formas focais: paralisia do III par com pupila poupada e a amiotrofia diabética.

No tratamento da dor, a primeira linha da SBD são tricíclicos, duais, como duloxetina e venlafaxina, e gabapentina; a pregabalina fica na segunda linha, e os tópicos, na terceira. O ácido alfa-lipoico é o tratamento restaurador nas formas leves a moderadas. Opioides de rotina, anti-inflamatórios e corticoides ficam fora.

Página da apostila Complicações crônicas do diabetes mellitus

Comparativo

Rastreamento das complicações crônicas do diabetes: quando começar e com que exame

O início do rastreio muda com o tipo de diabetes, e cada complicação tem o seu exame.

Início do rastreamento, exame recomendado e pista de prova por complicação crônica do diabetes. Fonte: apostila Med-Review R1, “Complicações crônicas do diabetes mellitus”.
ComplicaçãoQuando começarExamePista na prova
RetinopatiaDM2 no diagnóstico; DM1 adulto após 5 anos; DM1 na infância a partir dos 11 anos, com 2 a 5 anos de doençaMapeamento de retina ou retinografia sob midríaseGestante com DM prévio rastreia no 1º trimestre; diabetes gestacional não rastreia
Doença renal do diabetesDM2 no diagnóstico; DM1 a partir da puberdade ou dos 10 anos, com pelo menos 5 anos de diagnósticoRelação albumina/creatinina em amostra isolada e TFGeRAC alterada se confirma em 2 de 3 amostras em 3 a 6 meses; urina de 24 h não é rastreio
NeuropatiaDM2 no diagnóstico; DM1 após 5 anosMonofilamento de 10 g, vibração e temperaturaMonofilamento detecta perda da sensibilidade protetora, com baixa sensibilidade para a fase precoce
CardiopatiaNo checklist anualEletrocardiograma de repousoRastrear doença coronariana no assintomático não muda desfecho

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como rastrear e tratar as complicações crônicas do diabetes, passo a passo

A sequência da apostila, do primeiro exame ao tratamento de cada órgão-alvo.

  1. Marque o início do rastreio

    No DM1, comece 5 anos após o diagnóstico, já que a doença abre de forma franca e a lesão leva tempo. No DM2, rastreie no momento do diagnóstico: a hiperglicemia pode existir há anos sem sintomas.

  2. Cumpra o checklist anual

    Relação albumina/creatinina em amostra isolada e TFGe para o rim, fundoscopia para a retina, monofilamento de 10 g com vibração e temperatura para os nervos e ECG para o coração.

  3. Estratifique sem calculadora genérica

    A SBD não usa Framingham nem ASCVD no DM2. Idade a partir de 50 anos no homem e 56 na mulher, ou um a dois EAR, dão risco alto; três ou mais EAR ou qualquer EMAR, muito alto.

  4. Fixe as metas macrovasculares

    LDL abaixo de 70 no risco alto e abaixo de 50 no muito alto, pressão abaixo de 130/80 mmHg sem descer de 120/70 em quem tem doença coronariana, AAS só na prevenção secundária e iSGLT2 ou agonista de GLP-1 na doença aterosclerótica ou na IC.

  5. Trate a dor neuropática em linhas

    Otimize o controle metabólico, use ácido alfa-lipoico nas formas leves a moderadas e trate a dor com tricíclico, duloxetina ou venlafaxina, ou gabapentina. Pregabalina ou combinação na segunda linha; tópicos na terceira.

  6. Monte a nefroproteção

    iECA ou BRA na dose máxima tolerada, iSGLT2 até a terapia renal substitutiva, finerenona com albuminúria persistente e potássio adequado, e pressão abaixo de 130/80. Metformina com no máximo 1 g/dia entre 30 e 45 de TFGe e suspensa abaixo de 30.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre neuropatia diabética e complicações crônicas na prova

O que é neuropatia diabética?

É a complicação crônica mais prevalente do diabetes, um distúrbio metabólico e energético do neurônio. O estresse oxidativo e os produtos finais de glicação avançada atacam as mitocôndrias e o vasa nervorum, e o nervo perde a função ou passa a disparar sinais de dor. Divide-se em formas difusas, como a polineuropatia simétrica distal e a autonômica, e focais, como as mononeuropatias e a radiculoplexopatia.

Qual exame detecta neuropatia diabética?

O diagnóstico é clínico: dor superficial com pino e temperatura para as fibras finas, diapasão de 128 Hz e reflexo aquileu para as grossas, organizados no escore NDS, em que 3 ou mais pontos firmam o diagnóstico. O monofilamento de 10 g detecta a perda da sensibilidade protetora. A apostila cita ainda Neuropad, DPN-Check e microscopia confocal da córnea.

Quais são os sintomas e o tratamento da neuropatia diabética dolorosa?

Queimação, dor em choque e formigamento nos pés que pioram à noite. O tratamento tem três pilares: controle metabólico, ácido alfa-lipoico como restaurador e tratamento sintomático. Na primeira linha da SBD entram tricíclicos, duais e gabapentina; a meta é reduzir a dor em 30% a 50%, e opioides de rotina e anti-inflamatórios ficam de fora.

Quais são as fases da retinopatia diabética?

A não proliferativa vai de leve, só com microaneurismas, a moderada e grave. A grave segue a regra 4-2-1: hemorragias nos 4 quadrantes, veias em rosário em 2 ou alterações vasculares intrarretinianas em 1; dois critérios fazem a forma muito grave. Neovasos ou hemorragia vítrea definem a fase proliferativa.

Como tratar a retinopatia diabética?

Na fase não proliferativa leve a moderada, controle glicêmico, pressórico e lipídico, com fenofibrato como adjuvante. Na não proliferativa grave e na proliferativa, panfotocoagulação a laser, com anti-VEGF como alternativa na proliferativa. Edema macular com baixa visual pede anti-VEGF; com boa acuidade, observação. Hemorragia vítrea densa e descolamento tracional vão para vitrectomia, e o AAS não precisa ser suspenso.

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  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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