Anatomia e drenagem venosa, medula e catecolaminas, zonas glomerulosa, fasciculada e reticular, aldosterona e SRAA, cortisol e eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, ritmo circadiano e andrógenos adrenais. Duas questões comentadas: SUS/SP 2016 e USP/SP 2025.
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Para que serve
Da anatomia às três zonas do córtex, a base para entender Cushing, hiperaldosteronismo e insuficiência adrenal na prova de residência.
Glomerulosa produz aldosterona sob o SRAA e o potássio; fasciculada, cortisol sob o ACTH; reticular, andrógenos também sob o ACTH. A medula, vinda da crista neural, produz catecolaminas.
Aldosterona alta com renina suprimida no hiperaldosteronismo primário, aldosterona baixa com renina alta no Addison e o horário certo de dosar o cortisol em cada suspeita.
SUS/SP 2016, sobre carcinoma de adrenal produtor de cortisol, e USP/SP 2025, sobre hiperplasia adrenal congênita não clássica, com gabarito e comentário.
Sumário
Da anatomia à zona reticular, de fora para dentro, na ordem em que a apostila ensina.
A glândula adrenal, ou suprarrenal, é uma estrutura de 4 a 6 gramas localizada no retroperitônio, na face superomedial do polo superior de cada rim. Ela reúne dois órgãos na mesma cápsula: o córtex, de origem mesodérmica, que produz esteroides derivados do colesterol, e a medula, originada da crista neural, que produz catecolaminas.
A adrenal direita tem formato piramidal e fica entre o fígado e a veia cava inferior; a esquerda é maior, em meia-lua, perto do baço e do pâncreas. A drenagem venosa é assimétrica: a veia adrenal esquerda mede 2 a 3 cm e drena na veia renal esquerda, e a direita, com menos de 1 cm, drena direto na cava. Na adrenalectomia direita, tração excessiva pode rasgar a veia cava inferior.
O córtex ocupa 80 a 90% do volume e tem três zonas. De fora para dentro: a glomerulosa produz aldosterona, a fasciculada produz cortisol e a reticular produz os andrógenos adrenais, DHEA, DHEA-S e androstenediona. A zona glomerulosa obedece ao sistema renina-angiotensina-aldosterona e ao potássio; o ACTH comanda as outras duas.
A medula ocupa 10 a 20% do volume e funciona como um gânglio simpático gigante, produzindo norepinefrina e epinefrina. A enzima PNMT, que converte noradrenalina em adrenalina, é praticamente exclusiva da medula adrenal e do órgão de Zuckerkandl. Por isso, tumores que secretam muita adrenalina quase sempre estão dentro da própria adrenal.
Saber quem produz o quê e sob qual comando é o que a apostila usa para explicar a Síndrome de Cushing, o hiperaldosteronismo primário e a doença de Addison. Com essa base, as alterações de sódio, potássio, pressão e pele passam a ser deduzidas, sem decorar sintomas isolados.
Comparativo
Cada camada da adrenal tem um hormônio e um comando. A tabela junta essa relação ao que a banca cobra.
| Camada | Regulação | Hormônio | Pista na prova |
|---|---|---|---|
| Medula | Sistema nervoso simpático (origem na crista neural) | Catecolaminas: epinefrina e norepinefrina | PNMT quase exclusiva da medula: tumor que secreta muita adrenalina costuma estar na adrenal |
| Zona glomerulosa (externa) | Sistema renina-angiotensina-aldosterona e potássio | Aldosterona | Excesso dá hipertensão, hipocalemia e alcalose metabólica, com renina suprimida |
| Zona fasciculada (média) | ACTH, pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal | Cortisol | Pico entre 6h e 8h, nadir perto da meia-noite; em concentração alta age como aldosterona |
| Zona reticular (interna) | ACTH | Andrógenos: DHEA, DHEA-S e androstenediona | Grande fonte de testosterona na mulher; o excesso, como na hiperplasia adrenal congênita, causa virilização |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio que a apostila aplica nas questões, da zona afetada ao tratamento.
O hormônio em excesso ou em falta aponta a zona: aldosterona para a glomerulosa, cortisol para a fasciculada, andrógenos para a reticular e catecolaminas para a medula.
A glomerulosa responde ao SRAA e ao potássio; fasciculada e reticular respondem ao ACTH. Por isso, a insuficiência adrenal central, por falta de ACTH, poupa a aldosterona e não causa hipercalemia, que é a marca da forma primária.
Tumor adrenal produtor de cortisol suprime o ACTH. Como ACTH e MSH derivam da POMC, a pele fica com pigmentação normal. Na insuficiência adrenal primária, o ACTH alto hiperpigmenta a pele.
Para investigar falta de cortisol, dose entre 6h e 8h, quando ele deveria estar no pico. Para investigar excesso, pesquise perto da meia-noite, no soro ou na saliva, quando ele deveria estar quase zerado.
Em concentração muito alta, o cortisol se liga ao receptor mineralocorticoide e causa hipertensão, hipocalemia e alcalose metabólica. Ele também potencializa a noradrenalina nos receptores alfa-1, e no choque séptico refratário a hidrocortisona devolve a resposta vascular.
Na hiperplasia adrenal congênita, o glicocorticoide suprime o ACTH e trata a etiologia; anticoncepcional e espironolactona tratam o sintoma. No hiperaldosteronismo primário bilateral, o tratamento clínico de escolha é a espironolactona.
Perguntas frequentes
No espaço retroperitoneal, ancorada na face superomedial do polo superior de cada rim. A direita é piramidal e fica entre o fígado e a veia cava inferior; a esquerda é maior, em meia-lua, próxima ao baço e ao pâncreas. A veia adrenal direita, curta, drena direto na cava, o que torna a adrenalectomia direita mais arriscada.
O córtex produz aldosterona, que retém sódio e água e excreta potássio e H+, cortisol, o hormônio do estresse e do catabolismo, e andrógenos adrenais. A medula produz catecolaminas para a resposta de luta e fuga. A apostila chama a glândula de centro de comando do metabolismo e da resposta ao estresse.
O córtex tem origem mesodérmica, ocupa 80 a 90% da glândula, é amarelo pela riqueza em colesterol e produz esteroides em três zonas. A medula vem da crista neural, ocupa 10 a 20%, tem cor vermelho-amarronzada e produz catecolaminas. Na prática, a medula funciona como um gânglio simpático gigante.
Diante de luz solar ao acordar, trauma ou hipoglicemia, o hipotálamo libera CRH, que estimula a hipófise anterior a liberar ACTH, e o ACTH faz a zona fasciculada produzir cortisol. O cortisol alto inibe CRH e ACTH por feedback negativo. Por isso o uso crônico de corticoide é a causa mais comum de insuficiência adrenal central, e a suspensão abrupta pode levar à crise adrenal aguda.
É um defeito enzimático, comumente da 21-hidroxilase, que bloqueia a síntese de cortisol. Sem feedback negativo, o ACTH sobe e superestimula a zona reticular, que produz andrógenos em excesso. Em meninas e mulheres, causa virilização; em meninos pré-púberes, puberdade precoce isossexual. O nome vem do efeito trófico do ACTH sobre a glândula.
Na USP/SP 2025 da apostila, a mulher com hirsutismo, acne, ciclos longos, testosterona e 17-hidroxiprogesterona elevadas tem como resposta a prednisolona, porque o comando pede o tratamento do diagnóstico etiológico. O glicocorticoide repõe o cortisol e suprime o ACTH. Para o sintoma, em mulher que não deseja engravidar, a apostila aponta o anticoncepcional como primeira linha; espironolactona e metformina também não tratam a causa.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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