Sepse precoce e tardia com agentes e esquemas, quem recebe profilaxia intraparto para GBS, hemocultura, PCR seriada e líquor, as três estratégias da AAP para RN de 35 semanas ou mais e a conduta por faixa de idade na sepse tardia.
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Para que serve
Da prevenção na mãe à decisão de tratar o RN, o ponto em que as bancas mais confundem.
Precoce: vertical, por GBS, E. coli e Listeria, tratada com ampicilina e gentamicina. Tardia: horizontal ou comunitária, por estafilococos e Gram-negativos hospitalares, com esquema conforme a flora.
As quatro indicações, a cesárea eletiva com bolsa íntegra que dispensa profilaxia, o antibiótico conforme a alergia e a definição de profilaxia adequada: início pelo menos 4 horas antes do nascimento.
INEP 2024 adaptada sobre bacteriúria por GBS e UNICAMP 2023 sobre RN assintomático de mãe com profilaxia, além de um caso de sepse tardia aos 24 dias pela diretriz da AAP.
Sumário
Da avaliação da mãe ao antibiótico do RN, na ordem da apostila.
A sepse neonatal precoce ocorre nas primeiras 72 horas de vida, tem origem vertical e é causada sobretudo por GBS e E. coli, com Listeria em casos específicos. A tardia surge após 72 horas, tem origem horizontal ou comunitária e envolve Staphylococcus aureus, estafilococo coagulase negativo e Gram-negativos hospitalares, como Klebsiella e Pseudomonas.
Na sepse precoce, o enunciado traz a história materna: GBS sem profilaxia adequada, corioamnionite (febre intraparto de 38 °C ou mais com sinais como taquicardia fetal ou leucocitose materna), rotura de membranas por 18 horas ou mais, trabalho de parto prematuro e ITU não tratada ou tratada há menos de 72 horas. No RN a termo, o GBS ainda supera a E. coli; abaixo de 28 semanas, a E. coli predomina e é mais letal.
A profilaxia intraparto é indicada com filho anterior com doença invasiva por GBS, bacteriúria por GBS na gestação atual, swab retovaginal positivo colhido entre 36 e 37 semanas e 6 dias, ou status desconhecido com fator de risco. Penicilina cristalina EV é a escolha. Cesárea eletiva com bolsa íntegra e sem trabalho de parto dispensa a profilaxia, mesmo com swab positivo.
Nenhum marcador isolado confirma sepse; os exames servem mais para excluir e suspender antibiótico. A hemocultura é o padrão ouro, colhida antes do antibiótico. Neutropenia e relação I/T acima de 0,2 sugerem mais sepse do que leucocitose, e duas PCR seriadas normais dão valor preditivo negativo de 99,7%. A punção lombar é mandatória: até 38% das meningites neonatais têm hemocultura estéril.
No RN de 35 semanas ou mais, a AAP e a SBP aceitam três estratégias para a sepse precoce: categoria de risco, calculadora de sepse da Kaiser Permanente e avaliação clínica seriada por 36 a 48 horas. Abaixo de 35 semanas, parto prematuro espontâneo, rotura de membranas ou suspeita de corioamnionite definem alto risco. Urocultura fica fora da triagem da sepse precoce e é obrigatória na tardia.
Comparativo
O corte de 72 horas muda a origem da infecção, os agentes, os exames e o antibiótico empírico.
| Aspecto | Sepse precoce | Sepse tardia |
|---|---|---|
| Início | Primeiras 72 horas de vida | Após 72 horas de vida |
| Origem | Vertical: ascensão pela vagina ou passagem pelo canal de parto | Horizontal (mãos, cateteres, ventilação mecânica) ou comunitária |
| Agentes | GBS e E. coli; Listeria com líquido acastanhado ou corioamnionite grave | S. aureus, estafilococo coagulase negativo, Klebsiella e Pseudomonas |
| Urocultura | Fora da triagem inicial | Obrigatória, por cateterismo ou punção suprapúbica |
| Esquema empírico | Ampicilina + gentamicina (ou amicacina) | Oxacilina + gentamicina (ou amicacina); vancomicina + cefepime se muito grave |
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Na prática
O raciocínio da apostila, da história materna ao esquema de antibiótico.
Até 72 horas, sepse precoce, de origem vertical; depois disso, tardia, hospitalar ou comunitária. O corte define os agentes prováveis, os exames de triagem e o esquema empírico de antibiótico.
Procure colonização por GBS sem profilaxia adequada, corioamnionite, febre materna nas 48 horas antes do parto, rotura de membranas por 18 horas ou mais, parto antes de 37 semanas, cerclagem ou pessário e ITU sem tratamento ou tratada há menos de 72 horas.
Adequada é penicilina, ampicilina ou cefazolina iniciada pelo menos 4 horas antes do nascimento. Mãe com profilaxia adequada e RN a termo assintomático: observação clínica por 36 a 48 horas, sem exames nem antibiótico, como na questão UNICAMP 2023 da apostila.
Com desconforto respiratório, instabilidade térmica ou má perfusão, colha hemocultura, líquor se estável e urina na tardia, e inicie antibiótico na hora. Na precoce, ampicilina + gentamicina cobre GBS, Listeria e Gram-negativos. Nunca antibiótico oral em sepse neonatal grave.
Escolha entre categoria de risco, sensível e pouco específica; calculadora de sepse da Kaiser Permanente, que cruza incidência local, fatores maternos e estado clínico; ou avaliação clínica seriada por 36 a 48 horas, já que o RN séptico fica sintomático nas primeiras 12-24 horas.
Abaixo de 8 dias e de 8 a 21 dias: culturas com líquor, internação e antibiótico parenteral. De 22 a 28 dias, com urina negativa e marcadores inflamatórios normais, a punção lombar pode ser dispensada; em observação domiciliar, antibiótico parenteral e retorno em 24 horas.
Perguntas frequentes
A gestante com filho anterior com doença invasiva por GBS, bacteriúria por GBS na gestação atual em qualquer contagem, swab retovaginal positivo colhido entre 36 e 37 semanas e 6 dias, ou status desconhecido com trabalho de parto prematuro, rotura de membranas por 18 horas ou mais ou febre intraparto de 38 °C ou mais.
Antibiótico correto, penicilina, ampicilina ou cefazolina, iniciado pelo menos 4 horas antes do nascimento. A penicilina cristalina EV é a escolha, com ataque e manutenção a cada 4 horas; a ampicilina é a alternativa e a cefazolina, a opção na alergia leve. Na alergia grave, usa-se clindamicina, se sensível, ou vancomicina.
Sim. Bacteriúria por GBS na gestação atual, mesmo em baixa contagem e assintomática, indica colonização intensa e profilaxia intraparto obrigatória, sem necessidade de swab. Na questão INEP 2024 adaptada da apostila, a gestante com urocultura de 1.000 UFC/mL de Streptococcus agalactiae, em trabalho de parto com bolsa íntegra, recebe penicilina cristalina EV.
Hemocultura antes do antibiótico, de preferência de dois sítios com pelo menos 1 mL; hemograma e PCR seriados a partir de 6 a 12 horas de vida; punção lombar; imagem de tórax quando há desconforto respiratório; e urina na sepse tardia. Na precoce, a urocultura tem baixíssimo rendimento e fica fora da triagem.
Depende da flora: em geral, oxacilina + gentamicina ou amicacina quando se suspeita de estafilococo de pele, e vancomicina + cefepime no quadro muito grave. A ceftriaxona não se usa nos primeiros dias de vida nem no RN ictérico, pelo risco de kernicterus; a AAP a aceita IM, 50 mg/kg, acima de 21 dias, sem icterícia e em manejo ambulatorial.
No RN a termo assintomático, a conduta da SBP e da AAP descrita na apostila é, na maioria das vezes, observação clínica rigorosa por 48 horas, com exames e tratamento só se houver piora. Abaixo de 35 semanas, parto prematuro espontâneo, rotura de membranas ou suspeita de corioamnionite indicam hemocultura e antibiótico empírico.
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Clínica Médica
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Clínica Médica
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Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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Pediatria
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Pediatria
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Medicina Preventiva
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Medicina Preventiva
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Oftalmologia
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Oftalmologia
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Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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