Apostila gratuita · 34 páginas

Pneumonia adquirida na comunidade: CURB-65 e tratamento

Regra das 48 horas, etiologia típica e atípica, padrões radiológicos, CURB-65 e CRB-65 com as pegadinhas, critérios de CTI, antibiótico do ambulatório à UTI e falha terapêutica. Quatro questões comentadas, entre elas ENARE 2024 e UNICAMP 2025.

PDF de 5,3 MB. Gratuito.

Capa da apostila Pneumonia adquirida na comunidade: diagnóstico, CURB-65 e tratamento em um tablet
Formato
Apostila · 34 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Pneumologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de pneumonia cobre

Do diagnóstico à escolha do antibiótico, com o raciocínio que a banca cobra em cada etapa.

  • CURB-65, CRB-65 e PSI

    Cada critério do CURB-65 com o ponto de corte, a conduta por faixa de pontos, a versão sem ureia para a UBS e as três situações em que o escore engana.

  • Antibiótico por cenário clínico

    Hígido, com comorbidade, enfermaria e UTI, com a lógica de cada droga: amoxicilina para o pneumococo, macrolídeo para os atípicos e quando cobrir MRSA e Pseudomonas.

  • Quatro questões comentadas

    ENARE 2024, UNICAMP 2025, SUS-SP 2022 e USP-SP 2026, resolvidas dentro do capítulo, com o gabarito e o raciocínio de cada alternativa.

Sumário

O que tem dentro das 34 páginas

Da fisiopatologia alveolar ao paciente que não melhora com o antibiótico.

  1. 01O que mais cai em prova: tabela-resumo da PAC
  2. 02Fisiopatologia: invasão, inflamação local e resposta sistêmica
  3. 03Cenário clínico e a regra das 48 horas: PAC, PAH e PAV
  4. 04Etiologia: bactérias típicas, atípicas e vírus
  5. 05Diagnóstico: anamnese, exame físico e exames complementares
  6. 06Padrões radiológicos: por que atípicos consolidam
  7. 07Questão estratégica: etiologia da PAC
  8. 08Estratificação de risco: CURB-65, CRB-65 e as pegadinhas
  9. 09Escore PSI (PORT) e o duelo com o CURB-65
  10. 10Quando mandar para o CTI e questão de decisão de internação
  11. 11Tratamento: padrões de resistência, MSSA, MRSA e atípicas
  12. 12Questão estratégica: tratamento da PAV
  13. 13Esquemas ambulatorial, de enfermaria e de UTI
  14. 14Duração, corticoides e questão de PAC grave
  15. 15Fatores de risco para MDR e o fim da HCAP
  16. 16O paciente que não melhora, derrame parapneumônico e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Pneumonia adquirida na comunidade: diagnóstico, CURB-65 e tratamento
Página da apostila: critérios do CURB-65 com os pontos de corte, conduta por faixa de pontos e o CRB-65 para a UBS.

Como calcular o CURB-65 na pneumonia adquirida na comunidade?

Na pneumonia adquirida na comunidade, o CURB-65 soma 1 ponto por critério: confusão mental, ureia acima de 50 mg/dL, frequência respiratória de 30 irpm ou mais, PAS abaixo de 90 ou PAD de 60 mmHg ou menos e idade de 65 anos ou mais. Com 0 a 1 ponto, ambulatório; 2, internação; 3 a 5, internar e considerar CTI.

A distinção que as bancas cobram é o limite de 48 horas. PAC ocorre em paciente não hospitalizado ou internado há menos de 48 horas; PAH, 48 horas ou mais após a admissão; PAV, 48 horas ou mais após a intubação. Se o paciente internou ontem e hoje começou com febre e tosse, trate como PAC.

O CURB-65 não avalia saturação. Um jovem com escore 0 e SatO2 de 88% em ar ambiente deve ser internado, porque hipoxemia é critério independente. O idoso hígido que pontua só pela idade pode ir para casa, e quem não tem suporte social para tomar a medicação oral é internado. Na UBS, sem ureia, usa-se o CRB-65: 0 ponto, casa; 1 ou mais, avaliação hospitalar.

O pneumococo é a causa bacteriana mais comum e precisa ser coberto em todos os pacientes. Ele resiste aos beta-lactâmicos alterando as PBPs, o que se vence aumentando a dose: amoxicilina 1 g 3 vezes ao dia. Com comorbidade ou antibiótico nos últimos 3 meses, nunca macrolídeo sozinho: beta-lactâmico mais macrolídeo. A quinolona respiratória fica para alérgicos a beta-lactâmicos ou falha terapêutica.

O marco da falha terapêutica é 72 horas. Se o paciente mantém febre, piora a leucocitose ou segue instável após 3 dias de tratamento adequado, a apostila organiza o raciocínio em três perguntas: complicação, cobertura errada ou confusão diagnóstica. A principal causa de febre persistente é o derrame parapneumônico; derrame acima de 1 cm no decúbito lateral pede toracocentese diagnóstica.

Página da apostila Pneumonia adquirida na comunidade: diagnóstico, CURB-65 e tratamento

Comparativo

Tratamento da pneumonia adquirida na comunidade por cenário

O esquema empírico muda com o local de tratamento e os fatores de risco do paciente; o pneumococo entra na cobertura de todos.

Esquemas empíricos da PAC por cenário de tratamento. Fonte: apostila Med-Review R1, “Pneumonia adquirida na comunidade: diagnóstico, CURB-65 e tratamento”.
CenárioAlvoEsquema de escolhaAlternativa ou ajuste
Ambulatorial: hígido, < 65 anos, sem antibiótico recentePneumococoAmoxicilina em dose alta (1 g 3x/dia)Azitromicina ou doxiciclina
Ambulatorial: comorbidades, > 65 anos ou antibiótico recentePneumococo (pode ser resistente), H. influenzae, M. catarrhalis e atípicosAmoxicilina-clavulanato + azitromicinaLevofloxacino ou moxifloxacino em monoterapia
EnfermariaGermes comunitários típicos e atípicosCeftriaxona, cefotaxima ou ampicilina-sulbactam EV + azitromicina ou claritromicinaQuinolona respiratória EV em monoterapia
UTIGermes comunitários típicos e atípicosBeta-lactâmico potente (ceftriaxona, ampicilina-sulbactam) + macrolídeoQuinolona respiratória EV em monoterapia
Risco de MRSA: pneumonia necrotizante, empiema, DRC dialítica, droga injetávelMRSAAdicionar vancomicina ou linezolidaCeftriaxona, meropenem e piperacilina-tazobactam não cobrem MRSA
Risco de Pseudomonas: doença pulmonar estrutural, DPOC grave com exacerbações frequentes, corticoide crônicoPseudomonas aeruginosaTrocar o beta-lactâmico por piperacilina-tazobactam, cefepime ou meropenemColonização conhecida ou antibiótico venoso recente também pesam

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Da suspeita ao antibiótico, passo a passo

O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, do raio-X à reavaliação em 72 horas.

  1. Confirme a pneumonia e o tempo de internação

    Febre e tosse pedem raio-X; infiltrado novo confirma pneumonia. Internado há menos de 48 horas é PAC; há 48 horas ou mais, PAH. Em idosos, a infecção pode aparecer só como confusão mental, e a taquipneia é marcador sensível.

  2. Pense no agente provável

    Pneumococo é o campeão. Mycoplasma em jovem com quadro arrastado e tosse seca; Legionella com diarreia, hiponatremia e transaminases elevadas; S. aureus após influenza ou em usuário de droga injetável. Vírus respondem por até 1/3 das PACs.

  3. Não defina típica ou atípica pela imagem

    Consolidação lobar sugere bactéria típica, e infiltrado intersticial, atípica ou vírus, mas a regra falha: Legionella faz consolidação densa, Mycoplasma pode consolidar, S. aureus e Pseudomonas fazem broncopneumonia. O idoso desidratado pode ter raio-X inicial normal.

  4. Calcule o CURB-65 e decida onde tratar

    Confusão, ureia acima de 50 mg/dL, FR de 30 ou mais, PAS abaixo de 90 ou PAD de 60 mmHg ou menos e idade de 65 anos ou mais valem 1 ponto cada. Com 0 a 1, ambulatório; 2, internação; 3 a 5, internação com CTI em vista. Hipoxemia e falta de suporte social internam.

  5. Cheque os critérios de CTI

    Três ou mais indicam CTI: estado mental alterado, hipotensão que requer volume, hipotermia, FR de 30 ou mais, PaO2/FiO2 de 250 ou menos, ureia de 40 ou mais, leucócitos abaixo de 4.000, plaquetas abaixo de 100.000 e infiltrado multilobar.

  6. Prescreva pelo cenário

    Hígido: amoxicilina em dose alta. Comorbidade: amoxicilina-clavulanato mais azitromicina. Internado: ceftriaxona mais macrolídeo. Risco de MRSA: vancomicina ou linezolida; de Pseudomonas: piperacilina-tazobactam, cefepime ou meropenem. Trate por 5 a 7 dias, com o paciente afebril por 48 a 72 horas.

  7. Reavalie em 72 horas

    Sem melhora, faça as três perguntas da falha: complicação, como empiema; cobertura errada, como germe resistente, tuberculose ou fungo; ou diagnóstico errado, como TEP, insuficiência cardíaca, neoplasia ou pneumonia organizada criptogênica.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre pneumonia adquirida na comunidade na prova

Como calcular o CURB-65?

Some 1 ponto por critério presente: confusão, ureia acima de 50 mg/dL, FR de 30 irpm ou mais, PAS abaixo de 90 ou PAD de 60 mmHg ou menos e idade de 65 anos ou mais. Na questão UNICAMP 2025 da apostila, mulher de 64 anos, lúcida, com ureia de 38, FR de 18 e PA de 122/86 tem CURB-65 de 0: tratamento ambulatorial, com amoxicilina-clavulanato e azitromicina pelas comorbidades.

Qual a diferença entre CURB-65 e CRB-65?

O CRB-65 é a versão sem a ureia, para a UBS, onde o resultado do exame não sai na hora. Usa confusão, frequência respiratória, pressão arterial e idade. Com 0 ponto, tratamento em casa; com 1 ponto ou mais, considerar avaliação hospitalar ou internação. Nos dois escores, hipoxemia e falta de suporte social indicam internação independentemente da pontuação.

Qual o agente mais comum da pneumonia adquirida na comunidade?

O Streptococcus pneumoniae, em todas as faixas etárias exceto neonatos; é o gabarito da questão ENARE 2024 da apostila (letra A). S. aureus é menos comum e mais grave; Mycoplasma e Chlamydia são comuns, mas não superam o pneumococo; Pseudomonas é germe hospitalar, ligado a doença pulmonar estrutural ou neutropenia. Vírus respondem por até 1/3 das PACs.

Quando cobrir MRSA e Pseudomonas na PAC?

Na PAC grave, com isolamento prévio de MRSA ou Pseudomonas ou hospitalização nos últimos 90 dias com antibiótico parenteral; para Pseudomonas, também bronquiectasias ou DPOC muito grave com uso frequente de corticoide ou antibiótico. MRSA pede vancomicina ou linezolida; Pseudomonas, piperacilina-tazobactam, cefepime ou meropenem. Ceftriaxona, meropenem e piperacilina-tazobactam não tratam MRSA.

Quando usar corticoide na PAC?

Não de rotina: na maioria dos pacientes não reduz mortalidade e aumenta o risco de hiperglicemia e sangramento digestivo. A apostila lista três situações: choque séptico refratário, com hidrocortisona; insuficiência respiratória grave em imunocompetente que precisa de ventilação mecânica, invasiva ou não, ou oxigênio de alto fluxo; e PAC com exacerbação de DPOC ou asma. PCR acima de 150 mg/L na PAC grave sugere maior benefício.

Qual a duração do antibiótico na PAC?

De 5 a 7 dias, e o paciente deve estar afebril por 48 a 72 horas antes da suspensão. Se após 72 horas de tratamento adequado ele mantém febre, piora a leucocitose ou segue instável, a apostila trata o caso como falha terapêutica e investiga empiema, germe resistente ou outro diagnóstico.

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    Clínica Médica

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    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Davi Khoury

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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