Apostila gratuita · 39 páginas

Traumatismo cranioencefálico: Glasgow, hematomas e conduta

Gravidade pelo Glasgow com reatividade pupilar, critérios de TC no TCE leve, hematoma epidural e subdural pela tomografia, Soft Pack, manejo da hipertensão intracraniana e indicações cirúrgicas. Três questões comentadas: HIAE 2023, BOS 2025 e SUS-SP 2022.

PDF de 4,3 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 39 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Trauma
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de TCE cobre

Da fisiopatologia da pressão intracraniana à decisão cirúrgica, com o que as bancas de residência mais cobram.

  • Epidural e subdural lado a lado

    Artéria meníngea média, intervalo lúcido e imagem biconvexa contra veias ponte, idoso ou etilista e imagem em crescente. Quem cruza sutura óssea e quem para na linha média.

  • Os números de corte da conduta

    Glasgow ≤ 8 para intubar, PAS acima de 90 mmHg e SpO2 acima de 90%, PaCO2 de 30 a 35 mmHg na hiperventilação otimizada e os limites de volume, espessura e desvio de linha média para operar.

  • Três questões comentadas

    HIAE 2023, BOS 2025 e SUS-SP 2022, comentadas passo a passo: intervalo lúcido com via aérea em risco, subdural com hemorragia parenquimatosa e neuroproteção na espera cirúrgica.

Sumário

O que tem dentro das 39 páginas

Da anatomia das meninges até a decisão de levar o paciente ao centro cirúrgico.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela de prioridades
  2. 02Introdução e anatomia direcionada: meninges e espaços
  3. 03Doutrina de Monro-Kellie, PPC e tríade de Cushing
  4. 04O TCE no ATLS e a classificação de gravidade
  5. 05Glasgow e reatividade pupilar (Glasgow-P)
  6. 06Sinais clínicos de fratura de base de crânio
  7. 07Critérios para solicitar TC no TCE leve
  8. 08Hematoma extradural (epidural)
  9. 09Questão estratégica: hematoma epidural e manejo inicial
  10. 10Hematoma subdural
  11. 11Questão estratégica: subdural e intraparenquimatoso
  12. 12Contusão, HSA traumática, lesão axonal difusa e concussão
  13. 13Lesões extracranianas e síndromes de herniação
  14. 14Soft Pack e manejo da hipertensão intracraniana
  15. 15Indicações neurocirúrgicas, anticonvulsivantes, CRASH-3 e corticoides
  16. 16Questão estratégica: neuroproteção na espera cirúrgica e revisão final
Página interna da apostila sobre Trauma cranioencefálico: Glasgow, hematomas e conduta
Página da apostila: critérios de alto e de médio risco para pedir TC de crânio no TCE leve, com as pegadinhas do vômito único e da idade.

Como se classifica o traumatismo cranioencefálico?

O traumatismo cranioencefálico é classificado pela Escala de Coma de Glasgow aplicada após a reanimação inicial: TCE leve com Glasgow de 13 a 15, moderado de 9 a 12 e grave de 3 a 8. A classe dita o fluxo de conduta, e Glasgow ≤ 8 indica intubação orotraqueal, porque o paciente não protege a própria via aérea.

O Glasgow soma abertura ocular (1 a 4 pontos), resposta verbal (1 a 5) e resposta motora (1 a 6). No Glasgow atualizado, o Glasgow-P, subtrai-se a reatividade pupilar: 0 se as duas pupilas reagem, 1 se uma não reage e 2 se nenhuma reage. O escore passa a ir de 1 a 15.

A lesão primária acontece no impacto; a conduta mira a lesão secundária da zona de penumbra. O paciente com TCE grave morre de hipóxia ou de choque hemorrágico antes de morrer pela herniação. Evitar SpO2 abaixo de 90% e PAS abaixo de 90 mmHg é a medida isolada que mais protege o cérebro.

No hematoma extradural (epidural), a fratura do osso temporal rasga a artéria meníngea média, e o sangue arterial descola a dura-máter: jovem, intervalo lúcido e imagem biconvexa que não cruza suturas. No subdural, a ruptura das veias ponte em idoso ou etilista com atrofia cortical forma imagem em crescente, que cruza suturas e para na linha média.

Pela doutrina de Monro-Kellie, o crânio é uma caixa rígida com cérebro (80%), sangue (10%) e líquor (10%). Esgotada a compensação, a PIC sobe e a pressão de perfusão cai (PPC = PAM - PIC). A tríade de Cushing, com hipertensão, bradicardia e alteração do ritmo respiratório, indica hipertensão intracraniana grave e herniação iminente.

Página da apostila Trauma cranioencefálico: Glasgow, hematomas e conduta

Comparativo

Hematoma epidural e subdural: como diferenciar

Vaso, perfil do paciente, clínica, tomografia e limite cirúrgico de cada coleção, como a apostila organiza para a prova.

Hematoma extradural (epidural) e subdural agudo lado a lado; o subdural é o hematoma mais comum. Fonte: apostila Med-Review R1, “Trauma cranioencefálico”.
CritérioHematoma epidural (extradural)Hematoma subdural
Vaso lesadoArtéria meníngea média (arterial, alta pressão)Veias ponte (venoso, baixa pressão)
Perfil típicoJovem, trauma de forte impacto no osso temporalIdoso ou etilista com atrofia cortical, trauma banal
ClínicaIntervalo lúcido: apaga, acorda bem e afunda de vezCefaleia, confusão e fraqueza progressivas por dias ou semanas
TomografiaImagem biconvexa (limão)Imagem em crescente (banana)
Suturas e linha médiaNão cruza suturas ósseasCruza suturas, não cruza a linha média
Indicação cirúrgicaVolume > 30 cm³, espessura > 15 mm, desvio de linha média > 5 mm ou Glasgow ≤ 8Espessura > 10 mm ou desvio de linha média > 5 mm, independentemente do Glasgow

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Conduta no TCE, passo a passo

A sequência da apostila, da sala de trauma à decisão cirúrgica.

  1. Estabilize antes de olhar a cabeça

    Via aérea pérvia, ventilação e controle de sangramento vêm antes da tomografia, como em qualquer trauma. Hipóxia e hipotensão matam o paciente com TCE grave antes da herniação. Glasgow ≤ 8 indica intubação. Na fratura de base de crânio, sonda por via orogástrica, nunca nasogástrica.

  2. Classifique pelo Glasgow-P

    Some abertura ocular, resposta verbal e resposta motora após a reanimação e subtraia a reatividade pupilar (0, 1 ou 2). TCE leve de 13 a 15, moderado de 9 a 12 e grave de 3 a 8.

  3. Decida a TC no TCE leve

    Basta um critério: Glasgow abaixo de 15 duas horas após o trauma, suspeita de fratura aberta ou com afundamento, sinal de fratura de base de crânio, vômitos ≥ 2 episódios, idade ≥ 65 anos, amnésia retrógrada acima de 30 minutos ou mecanismo perigoso. Anticoagulado com TCE faz TC imediata.

  4. Leia a tomografia pelo formato

    Biconvexa em jovem com intervalo lúcido aponta epidural; crescente em idoso com clínica arrastada, subdural. Coma profundo com TC praticamente normal após trauma rotacional de alta energia sugere lesão axonal difusa. Manchas brancas e escuras salpicadas nos polos frontal e temporal indicam contusão.

  5. Aplique o Soft Pack

    PAS acima de 90 mmHg, SpO2 acima de 90% e PaO2 de 80 a 100 mmHg, cabeceira a 30° só depois de afastar choque, pescoço alinhado, normotermia e normoglicemia. Esse pacote segura a lesão secundária enquanto a cirurgia não acontece.

  6. Resgate a hipertensão intracraniana

    Com anisocoria ou tríade de Cushing, use hiperventilação otimizada (PaCO2 de 30 a 35 mmHg) como ponte e osmoterapia. No paciente chocado, salina hipertônica; o manitol, diurético osmótico, fica para o normovolêmico. Hiperventilação e osmoterapia profiláticas são proibidas.

  7. Acerte os medicamentos

    Anticonvulsivante (fenitoína ou levetiracetam) só nos primeiros 7 dias, no paciente de alto risco. Ácido tranexâmico em até 3 horas no TCE moderado ou leve com sangramento na TC, pelo CRASH-3. Corticoide é contraindicado: o CRASH-1 mostrou aumento de mortalidade.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre TCE na prova de residência

Quando fazer TC em TCE leve?

No TCE leve (Glasgow 13 a 15) com perda de consciência, amnésia ou desorientação, um único critério basta: Glasgow abaixo de 15 duas horas após o trauma, suspeita de fratura aberta ou com afundamento, sinal de fratura de base de crânio, dois ou mais vômitos, idade ≥ 65 anos, amnésia retrógrada acima de 30 minutos ou mecanismo perigoso. Um único vômito ou 62 anos de idade, sozinhos, não indicam.

O que é TCE grave?

É o TCE com Glasgow de 3 a 8 após a reanimação inicial. Com 8 ou menos, o paciente não protege a própria via aérea, e a regra é intubação orotraqueal. No TCE grave com pupilas arreativas bilaterais, o ácido tranexâmico não reduziu a mortalidade no estudo CRASH-3, porque o dano primário já era devastador.

Qual a diferença entre hematoma epidural e subdural?

O epidural é arterial (artéria meníngea média), aparece em jovem com trauma temporal forte e intervalo lúcido e forma imagem biconvexa que não cruza suturas. O subdural é venoso (veias ponte), aparece em idoso ou etilista após trauma banal, com clínica progressiva, e forma imagem em crescente que cruza suturas, mas não a linha média. O subdural é o mais comum.

O que é o intervalo lúcido do hematoma epidural?

É o paciente que apaga na pancada, acorda bem e depois afunda de vez, porque o sangramento arterial descola a dura-máter rápido. Na questão HIAE 2023 da apostila, a vítima de queda fala o nome na cena e chega duas horas depois com Glasgow 6 e anisocoria. O gabarito é epidural, mas o primeiro passo é intubar.

Manitol ou salina hipertônica na hipertensão intracraniana?

As duas são osmoterapia de resgate, usadas só com sinais de herniação, como anisocoria. No paciente hipotenso ou chocado, a escolha é a salina hipertônica: o manitol é diurético osmótico, leva à hipotensão e agrava a isquemia cerebral. Na questão SUS-SP 2022 da apostila, manitol independentemente de anisocoria é alternativa errada.

Corticoide e anticonvulsivante têm lugar no TCE?

Corticoide, nunca: o CRASH-1, com metilprednisolona em altas doses no TCE grave, foi interrompido por aumento de mortalidade. O anticonvulsivante entra como profilaxia por 7 dias no paciente de alto risco, como Glasgow abaixo de 10, hematoma subdural agudo, contusões corticais ou fratura com afundamento. Depois do 7º dia, não previne epilepsia pós-traumática.

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    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

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    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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39 páginas com Glasgow-P, critérios de TC no TCE leve, hematoma epidural e subdural, Soft Pack e três questões comentadas, em PDF gratuito.

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