Gravidade pelo Glasgow com reatividade pupilar, critérios de TC no TCE leve, hematoma epidural e subdural pela tomografia, Soft Pack, manejo da hipertensão intracraniana e indicações cirúrgicas. Três questões comentadas: HIAE 2023, BOS 2025 e SUS-SP 2022.
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Para que serve
Da fisiopatologia da pressão intracraniana à decisão cirúrgica, com o que as bancas de residência mais cobram.
Artéria meníngea média, intervalo lúcido e imagem biconvexa contra veias ponte, idoso ou etilista e imagem em crescente. Quem cruza sutura óssea e quem para na linha média.
Glasgow ≤ 8 para intubar, PAS acima de 90 mmHg e SpO2 acima de 90%, PaCO2 de 30 a 35 mmHg na hiperventilação otimizada e os limites de volume, espessura e desvio de linha média para operar.
HIAE 2023, BOS 2025 e SUS-SP 2022, comentadas passo a passo: intervalo lúcido com via aérea em risco, subdural com hemorragia parenquimatosa e neuroproteção na espera cirúrgica.
Sumário
Da anatomia das meninges até a decisão de levar o paciente ao centro cirúrgico.
O traumatismo cranioencefálico é classificado pela Escala de Coma de Glasgow aplicada após a reanimação inicial: TCE leve com Glasgow de 13 a 15, moderado de 9 a 12 e grave de 3 a 8. A classe dita o fluxo de conduta, e Glasgow ≤ 8 indica intubação orotraqueal, porque o paciente não protege a própria via aérea.
O Glasgow soma abertura ocular (1 a 4 pontos), resposta verbal (1 a 5) e resposta motora (1 a 6). No Glasgow atualizado, o Glasgow-P, subtrai-se a reatividade pupilar: 0 se as duas pupilas reagem, 1 se uma não reage e 2 se nenhuma reage. O escore passa a ir de 1 a 15.
A lesão primária acontece no impacto; a conduta mira a lesão secundária da zona de penumbra. O paciente com TCE grave morre de hipóxia ou de choque hemorrágico antes de morrer pela herniação. Evitar SpO2 abaixo de 90% e PAS abaixo de 90 mmHg é a medida isolada que mais protege o cérebro.
No hematoma extradural (epidural), a fratura do osso temporal rasga a artéria meníngea média, e o sangue arterial descola a dura-máter: jovem, intervalo lúcido e imagem biconvexa que não cruza suturas. No subdural, a ruptura das veias ponte em idoso ou etilista com atrofia cortical forma imagem em crescente, que cruza suturas e para na linha média.
Pela doutrina de Monro-Kellie, o crânio é uma caixa rígida com cérebro (80%), sangue (10%) e líquor (10%). Esgotada a compensação, a PIC sobe e a pressão de perfusão cai (PPC = PAM - PIC). A tríade de Cushing, com hipertensão, bradicardia e alteração do ritmo respiratório, indica hipertensão intracraniana grave e herniação iminente.
Comparativo
Vaso, perfil do paciente, clínica, tomografia e limite cirúrgico de cada coleção, como a apostila organiza para a prova.
| Critério | Hematoma epidural (extradural) | Hematoma subdural |
|---|---|---|
| Vaso lesado | Artéria meníngea média (arterial, alta pressão) | Veias ponte (venoso, baixa pressão) |
| Perfil típico | Jovem, trauma de forte impacto no osso temporal | Idoso ou etilista com atrofia cortical, trauma banal |
| Clínica | Intervalo lúcido: apaga, acorda bem e afunda de vez | Cefaleia, confusão e fraqueza progressivas por dias ou semanas |
| Tomografia | Imagem biconvexa (limão) | Imagem em crescente (banana) |
| Suturas e linha média | Não cruza suturas ósseas | Cruza suturas, não cruza a linha média |
| Indicação cirúrgica | Volume > 30 cm³, espessura > 15 mm, desvio de linha média > 5 mm ou Glasgow ≤ 8 | Espessura > 10 mm ou desvio de linha média > 5 mm, independentemente do Glasgow |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A sequência da apostila, da sala de trauma à decisão cirúrgica.
Via aérea pérvia, ventilação e controle de sangramento vêm antes da tomografia, como em qualquer trauma. Hipóxia e hipotensão matam o paciente com TCE grave antes da herniação. Glasgow ≤ 8 indica intubação. Na fratura de base de crânio, sonda por via orogástrica, nunca nasogástrica.
Some abertura ocular, resposta verbal e resposta motora após a reanimação e subtraia a reatividade pupilar (0, 1 ou 2). TCE leve de 13 a 15, moderado de 9 a 12 e grave de 3 a 8.
Basta um critério: Glasgow abaixo de 15 duas horas após o trauma, suspeita de fratura aberta ou com afundamento, sinal de fratura de base de crânio, vômitos ≥ 2 episódios, idade ≥ 65 anos, amnésia retrógrada acima de 30 minutos ou mecanismo perigoso. Anticoagulado com TCE faz TC imediata.
Biconvexa em jovem com intervalo lúcido aponta epidural; crescente em idoso com clínica arrastada, subdural. Coma profundo com TC praticamente normal após trauma rotacional de alta energia sugere lesão axonal difusa. Manchas brancas e escuras salpicadas nos polos frontal e temporal indicam contusão.
PAS acima de 90 mmHg, SpO2 acima de 90% e PaO2 de 80 a 100 mmHg, cabeceira a 30° só depois de afastar choque, pescoço alinhado, normotermia e normoglicemia. Esse pacote segura a lesão secundária enquanto a cirurgia não acontece.
Com anisocoria ou tríade de Cushing, use hiperventilação otimizada (PaCO2 de 30 a 35 mmHg) como ponte e osmoterapia. No paciente chocado, salina hipertônica; o manitol, diurético osmótico, fica para o normovolêmico. Hiperventilação e osmoterapia profiláticas são proibidas.
Anticonvulsivante (fenitoína ou levetiracetam) só nos primeiros 7 dias, no paciente de alto risco. Ácido tranexâmico em até 3 horas no TCE moderado ou leve com sangramento na TC, pelo CRASH-3. Corticoide é contraindicado: o CRASH-1 mostrou aumento de mortalidade.
Perguntas frequentes
No TCE leve (Glasgow 13 a 15) com perda de consciência, amnésia ou desorientação, um único critério basta: Glasgow abaixo de 15 duas horas após o trauma, suspeita de fratura aberta ou com afundamento, sinal de fratura de base de crânio, dois ou mais vômitos, idade ≥ 65 anos, amnésia retrógrada acima de 30 minutos ou mecanismo perigoso. Um único vômito ou 62 anos de idade, sozinhos, não indicam.
É o TCE com Glasgow de 3 a 8 após a reanimação inicial. Com 8 ou menos, o paciente não protege a própria via aérea, e a regra é intubação orotraqueal. No TCE grave com pupilas arreativas bilaterais, o ácido tranexâmico não reduziu a mortalidade no estudo CRASH-3, porque o dano primário já era devastador.
O epidural é arterial (artéria meníngea média), aparece em jovem com trauma temporal forte e intervalo lúcido e forma imagem biconvexa que não cruza suturas. O subdural é venoso (veias ponte), aparece em idoso ou etilista após trauma banal, com clínica progressiva, e forma imagem em crescente que cruza suturas, mas não a linha média. O subdural é o mais comum.
É o paciente que apaga na pancada, acorda bem e depois afunda de vez, porque o sangramento arterial descola a dura-máter rápido. Na questão HIAE 2023 da apostila, a vítima de queda fala o nome na cena e chega duas horas depois com Glasgow 6 e anisocoria. O gabarito é epidural, mas o primeiro passo é intubar.
As duas são osmoterapia de resgate, usadas só com sinais de herniação, como anisocoria. No paciente hipotenso ou chocado, a escolha é a salina hipertônica: o manitol é diurético osmótico, leva à hipotensão e agrava a isquemia cerebral. Na questão SUS-SP 2022 da apostila, manitol independentemente de anisocoria é alternativa errada.
Corticoide, nunca: o CRASH-1, com metilprednisolona em altas doses no TCE grave, foi interrompido por aumento de mortalidade. O anticonvulsivante entra como profilaxia por 7 dias no paciente de alto risco, como Glasgow abaixo de 10, hematoma subdural agudo, contusões corticais ou fratura com afundamento. Depois do 7º dia, não previne epilepsia pós-traumática.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
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Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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