Três partes em um PDF: conceitos e contraindicações, as vacinas do calendário do PNI uma a uma e profilaxias de raiva e tétano. Traz a lista de quem é viva, os eventos adversos da DTP e o calendário do prematuro.
PDF de 3,8 MB. Gratuito.

Para que serve
Imunizações pelo que a prova de residência cobra: idade de cada vacina, contraindicação, adiamento e conduta nas profilaxias.
As dez inativadas e as sete vivas do calendário lado a lado, com o atalho da ficha: além da BCG, é viva a vacina contra doença de mosquito, a que tem “viral” no nome e a de via oral.
Pólio de rotina só com VIP desde 2024, Pneumo 20 no lugar da Pneumo 10 em junho de 2026, os prazos-limite do rotavírus de 2025 e o nirsevimabe contra o VSR.
A raiva por animal agressor e tipo de exposição, com o esquema D0-D3-D7-D14, e o tétano pelas cinco regras de histórico vacinal e ferida.
Sumário
Três partes: os conceitos que decidem se a vacina pode ser feita, as vacinas do calendário uma a uma e as profilaxias e calendários específicos.
A diferença entre vacinas inativadas e atenuadas está no agente. A inativada usa agente morto ou fragmentos, não causa doença, gera resposta menos intensa, exige várias doses com reforços e pode ser feita em grávida e imunossuprimido. A viva atenuada usa agente vivo enfraquecido, gera resposta intensa com poucas doses e é contraindicada nesses dois grupos.
As vivas do calendário são sete: BCG, febre amarela, dengue, tríplice viral, varicela/tetraviral, rotavírus e VOP. As outras dez, como HPV, hepatite B, DTP e pneumocócicas, são inativadas. Além da BCG, é viva a vacina contra doença de mosquito (febre amarela e dengue), a que tem “viral” no nome e a de via oral.
As três contraindicações absolutas são vacina viva em imunossuprimido ou gestante, viral ou bacteriana; evento adverso grave à dose anterior, como encefalopatia até 7 dias após a DTP; e anafilaxia a componente ou à dose anterior. Na alergia ao ovo, tríplice/tetraviral e influenza são feitas no posto, e a febre amarela vai para o alergologista.
Três situações adiam a vacina viva. Corticoide em dose imunossupressora (mais de 2 mg/kg/dia de prednisona, ou 20 mg/dia ou mais no adulto, por 14 dias ou mais) adia por 30 dias após o término; tópico, inalatório e dose baixa não contam. Imunoglobulina e hemoderivados adiam de 3 a 11 meses; doença febril grave, até a melhora. Antitérmico profilático antes da vacina reduz a imunogenicidade e não é indicado.
A ficha destaca as pegadinhas de prova. No PNI, hepatite A é dose única aos 15 meses; duas doses é esquema da rede privada. A dose zero, dada entre 6 e 11 meses no surto de sarampo ou rubéola, não conta para o calendário. Proteção de rebanho não vale para tétano, que não tem transmissão pessoa a pessoa. A Qdenga é atenuada, proibida em grávida e imunossuprimido.
Comparativo
O esqueleto que a ficha manda dominar (nascer, 2-4-6 meses, 9-12-15 meses e reforço dos 4 anos), com o ponto que a prova cobra em cada idade.
| Idade | Vacinas do PNI | Ponto de prova |
|---|---|---|
| Ao nascer | BCG e hepatite B | BCG adiada se peso abaixo de 2 kg; hepatite B idealmente nas primeiras 24 h |
| 2 e 4 meses | Pentavalente, pneumocócica, pólio (VIP) e rotavírus | Rotavírus: 1ª dose até 11m29d e 2ª até 23m29d; regurgitar ou vomitar não repete a dose |
| 3 e 5 meses | Meningocócica C | Reforço aos 12 meses; ACWY dos 11 aos 14 anos |
| 6 meses | Pentavalente, pólio, influenza e COVID-19 | Influenza: menor de 9 anos vacinado pela primeira vez faz 2 doses com 30 dias de intervalo |
| 9 meses | Febre amarela | Reforço aos 4 anos; com tríplice/tetraviral em menor de 2 anos, intervalo de 30 dias |
| 12 meses | Meningocócica (reforço), tríplice viral e pneumocócica (reforço) | Dose zero (6 a 11 meses) do surto de sarampo ou rubéola não conta: as doses dos 12 e 15 meses são mantidas |
| 15 meses | Hepatite A, pólio, DTP e tetraviral | Hepatite A em dose única no PNI; duas doses é esquema da rede privada |
| 4 anos | DTP (reforço), varicela (2ª dose) e febre amarela (reforço) | DTP só até 6 anos, 11 meses e 29 dias; não vacinado a partir dos 7 anos completa 3 doses com dT |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A ordem da Parte 1, da classificação da vacina à vacinação simultânea, com as regras de atraso e do prematuro da Parte 3.
A viva atenuada é contraindicada em grávida e imunossuprimido e é a que o corticoide e os hemoderivados adiam. A inativada não causa doença e pode ser feita nesses grupos; em troca, pede mais doses e reforços.
Vacina viva em imunossuprimido ou gestante, evento adverso grave à dose anterior (como encefalopatia até 7 dias após a DTP) e anafilaxia a componente ou à dose anterior. Presente uma delas, aquela vacina não é aplicada.
Tríplice/tetraviral e influenza são aplicadas normalmente no posto. A febre amarela tem o maior teor de proteína do ovo: encaminhe ao alergologista, porque ela pode ser contraindicada se houver anafilaxia grave.
Corticoide imunossupressor adia a vacina viva por 30 dias após o término; imunoglobulina e hemoderivados, por 3 a 11 meses; doença febril grave, até a melhora. Resfriado simples não adia, e antitérmico profilático não é usado.
A vacinação recomendada é obrigatória e a recusa configura negligência. Primeiro, diálogo e orientação dos responsáveis sobre risco e benefício. Falhando o convencimento e havendo risco iminente, acione o Conselho Tutelar.
Vacinas em locais diferentes no mesmo momento em geral não interferem entre si. A exceção cobrada: febre amarela com tríplice/tetraviral em menor de 2 anos exige intervalo de 30 dias.
Esquema em atraso continua de onde parou e nunca é reiniciado. O prematuro vacina pela idade cronológica, mesmo internado se estável, com BCG só a partir de 2 kg e rotavírus evitado no ambiente hospitalar.
Perguntas frequentes
No calendário, são vivas a BCG, febre amarela, dengue, tríplice viral, varicela/tetraviral, rotavírus e VOP. São inativadas HPV, hepatites A e B, Hib, VIP, DTP/dTpa, meningocócicas, pneumocócicas, influenza e COVID-19. O atalho da ficha: além da BCG, é viva a vacina contra doença de mosquito, a que tem “viral” no nome e a de via oral.
Em regra, não. Vacina viva em imunossuprimido ou gestante é uma das três contraindicações absolutas e vale para vivas virais e bacterianas. No HIV, as vivas são contraindicadas na imunodeficiência clínica ou laboratorial grave e podem ser consideradas em assintomáticos com CD4 alto, com corte que varia pela idade. As inativadas são liberadas, em geral com esquemas reforçados.
Por ser viva, a febre amarela é contraindicada em imunossuprimido e gestante. Tem o maior teor de proteína do ovo: na alergia ao ovo, a criança vai ao alergologista, e anafilaxia grave pode contraindicá-la. Em menor de 2 anos, exige intervalo de 30 dias da tríplice/tetraviral. Mãe não vacinada que amamenta menor de 6 meses adia a vacina; se inevitável, suspende o aleitamento por pelo menos 10 dias.
Os que caem em prova vêm do componente pertussis celular. Episódio hipotônico-hiporresponsivo até 48 h e convulsão até 72 h após a dose: a próxima é feita com DTPa (acelular). Encefalopatia aguda grave até 7 dias contraindica a pertussis, mesmo acelular, e o esquema é completado com DT (dupla infantil).
Depende do histórico vacinal e do tipo de ferida, e toda ferida é limpa e desinfetada. Esquema completo tem pelo menos 3 doses com componente tetânico. Completo com última dose há menos de 5 anos: nada; entre 5 e 10 anos: vacina só se ferida de alto risco; há mais de 10 anos: sempre vacina. Incompleto ou incerto: vacinar e, se alto risco, associar soro ou imunoglobulina.
Toda exposição começa com lavagem com água e sabão. Morcego e mamífero silvestre pedem profilaxia completa (4 doses e soro ou imunoglobulina) na exposição leve ou grave. Cão ou gato observável e sem sinais: observar 10 dias. Não observável ou com sinais: exposição leve, só vacina; grave, vacina e anticorpo. As doses são nos dias 0, 3, 7 e 14.
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Quem ensina
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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