Apostila gratuita · 57 páginas

Monitorização hemodinâmica: Swan-Ganz, débito cardíaco e choque

Cateter de Swan-Ganz com vias, termodiluição, débito contínuo, curvas e PAPi, monitores calibrados e autocalibrados, débito pelo eco, contratilidade, pós-carga e RVS, perfil dos quatro tipos de choque e acoplamento ventrículo-arterial. Cinco questões comentadas e tabelas de referência.

PDF de 8,5 MB. Gratuito.

Capa da apostila Choque, parte 2: monitorização hemodinâmica e perfis de choque em um tablet
Formato
Apostila · 57 páginas
Área da prova
Fisiologia e clínica
Produzido por
Equipe Anest-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de monitorização hemodinâmica cobre

Do cateter de artéria pulmonar ao ecocardiograma, com o perfil de cada tipo de choque e o acoplamento ventrículo-arterial, para quem estuda para o TEA e o TSA da SBA.

  • Swan-Ganz do encunhamento ao débito

    Quatro vias, POAP superestimada e subestimada, termodiluição em bolus frio, débito contínuo com atraso de 3 a 6 minutos, inserção com a distância de cada câmara e o PAPi.

  • Perfil hemodinâmico dos quatro choques

    DC, RVS, PVC e POAP no cardiogênico, hipovolêmico, obstrutivo e distributivo, a diferença entre tamponamento e TEP, mais tabelas de valores de referência e de fórmulas em hemodinâmica.

  • Cinco questões comentadas com gabarito

    Cor pulmonale na DPOC, baixo índice cardíaco com VVS de 9%, TEP no pós-operatório, trauma raquimedular com RVS baixa e choque séptico refratário com vasopressina, todas com comentário.

Sumário

O que tem dentro das 57 páginas

As seções na ordem da apostila, do cateter de artéria pulmonar às questões e ao material de apoio.

  1. 01Resumo em 1 minuto dos métodos de monitorização do débito
  2. 02Cateter de artéria pulmonar (Swan-Ganz): vias, POAP e zona 3 de West
  3. 03Termodiluição em bolus frio e débito cardíaco contínuo (CCO)
  4. 04Inserção do Swan-Ganz, curvas e resolução de problemas
  5. 05Índice de pulsatilidade da artéria pulmonar (PAPi)
  6. 06Monitores minimamente invasivos: calibrados, autocalibrados e não calibrados
  7. 07Ecocardiografia e POCUS: débito pela área da VSVE e pelo VTI
  8. 08Biorreatância, bioimpedância e pletismografia
  9. 09Contratilidade: eyeballing, distância E-septo, FEVE por Teicholz e Simpson e dP/dt
  10. 10Pós-carga, elastância arterial e resistência vascular sistêmica
  11. 11Diferenciando os tipos de choque: cardiogênico, hipovolêmico, obstrutivo e distributivo
  12. 12Acoplamento ventrículo-arterial: elastâncias e loop pressão-volume
  13. 13Desacoplamento, efeito das drogas, método de Chen e BEAT approach
  14. 14Questões para treinamento com gabarito comentado
  15. 15Valores de referência e fórmulas úteis em hemodinâmica
Página interna da apostila sobre Choque, parte 2: monitorização hemodinâmica e perfis de choque
Página da apostila: as curvas no Swan-Ganz, do átrio direito à POAP, e a resolução de problemas na progressão do cateter.

O que é monitorização hemodinâmica?

Monitorização hemodinâmica é o conjunto de ferramentas que medem o débito cardíaco e seus determinantes, pré-carga, contratilidade e pós-carga, para identificar a etiologia do choque e guiar a conduta. Vai do cateter de Swan-Ganz, padrão-ouro clínico por termodiluição, aos monitores de contorno de pulso, ao ecocardiograma e à biorreatância.

O cateter de Swan-Ganz tem 110 cm e quatro vias: distal, na artéria pulmonar, para PAP e POAP; proximal, a 30 cm da ponta, no átrio direito, para PVC e injeção do bolus; balonete, insuflado com 1,5 mL de ar; e termistor. A POAP reflete a pressão do átrio esquerdo e, com mitral saudável, a pressão diastólica final do VE, se o cateter estiver na zona 3 de West.

Na termodiluição, o débito é inversamente proporcional à área sob a curva de temperatura. No baixo débito grave, o soro frio ganha calor no trajeto e o monitor superestima o débito; regurgitação tricúspide grave invalida o método. O débito contínuo usa um filamento térmico e atualiza a tela a cada 30 a 60 segundos, mas mostra a média dos últimos 3 a 6 minutos.

Monitores calibrados externamente, como PiCCO, VolumeView e LiDCOplus, usam termodiluição transpulmonar ou lítio e são os mais precisos no paciente instável com vasopressor em dose alta. Os autocalibrados, como FloTrac e ProAQT, perdem acurácia na vasoplegia, porque presumem a complacência por dados biométricos; ondas super ou subamortecidas, arritmias, balão intra-aórtico e regurgitação aórtica também atrapalham.

A RVS reduzida é a marca do choque distributivo, que começa hiperdinâmico, com pele quente e SvcO2 normal ou alta; nos outros três tipos, o débito cai e a RVS sobe. PVC e POAP altas apontam cardiogênico ou tamponamento; no TEP maciço, a PVC sobe e a POAP fica normal ou baixa; no hipovolêmico, as duas caem.

Página da apostila Choque, parte 2: monitorização hemodinâmica e perfis de choque

Comparativo

Tipos de choque pelo débito, RVS, PVC e POAP

Como os parâmetros medidos na monitorização separam os quatro mecanismos de choque, pelo quadro-resumo e pelo texto da apostila.

Perfil hemodinâmico de cada tipo de choque; no obstrutivo, a POAP varia com a causa. Fonte: apostila Anest-Review, “Choque, parte 2: monitorização hemodinâmica e perfis de choque”.
Tipo de choqueDébito cardíacoRVSPVC e POAPPistas na apostila
CardiogênicoReduzido, causa primáriaAumentadaAmbas aumentadas; na insuficiência isolada do VD, só a PVC sobeInfarto extenso, miocardite, arritmias graves e doenças valvares; congestão retrógrada
HipovolêmicoNormal ou reduzidoAumentadaAmbas reduzidasHemorrágico ou não hemorrágico; palidez, tempo de enchimento capilar prolongado e pulso filiforme
Obstrutivo por tamponamentoNormal ou reduzidoAumentadaAmbas aumentadas, com as pressões diastólicas igualadasO líquido pericárdico impede o enchimento dos dois lados do coração
Obstrutivo por TEP maciçoNormal ou reduzidoAumentadaPVC aumentada; POAP normal ou baixaO VD não ejeta para o pulmão; pneumotórax hipertensivo também entra no grupo
Distributivo (séptico)Aumentado na fase inicial; cai se o mecanismo não for tratadoReduzida, a marca do tipoReduzidas ou normais, por hipovolemia relativaPele quente, tempo de enchimento capilar reduzido e SvcO2 normal ou alta; inclui neurogênico e anafilático

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como usar a monitorização hemodinâmica no choque, passo a passo

O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, da escolha do monitor à droga que melhora o acoplamento.

  1. Escolha o monitor de débito

    O Swan-Ganz é o padrão-ouro clínico, reservado ao choque complexo por ser bastante invasivo. Na instabilidade vasomotora, prefira monitores calibrados externamente; os autocalibrados usam só a linha arterial e perdem acurácia na vasoplegia. Eco, biorreatância e pletismografia são não invasivos, cada um com suas limitações.

  2. Posicione o Swan-Ganz pelas curvas

    Pela jugular interna direita, insufle o balonete com 1,5 mL no átrio e acompanhe as ondas: átrio direito por volta de 20 cm, VD de 30 cm, artéria pulmonar de 40 cm e POAP de 50 cm. Sem a onda esperada, desinsufle, recue até 20 cm e recomece.

  3. Estime o débito pelo eco

    Meça o diâmetro da VSVE no paraesternal eixo longo, por volta de 2 cm no adulto, e calcule a área como pi x raio ao quadrado. Multiplique pelo VTI do Doppler pulsado na VSVE, no apical 5 câmaras, e depois pela frequência cardíaca.

  4. Avalie a contratilidade

    Comece pelo eyeballing e pela distância E-septo no paraesternal eixo longo. A FEVE normal vai de 55% a 70%; prefira Simpson a Teicholz na disfunção segmentar. O dP/dt normal passa de 1.200 mmHg/s, e abaixo de 800 mmHg/s indica disfunção sistólica grave.

  5. Calcule a RVS

    RVS = [(PAM - PVC) / DC] x 80, com referência de 800 a 1.200 dyn·s/cm⁵ no adulto e índice de 1.970 a 2.390 dyn·s·m²/cm⁵. A RVS é o marcador clínico da pós-carga porque muda em minutos e responde a vasopressor e vasodilatador.

  6. Cruze o débito com PVC e POAP

    Débito alto com RVS baixa sugere choque distributivo. Com débito baixo e RVS alta, PVC e POAP altas apontam falha de bomba ou tamponamento; PVC alta com POAP normal ou baixa, TEP maciço ou falência isolada do VD; as duas baixas, hipovolemia.

  7. Ajuste a droga pelo acoplamento

    Ea/Ees acima de 1 indica desacoplamento. Inotrópicos aumentam a Ees e melhoram o acoplamento; vasopressores aumentam a Ea e o pioram, a fenilefrina mais que a noradrenalina. Com Ees baixa, como no infarto extenso, noradrenalina isolada aumenta o consumo de oxigênio do miocárdio.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre Swan-Ganz, débito cardíaco e tipos de choque

Como funciona o cateter de Swan-Ganz?

O cateter de artéria pulmonar, de 110 cm, entra por uma veia central e flutua com o balonete insuflado pelo átrio e pelo ventrículo direitos até um ramo da artéria pulmonar. Mede PVC, PAP e POAP e calcula o débito por termodiluição: o termistor da ponta detecta a variação de temperatura do soro frio ou dos pulsos de calor do filamento térmico.

O que é a pressão de oclusão da artéria pulmonar (POAP)?

É a pressão medida com o balonete encunhado num ramo da artéria pulmonar, que cria uma coluna estática de sangue até o átrio esquerdo. Reflete a pressão do átrio esquerdo e, com mitral saudável, a pressão diastólica final do VE; a referência da apostila é de 6 a 12 mmHg. Fica superestimada com altas pressões na ventilação, DPOC ou cateter fora da zona 3 de West.

Como calcular o débito cardíaco pelo ecocardiograma?

O volume sistólico é tratado como um cilindro: a base é a área da via de saída do VE, calculada pelo diâmetro como pi x raio ao quadrado, e a altura é o VTI do Doppler pulsado na VSVE. Volume sistólico = área da VSVE x VTI; multiplicado pela frequência cardíaca, dá o débito. Como o raio entra ao quadrado, erros milimétricos no diâmetro geram grandes variações.

Qual é o débito cardíaco normal?

Pela tabela de valores de referência da apostila, o débito cardíaco do adulto fica entre 4 e 6 L/min e o índice cardíaco entre 2,5 e 4 L/min/m²; o volume sistólico, entre 60 e 100 mL por batimento. O débito é o produto da frequência cardíaca pelo volume sistólico, que depende de pré-carga, contratilidade e pós-carga.

Como diferenciar o choque distributivo dos outros tipos?

É o único com RVS reduzida, pela vasodilatação intensa, e começa hiperdinâmico, com débito aumentado, pele quente e tempo de enchimento capilar reduzido. A taxa de extração tende a cair, por fluxo heterogêneo na microcirculação ou disfunção mitocondrial, e a SvcO2 fica normal ou alta. PVC e POAP ficam reduzidas ou normais pela hipovolemia relativa; na fase avançada, vira choque frio.

O que é acoplamento ventrículo-arterial?

É a interação entre a função de bomba do VE, medida pela elastância ventricular (Ees), e a carga imposta pelas artérias, a elastância arterial (Ea). A razão Ea/Ees acima de 1 define desacoplamento, com valores acima de 1,36 descritos no choque, perda de eficiência mecânica e mais consumo de oxigênio do miocárdio. À beira do leito, a razão pode ser estimada pelo volume sistólico final dividido pelo volume sistólico.

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Não. A biblioteca é aberta a médicos em especialização em anestesiologia e a anestesiologistas, com ou sem matrícula nos cursos da Anest-Review.

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Quem ensina

Quem vai te guiar para o TEA e o TSA

Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Anest-Review para o TEA e o TSA.

  • UFMGDr. Marcello Albuquerque

    Coordenador do curso AROSTSA/SBA

    Dr. Marcello Albuquerque

    Anestesiologista pelo IPSEMG. Instrutor do HC-UFMG. Mestrado pela UFMG.

  • UFMGDr. Rafael Queiroz

    TSA/SBA

    Dr. Rafael Queiroz

    Médico pela UFMG. Especialista em Anestesiologia pelo CET – GAAP Hospital São Camilo.

  • UFMGDra. Iara Teixeira

    TSA/SBA

    Dra. Iara Teixeira

    Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Dra. Mariana Mozzaquatro

    TSA/SBA

    Dra. Mariana Mozzaquatro

    Anestesista com formação no SANE-POA. Pós-graduada em anestesia para cirurgia de alta complexidade (Hospital Albert Einstein).

  • UNESPUSPDr. Felipe Rodrigues

    TSA/SBA

    Dr. Felipe Rodrigues

    Médico pela UNESP. Anestesiologista pela USP.

  • UFMGDr. Felipe Medeiros

    TSA/SBA

    Dr. Felipe Medeiros

    Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Dra. Larissa Martins

    TSA/SBA

    Dra. Larissa Martins

    Anestesiologista pela Santa Casa de BH. Instrutora do SAVA/SBA e do ACLS/AHA. Pós em Clínica da Dor (IPEMED).

  • UFRGSDra. Caroline Loz da Rosa

    TSA/SBA

    Dra. Caroline Loz da Rosa

    Anestesiologista pelo HC-Porto Alegre.

  • UFMGDr. Davi Brasil Khouri

    TSA/SBA

    Dr. Davi Brasil Khouri

    Residência em Anestesiologia pelo HC-UFMG.

  • Dra. Laura Tassis

    TSA/SBA

    Dra. Laura Tassis

    Médica pela Faculdade de Ciências Médicas de Ipatinga. Anestesiologista pelo Hospital Márcio Cunha.

  • Dra. Patrícia Grobe

    TSA/SBA

    Dra. Patrícia Grobe

    Anestesiologista do Serviço de Anestesiologia de Joinville. Instrutora do CET/SBA Renato A. C. Castro.

  • PUC-PRDra. Patrícia Kreling

    TSA/SBA

    Dra. Patrícia Kreling

    CET Hospital Cajuru — PUC/PR.

  • UFMGDr. Francisco Biagio

    TSA/SBA

    Dr. Francisco Biagio

    Médico pela UFMG. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Dra. Mayara Araújo

    TSA/SBA

    Dra. Mayara Araújo

    Médica pela UFSJ. Anestesiologia pelo IPSEMG.

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