Apostila gratuita · 17 páginas

Distância vértice, ponto remoto e acuidade visual

Acuidade visual em LogMAR, Snellen, ETDRS e testes infantis, pinhole, ponto remoto e ponto próximo, amplitude e tolerância acomodativa por idade e conversão entre óculos e lente de contato pela distância vértice. Nove questões do CBO, de 2011 a 2025, e nove exercícios resolvidos.

PDF de 6,8 MB. Gratuito.

Capa da apostila Acuidade visual, ponto remoto, ponto próximo e distância vértice em um tablet
Formato
Apostila · 17 páginas
Área da prova
Óptica e refração · Refração
Produzido por
Equipe Oft-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de distância vértice e acuidade visual cobre

Fórmulas, tabelas e exercícios resolvidos para as questões de refração da prova do CBO, da notação LogMAR ao grau da lente de contato.

  • Amplitude de acomodação idade a idade

    Tabela de amplitude de acomodação dos 5 aos 75 anos e de tolerância acomodativa dos 5 aos 45, com a fórmula do ponto próximo para o emétrope, o míope e o hipermétrope sem correção.

  • Distância vértice sem decorar fórmula

    Conversão de grau entre óculos e lente de contato pelo ponto remoto, mudança de efetividade d(mm) × D²/1000 e o efeito de afastar ou aproximar lentes positivas, negativas e a LIO.

  • Dezoito questões comentadas

    Nove questões do CBO, de 2011 a 2025, e nove exercícios da equipe Oft-Review, com gabarito e resolução comentada: testes infantis, LogMAR, pinhole, amplitude de acomodação, ponto próximo e distância vértice.

Sumário

O que tem dentro das 17 páginas

As seções na ordem do capítulo, da medida da acuidade visual à efetividade das lentes, com as questões comentadas de cada parte.

  1. 01Acuidade visual: ângulo visual e mínimo ângulo de resolução
  2. 02Notações decimal, fracionária e LogMAR
  3. 03Tabela de Snellen: desvantagens e o E de Raskin
  4. 04Tabela de Landolt e tabela ETDRS para baixa visão
  5. 05Função visual em crianças: acuidade, campo visual, cores, acomodação e estereopsia
  6. 06Testes de resolução: cartões de Teller, Lea Gratings e teste de Cardiff
  7. 07Testes de reconhecimento: Lea Symbols e BUST-d
  8. 08Orifício estenopeico (pinhole) e optotipos isolados
  9. 09Aprendendo com questões: CBO 2013, 2020, 2022 e 2025
  10. 10Ponto remoto no emétrope, no míope e no hipermétrope
  11. 11Erro refracional pelo ponto remoto e correção das ametropias
  12. 12Ponto próximo, amplitude de acomodação e tolerância acomodativa por idade
  13. 13Fórmula do ponto próximo e intervalo de acomodação
  14. 14Questões de ponto remoto e ponto próximo: Oft-Review, CBO 2022, 2023 e 2025
  15. 15Lente de contato x óculos, distância vértice e conversão do grau
  16. 16Efetividade das lentes positivas, negativas e da LIO, com o CBO 2011
Página interna da apostila sobre Acuidade visual, ponto remoto, ponto próximo e distância vértice
Página da apostila: erro refracional pela distância do ponto remoto, correção das ametropias pelo foco secundário da lente, ponto próximo, métodos de medir a amplitude de acomodação, tolerância acomodativa e a tabela de amplitude dos 5 aos 25 anos.

O que é distância vértice?

Distância vértice é a distância entre a lente corretora e a córnea. A correção exata ficaria no plano principal do olho, 1,5 mm atrás da superfície anterior da córnea; na prática, a lente fica à frente dela. Na lente de contato, a distância vértice é considerada zero, por isso o grau muda entre óculos e lente de contato.

A conversão entre óculos e lente de contato parte do ponto remoto, que não muda de posição: a lente corrige a ametropia quando seu foco secundário coincide com ele. Localize o foco da lente atual, meça a distância da nova lente até esse ponto e calcule D = 1/f. Na miopia, o grau da lente de contato é menor que o dos óculos; na hipermetropia, é maior.

No exercício da apostila, a lente de contato de -5,0 D deixa o ponto remoto a 20 cm da córnea. Com óculos a 15 mm, a distância até o ponto remoto cai para 18,5 cm, e D = 1/0,185 = -5,4 D. No afácico com óculos de +10,0 D a 10 mm, o ponto remoto fica 9 cm atrás da córnea, e a lente de contato passa a +11,11 D.

Para quem prefere fórmula, a mudança de efetividade é d(mm) × D²/1000, em que d é o deslocamento da lente em milímetros e D o grau na posição inicial. A fórmula informa só a variação de poder, não o grau final. Uma lente de +10,0 D levada da armação de provas, a 15 mm, para óculos a 10 mm muda 0,5 D.

Afastar uma lente positiva do olho aumenta seu poder efetivo positivo, como faz o présbita com os óculos de leitura na ponta do nariz; afastar uma negativa reduz o poder efetivo negativo, e o míope aproxima os óculos para ganhar poder. Com a LIO positiva deslocada para frente, no sulco ciliar ou na câmara anterior, a apostila indica reduzir de 0,5 a 1,0 D o poder implantado.

Página da apostila Acuidade visual, ponto remoto, ponto próximo e distância vértice

Comparativo

Distância vértice, ponto remoto e ponto próximo: fórmulas e exemplos

Cada cálculo com o exemplo resolvido no capítulo, do erro refracional pelo ponto remoto à mudança de efetividade.

Fórmulas de ponto remoto, ponto próximo e distância vértice com os exemplos e exercícios do capítulo; distâncias em metros nas fórmulas, poder em dioptrias. Fonte: apostila Oft-Review, “Acuidade visual, ponto remoto, ponto próximo e distância vértice”.
CálculoFórmula ou regraExemplo da apostilaResultado
Erro refracional pelo ponto remoto1 dividido pela distância do PR à córnea, em metrosPR 50 cm à frente da córnea; PR 20 cm atrás-2,00 D; +5,00 D
Ponto próximo no emétropePP = 1/AAAmplitude de acomodação de +10,0 D10 cm
Ponto próximo no míope sem correçãoPP = 1/(AA - D): a miopia soma à amplitudeMiopia de -2,0 D e amplitude de +10,0 D8,3 cm
Ponto próximo no hipermétrope sem correçãoPP = 1/(AA - D): a hipermetropia consome parte da amplitudeHipermetropia de +2,0 D e amplitude de +10,0 D12,5 cm
Lente de contato para óculosFoco secundário da nova lente sobre o PR: D = 1/fLente de contato de -5,0 D; óculos a 15 mm da córnea-5,4 D
Óculos para lente de contatoDistância vértice da lente de contato igual a zero: D = 1/f até o PRAfácico com óculos de +10,0 D a 10 mm+11,11 D
Mudança de efetividaded(mm) × D²/1000; dá a variação, não o grau finalLente de +10,0 D levada de 15 mm para 10 mm0,5 D

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como calcular ponto remoto, ponto próximo e distância vértice, passo a passo

A sequência de raciocínio das questões de acomodação e de troca entre óculos e lente de contato, na ordem do capítulo.

  1. Localize o ponto remoto

    O ponto remoto é a maior distância, a partir da córnea, que o olho relaxado vê nitidamente: no infinito no emétrope, à frente da córnea no míope, virtual e atrás do olho no hipermétrope. O erro refracional é 1/distância do PR em metros: 50 cm à frente dá -2,00 D.

  2. Calcule o ponto próximo

    Com PP = 1/(AA - D), o emétrope com amplitude de +10,0 D tem ponto próximo a 10 cm; o míope de -2,0, a 8,3 cm, porque a miopia reforça a acomodação; o hipermétrope de +2,0 sem correção, a 12,5 cm, porque gasta parte da amplitude.

  3. Meça a amplitude de acomodação

    Com o paciente corrigido para longe, a amplitude é o inverso, em metros, da menor distância em que ele lê o menor optotipo: 10 cm dão 10 D. No método das lentes negativas, com a leitura a 40 cm, some 2,5 D à lente mais negativa que ainda permite nitidez.

  4. Compare com a tabela por idade

    A amplitude cai de 16 D aos 5 anos para 10 D aos 20, 7 D aos 30, 4,5 D aos 40, 2,5 D aos 50 e zero aos 75. A tolerância acomodativa, esforço assintomático, fica em cerca de 4 D aos 5 anos e perde 1 D a cada 10 anos.

  5. Some o grau de perto sem tolerância

    Sem tolerância acomodativa, a prescrição soma o grau de leitura à ametropia. No CBO 2022, o hipermétrope de +1,00 DE aos 45 anos que precisa ler a 25 cm acomodaria +4 D; como sua tolerância é zero, a correção é de +5,0 D.

  6. Converta pela distância vértice

    Localize o foco secundário da lente atual, que coincide com o ponto remoto, meça a distância da nova lente até esse ponto, que será sua distância focal, e calcule D = 1/f. A lente de contato tem distância vértice zero; nos óculos, conta a distância da lente à córnea.

  7. Corrija a efetividade ao deslocar a lente

    A mudança de efetividade é d(mm) × D²/1000 e informa só a variação de poder. Afastar a lente positiva aumenta o poder efetivo positivo; aproximar a negativa aumenta o negativo, como no CBO 2011, em que o pseudofácico aproxima os óculos por estar hipocorrigido.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre acuidade visual, acomodação e distância vértice na prova do CBO

O que é ponto remoto?

É a maior distância, a partir da córnea, que um olho completamente relaxado enxerga nitidamente. Fica no infinito no emétrope, à frente da córnea no míope e atrás do olho no hipermétrope, onde é virtual e só pode ser encontrado sob cicloplegia. O ponto remoto é conjugado com a retina e dá o erro refracional: 1 dividido pela distância à córnea, em metros.

Como calcular a amplitude de acomodação?

Com o paciente corrigido para longe, a amplitude de acomodação é o inverso do ponto próximo em metros: 10 cm correspondem a 10 D. Sem correção, use PP = 1/(AA - D). No CBO 2025, a míope hipercorrigida em 1,50 DE ficou hipermétrope de +1,50 D; com ponto próximo de 40 cm (2,5 D), a amplitude é 2,50 + 1,50 = 4,00 D.

Qual a amplitude de acomodação esperada para cada idade?

A tabela da apostila vai de 16 D aos 5 anos a zero aos 75: 14 D aos 10, 12 D aos 15, 10 D aos 20, 8,5 D aos 25, 7 D aos 30, 5,5 D aos 35, 4,5 D aos 40, 3,5 D aos 45, 2,5 D aos 50 e 1 D aos 60. O CBO 2022 cobrou o valor dos 30 anos.

O que significa acuidade visual em LogMAR?

LogMAR é o logaritmo do mínimo ângulo de resolução. A acuidade 1,0, equivalente a 20/20 e a um ângulo de 1 minuto de arco, vale 0; valores positivos indicam acuidade pior e negativos, melhor. No CBO 2025, -0,10 logMAR nos dois olhos significa visão melhor que 20/20. A notação é pouco usada na prática e frequente em estudos clínicos.

Como funcionam os cartões de Teller?

Os cartões de acuidade de Teller avaliam a criança pré-verbal pelo olhar preferencial: metade do cartão tem listras pretas e brancas, e a resposta é positiva quando ela fixa essa metade. A frequência espacial aumenta até a criança não diferenciar as metades. As distâncias são 38 cm até 6 meses, 55 cm dos 7 aos 36 meses e 84 cm após os 3 anos.

Para que serve o buraco estenopeico na medida da acuidade visual?

O orifício estenopeico (pinhole) reduz os círculos de difusão na retina e aumenta a profundidade de foco; se a acuidade melhora, sugere erro refracional não corrigido. O de 1,2 mm neutraliza até 3 D, e orifícios menores pioram a visão por difração. Piora com o pinhole leva a suspeitar de doença macular. O CBO 2022 cobrou esse mecanismo.

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  • USPDr. Daniel Costa

    Especialista pelo CBONota recorde na PNO

    Dr. Daniel Costa

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

  • USPDr. Bernardo Moraes

    Especialista pelo CBONota recorde na PNO

    Dr. Bernardo Moraes

    Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

  • USPUFSCarDra. Ana Letícia Darcie

    Especialista pelo CBO

    Dra. Ana Letícia Darcie

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

  • USPDr. Flávio Moura

    Especialista pelo CBO

    Dr. Flávio Moura

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • UNIFESPDr. Guilherme Macedo

    Especialista pelo CBO

    Dr. Guilherme Macedo

    Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

  • USPDr. Iago Bastos

    Especialista pelo CBO

    Dr. Iago Bastos

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

  • USPDr. Pedro Henrique Ribeiro

    Especialista pelo CBO

    Dr. Pedro Henrique Ribeiro

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • USPUNIFESPDr. Bruno Fortaleza

    Especialista pelo CBO

    Dr. Bruno Fortaleza

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

  • UNIFESPDr. Gustavo Samico

    Especialista pelo CBO

    Dr. Gustavo Samico

    Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

  • UNIFESPDr. Lucas Pereira

    Especialista pelo CBO

    Dr. Lucas Pereira

    Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

  • USPDra. Marianna Hollaender

    Especialista pelo CBO

    Dra. Marianna Hollaender

    Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

  • USPDr. João Lucas Libório

    Especialista pelo CBO

    Dr. João Lucas Libório

    Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

  • USPDra. Renata Maia

    Especialista pelo CBO

    Dra. Renata Maia

    Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

  • UNIFESPDr. Ugor Fernandes

    Especialista pelo CBO

    Dr. Ugor Fernandes

    Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.

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