Inflamatório, perfurativo, obstrutivo, vascular e hemorrágico: a apostila separa cada tipo pela clínica típica, pelo gatilho de prova e pela principal causa. Traz também a dor visceral, parietal e referida, os sinais de Blumberg, Murphy e Jobert e a rotina de RX.
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Para que serve
Diagnóstico sindrômico, exame físico e radiografia simples. A apostila abre com a tabela do que mais cai em prova.
Clínica típica, achado de prova e principal causa de cada síndrome, lado a lado. A apostila indica essa tabela para quem tem só 2 minutos de revisão.
Blumberg no inflamatório, RHA metálicos no obstrutivo, abdome em tábua e Jobert no perfurativo, acidose com lactato alto no vascular e hipotensão com taquicardia no hemorrágico.
Tórax em PA, abdome em pé e deitado. Pneumoperitônio, obstrução e volvo no filme, com a regra 3-6-9 e o que o RX não mostra.
Sumário
Abre com a tabela do que mais cai, passa pelas 5 síndromes e pela radiografia simples e fecha com o resumo em 1 minuto.
Os tipos de abdome agudo são cinco síndromes, cada uma com um gatilho de prova: inflamatório (Blumberg positivo), perfurativo (abdome em tábua e sinal de Jobert), obstrutivo (ruídos hidroaéreos metálicos), vascular (acidose com lactato alto) e hemorrágico (hipotensão com taquicardia). O inflamatório é o mais comum, e a principal causa dele é a apendicite aguda.
O inflamatório tem como principais causas apendicite, colecistite, diverticulite e pancreatite. A dor começa insidiosa e mal localizada (visceral) e fica intensa e localizada (parietal) quando o peritônio inflama: na apendicite, vai da região periumbilical para a fossa ilíaca direita. O sinal de prova é a descompressão brusca dolorosa, o Blumberg na FID. No HCD, o Murphy aponta colecistite.
No perfurativo, a dor é súbita, em facada, difusa desde o início, e o paciente lembra a hora exata em que começou. Ele fica imóvel na maca, com abdome em tábua e sinal de Jobert. A principal causa é a úlcera péptica perfurada, e a apostila traz a dica: uso crônico de AINE com dor súbita, marque úlcera perfurada.
O obstrutivo tem a tríade dor em cólica, distensão abdominal e parada de eliminação de flatos e fezes. O vômito localiza o nível: precoce e bilioso na obstrução alta, tardio e fecaloide na baixa. No delgado, as principais causas são bridas de cirurgia prévia e hérnias; no cólon, câncer colorretal e volvo de sigmoide.
No vascular, a dor é desproporcional ao exame físico: o paciente grita de dor e o abdome está flácido no início. O perfil é o idoso cardiopata, com fibrilação atrial, valvopatia ou IAM recente. No laboratório, acidose metabólica inexplicada com lactato muito elevado. No hemorrágico, a dor é súbita, com palidez, síncope, taquicardia e hipotensão, e a principal causa é a gravidez ectópica rota.
Comparativo
Clínica típica, achado de prova e principal causa de cada síndrome, na ordem da tabela que abre a apostila.
| Síndrome | Clínica típica | Achado de prova | Principal causa |
|---|---|---|---|
| Inflamatório | Dor progressiva, náuseas, febre baixa | Irritação peritoneal (Blumberg positivo) | Apendicite aguda |
| Obstrutivo | Dor em cólica, distensão, parada de flatos e fezes | Ruídos hidroaéreos metálicos ou silêncio | Bridas (aderências) |
| Perfurativo | Dor súbita, lancinante, em facada | Abdome em tábua e sinal de Jobert | Úlcera péptica |
| Vascular | Dor desproporcional ao exame físico | Acidose metabólica e lactato alto | Isquemia mesentérica |
| Hemorrágico | Dor súbita com palidez e choque | Hipotensão e taquicardia | Gravidez ectópica rota |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio da apostila, da história da dor até a leitura da radiografia.
Dor visceral é difusa, mal localizada e em geral na linha média. Dor parietal é intensa e bem localizada: o paciente aponta com um dedo. Dor referida no ombro direito sugere vesícula; no ombro esquerdo (Kehr), baço ou diafragma.
Início insidioso que depois se localiza e piora com tosse sugere inflamatório. Dor súbita em facada, com hora exata e difusa desde o início, sugere perfurativo. Dor em cólica com distensão e parada de flatos e fezes sugere obstrutivo.
No inflamatório, descompressão brusca dolorosa, com Blumberg na FID; na colecistite, Murphy no HCD. No perfurativo, abdome em tábua e sinal de Jobert. No obstrutivo, RHA de luta no início e silêncio no final, com toque retal obrigatório para fecaloma ou tumor retal.
Dor desproporcional ao exame, com abdome flácido, em paciente com fibrilação atrial, valvopatia ou IAM recente sugere vascular. O laboratório mostra acidose metabólica inexplicada com lactato muito elevado, e a hipótese é isquemia mesentérica.
Dor súbita com palidez, síncope, taquicardia e hipotensão sugere hemorrágico. Em mulher em idade fértil com dor abdominal, peça beta-HCG sempre; jovem com atraso menstrual aponta para gravidez ectópica rota. Homem idoso com massa pulsátil e dor lombar, para ruptura de aneurisma de aorta abdominal.
Três incidências: tórax em PA, abdome em pé e abdome deitado. O tórax em PA é a mais importante para ver pneumoperitônio e exclui pneumonia de base. Paciente que não fica em pé faz decúbito lateral esquerdo com raios horizontais (Laurell).
Procure pneumoperitônio (sinal da cúpula, Rigler), obstrução (empilhamento de moedas no delgado, haustrações no cólon, regra 3-6-9) e volvo (grão de café). Na apendicite, colecistite, pancreatite e isquemia antes da necrose, o RX costuma ser normal ou inespecífico.
Perguntas frequentes
A úlcera péptica perfurada, duodenal ou gástrica. Outras causas são divertículo perfurado, corpo estranho e perfuração tífica por Salmonella. Na prova, paciente com artrite reumatoide em uso crônico de diclofenaco e dor súbita: marque úlcera perfurada. O AINE é a pista do enunciado.
Pneumoperitônio, ar livre na cavidade. É o desaparecimento da macicez hepática à percussão do hipocôndrio direito, com hipertimpanismo no lugar do fígado. Aparece no abdome agudo perfurativo, junto do abdome em tábua. No RX, o pneumoperitônio corresponde ao sinal da cúpula e ao sinal de Rigler (dupla parede).
O vômito localiza o nível. Vômito precoce e bilioso indica obstrução alta, no delgado proximal; vômito tardio e fecaloide indica obstrução baixa, no íleo distal ou cólon. No RX, empilhamento de moedas é típico de delgado; dilatação periférica com haustrações, que não cruzam toda a luz, indica cólon.
Sim. O abdome agudo vascular é a isquemia intestinal, o infarto do intestino. As principais causas são embolia da artéria mesentérica superior (50% dos casos, de origem cardíaca), trombose arterial por aterosclerose e isquemia não oclusiva por choque ou vasoconstrição. O RX costuma ser normal até a necrose ou o gás na veia porta.
Tórax em pé (PA), abdome em pé (ortostático) e abdome deitado (decúbito dorsal). O tórax em PA é a mais importante para pneumoperitônio e exclui pneumonia de base. O abdome em pé mostra níveis hidroaéreos; o deitado, a distribuição dos gases e a distensão das alças. Se o paciente não fica em pé, peça decúbito lateral esquerdo com raios horizontais (Laurell).
Volvo de sigmoide. É o sinal clássico dessa torção, também chamado de U invertido: uma alça gigante dilatada nasce na pelve e sobe até o diafragma, com aspecto de grão de café. Faz parte dos 3 grandes achados da rotina de abdome agudo, junto do pneumoperitônio e da obstrução intestinal.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
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Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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