Apostila gratuita · 64 páginas

Cardiopatia congênita acianótica e cianótica: sopro, raio-X e conduta

CIV, CIA, DSAV, coarctação e estenose aórtica do lado acianótico; transposição das grandes artérias, Fallot e atresia pulmonar do lado cianótico. Teste do coraçãozinho, hiperóxia, ECG, raio-X e conduta, com seis questões comentadas.

PDF de 7,4 MB. Gratuito.

Capa da apostila Cardiopatias congênitas: acianóticas, cianóticas, ECG, raio-X e conduta em um tablet
Formato
Apostila · 64 páginas
Área da prova
Pediatria · Cardiologia pediátrica
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de cardiopatias cobre

O caminho do sangue e as pressões ao nascer, que explicam o sopro, a imagem e a conduta de cada defeito.

  • Do sopro ao diagnóstico

    Holossistólico na borda esternal esquerda baixa na CIV, desdobramento fixo de B2 na CIA, sopro interescapular na coarctação, B2 única na TGA e sopro que some na crise do Fallot.

  • ECG e raio-X de cada cardiopatia

    Coração em bota, ovo no cordão, sinal do 3 e de Roesler, hemibloqueio anterior esquerdo no DSAV e a sobrecarga de VD do neonato com coarctação crítica.

  • Seis questões comentadas

    PSU MG 2025, REVALIDA INEP 2024, UNESP 2024, FAMERP 2023 e duas questões autorais, com o gabarito e o motivo de cada alternativa errada.

Sumário

O que tem dentro das 64 páginas

Da circulação fetal à crise hipoxêmica, na ordem em que a apostila organiza os grupos.

  1. 01O que mais cai em prova: tabela por cardiopatia
  2. 02Introdução e circulação fetal: os três shunts fisiológicos
  3. 03Diagnóstico: ecocardiograma fetal e teste do coraçãozinho
  4. 04Teste de hiperóxia e as divisões por cianose e fluxo pulmonar
  5. 05Acianóticas com hiperfluxo: comunicação interventricular e Eisenmenger
  6. 06Questão PSU MG 2025: diagnóstico clínico da CIV
  7. 07Comunicação interatrial: tipos, desdobramento fixo de B2 e tratamento
  8. 08Questão REVALIDA INEP 2024: CIA e embolia paradoxal
  9. 09Defeito do septo atrioventricular e síndrome de Down, com questão UNESP 2024
  10. 10Obstrutivas esquerdas: coarctação da aorta, com questão autoral
  11. 11Estenose valvar aórtica crítica
  12. 12Cianóticas com hiperfluxo: transposição das grandes artérias, com questão autoral
  13. 13Cianóticas com hipofluxo: tetralogia de Fallot e crise hipoxêmica
  14. 14Questão FAMERP 2023: a criança que agacha
  15. 15Atresia pulmonar com septo íntegro
  16. 16Revisão final por cenário clínico e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Cardiopatias congênitas: acianóticas, cianóticas, ECG, raio-X e conduta
Página da apostila: tratamento da crise hipoxêmica da tetralogia de Fallot, passo a passo, o erro do diurético e a indicação de cirurgia paliativa.

O que é cardiopatia congênita acianótica e quais são os tipos?

Cardiopatia congênita acianótica é aquela sem mistura significativa de sangue desoxigenado chegando à circulação sistêmica. Na apostila, o grupo se divide em hiperfluxo pulmonar por shunt esquerda-direita (CIV, CIA e DSAV) e lesões obstrutivas esquerdas (coarctação da aorta e estenose aórtica). A CIV é a cardiopatia congênita mais comum.

O diagnóstico tem duas camadas: o ecocardiograma fetal, a partir de 20 semanas, que detecta até 80% das cardiopatias em cenário ideal, e o teste do coraçãozinho entre 24 e 48 horas de vida. O teste é negativo com SpO2 de 95% ou mais e diferença de até 3% entre membro superior direito e membro inferior; com 89% ou menos, é positivo e pede ecocardiograma.

Diante de hipóxia, o teste de hiperóxia separa pneumopatia de cardiopatia: com oxigênio a 100%, PaO2 acima de 250 mmHg indica pneumopatia; até 100 mmHg, cardiopatia congênita crítica; entre 100 e 250 mmHg, cardiopatia não crítica. Diferença de PaO2 pré e pós-ductal acima de 20 mmHg sugere hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido.

Na CIV, o tamanho do defeito inverte a intuição: defeito pequeno dá sopro holossistólico alto, muitas vezes com frêmito, em criança assintomática; defeito grande dá sopro suave e insuficiência cardíaca. Sem correção, o hiperfluxo remodela a vasculatura pulmonar e inverte o shunt na síndrome de Eisenmenger, com cianose, sumiço do sopro e contraindicação à cirurgia corretiva.

Na população geral, a CIV é a cardiopatia mais comum; na síndrome de Down, o DSAV assume o primeiro lugar e está presente em 40% a 60% dos pacientes, o que torna o ecocardiograma obrigatório. Na síndrome de Turner, a coarctação da aorta é a anomalia a investigar, e a estenose aórtica supravalvar se associa à síndrome de Williams.

Página da apostila Cardiopatias congênitas: acianóticas, cianóticas, ECG, raio-X e conduta

Comparativo

Como reconhecer cada cardiopatia congênita na prova

Grupo, achado clássico e conduta das oito cardiopatias que a apostila desenvolve.

Achado e conduta de cada cardiopatia congênita acianótica e cianótica. Fonte: apostila Med-Review R1, “Cardiopatias congênitas”.
CardiopatiaGrupoAchado clássicoConduta cobrada
Comunicação interventricularAcianótica com hiperfluxoSopro holossistólico rude na borda esternal esquerda baixaDiurético e IECA; cirurgia se ICC refratária, atraso pôndero-estatural ou hipertensão pulmonar
Comunicação interatrialAcianótica com hiperfluxoDesdobramento fixo de B2 e sopro ejetivo em foco pulmonarOclusão percutânea no ostium secundum; cirurgia no ostium primum e no seio venoso
Defeito do septo atrioventricularAcianótica com hiperfluxoSíndrome de Down; ECG com hemibloqueio anterior esquerdoCirurgia: forma total entre 4 e 6 meses, parcial entre 2 e 4 anos
Coarctação da aortaAcianótica obstrutiva esquerdaPulsos femorais ausentes; choque neonatal quando o canal fechaProstaglandina E1 no neonato; cirurgia na forma crítica, cateterismo na criança maior
Estenose aórtica críticaAcianótica obstrutiva esquerdaNeonato em choque, pulsos ausentes nos quatro membros, sopro fraco ou ausenteProstaglandina E1 no neonato; valvoplastia por cateter-balão como primeira escolha
Transposição das grandes artériasCianótica com hiperfluxoCianose nas primeiras horas, B2 única, ovo no cordãoProstaglandina E1, Rashkind se refratária, cirurgia de Jatene no período neonatal
Tetralogia de FallotCianótica com hipofluxoCrise ao choro, posição de cócoras, coração em botaNa crise: genupeitoral, oxigênio, morfina e volume, sem diurético
Atresia pulmonarCianótica com hipofluxoCianose na primeira semana, pulmão escuro, sobrecarga de VE no ECGProstaglandina E1 urgente e cirurgia após estabilização

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como raciocinar na suspeita de cardiopatia congênita, passo a passo

Da triagem na maternidade aos cenários clínicos da revisão final da apostila.

  1. Faça a triagem

    Ecocardiograma fetal a partir de 20 semanas e teste do coraçãozinho entre 24 e 48 horas de vida, com sensor na mão direita (pré-ductal) e em um membro inferior (pós-ductal). SpO2 entre 90% e 94% ou diferença de 4% ou mais: repita após uma hora, por até duas vezes.

  2. Separe cardiopatia de pneumopatia

    Com hipóxia, pense também em pneumopatia e hipertensão pulmonar persistente. No teste de hiperóxia, PaO2 acima de 250 mmHg indica pneumopatia, e 100 mmHg ou menos, cardiopatia crítica. Diferença pré e pós-ductal acima de 20 mmHg sugere hipertensão pulmonar.

  3. Classifique por cianose e fluxo pulmonar

    Primeira divisão: acianótica ou cianótica. Segunda: fluxo pulmonar aumentado ou reduzido na radiografia. Terceira peça: o ECG, com sobrecarga de ventrículo direito, esquerdo ou biventricular. Os grupos da apostila saem dessas combinações.

  4. Neonato em choque

    Recém-nascido de 1 a 2 semanas, pálido, com pulsos finos ou ausentes, aponta obstrução esquerda: coarctação ou estenose aórtica crítica, com o canal arterial fechando. Inicie prostaglandina E1. O ECG desse neonato mostra sobrecarga de ventrículo direito.

  5. Neonato cianótico que não responde ao oxigênio

    Com ovo no cordão e fluxo pulmonar normal ou aumentado, pense em TGA: prostaglandina E1, Rashkind se refratária e cirurgia de Jatene. Com pulmão escuro, atresia pulmonar: prostaglandina E1 urgente; o ECG mostra sobrecarga de ventrículo esquerdo.

  6. Lactente que cansa e sua para mamar

    Acianótico com hiperfluxo pulmonar: sopro holossistólico na borda esternal esquerda baixa sugere CIV; síndrome de Down com desvio do eixo para a esquerda, DSAV; prematuro com sopro contínuo em maquinaria e pulsos amplos, PCA.

  7. Criança que fica roxa ao chorar

    Crise hipoxêmica do Fallot: posição genupeitoral, oxigênio, morfina e expansão com soro fisiológico de 10 a 20 mL/kg. Se refratária, propranolol, bicarbonato, vasoconstritor e cetamina. Diurético piora a hipóxia: a criança precisa de pré-carga.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre cardiopatias congênitas cianóticas e acianóticas

Qual a cardiopatia congênita mais comum?

A comunicação interventricular isolada, na população geral. Na síndrome de Down, o primeiro lugar passa para o defeito do septo atrioventricular, presente em 40% a 60% desses pacientes e cobrado na questão UNESP 2024 do material. Entre as cianóticas, a TGA é a mais comum no período neonatal, e o Fallot, a que mais aparece nas provas de residência.

Qual a diferença entre cardiopatia congênita cianótica e acianótica?

Na acianótica, não há mistura significativa de sangue desoxigenado chegando à circulação sistêmica; na cianótica, um volume significativo de sangue pobre em oxigênio cai na circulação sistêmica. Depois dessa divisão, a radiografia classifica o fluxo pulmonar em aumentado ou reduzido, e o ECG mostra qual ventrículo está sobrecarregado.

Qual exame detecta cardiopatia congênita?

A triagem tem duas camadas: ecocardiograma fetal, que em cenário ideal detecta até 80% das cardiopatias, e teste do coraçãozinho antes da alta, entre 24 e 48 horas de vida. O teste rastreia cardiopatias críticas, mas não faz diagnóstico estrutural nem exclui defeito anatômico. Teste positivo pede exame clínico minucioso e ecocardiograma.

Quais cardiopatias congênitas dependem do canal arterial?

Coarctação crítica e estenose aórtica crítica dependem do canal para perfundir o corpo; a atresia pulmonar depende dele para levar sangue ao pulmão; na TGA, canal e forame oval garantem a mistura. Em todas, a conduta imediata é prostaglandina E1. Oxigênio a 100% em excesso contrai o canal e pode piorar a perfusão sistêmica.

O que é a síndrome de Eisenmenger?

É a evolução de uma cardiopatia com shunt esquerda-direita não corrigida, como CIV grande ou CIA: o hiperfluxo remodela os vasos pulmonares, a pressão pulmonar supera a do lado esquerdo e o shunt se inverte. O paciente, antes acianótico, fica cianótico, o sopro desaparece e a B2 fica hiperfonética. A cirurgia corretiva passa a ser contraindicada.

Por que o neonato com coarctação crítica tem sobrecarga de VD no ECG?

Na vida fetal, a coarctação limitava a ejeção do ventrículo esquerdo, e o ventrículo direito perfundia a metade inferior do corpo pelo canal arterial. O bebê nasce com o VD hipertrofiado. Na criança maior e no adulto, o raciocínio é direto: obstrução na saída do VE e sobrecarga ventricular esquerda. A estenose aórtica crítica segue a mesma lógica.

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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