Tratos corticoespinal, espinotalâmico e colunas dorsais, nível sensitivo, motor e neurológico, escala ASIA, dermátomos e miótomos de prova, choque neurogênico, choque medular e reflexo bulbocavernoso, síndromes central, de Brown-Séquard e anterior, fraturas de Jefferson, do enforcado e de odontoide, restrição de movimentos da coluna, NEXUS, Canadian C-Spine Rule, alvo de PAM e disreflexia autonômica. Duas questões comentadas: UNESP 2022 e AMP 2016.
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Para que serve
Da anatomia dos tratos à decisão de retirar o colar cervical, com o raciocínio que a banca cobra.
Um é hemodinâmico, com hipotensão e bradicardia por perda do tônus simpático; o outro é a perda transitória de toda a função abaixo da lesão, que acaba com a volta do reflexo bulbocavernoso.
Central com membros superiores mais fracos que os inferiores, Brown-Séquard com força e dor em lados opostos e síndrome anterior que preserva vibração e propriocepção.
UNESP 2022, sobre o diagnóstico diferencial dos choques, e AMP 2016, sobre a conduta no paciente alcoolizado com dor cervical, com gabarito e comentário.
Sumário
Da anatomia funcional à disreflexia autonômica, na ordem em que a apostila ensina.
Choque neurogênico é o colapso hemodinâmico causado pela perda do tônus simpático numa lesão medular, geralmente acima de T6. Os vasos dilatam e o coração não acelera para compensar: a tríade de prova é hipotensão, bradicardia e pele quente e rosada.
Na prova, a frequência cardíaca separa os choques. O politraumatizado hipotenso e taquicárdico tem choque hipovolêmico até que se prove o contrário; hipotenso com coração lento aponta para o neurogênico. A questão UNESP 2022 da apostila cobra essa diferenciação ao lado do choque medular e do reflexo bulbocavernoso.
O tratamento começa com cristaloide para preencher o espaço criado pela vasodilatação e segue com vasopressor, como a noradrenalina, usado cedo se o volume não basta, e atropina ou dopamina para a frequência cardíaca. O alvo é PAM entre 85 e 90 mmHg para perfundir a medula, e por isso hipotensão permissiva não se aplica.
Choque medular é outra coisa: perda transitória de toda a função motora, sensitiva e reflexa abaixo da lesão. Termina com a volta do reflexo bulbocavernoso, e só então o déficit pode ser classificado como lesão completa.
Comparativo
Saber qual trato foi atingido resolve a maioria das questões de trauma raquimedular.
| Quadro | O que acontece | Pista na prova | Conduta ou desfecho |
|---|---|---|---|
| Choque neurogênico | Perda do tônus simpático, em geral por lesão acima de T6 | Hipotensão com bradicardia e pele quente | Cristaloide, vasopressor e PAM entre 85 e 90 mmHg |
| Choque medular | Perda transitória de toda a função motora, sensitiva e reflexa abaixo da lesão | Paralisia flácida e arreflexia total | Acaba com a volta do reflexo bulbocavernoso; antes disso, nenhuma classificação é final |
| Síndrome central | Hiperextensão cervical lesa o centro da medula, onde ficam as fibras dos membros superiores | Idoso com estenose prévia; membros superiores mais fracos que os inferiores | É a incompleta mais comum e costuma recuperar alguma função |
| Brown-Séquard | Hemissecção da medula, em geral por trauma penetrante | Força e vibração perdidas do lado da lesão; dor e temperatura do lado oposto | A lesão está sempre no lado da perda motora |
| Síndrome anterior | Oclusão da artéria espinal anterior ou fragmento ósseo comprimindo a medula | Perde força, dor e temperatura; preserva vibração e propriocepção | Pior prognóstico das três |
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Na prática
O raciocínio da apostila, da sala de trauma à decisão sobre o colar.
A prancha rígida serve para extração e transporte. No hospital, o paciente sai dela por rolamento em bloco ou lift and slide e fica em colchão firme com colar cervical, mantendo o alinhamento durante todo o ABCDE.
Hipotenso e taquicárdico: procure sangue. Hipotenso e bradicárdico: choque neurogênico, tratado com volume e vasopressor precoce até PAM de 85 a 90 mmHg, sem hipotensão permissiva.
O nível neurológico é o segmento mais cefálico entre o motor e o sensitivo normais. A região sacral S4-S5 separa lesão completa de incompleta, e com o reflexo bulbocavernoso ausente ainda não há prognóstico final.
Membros superiores mais fracos que os inferiores no idoso que bateu o queixo é síndrome central. Déficits cruzados após facada é Brown-Séquard. Paraplegia com vibração e propriocepção preservadas é síndrome anterior.
Pelo NEXUS, o colar sai sem exame só se os 5 critérios de baixo risco forem preenchidos; pela Canadian C-Spine Rule, só com Glasgow 15. Paciente inconsciente, confuso ou intoxicado faz TC, que substituiu o raio X; a RM fica para o déficit que a TC não explica.
Na lesão crônica acima de T6, crise hipertensiva com bradicardia, cefaleia e sudorese acima da lesão pede sentar o paciente e procurar o estímulo, como bexiga cheia, sonda dobrada ou fecaloma, antes de qualquer remédio.
Perguntas frequentes
É o trauma da coluna com lesão da medula. A apostila separa a lesão primária, causada pelo impacto, que não se pode evitar, da lesão secundária, causada por hipóxia, hipotensão ou manejo inadequado no transporte, que é responsabilidade da equipe. Daí a restrição de movimentos da coluna e o alvo de PAM entre 85 e 90 mmHg.
Hipotensão, bradicardia e pele quente e rosada, por vasodilatação periférica sem a taquicardia compensatória. A lesão costuma estar acima de T6. No politraumatizado, frequência cardíaca normal ou baixa diante de hipotensão é a pista que a banca usa.
Cristaloide para preencher o leito vascular dilatado e, se o volume não bastar, vasopressor precoce, como a noradrenalina, com atropina ou dopamina para a bradicardia. O alvo é PAM entre 85 e 90 mmHg, e hipotensão permissiva é a alternativa errada que a banca oferece.
Quando o paciente preenche os 5 critérios: sem dor ou sensibilidade na linha média posterior da coluna cervical, sem déficit neurológico focal, com nível de consciência normal, sem intoxicação e sem lesão dolorosa distratora. Se falhar em um só, a imagem é obrigatória.
É a crise hipertensiva grave do paciente com lesão medular crônica acima de T6, disparada por um estímulo abaixo da lesão, em geral bexiga cheia. Acima da lesão há sudorese, rubor, cefaleia e bradicardia; abaixo, pele fria e pálida. A primeira conduta é sentar o paciente e retirar o estímulo.
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Clínica Médica
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Clínica Médica
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Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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