Apostila gratuita · 33 páginas

Trauma raquimedular: choque neurogênico e choque medular, escala ASIA, síndromes medulares e NEXUS na decisão radiológica

Tratos corticoespinal, espinotalâmico e colunas dorsais, nível sensitivo, motor e neurológico, escala ASIA, dermátomos e miótomos de prova, choque neurogênico, choque medular e reflexo bulbocavernoso, síndromes central, de Brown-Séquard e anterior, fraturas de Jefferson, do enforcado e de odontoide, restrição de movimentos da coluna, NEXUS, Canadian C-Spine Rule, alvo de PAM e disreflexia autonômica. Duas questões comentadas: UNESP 2022 e AMP 2016.

PDF de 6,3 MB. Gratuito.

Capa da apostila Trauma raquimedular: choques, síndromes medulares e NEXUS em um tablet
Formato
Apostila · 33 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Trauma
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de trauma raquimedular cobre

Da anatomia dos tratos à decisão de retirar o colar cervical, com o raciocínio que a banca cobra.

  • Choque neurogênico ou choque medular

    Um é hemodinâmico, com hipotensão e bradicardia por perda do tônus simpático; o outro é a perda transitória de toda a função abaixo da lesão, que acaba com a volta do reflexo bulbocavernoso.

  • Síndromes medulares pelos tratos

    Central com membros superiores mais fracos que os inferiores, Brown-Séquard com força e dor em lados opostos e síndrome anterior que preserva vibração e propriocepção.

  • Duas questões comentadas

    UNESP 2022, sobre o diagnóstico diferencial dos choques, e AMP 2016, sobre a conduta no paciente alcoolizado com dor cervical, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 33 páginas

Da anatomia funcional à disreflexia autonômica, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela-resumo e o mapa de prioridades
  2. 02Introdução: lesão primária e lesão secundária
  3. 03Anatomia funcional: tratos corticoespinal, espinotalâmico e colunas dorsais
  4. 04Nível sensitivo, motor e neurológico
  5. 05Escala ASIA de A a E
  6. 06Dermátomos e miótomos de prova
  7. 07Choque neurogênico: o colapso hemodinâmico
  8. 08Choque medular e o reflexo bulbocavernoso
  9. 09Questão estratégica: diagnóstico diferencial de choques
  10. 10Síndromes medulares incompletas: central, Brown-Séquard e anterior
  11. 11Fraturas cervicais: Jefferson, enforcado e odontoide
  12. 12Restrição de movimentos da coluna
  13. 13Critérios NEXUS e Canadian C-Spine Rule
  14. 14Tomografia ou ressonância
  15. 15Questão estratégica: manejo inicial e decisão radiológica
  16. 16Alvos de PAM e a polêmica da metilprednisolona
  17. 17Disreflexia autonômica
  18. 18Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Trauma raquimedular: choques, síndromes medulares e NEXUS
Página da apostila: os 5 critérios NEXUS para retirar o colar cervical sem exame de imagem, com o mnemônico e o fluxograma de decisão.

O que é choque neurogênico?

Choque neurogênico é o colapso hemodinâmico causado pela perda do tônus simpático numa lesão medular, geralmente acima de T6. Os vasos dilatam e o coração não acelera para compensar: a tríade de prova é hipotensão, bradicardia e pele quente e rosada.

Na prova, a frequência cardíaca separa os choques. O politraumatizado hipotenso e taquicárdico tem choque hipovolêmico até que se prove o contrário; hipotenso com coração lento aponta para o neurogênico. A questão UNESP 2022 da apostila cobra essa diferenciação ao lado do choque medular e do reflexo bulbocavernoso.

O tratamento começa com cristaloide para preencher o espaço criado pela vasodilatação e segue com vasopressor, como a noradrenalina, usado cedo se o volume não basta, e atropina ou dopamina para a frequência cardíaca. O alvo é PAM entre 85 e 90 mmHg para perfundir a medula, e por isso hipotensão permissiva não se aplica.

Choque medular é outra coisa: perda transitória de toda a função motora, sensitiva e reflexa abaixo da lesão. Termina com a volta do reflexo bulbocavernoso, e só então o déficit pode ser classificado como lesão completa.

Comparativo

Choques e síndromes medulares: o que cada quadro mostra

Saber qual trato foi atingido resolve a maioria das questões de trauma raquimedular.

Choque neurogênico, choque medular e síndromes medulares incompletas. Fonte: apostila Med-Review R1, “Trauma raquimedular”.
QuadroO que acontecePista na provaConduta ou desfecho
Choque neurogênicoPerda do tônus simpático, em geral por lesão acima de T6Hipotensão com bradicardia e pele quenteCristaloide, vasopressor e PAM entre 85 e 90 mmHg
Choque medularPerda transitória de toda a função motora, sensitiva e reflexa abaixo da lesãoParalisia flácida e arreflexia totalAcaba com a volta do reflexo bulbocavernoso; antes disso, nenhuma classificação é final
Síndrome centralHiperextensão cervical lesa o centro da medula, onde ficam as fibras dos membros superioresIdoso com estenose prévia; membros superiores mais fracos que os inferioresÉ a incompleta mais comum e costuma recuperar alguma função
Brown-SéquardHemissecção da medula, em geral por trauma penetranteForça e vibração perdidas do lado da lesão; dor e temperatura do lado opostoA lesão está sempre no lado da perda motora
Síndrome anteriorOclusão da artéria espinal anterior ou fragmento ósseo comprimindo a medulaPerde força, dor e temperatura; preserva vibração e propriocepçãoPior prognóstico das três

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir o trauma raquimedular, passo a passo

O raciocínio da apostila, da sala de trauma à decisão sobre o colar.

  1. Restrinja o movimento da coluna

    A prancha rígida serve para extração e transporte. No hospital, o paciente sai dela por rolamento em bloco ou lift and slide e fica em colchão firme com colar cervical, mantendo o alinhamento durante todo o ABCDE.

  2. Leia a frequência cardíaca no choque

    Hipotenso e taquicárdico: procure sangue. Hipotenso e bradicárdico: choque neurogênico, tratado com volume e vasopressor precoce até PAM de 85 a 90 mmHg, sem hipotensão permissiva.

  3. Defina o nível neurológico e a ASIA

    O nível neurológico é o segmento mais cefálico entre o motor e o sensitivo normais. A região sacral S4-S5 separa lesão completa de incompleta, e com o reflexo bulbocavernoso ausente ainda não há prognóstico final.

  4. Reconheça a síndrome incompleta

    Membros superiores mais fracos que os inferiores no idoso que bateu o queixo é síndrome central. Déficits cruzados após facada é Brown-Séquard. Paraplegia com vibração e propriocepção preservadas é síndrome anterior.

  5. Decida a imagem pelos critérios

    Pelo NEXUS, o colar sai sem exame só se os 5 critérios de baixo risco forem preenchidos; pela Canadian C-Spine Rule, só com Glasgow 15. Paciente inconsciente, confuso ou intoxicado faz TC, que substituiu o raio X; a RM fica para o déficit que a TC não explica.

  6. Fique atento à disreflexia

    Na lesão crônica acima de T6, crise hipertensiva com bradicardia, cefaleia e sudorese acima da lesão pede sentar o paciente e procurar o estímulo, como bexiga cheia, sonda dobrada ou fecaloma, antes de qualquer remédio.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre trauma raquimedular na prova

O que é trauma raquimedular?

É o trauma da coluna com lesão da medula. A apostila separa a lesão primária, causada pelo impacto, que não se pode evitar, da lesão secundária, causada por hipóxia, hipotensão ou manejo inadequado no transporte, que é responsabilidade da equipe. Daí a restrição de movimentos da coluna e o alvo de PAM entre 85 e 90 mmHg.

Quais são os sintomas do choque neurogênico?

Hipotensão, bradicardia e pele quente e rosada, por vasodilatação periférica sem a taquicardia compensatória. A lesão costuma estar acima de T6. No politraumatizado, frequência cardíaca normal ou baixa diante de hipotensão é a pista que a banca usa.

Qual o tratamento do choque neurogênico?

Cristaloide para preencher o leito vascular dilatado e, se o volume não bastar, vasopressor precoce, como a noradrenalina, com atropina ou dopamina para a bradicardia. O alvo é PAM entre 85 e 90 mmHg, e hipotensão permissiva é a alternativa errada que a banca oferece.

Quando retirar o colar cervical pelos critérios NEXUS?

Quando o paciente preenche os 5 critérios: sem dor ou sensibilidade na linha média posterior da coluna cervical, sem déficit neurológico focal, com nível de consciência normal, sem intoxicação e sem lesão dolorosa distratora. Se falhar em um só, a imagem é obrigatória.

O que é disreflexia autonômica?

É a crise hipertensiva grave do paciente com lesão medular crônica acima de T6, disparada por um estímulo abaixo da lesão, em geral bexiga cheia. Acima da lesão há sudorese, rubor, cefaleia e bradicardia; abaixo, pele fria e pálida. A primeira conduta é sentar o paciente e retirar o estímulo.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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