Os 5As do trauma de extremidades, antibiótico em até 3 horas, profilaxia do tétano, alinhamento do membro, classificação de Gustilo-Anderson e antibiótico por tipo, os 6 Ps da síndrome compartimental, fasciotomia da perna por dupla incisão, esmagamento e rabdomiólise, sinais hard e soft, angio-TC, shunt temporário, safena contralateral invertida e luxação de joelho. Duas questões comentadas: UNICAMP 2021 e ENARE 2021.
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Para que serve
Da fratura exposta na sala de trauma à reconstrução arterial, com as condutas que a banca cobra.
Dor desproporcional ao trauma, que piora com o estiramento passivo dos dedos, é o primeiro sinal; o pulso é o último a sumir. A fasciotomia da perna libera as 4 lojas por duas incisões.
Cefazolina nos tipos I e II, cefalosporina com gentamicina ou ceftriaxona no tipo III e penicilina G ou metronidazol a mais na ferida rural, contra o Clostridium.
UNICAMP 2021, sobre fratura exposta de tíbia sem pulso pedioso, e ENARE 2021, sobre esmagamento, CPK e síndrome de Crush, com gabarito e comentário de cada alternativa.
Sumário
Do atendimento inicial à luxação de joelho, na ordem em que a apostila ensina.
Síndrome compartimental é o aumento da pressão dentro de um compartimento muscular fechado pela fáscia, que não estica, até superar a pressão de perfusão capilar. O resultado é isquemia muscular e nervosa, e o diagnóstico é clínico.
O primeiro sinal é a dor desproporcional ao trauma, que piora com o estiramento passivo dos dedos e não melhora nem com opioide. Os 6 Ps não aparecem juntos: a parestesia é sinal precoce de sofrimento nervoso, a paralisia é tardia e a ausência de pulso é o último sinal, quando a pressão no compartimento já superou a pressão arterial sistólica.
Traumas isolados de membro, sobretudo fraturas de tíbia e esmagamentos, são as causas principais. A fratura exposta não protege: a abertura traumática da pele e da fáscia em geral não descomprime os compartimentos profundos.
A conduta é a fasciotomia. Na perna, a dupla incisão, lateral e medial, libera os 4 compartimentos, e esquecer o posterior profundo é o erro que a banca procura.
Comparativo
Energia do trauma e contaminação pesam mais que o tamanho da ferida, e a classificação decide o antibiótico.
| Tipo | Ferida e energia | Pista na prova | Antibiótico |
|---|---|---|---|
| Tipo I | Ferida menor que 1 cm, limpa, com dano mínimo de partes moles | Ferida pequena e limpa | Cefalosporina de 1ª geração (cefazolina) |
| Tipo II | Ferida de 1 a 10 cm, sem esmagamento importante nem perda de cobertura | Osso ainda coberto por músculo e pele | Cefalosporina de 1ª geração (cefazolina) |
| Tipo III A | Ferida maior que 10 cm ou trauma de alta energia | O próprio tecido do paciente ainda cobre o osso | Cefalosporina + aminoglicosídeo (gentamicina) ou ceftriaxona |
| Tipo III B | Alta energia com perda de periósteo ou pele | Precisa de retalho ou enxerto da cirurgia plástica | Cefalosporina + aminoglicosídeo (gentamicina) ou ceftriaxona |
| Tipo III C | Lesão arterial que precisa de reparo para salvar o membro | Vale qualquer tamanho de ferida | Cefalosporina + aminoglicosídeo (gentamicina) ou ceftriaxona |
| Solo ou ambiente rural | Contato com terra, curral, lodo ou água contaminada | Considerada tipo III mesmo com ferida pequena | Acrescentar penicilina G ou metronidazol, contra o Clostridium |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
Os 5As da apostila, seguidos da busca por isquemia e hipertensão compartimental.
ABCDE primeiro: de nada adianta cuidar do fêmur com um pneumotórax hipertensivo não diagnosticado. No paciente instável, a fratura entra só como possível foco de sangramento volumoso.
Opioide endovenoso no paciente monitorizado reduz a descarga adrenérgica e melhora o exame neurovascular. Dor que não cede nem com opioide acende o alerta de síndrome compartimental.
O tempo até a primeira dose reduz a infecção mais que a escolha do antibiótico. Cheque o status vacinal: em dia, só observe; incerto ou incompleto, vacina e, conforme a ferida, soro ou imunoglobulina.
A tração longitudinal tampona sangramento, protege nervos e artérias da ponta do osso e reduz a dor. Diante de fratura sem pulso, alinhar é a prioridade; se o pulso não voltar, trate como sinal hard.
Sangramento pulsátil, hematoma expansivo, frêmito ou sopro e isquemia aguda vão para o centro cirúrgico. Pulso diminuído, história de sangramento e lesão perto de trajeto vascular vão para angio-TC, que não deve atrasar a cirurgia quando indicada.
A revascularização vem antes da fixação ortopédica, com shunt temporário se o paciente não aguenta o reparo completo. Na ponte, use a veia safena do membro sadio, invertida para as válvulas ficarem a favor do fluxo.
Perguntas frequentes
Dor desproporcional ao trauma, que piora com o estiramento passivo dos dedos, é o primeiro. Depois vêm parestesia, palidez, membro frio e paralisia, que já é sinal tardio. A ausência de pulso é o último sinal: esperar por ela é o erro clássico, porque o diagnóstico deve ser feito muito antes.
É a abertura cirúrgica da fáscia para descomprimir os músculos de um compartimento hipertenso. Na perna, a incisão lateral, entre a crista da tíbia e a fíbula, libera os compartimentos anterior e lateral; a medial, cerca de 2 cm atrás da borda medial da tíbia, libera o posterior superficial e o profundo. A ferida fica aberta e só é fechada dias depois.
É a fratura em que o osso se comunica com o meio externo por uma ferida, e a infecção passa a ser a complicação mais temida. A classificação de Gustilo-Anderson pesa a energia do trauma e a contaminação mais que o tamanho da pele rasgada, e é ela que define o antibiótico.
Gustilo I e II recebem cefalosporina de 1ª geração, a cefazolina, para Gram-positivos da pele. O tipo III pede cobertura de Gram-negativos: cefalosporina com gentamicina ou ceftriaxona. Ferida com terra ou de ambiente rural soma penicilina G ou metronidazol, para cobrir o Clostridium.
Tipo I tem ferida menor que 1 cm e limpa; tipo II, ferida de 1 a 10 cm sem esmagamento importante. O tipo III é a ferida maior que 10 cm ou de alta energia e se divide em III A, quando o tecido ainda cobre o osso, III B, quando precisa de retalho ou enxerto, e III C, quando há lesão arterial que precisa de reparo.
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Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
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Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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