Apostila gratuita · 27 páginas

Bradiarritmias: bradicardia sinusal e bloqueio atrioventricular do 1º grau ao BAVT, com a conduta do ACLS

Intervalo PR e cálculo da frequência no ECG, causas extrínsecas e intrínsecas, bradicardia sinusal e doença do nó sinusal, BAV de 1º grau, Mobitz I e II, BAV 2:1, BAV avançado e BAVT, os 5 Ds da instabilidade, atropina, dopamina, adrenalina, marca-passo transcutâneo e transvenoso e os modos DDD e VVI. Duas questões comentadas: FAMEMA 2023 e HIAE 2025.

PDF de 3,6 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 27 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Cardiologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de bradiarritmias cobre

Do intervalo PR ao marca-passo, com a separação entre os bloqueios benignos e os que pedem marca-passo, que orienta a conduta na prova.

  • Observar ou indicar marca-passo

    BAV de 1º grau e Mobitz I costumam estar no próprio nó AV, ter evolução benigna e responder à atropina. Mobitz II e BAVT têm pior prognóstico e, sem causa reversível, indicação de marca-passo mesmo no paciente assintomático.

  • Algoritmo da bradicardia instável

    Atropina 1 mg IV a cada 3 a 5 minutos até 3 mg; sem resposta, marca-passo transcutâneo, dopamina de 5 a 20 mcg/kg/min ou adrenalina de 2 a 10 mcg/min, e depois o transvenoso.

  • Duas questões comentadas

    FAMEMA 2023, sobre o traçado que caracteriza o Mobitz I, e HIAE 2025, sobre a conduta na bradicardia instável com BAVT, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 27 páginas

Da fisiologia do nó AV aos modos de marca-passo, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela dos diagnósticos eletrocardiográficos
  2. 02Introdução: o nó AV, o intervalo PR e o atraso fisiológico
  3. 03Tipos de bradiarritmias e o cálculo da frequência no ECG
  4. 04Causas extrínsecas e intrínsecas de bradicardia
  5. 05Bradicardia sinusal e doença do nó sinusal
  6. 06Bloqueios atrioventriculares: 1º grau, Mobitz I, Mobitz II e BAVT
  7. 07Outros bloqueios: BAV 2:1 e BAV de alto grau
  8. 08Manejo: avaliação de instabilidade e os 5 Ds
  9. 09Bradicardia instável: atropina, medidas de resgate e marca-passo transvenoso
  10. 10Manejo dos casos estáveis
  11. 11Entendendo o marca-passo: o código de letras e os modos DDD e VVI
  12. 12Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Bradiarritmias: bradicardia sinusal, BAVs e marca-passo
Página da apostila: o algoritmo do ACLS para a bradicardia instável, da atropina ao marca-passo transcutâneo, dopamina ou adrenalina e, em seguida, ao marca-passo transvenoso.

O que é bloqueio atrioventricular?

Bloqueio atrioventricular (BAV) é o atraso ou a interrupção da passagem do estímulo elétrico dos átrios para os ventrículos pelo nó AV e pelo sistema de condução. Junto com a bradicardia sinusal, em que o nó sinusal gera estímulos lentos com a condução intacta, forma o grupo das bradiarritmias, com frequência abaixo de 50 a 60 bpm.

A classificação segue o destino da onda P. No BAV de 1º grau, nenhum estímulo é bloqueado: o intervalo PR passa de 200 ms, ou 5 quadradinhos, e toda onda P gera QRS. No BAV de 2º grau, alguns estímulos passam e outros não. No de 3º grau, o BAVT, nenhum chega aos ventrículos: há dissociação atrioventricular e um ritmo de escape mais lento, juncional ou ventricular.

O 2º grau tem subtipos. No Mobitz I, o fenômeno de Wenckebach, o PR aumenta a cada batimento até uma onda P ficar sem QRS, em geral por bloqueio no próprio nó AV. No Mobitz II, o PR é constante e o bloqueio vem de repente, em geral abaixo do nó, no feixe de His ou nos ramos. No BAV 2:1, só uma de cada duas ondas P conduz; no BAV avançado, duas ou mais ondas P seguidas são bloqueadas, com condução intermitente.

Para a conduta, BAV de 1º grau e Mobitz I, em geral no próprio nó AV, têm bom prognóstico; Mobitz II e BAVT têm pior prognóstico e indicam marca-passo quando a causa não é revertida, mesmo sem sintomas.

Página da apostila Bradiarritmias: bradicardia sinusal, BAVs e marca-passo

Comparativo

Bradicardia sinusal e BAVs: o que muda no ECG e na conduta

O achado do traçado e a conduta no paciente estável, segundo a apostila.

Achado no ECG, prognóstico e conduta no paciente estável por tipo de bradiarritmia. Fonte: apostila Med-Review R1, “Bradiarritmias”.
DiagnósticoAchado no ECGPrognósticoEstável, sem causa reversível
Bradicardia sinusalFC < 50-60 bpm, toda onda P conduz QRS, PR normalMuitas vezes fisiológica, como em atletas e no sonoObservar se assintomático; na doença do nó sinusal sintomática, marca-passo permanente
BAV de 1º grauPR > 200 ms e todas as ondas P conduzemBenignoObservar se assintomático
BAV de 2º grau Mobitz IPR aumenta até uma onda P ficar sem QRS (Wenckebach)Benigno, em geral no próprio nó AVObservar se assintomático
BAV de 2º grau Mobitz IIPR constante e bloqueio súbito de uma onda PPior: risco de evoluir para BAVTMarca-passo, mesmo sem sintomas
BAV de 3º grau (BAVT)Dissociação atrioventricular: P e QRS em ritmos independentes, com escape juncional ou ventricularPior: depende de um ritmo de escape lentoMarca-passo, mesmo sem sintomas

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir uma bradiarritmia, passo a passo

O raciocínio da apostila, da primeira avaliação no pronto-socorro ao marca-passo.

  1. Confirme a bradicardia no ECG

    Nos ritmos regulares, FC = 1500/RR em quadradinhos; mais de 5 a 6 quadradões entre os QRS já indicam bradicardia. No ritmo irregular, multiplique o número de QRS do D2 longo por 6.

  2. Avalie a instabilidade

    Procure os 5 Ds: dor torácica, dispneia, desmaio, diminuição da PA e diminuição do nível de consciência. No paciente instável, o tipo exato de bloqueio fica para depois.

  3. Instável: atropina primeiro

    Atropina 1 mg IV em bolus, a cada 3 a 5 minutos, até 3 mg. Ela funciona bem na bradicardia sinusal e nos bloqueios no nó AV e pode falhar no Mobitz II e no BAVT com escape ventricular, mas o ACLS a mantém como primeira linha para todos.

  4. Sem resposta, faça a ponte

    Marca-passo transcutâneo, dopamina de 5 a 20 mcg/kg/min ou adrenalina de 2 a 10 mcg/min, sem superioridade entre eles. No transcutâneo, programe cerca de 80 bpm, suba a corrente de 10 em 10 mA até a captura e acrescente 10% a 20%.

  5. Passe o transvenoso e trate a causa

    O marca-passo transvenoso, pela jugular interna direita ou pela subclávia esquerda, substitui o transcutâneo até a causa reversível ser corrigida ou o paciente receber o marca-passo permanente. Revise betabloqueador, hipercalemia, hipotireoidismo e isquemia.

  6. No estável, decida pelo bloqueio

    Afastadas as causas reversíveis, bradicardia sinusal, BAV de 1º grau e Mobitz I assintomáticos ficam em observação. Mobitz II e BAVT sem causa revertida vão para marca-passo, mesmo sem sintomas.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre bradiarritmias na prova

Qual a diferença entre Mobitz 1 e 2?

No Mobitz I, o intervalo PR aumenta a cada batimento até uma onda P ficar sem QRS, o fenômeno de Wenckebach; o bloqueio costuma estar no nó AV e é benigno. No Mobitz II, o PR é constante e uma onda P é bloqueada de repente, em geral abaixo do nó. Como pode evoluir para BAVT a qualquer instante, o Mobitz II sem causa reversível indica marca-passo mesmo sem sintomas.

O que é bloqueio atrioventricular de primeiro grau?

É o atraso exagerado da condução no nó AV, com intervalo PR acima de 200 ms, ou mais de 5 quadradinhos. Nenhum batimento é bloqueado: toda onda P gera QRS. Em geral não causa sintomas e tem evolução benigna; no paciente estável e assintomático, a conduta é observar e buscar causas reversíveis.

Quais medicamentos causam bradicardia?

Medicamentos são a causa reversível mais comum de bradicardia sinusal e de BAV: betabloqueadores, diltiazem e verapamil, digoxina, amiodarona, clonidina, lítio, ivabradina, inibidores da acetilcolinesterase como a donepezila e antidepressivos tricíclicos como a amitriptilina. Revisar a prescrição é o primeiro passo no paciente estável.

Quais são os tipos de bradicardia?

A lentidão tem duas origens: o nó sinusal gera estímulos devagar, na bradicardia sinusal, ou os estímulos ficam atrasados ou bloqueados no nó AV, nos bloqueios atrioventriculares. A bradicardia sinusal pode ser fisiológica em atletas e durante o sono; a doença do nó sinusal, típica de idosos, soma pausas, incompetência cronotrópica e a síndrome bradi-taqui.

O que fazer na bradicardia instável?

Seguir o algoritmo do ACLS, que é o mesmo para qualquer bradiarritmia: atropina 1 mg IV, repetida até 3 mg. Sem resposta, marca-passo transcutâneo ou infusão de dopamina ou adrenalina, como pontes. Depois, marca-passo transvenoso, enquanto se busca e trata a causa reversível, como na questão HIAE 2025.

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    Clínica Médica

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    Juliana Lacerda

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    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

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    Oftalmologia

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    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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