Definição pela hipóxia celular, DO2, VO2 e taxa de extração, SvcO2, gap de CO2 e lactato, janelas do choque, os quatro tipos pela macro-hemodinâmica, protocolo RUSH, fluidorresponsividade, aminas vasoativas e choque anafilático. Quatro questões comentadas, entre elas USP RP 2025 e UNIFESP 2022.
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Para que serve
Da célula com fome de oxigênio à escolha do vasopressor, com o raciocínio hemodinâmico que a prova de residência cobra.
SvcO2 abaixo de 70% indica extração alta, gap de CO2 acima de 6 mmHg aponta débito cardíaco baixo e o lactato só sobe depois do DO2 crítico, na fase dependente da oferta.
O distributivo é o único com RVS baixa e fase inicial hiperdinâmica. No obstrutivo, a PVC sobe e a POAP fica alta no tamponamento e normal ou baixa no TEP.
USP RP 2025 sobre taxa de extração, FCMS-PUC 2020 sobre o tipo de choque, UNIFESP 2021 sobre consumo de O2 e UNIFESP 2022 sobre anafilaxia, com gabarito e comentário.
Sumário
Da fisiologia da oferta de oxigênio ao tratamento, na ordem em que a apostila ensina.
Choque circulatório é uma síndrome grave, ameaçadora à vida, definida por hipóxia tecidual e celular. A causa é a redução da oferta de oxigênio, o aumento do consumo celular ou a utilização inadequada do oxigênio, isolados ou combinados. A apostila resume assim: choque é a célula com fome de oxigênio.
A definição não usa a palavra hipotensão. Na intoxicação por cianeto, débito cardíaco, resistência vascular e pressão arterial começam normais, mas a célula não consegue usar o oxigênio e entra em metabolismo anaeróbio. Existe choque com pressão arterial normal, e a hipotensão é um sinal tardio: sem tratamento, o quadro termina em hipotensão e falência de múltiplos órgãos.
A oferta de oxigênio, o DO2, depende do débito cardíaco e do conteúdo arterial de O2, determinado pela hemoglobina e pela saturação. Quando a oferta cai, a célula aumenta a taxa de extração e mantém o consumo, e a saturação venosa cai antes de o lactato subir. Abaixo do DO2 crítico, o consumo passa a depender da oferta, o metabolismo vira anaeróbio e surge a hiperlactatemia.
Pela origem, o choque é cardiogênico, por falha da bomba; hipovolêmico, por perda de volume; obstrutivo, por barreira física como TEP maciço, pneumotórax hipertensivo ou tamponamento cardíaco; ou distributivo, por vasodilatação, como no séptico e no anafilático. O distributivo é o único que começa com RVS baixa e débito cardíaco alto.
Comparativo
Débito cardíaco, resistência vascular e pressões de enchimento separam os tipos de choque. A tabela junta o perfil de cada um aos exemplos da apostila.
| Tipo | DC e RVS | PVC e POAP | Exemplos |
|---|---|---|---|
| Cardiogênico | DC reduzido desde o início; RVS elevada | PVC e POAP elevadas | Infarto extenso, miocardite, arritmias graves, doenças valvares |
| Hipovolêmico | DC normal ou reduzido; RVS muito elevada | PVC e POAP reduzidas | Hemorragia, hemorragia digestiva alta, desidratação grave |
| Obstrutivo | DC normal ou reduzido; RVS elevada | PVC elevada; POAP alta no tamponamento, normal ou baixa no TEP | TEP maciço, pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco |
| Distributivo | DC elevado na fase inicial; RVS reduzida | PVC e POAP reduzidas ou normais | Séptico, anafilático, neurogênico, SIRS |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio da apostila, do reconhecimento da hipoperfusão ao tratamento da causa.
Na pele, tempo de enchimento capilar prolongado e mottling; no rim, diurese abaixo de 0,5 mL/kg/h; no cérebro, confusão, agitação ou rebaixamento. Lactato, SvcO2 e gap de CO2 confirmam a hipóxia tecidual, mas se comportam de forma parecida em todos os tipos.
Monitorização contínua com eletrocardiograma, oximetria e pressão arterial, oxigênio suplementar, com intubação se Glasgow ≤ 8 ou insuficiência respiratória grave, e acessos venosos periféricos calibrosos.
Cruze débito cardíaco, RVS, PVC e POAP. À beira do leito, o protocolo RUSH avalia bomba, tanque e tubos: contratilidade e derrame pericárdico, veia cava inferior e linhas B, aorta e trombose venosa profunda.
A PVC não prevê resposta a fluidos. Use elevação passiva das pernas, prova volêmica de 250 a 500 mL em 5 a 10 minutos, ΔPP ≥ 13-15% ou VVS ≥ 12%; responde quem aumenta o débito em 10 a 15%. Antes, confira se o paciente é fluidotolerante.
É a droga vasoativa de primeira linha na maioria dos choques e pode começar em acesso periférico calibroso na emergência. A vasopressina é resgate no distributivo refratário; dobutamina ou milrinona entram na disfunção miocárdica. O alvo é PAM entre 65 e 70 mmHg.
Transfusão no hemorrágico, antibiótico no séptico, drenagem no pneumotórax hipertensivo. Febre, dor, tremores e agitação aumentam o VO2 e devem ser tratados. No choque anafilático, adrenalina intramuscular 0,5 mg na face anterolateral da coxa.
Perguntas frequentes
A apostila divide o choque em quatro grupos pela origem: cardiogênico, quando a bomba falha; hipovolêmico, quando falta volume; obstrutivo, quando há uma barreira física ao fluxo; e distributivo, quando a vasodilatação intensa faz a hemácia passar sem entregar o oxigênio. Em todos, o resultado final é a hipóxia da célula.
É o choque causado por vasodilatação generalizada, com queda da resistência vascular sistêmica. O choque séptico é o grande representante, seguido do anafilático. Na fase inicial, o débito cardíaco aumenta, a pele fica quente e o enchimento capilar é rápido, e a SvcO2 pode estar normal ou alta porque a célula extrai pouco oxigênio.
É o choque por falha da bomba, como no infarto extenso, na miocardite ou nas arritmias graves. O débito cardíaco cai desde o início e a descarga adrenérgica eleva a RVS. O sangue represa: a PVC sobe com turgência jugular e a POAP sobe com edema pulmonar. Na curva de Frank-Starling achatada, volume extra congestiona sem aumentar o débito.
São as drogas usadas quando o paciente segue hipotenso depois do volume ou já não é fluidorresponsivo. A noradrenalina é a primeira linha, com efeito alfa-1 predominante; a vasopressina é vasoconstritor puro de segunda linha; a adrenalina tem ação beta em dose baixa e alfa em dose alta; dobutamina e milrinona são inodilatadores para a disfunção miocárdica.
A conduta imediata e mais importante é adrenalina intramuscular 0,5 mg na face anterolateral da coxa, repetida a cada 5 a 15 minutos se os sintomas persistirem. Somam-se oxigênio em alto fluxo, intubação precoce se houver obstrução iminente da via aérea e bolus de cristaloide. Salbutamol, anti-histamínico e corticoide são adjuvantes, e a precocidade da adrenalina é a medida que mais reduz a mortalidade.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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