Apostila gratuita · 21 páginas

Hiperaldosteronismo primário: relação aldosterona/renina, teste salino, lateralidade e tratamento

Autonomia da zona glomerulosa e hiperaldosteronismo hiporreninêmico, hipertensão resistente com hipocalemia e onda U, rastreio pela relação aldosterona/renina, teste de sobrecarga salina, TC e cateterismo de veias adrenais, adrenalectomia unilateral e espironolactona. Três questões comentadas: UERJ 2019, SUS/SP 2026 e SCMBH 2022.

PDF de 2,7 MB. Gratuito.

Capa da apostila Hiperaldosteronismo primário: rastreio, confirmação e conduta em um tablet
Formato
Apostila · 21 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Endocrinologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de hiperaldosteronismo primário cobre

Da fisiologia do SRAA à escolha entre cirurgia e espironolactona, para a causa mais comum de hipertensão secundária refratária na prova de residência.

  • Algoritmo em três passos

    Rastreio pela relação aldosterona/renina acima de 30, confirmação pelo teste de sobrecarga salina sem queda da aldosterona e lateralidade por TC e cateterismo de veias adrenais.

  • Lateralidade define o tratamento

    Adenoma unilateral vai para adrenalectomia unilateral completa por laparoscopia; hiperplasia bilateral, para espironolactona, ou eplerenona se houver efeitos antiandrogênicos.

  • Três questões comentadas

    UERJ 2019, sobre o ECG da hipocalemia, SUS/SP 2026, sobre o algoritmo diagnóstico, e SCMBH 2022, sobre o manejo do aldosteronoma, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 21 páginas

Da fisiopatologia à conduta, na ordem do algoritmo.

  1. 01O que mais cai em prova: o mapa de prioridades
  2. 02Contexto clínico e por que o tema cai tanto
  3. 03Fisiopatologia: a autonomia da zona glomerulosa
  4. 04Reconhecimento clínico: hipertensão resistente, hipocalemia e ECG
  5. 05Questão estratégica: o eletrocardiograma e a hipocalemia
  6. 06Passo 1: rastreio com a relação aldosterona/renina
  7. 07Passo 2: teste de sobrecarga salina
  8. 08Passo 3: TC ou cateterismo de veias adrenais
  9. 09Questão estratégica: o algoritmo diagnóstico na prática
  10. 10Conduta: adrenalectomia unilateral ou espironolactona
  11. 11Questão estratégica: o manejo do aldosteronoma
  12. 12Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Hiperaldosteronismo primário: rastreio, confirmação e conduta
Página da apostila: o hiperaldosteronismo hiporreninêmico do hiperaldosteronismo primário comparado ao hipoaldosteronismo hiperreninêmico da insuficiência adrenal primária.

O que é hiperaldosteronismo primário?

Hiperaldosteronismo primário é a produção autônoma de aldosterona pela zona glomerulosa, independente da angiotensina II. A apostila atribui 70% dos casos à hiperplasia bilateral e 30% ao adenoma produtor de aldosterona, a síndrome de Conn.

Com volume expandido e pressão alta, o rim para de produzir renina. A marca da doença é o hiperaldosteronismo hiporreninêmico: aldosterona alta com renina suprimida. No hiperaldosteronismo secundário, como na estenose de artéria renal, a renina está alta.

A aldosterona age no túbulo contorcido distal e no ducto coletor, reabsorvendo sódio e água e excretando potássio e hidrogênio. Daí a hipertensão resistente, a hipocalemia com fraqueza proximal, cãibras, poliúria e polidipsia, e a alcalose metabólica. No ECG, a hipocalemia grave achata ou inverte a onda T, aumenta o QT e faz surgir onda U.

Na triagem, a maioria dos pacientes tem potássio normal. Por isso a apostila orienta rastrear todo paciente com hipertensão resistente, hipertensão com incidentaloma adrenal ou hipertensão de início precoce, mesmo com eletrólitos normais.

Página da apostila Hiperaldosteronismo primário: rastreio, confirmação e conduta

Comparativo

Aldosterona e renina: o primário e seus diagnósticos diferenciais

A dupla aldosterona e renina separa o hiperaldosteronismo primário dos diferenciais que a apostila cita.

Aldosterona e renina no hiperaldosteronismo primário e nos diferenciais citados na apostila. Fonte: apostila Med-Review R1, “Hiperaldosteronismo primário: rastreio, confirmação e conduta”.
SituaçãoAldosteronaReninaPista na prova
Hiperaldosteronismo primárioAltaSuprimidaRelação aldosterona/renina acima de 30 e teste salino sem queda da aldosterona
Hiperaldosteronismo secundário, como na estenose de artéria renalAltaAltaRaramente dá hipocalemia tão grave a ponto de gerar onda U proeminente
Síndrome de LiddleSuprimidaSuprimidaCanais de sódio renais hiperativos: hipertensão e hipocalemia com aldosterona baixa
Insuficiência adrenal primáriaBaixaAltaHipoaldosteronismo hiperreninêmico, com hipovolemia e hipercalemia

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como diagnosticar e tratar o hiperaldosteronismo primário, passo a passo

O algoritmo da apostila, da suspeita à conduta.

  1. Suspeite e rastreie cedo

    Hipertensão resistente, hipertensão com incidentaloma adrenal ou de início precoce entram no rastreio, com ou sem hipocalemia. Jovem com hipertensão grave, hipocalemia espontânea e onda U no ECG é o retrato clássico de prova.

  2. Calcule a relação aldosterona/renina

    Dose aldosterona e atividade de renina plasmática juntas. Aldosterona acima de 10 a 15 ng/dL com renina abaixo de 1 ng/mL/h e relação acima de 30, ou 20 conforme o laboratório, é rastreio positivo. A espironolactona deve ser suspensa 4 a 6 semanas antes.

  3. Confirme com sobrecarga salina

    Infunda 2 litros de soro fisiológico 0,9% IV em 4 horas: se a aldosterona não cair, a autonomia está provada. Fludrocortisona, captopril e furosemida são testes alternativos. Em jovem com quadro clínico e bioquímico exuberante, o teste pode ser pulado.

  4. Defina a lateralidade

    A TC de abdome é o primeiro exame, mas o cateterismo de veias adrenais é o padrão-ouro, com o gradiente de cortisol confirmando a canulação. Pode ser dispensado no paciente com menos de 35 anos, quadro exuberante, nódulo unilateral e adrenal contralateral normal.

  5. Opere o adenoma unilateral

    Adrenalectomia unilateral completa por laparoscopia, nunca a simples enucleação, pelo risco de persistência ou recidiva. No pré-operatório, a espironolactona controla a pressão e normaliza o potássio.

  6. Trate a hiperplasia bilateral com remédio

    A espironolactona é a escolha. Se houver ginecomastia, disfunção erétil, irregularidade menstrual ou mastalgia, troque pela eplerenona, mais seletiva. Depois do tratamento, a recuperação da renina pode demorar e exige acompanhamento.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre hiperaldosteronismo primário na prova

O que é hiperaldosteronismo?

É o excesso de aldosterona. No primário, a adrenal produz aldosterona de forma autônoma e a renina fica suprimida; no secundário, como na estenose de artéria renal, a renina está alta. A apostila trata do primário, causado por hiperplasia bilateral ou por adenoma, a síndrome de Conn.

Quais os sintomas de hiperaldosteronismo?

Hipertensão resistente e, pela perda de potássio, fraqueza muscular proximal, astenia, cãibras, poliúria e polidipsia, com alcalose metabólica. Na hipocalemia grave, o ECG mostra onda T achatada ou invertida, QT aumentado e onda U. A maioria dos pacientes, porém, tem potássio normal na triagem.

Qual achado é sugestivo de hiperaldosteronismo primário?

No laboratório, aldosterona alta com renina suprimida, o hiperaldosteronismo hiporreninêmico. Na clínica, hipertensão resistente com hipocalemia espontânea. Na UERJ 2019 da apostila, o achado foi um jovem com hipertensão de difícil controle, fraqueza proximal, CPK elevada e onda U no ECG.

Como interpretar a relação aldosterona/renina?

Divide-se a aldosterona plasmática pela atividade de renina plasmática, colhidas juntas. Com aldosterona acima de 10 a 15 ng/dL e renina abaixo de 1 ng/mL/h, a relação acima de 30, ou 20 conforme o laboratório, é rastreio positivo. O diagnóstico ainda depende do teste confirmatório.

Quando usar espironolactona no hiperaldosteronismo?

Na doença bilateral, em que a cirurgia é contraindicada, e no pré-operatório do adenoma, para controlar pressão e potássio. Ela bloqueia o receptor mineralocorticoide, mas também receptores de andrógeno e progesterona; com efeitos antiandrogênicos, troca-se pela eplerenona. Antes do rastreio, deve ser suspensa por 4 a 6 semanas.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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