Apostila gratuita · 46 páginas

Dislipidemia segundo as diretrizes: risco extremo, metas de LDL e terapia combinada desde o início

Lipoproteínas, ApoB e Lp(a), LDL calculado e colesterol não-HDL, rastreamento, escore de cálcio, estratificação do risco baixo ao extremo, EAR e EMAR no diabetes, metas de LDL, não-HDL e ApoB, estatinas, ezetimiba, ácido bempedoico, anti-PCSK9, efeitos adversos e dislipidemia mista. Cinco questões comentadas, entre elas HCPA 2026, SES/PE 2026 e AMP 2026.

PDF de 8,5 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 46 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Endocrinologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de dislipidemia cobre

A diretriz brasileira de dislipidemias resumida para a prova: estratificar o risco, fixar a meta e escolher a terapia inicial.

  • Risco extremo e as cinco metas

    LDL abaixo de 40 no risco extremo, 50 no muito alto, 70 no alto, 100 no intermediário e 115 no baixo, com o percentual mínimo de redução e o não-HDL somando 30 a cada alvo.

  • EAR e EMAR no diabético

    No diabetes não existe risco baixo. Idade, um a dois EAR, três ou mais EAR ou um EMAR levam o paciente do intermediário ao muito alto, com os cortes de CAC, albuminúria e retinopatia.

  • Cinco questões comentadas

    HCPA 2026, SES/PE 2026 e AMP 2026, um caso de estratificação no diabético e uma questão autoral sobre fatores agravantes, todas com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 46 páginas

Da partícula de LDL à dislipidemia mista, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: categoria de risco, meta de LDL e conduta inicial
  2. 02Lipoproteínas: da via endógena ao ateroma
  3. 03ApoB: massa de LDL versus número de partículas
  4. 04Lipoproteína(a): o risco genético e os pontos de corte
  5. 05Perfil lipídico: o que é aferido, o LDL calculado e o colesterol não-HDL
  6. 06Rastreamento de dislipidemia na infância e no adulto
  7. 07Imagem: escore de cálcio, Doppler de carótidas e aneurisma de aorta
  8. 08Estratificação de risco: o contínuo de risco, extremo e muito alto
  9. 09Risco alto: os atalhos laboratoriais e de imagem
  10. 10Escore PREVENT e fatores agravantes
  11. 11Estratificação no diabetes: EAR e EMAR
  12. 12Metas terapêuticas: LDL, não-HDL e ApoB
  13. 13Tratamento não farmacológico: dieta, atividade física, tabagismo e álcool
  14. 14Quando iniciar o tratamento farmacológico
  15. 15Estatinas, ezetimiba, ácido bempedoico e terapias anti-PCSK9
  16. 16Terapia combinada inicial: strike early, strike strong
  17. 17Acompanhamento e efeitos adversos das estatinas
  18. 18Dislipidemia mista e hipertrigliceridemia grave
  19. 19Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Dislipidemia e prevenção de aterosclerose
Página da apostila: os estratificadores de alto risco no diabético, de tempo de diagnóstico, hipertensão e tabagismo à aterosclerose subclínica com CAC entre 10 e 300.

Como as diretrizes de dislipidemia estratificam o risco e definem a meta de LDL?

A diretriz brasileira de dislipidemias usa o contínuo de risco, com cinco categorias: baixo, intermediário, alto, muito alto e extremo. Cada uma tem uma meta de LDL: abaixo de 115, 100, 70, 50 e 40 mg/dL, respectivamente, com redução mínima de 30% no baixo e no intermediário e de 50% do alto para cima. O colesterol não-HDL é meta coprimária, com o alvo do LDL mais 30, e a ApoB é meta secundária.

O risco extremo é a categoria criada para a vulnerabilidade vascular máxima: múltiplos eventos ateroscleróticos maiores ou um evento maior com pelo menos duas condições de alto risco. Um evento isolado, CAC acima de 300 ou obstrução arterial igual ou acima de 50% colocam o paciente no muito alto. LDL igual ou acima de 190, Lp(a) acima de 180 mg/dL, CAC entre 100 e 300, placa com obstrução abaixo de 50% e aneurisma de aorta abdominal são atalhos diretos para o risco alto.

Quem não tem atalho é estratificado pelo escore PREVENT, de 30 a 79 anos: abaixo de 5% é baixo, de 5% a 19,9% é intermediário e a partir de 20% é alto. Um fator agravante, como MASLD, doença inflamatória, Lp(a) igual ou acima de 50 mg/dL ou pré-eclâmpsia, sobe o paciente uma categoria, e LDL entre 160 e 189 garante no mínimo o intermediário.

No diabético, o ponto de partida já é o risco intermediário. Idade a partir de 50 anos no homem e 56 na mulher, ou um a dois EAR, levam ao alto; três ou mais EAR ou um EMAR, ao muito alto. Do risco alto em diante, a conduta é terapia combinada desde o início: estatina de alta intensidade com ezetimiba, e anti-PCSK9 no risco extremo.

Página da apostila Dislipidemia e prevenção de aterosclerose

Comparativo

Metas de LDL e não-HDL e conduta inicial por categoria de risco

O alvo de cada categoria e o que prescrever na primeira consulta, segundo a apostila.

Metas de LDL-c, redução percentual mínima, meta de colesterol não-HDL e conduta farmacológica inicial por categoria de risco cardiovascular. Fonte: apostila Med-Review R1, “Dislipidemia e prevenção de aterosclerose”.
CategoriaMeta de LDLMeta de não-HDLConduta inicial
Extremo< 40 mg/dL e redução ≥ 50%< 70 mg/dLEstatina de alta intensidade + ezetimiba + anti-PCSK9
Muito alto< 50 mg/dL e redução ≥ 50%< 80 mg/dLEstatina de alta intensidade + ezetimiba; considerar anti-PCSK9
Alto< 70 mg/dL e redução ≥ 50%< 100 mg/dLEstatina de alta intensidade + ezetimiba
Intermediário< 100 mg/dL e redução ≥ 30%< 130 mg/dLEstatina se o LDL seguir ≥ 130 mg/dL após mudança de estilo de vida
Baixo< 115 mg/dL e redução ≥ 30%< 145 mg/dLEstatina se o LDL seguir ≥ 145 mg/dL após mudança de estilo de vida

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como tratar a dislipidemia, passo a passo

O raciocínio da apostila, do laudo do perfil lipídico ao ajuste depois de 4 semanas.

  1. Leia como o LDL foi obtido

    Colesterol total, HDL, triglicérides, Lp(a) e ApoB são medidos; LDL e não-HDL são calculados. A equação de Martin/Hopkins é a preferencial, e Friedewald perde acurácia com TG acima de 400 mg/dL. Com TG acima de 440, foque no colesterol não-HDL.

  2. Procure eventos e doença na imagem

    Múltiplos eventos maiores, ou um evento com duas condições de alto risco, definem o risco extremo. Um evento isolado, CAC acima de 300 ou obstrução igual ou acima de 50% definem o muito alto.

  3. Cheque os atalhos e o PREVENT

    LDL igual ou acima de 190, Lp(a) acima de 180 mg/dL, CAC entre 100 e 300, placa abaixo de 50% e aneurisma de aorta levam direto ao risco alto. Sem atalho, calcule o PREVENT e promova uma categoria se houver fator agravante.

  4. No diabético, conte EAR e EMAR

    O diabético nunca é risco baixo. Jovem sem estratificadores fica no intermediário; idade de corte ou um a dois EAR, alto; três ou mais EAR ou um EMAR, muito alto. No DM, o CAC entre 10 e 300 já é EAR.

  5. Inicie conforme a categoria

    Do risco alto ao extremo, comece o remédio junto com a mudança de estilo de vida, em terapia combinada; na síndrome coronariana aguda, nas primeiras 24 horas. No baixo e no intermediário, trate se o LDL seguir 30 mg/dL acima do alvo; no diabético, sem essa margem.

  6. Reavalie em 4 semanas

    Fora da meta, acrescente ezetimiba, anti-PCSK9 ou ácido bempedoico. Com TG igual ou acima de 500 mg/dL, o fibrato vem primeiro para prevenir pancreatite, e a estatina entra depois; se precisar associar, use fenofibrato, nunca genfibrozila.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre dislipidemia na prova

O que é dislipidemia?

É a alteração do perfil lipídico plasmático, um dos principais motores do desenvolvimento e da progressão da aterosclerose. O LDL atravessa o endotélio, fica retido na íntima e dispara a inflamação que forma a placa. Por isso, o tratamento mira as partículas aterogênicas, LDL e não-HDL, e não a elevação do HDL.

Para que serve a dosagem de lipoproteína(a)?

Para mapear o risco cardiovascular genético. A Lp(a) é 90% determinada pela genética e estável desde a infância, por isso é dosada uma vez na vida em todos os adultos. Valor igual ou acima de 50 mg/dL é fator agravante; acima de 180 mg/dL coloca o paciente no risco alto. Estatina e ezetimiba não a reduzem; as terapias anti-PCSK9 reduzem cerca de 20% a 30%.

O que é dislipidemia mista?

É o LDL acima da meta para o risco do paciente associado a triglicérides elevados, a partir de 150 mg/dL em jejum ou 175 mg/dL pós-prandial. Com TG entre 150 e 499, a escolha inicial segue sendo a estatina de alta intensidade. A partir de 500 mg/dL, a prioridade é evitar pancreatite: fibrato, dieta e suspensão do álcool, e a estatina entra depois.

Qual a meta de LDL para alto risco cardiovascular?

Abaixo de 70 mg/dL, com redução de pelo menos 50% do LDL basal; a meta de não-HDL é abaixo de 100 mg/dL. No risco alto, a apostila recomenda iniciar estatina de alta intensidade associada a ezetimiba já na primeira prescrição, como na questão AMP 2026 da diabética hipertensa.

O que é a estratificação de risco cardiovascular na dislipidemia?

É classificar o paciente em uma das cinco categorias do contínuo de risco para definir a meta de LDL e a intensidade do tratamento. Eventos prévios e imagem definem extremo e muito alto; atalhos laboratoriais e de imagem levam ao alto; os demais passam pelo PREVENT e pelos fatores agravantes. No diabético, a estratificação usa idade, EAR e EMAR.

Quando usar o fibrato e qual fibrato associar à estatina?

O fibrato é indicado quando os triglicérides passam de 500 mg/dL, para prevenir pancreatite aguda, e não para elevar o HDL. Se for preciso associar à estatina, o fibrato de escolha é o fenofibrato. A genfibrozila inibe a eliminação das estatinas e aumenta muito o risco de miopatia e rabdomiólise.

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    Clínica Médica

    Raquel Khoury

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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