Metformina, inibidores de SGLT2, agonistas de GLP-1 e tirzepatida, inibidores da DPP-4, sulfonilureias, glinidas, pioglitazona e acarbose, com mecanismo, efeito colateral e contraindicação de cada classe. Depois, AD1, AD e terapia baseada em insulina, os cinco cenários do algoritmo e o ajuste de dose na doença renal. Três questões comentadas, entre elas UNIFESP 2024 e SES-PE 2025.
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Para que serve
Do mecanismo de cada classe à escolha do esquema pelo risco cardiovascular, pelo peso e pela HbA1c.
A tabela de abertura junta exemplos, o que a banca cobra e os efeitos colaterais: acidose lática e B12 na metformina, cetoacidose euglicêmica no iSGLT2, carcinoma medular de tireoide no GLP-1, retenção hídrica na pioglitazona.
Risco cardiovascular, IMC e HbA1c de corte 7,5% definem monoterapia ou terapia dupla, quando o AD1 entra mesmo com a glicemia boa e quando começar insulina de imediato.
UNIFESP 2024 sobre efeitos colaterais, SES-PE 2025 sobre DM2 com insuficiência cardíaca e uma questão sobre análogos de GLP-1, todas com gabarito e comentário.
Sumário
Das metas de HbA1c ao ajuste de dose na doença renal, na ordem em que a apostila ensina.
As classes de antidiabéticos cobradas na prova são metformina, inibidores de SGLT2, agonistas de GLP-1 e a tirzepatida, inibidores da DPP-4, sulfonilureias, glinidas, pioglitazona e acarbose. A escolha no DM2 se apoia em três perguntas feitas antes da prescrição: o paciente tem doença cardiovascular estabelecida ou alto risco, tem sobrepeso ou obesidade, e quão alta está a HbA1c.
Para organizar a resposta, a apostila divide os fármacos pela capacidade de proteger órgãos. Os AD1, com benefício cardiorrenal comprovado, são os agonistas de GLP-1, a tirzepatida e os iSGLT2. Os AD baixam a glicose com segurança cardiovascular, sem mudar desfechos da mesma forma: inibidores da DPP-4, pioglitazona e as sulfonilureias seguras, gliclazida e glimepirida. A terceira via é a terapia baseada em insulina.
O número de remédios sai da HbA1c: abaixo de 7,5%, monoterapia; a partir de 7,5%, terapia dupla desde o início. No risco cardiovascular baixo ou intermediário sem obesidade, a primeira escolha é a metformina; com obesidade, agonista de GLP-1 ou tirzepatida. No risco alto, o AD1 entra mesmo com a glicemia controlada, com preferência pelo iSGLT2 no paciente sem obesidade e pelo GLP-1 no obeso.
Insuficiência cardíaca e doença renal do diabetes pedem iSGLT2 independentemente da HbA1c. O paciente sintomático, com poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso, HbA1c acima de 10% ou glicemia acima de 300 mg/dL, começa terapia baseada em insulina de imediato. Se a HbA1c segue acima da meta, a reavaliação é a cada 3 meses: verificar adesão e intensificar.
Comparativo
O que diferencia cada classe na hora de escolher e o efeito colateral que a banca mais pergunta.
| Classe | Mecanismo | Peso | Risco que a banca cobra |
|---|---|---|---|
| Metformina | Reduz a produção hepática de glicose e melhora a sensibilidade muscular | Neutra | Acidose lática e deficiência de B12; suspender com TFG < 30 |
| Inibidores de SGLT2 | Bloqueiam o SGLT2 no túbulo proximal: glicosúria e natriurese | Perda leve, 2 a 3 kg | Candidíase genital e cetoacidose euglicêmica |
| Agonistas de GLP-1 | Insulina dependente de glicose, menos glucagon, esvaziamento gástrico lento e saciedade | Perda potente | Náuseas e eventos biliares; contraindicados com história de CMT ou NEM-2 |
| Inibidores da DPP-4 | Prolongam a ação do GLP-1 e do GIP endógenos | Neutros | Raros: dor articular e angioedema; saxagliptina e internação por IC |
| Sulfonilureias | Fecham canais de K+ ATP-dependentes e liberam insulina independentemente da glicose | Aumentam | Hipoglicemia, maior com glibenclamida; gliclazida MR é a mais segura |
| Pioglitazona | Agonista PPAR-gama: aumenta a sensibilidade à insulina | Aumenta | Retenção hídrica com descompensação de IC e fraturas |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A sequência do algoritmo da apostila, do primeiro dado clínico ao ajuste pela função renal.
Insuficiência cardíaca ou doença renal do diabetes, definida por albuminúria acima de 30 mg/g ou TFGe abaixo de 60 mL/min, tornam o iSGLT2 obrigatório, seja qual for a HbA1c. Se o iSGLT2 for contraindicado ou não tolerado, o agonista de GLP-1 é a alternativa com benefício renal.
Infarto ou AVC prévio e alto risco cardiovascular pedem AD1, mesmo com a glicemia boa. Sem obesidade, prefira iSGLT2; com obesidade, agonista de GLP-1 ou tirzepatida. Se os AD1 forem inviáveis, use metformina.
No risco baixo ou intermediário sem sobrepeso, a primeira escolha é a metformina, eficaz, segura e barata. Com sobrepeso ou obesidade, agonista de GLP-1 ou tirzepatida; se o custo for proibitivo, iSGLT2 ou metformina.
HbA1c abaixo de 7,5% pede monoterapia; a partir de 7,5%, terapia dupla desde o início. No alto risco com obesidade e HbA1c alta, considere associar iSGLT2 e agonista de GLP-1. Nunca associe agonista de GLP-1 com inibidor da DPP-4.
Com os 4 Ps, HbA1c acima de 10% ou glicemia acima de 300 mg/dL, comece a terapia baseada em insulina de imediato. Depois de estabilizar, dá para tentar retirar a insulina e voltar aos AD1 e AD.
Metformina em dose plena acima de 45, até 1 g/dia entre 30 e 45 e suspensa abaixo de 30. iSGLT2 pode ser iniciado com TFGe a partir de 20; glibenclamida é contraindicada abaixo de 60. Linagliptina é a única gliptina sem ajuste, mesmo em diálise.
Perguntas frequentes
Glibenclamida, glimepirida e gliclazida. Elas se ligam ao receptor SUR-1 da célula beta, fecham os canais de potássio dependentes de ATP e liberam insulina independentemente da glicose, por isso causam hipoglicemia, inclusive em jejum, e ganho de peso. A gliclazida MR é a preferida: menor risco de hipoglicemia grave e não gera metabólitos ativos que se acumulam na disfunção renal.
Dapagliflozina, empagliflozina e canagliflozina, as gliflozinas. Elas bloqueiam o cotransportador SGLT2 no túbulo contorcido proximal e causam glicosúria e natriurese. Reduzem mortalidade e internação por insuficiência cardíaca e a progressão da doença renal; os efeitos colaterais mais cobrados são candidíase genital e cetoacidose euglicêmica.
Liraglutida, semaglutida e dulaglutida, análogos do GLP-1 resistentes à DPP-4. A tirzepatida é um co-agonista de GLP-1 e GIP, com a maior perda de peso da classe, de 13% a 15% em média nos estudos. São contraindicados com história pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou NEM-2 e não devem ser associados a inibidores da DPP-4.
Com a glicose saindo na urina, a glicemia cai, a insulina endógena diminui e o glucagon sobe. Esse desbalanço estimula a lipólise e a produção de corpos cetônicos, e a cetoacidose aparece com glicemia normal ou pouco elevada, abaixo de 200 mg/dL. Paciente em uso de gliflozina com náuseas, vômitos e dor abdominal pede gasometria e cetonemia, mesmo com HGT normal.
Com TFG acima de 45 mL/min, dose plena; entre 30 e 45, reduzir a dose pela metade, com máximo de 1 g/dia; abaixo de 30, suspender pelo risco de acidose lática. A apostila lembra ainda a dosagem anual de vitamina B12 depois de 4 anos de uso contínuo, recomendada pela SBD.
A linagliptina, porque a excreção é biliar e fecal. É a gliptina de escolha nas provas para pacientes dialíticos ou com doença renal grave. As demais gliptinas podem ser usadas até a diálise, desde que a dose seja ajustada pela TFG.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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