Apostila gratuita · 27 páginas

Reposição hormonal no climatério e na menopausa: janela, esquema e via

Fisiopatologia da transição menopausal, diagnóstico, janela de oportunidade, esquema pelo útero, via pelo escore de Framingham, contraindicações absolutas, alternativas não hormonais, síndrome geniturinária e osteoporose. Sete questões comentadas, entre elas UFRJ 2024 e UERJ 2023.

PDF de 2,7 MB. Gratuito.

Capa da apostila Climatério e menopausa: fisiopatologia e terapia hormonal em um tablet
Formato
Apostila · 27 páginas
Área da prova
Ginecologia e Obstetrícia · Ginecologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de climatério cobre

Da queda da inibina B à prescrição da terapia hormonal na paciente com comorbidades, que é onde as bancas apertam.

  • Janela, útero e via

    Início antes dos 60 anos ou com menos de 10 anos de menopausa; estrogênio com progestagênio em quem tem útero; via transdérmica na hipertensa, diabética, obesa e tabagista.

  • Contraindicações e alternativas

    As contraindicações absolutas da terapia hormonal sistêmica, o estrogênio vaginal na síndrome geniturinária e as opções não hormonais, com a venlafaxina na usuária de tamoxifeno.

  • Sete questões comentadas

    UFRJ 2024, IAMSPE 2018, UNESP 2021, UEL 2025, SURCE 2021, USP-RP 2020 e UERJ 2023, com gabarito e comentário dentro de cada seção.

Sumário

O que tem dentro das 27 páginas

Na ordem da apostila, da fisiopatologia da transição menopausal à osteoporose.

  1. 01O que mais cai em prova: mapa de prioridades da terapia hormonal
  2. 02Introdução: por que o tema cai tanto
  3. 03Transição menopausal: inibina B e FSH
  4. 04Menopausa estabelecida, IOP e menopausa precoce
  5. 05Exames: quando dosar FSH e a propedêutica antes da TH
  6. 06Sintomas vasomotores, neuropsiquiátricos e síndrome geniturinária
  7. 07Terapia hormonal: a janela de oportunidade
  8. 08Esquema: o útero dita as regras
  9. 09Via de administração: oral, transdérmica e vaginal, com tabela de doses
  10. 10Risco cardiovascular pelo escore global de Framingham
  11. 11Contraindicações absolutas e manejo local da síndrome geniturinária
  12. 12Alternativas não hormonais e fezolinetanto
  13. 13Tibolona, testosterona e tecnologias baseadas em energia
  14. 14Osteoporose pós-menopausa: RANKL, densitometria e bisfosfonatos
  15. 15Sete questões estratégicas ao longo do capítulo
  16. 16Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Climatério e menopausa: fisiopatologia e terapia hormonal
Página da apostila: contraindicações absolutas da terapia hormonal, o erro comum sobre antecedente familiar e o manejo local da síndrome geniturinária.

Quando indicar a reposição hormonal no climatério?

A reposição hormonal no climatério é o tratamento mais eficaz dos sintomas da menopausa e deve começar na janela de oportunidade: antes dos 60 anos ou com menos de 10 anos de menopausa. Quem tem útero usa estrogênio com progestagênio; a histerectomizada usa estrogênio isolado. A via depende do risco cardiovascular.

Acima dos 45 anos com sintomas clássicos, o diagnóstico é clínico. FSH acima de 30 mUI/mL com estradiol baixo fica para a dúvida, como na mulher mais jovem ou histerectomizada. A primeira alteração hormonal é a queda da inibina B, que libera o FSH com a mulher ainda menstruando. Antes da TH: mamografia de até 1 ano, glicemia de jejum, perfil lipídico e colpocitologia em dia.

Com útero, estrogênio e progestagênio; a progesterona natural micronizada é a mais segura. Sem útero, estrogênio isolado, porque o progestagênio não traz benefício endometrial e pode aumentar o risco de câncer de mama. A exceção é a histerectomia por endometriose profunda, que pede estrogênio com progesterona para não reativar focos residuais, como na questão IAMSPE 2018 da apostila.

A via oral passa pelo fígado: reduz LDL e aumenta HDL, mas estimula triglicerídeos, fatores de coagulação e o sistema renina-angiotensina. A transdérmica é neutra e preferencial na hipertensa, diabética, obesa, tabagista, com hipertrigliceridemia ou enxaqueca com aura. Pelo escore de Framingham: risco baixo, qualquer via; intermediário, transdérmica; alto ou doença cardiovascular estabelecida, sem TH sistêmica.

Contraindicações absolutas: câncer de mama atual ou passado, câncer de endométrio, sangramento vaginal inexplicado, doença hepática ativa ou grave, evento tromboembólico prévio (TVP, TEP, AVC ou infarto) e porfiria. Antecedente familiar de câncer de mama, tabagismo e melanoma não contraindicam. Sem hormônio, os fogachos vão para venlafaxina, desvenlafaxina, gabapentina, pregabalina ou clonidina; com tamoxifeno, evite paroxetina e fluoxetina, que inibem a CYP2D6.

Página da apostila Climatério e menopausa: fisiopatologia e terapia hormonal

Comparativo

Terapia hormonal na menopausa por situação clínica

As situações que as bancas montam em caso clínico, com a conduta e o motivo de cada uma.

Conduta de terapia hormonal por situação clínica; dose e via vêm detalhadas na apostila. Fonte: apostila Med-Review R1, “Climatério e menopausa: fisiopatologia e terapia hormonal”.
Situação clínicaCondutaPor quê
Menos de 60 anos ou menos de 10 anos de menopausaPode iniciar a THDentro da janela, o benefício supera o risco; fora dela, aumentam infarto, AVC e tromboembolismo
Paciente com úteroEstrogênio + progestagênioEstrogênio isolado causa hiperplasia e câncer de endométrio
HisterectomizadaEstrogênio isoladoExceção: histerectomia por endometriose profunda, que pede progesterona
Hipertensa, diabética, obesa ou tabagistaVia transdérmicaEvita a primeira passagem hepática; não aumenta fatores de coagulação nem ativa o sistema renina-angiotensina
Hígida, risco cardiovascular baixoQualquer via, oral viávelA via oral melhora LDL e HDL, mas aumenta triglicerídeos
Risco alto ou doença cardiovascular estabelecidaSem TH sistêmicaRisco de instabilizar placa; usar venlafaxina, desvenlafaxina, escitalopram ou clonidina
Câncer de mama em uso de tamoxifenoVenlafaxina para os fogachosParoxetina e fluoxetina inibem a CYP2D6 e cortam o efeito do tamoxifeno
Só síndrome geniturináriaEstrogênio vaginal (estriol, promestrieno)Absorção sistêmica mínima; não precisa de progestagênio, mesmo com útero

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como prescrever a terapia hormonal, passo a passo

O raciocínio da revisão final da apostila, do diagnóstico à via de administração.

  1. Confirme o diagnóstico pela clínica

    Menopausa é a parada permanente da menstruação após 12 meses consecutivos de amenorreia, em média aos 50 a 51 anos. Antes dos 40 anos é insuficiência ovariana prematura; entre 40 e 45, menopausa precoce. FSH acima de 30 mUI/mL só na dúvida diagnóstica.

  2. Faça a propedêutica antes da TH

    Mamografia de no máximo 1 ano, glicemia de jejum, perfil lipídico e colpocitologia oncótica em dia. Afira a pressão arterial: idade, tabagismo, diabetes, pressão sistólica e lipídios entram no escore global de Framingham, que a SBC sugere para mulheres brasileiras.

  3. Descarte as contraindicações absolutas

    Câncer de mama atual ou passado, câncer de endométrio, sangramento vaginal inexplicado, doença hepática ativa ou grave, evento tromboembólico prévio (TVP, TEP, AVC ou infarto) e porfiria. Qualquer uma delas contraindica a TH sistêmica e leva às alternativas não hormonais.

  4. Confira a janela de oportunidade

    Inicie antes dos 60 anos ou com menos de 10 anos de menopausa. Fora da janela, como aos 65 anos, a TH aumenta infarto, AVC e eventos tromboembólicos. Dentro dela, a TH não deve ser indicada só para prevenir doença cardiovascular.

  5. Escolha o esquema pelo útero

    Com útero, estrogênio e progestagênio, de preferência progesterona natural micronizada. Sem útero, estrogênio isolado, salvo histerectomia por endometriose profunda. Tibolona tem efeito estrogênico, progestagênico e androgênico, mas não é recomendada acima dos 60 anos pelo risco de AVC.

  6. Escolha a via pelo risco cardiovascular

    Risco baixo: oral ou transdérmica, conforme preferência e perfil lipídico. Risco intermediário, diabetes ou síndrome metabólica: transdérmica. Risco alto ou infarto e AVC prévios: sem TH sistêmica, com venlafaxina, desvenlafaxina, escitalopram ou clonidina para os fogachos.

  7. Trate a síndrome geniturinária e o osso

    Queixa só vaginal: estrogênio tópico, sem progestagênio; com contraindicação, hidratante, lubrificante e laser ou radiofrequência. Densitometria universal a partir dos 65 anos. Osteoporose estabelecida na idosa: bisfosfonato, cálcio e vitamina D, sem TH como primeira linha.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre reposição hormonal no climatério na prova

Qual a diferença entre climatério, perimenopausa e menopausa?

O climatério é a fase inteira de transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo. A perimenopausa, ou transição menopausal, fica dentro dele, com ciclos irregulares e anovulatórios. A menopausa é um marco retrospectivo: parada permanente da menstruação após 12 meses consecutivos de amenorreia, em média aos 50 a 51 anos.

Quando iniciar a terapia hormonal no climatério?

Na mulher sintomática dentro da janela de oportunidade: antes dos 60 anos ou com menos de 10 anos de menopausa. A questão UEL 2025 da apostila cobra a pegadinha: a janela confere segurança e benefício, mas a TH não deve ser iniciada com a finalidade exclusiva de cardioproteção. Fora da janela, aumenta o risco de eventos cardiovasculares.

Quais são as contraindicações da terapia de reposição hormonal?

Absolutas: câncer de mama atual ou passado (in situ ou não), câncer de endométrio, sangramento vaginal inexplicado, doença hepática ativa ou grave, evento tromboembólico prévio (TVP, TEP, AVC ou infarto) e porfiria. Antecedente familiar de câncer de mama, tabagismo e melanoma não são contraindicação. Na questão UNESP 2021, avó com câncer de mama e hipotireoidismo não impedem a TH sistêmica.

Quando preferir a reposição hormonal transdérmica?

Na hipertensa, diabética, obesa, tabagista, hepatopata leve, com hipertrigliceridemia, enxaqueca com aura ou risco cardiovascular intermediário. A via transdérmica evita a primeira passagem hepática, não aumenta fatores de coagulação e tem impacto neutro nos lipídios. Na questão UNESP 2021 da apostila, a paciente hipertensa com IMC 31 tem a transdérmica como primeira escolha.

Qual a conduta nos fogachos da paciente com câncer de mama em uso de tamoxifeno?

Venlafaxina. O tamoxifeno precisa da CYP2D6 para virar endoxifeno, e paroxetina e fluoxetina inibem essa enzima. É o gabarito da questão SURCE 2021. Se houver também síndrome geniturinária, como na questão USP-RP 2020, a resposta junta venlafaxina para os fogachos com hidratante e lubrificante vaginais.

Quando pedir densitometria óssea na pós-menopausa?

O Ministério da Saúde e a FEBRASGO indicam rastreio universal a partir dos 65 anos. Antes disso, só com fator de risco: fratura por fragilidade, baixo peso, corticoide crônico, tabagismo ou menopausa precoce. A perda óssea vem do aumento do RANKL e da queda da osteoprotegerina e atinge primeiro o osso trabecular, como cobra a questão UERJ 2023.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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