Apostila gratuita · 20 páginas

Fisiologia do ciclo menstrual: do eixo HHO ao endométrio

Ciclo normal pela FIGO, eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, teoria das duas células, recrutamento folicular, pico de LH, corpo lúteo, leitura do ovário e do endométrio na ultrassonografia, SPM e TDPM. Três questões comentadas: ISCMSP 2022, USP-SP 2021 e UFRJ 2025.

PDF de 3,2 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 20 páginas
Área da prova
Ginecologia e Obstetrícia · Ginecologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de ciclo menstrual cobre

Da pulsatilidade do GnRH à imagem do endométrio na ultrassonografia, com as correlações que as bancas transformam em pegadinha.

  • Hormônio por hormônio, fase por fase

    GnRH, FSH, LH, estradiol, progesterona e inibinas na ordem em que agem: recrutamento, dominância, feedback positivo, pico de LH, corpo lúteo e luteólise.

  • O ciclo lido na ultrassonografia

    Folículo dominante de 18 a 25 mm, endométrio trilaminar, corpo lúteo com anel de fogo ao Doppler, líquido livre no fundo de saco e endométrio secretor hiperecogênico.

  • Três questões comentadas

    ISCMSP 2022 sobre esteroidogênese, USP-SP 2021 sobre a fase folicular e UFRJ 2025 sobre o corpo lúteo, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 20 páginas

Na ordem da apostila, da menarca à síndrome pré-menstrual.

  1. 01O que mais cai em prova: tabela de parâmetros da FIGO
  2. 02Menarca e o início da vida reprodutiva
  3. 03Ciclo normal pela FIGO: intervalo, duração e regularidade
  4. 04Eixo hipotálamo-hipófise-ovariano e pulsatilidade do GnRH
  5. 05Teoria das duas células e duas gonadotrofinas
  6. 06Questão estratégica: esteroidogênese
  7. 07Recrutamento e dominância folicular
  8. 08O gatilho da ovulação: o pico de LH
  9. 09Fase lútea e secretora: o corpo lúteo
  10. 10Luteólise e menstruação
  11. 11Ultrassonografia na fase folicular: folículo dominante e endométrio trilaminar
  12. 12Ultrassonografia na fase lútea: corpo lúteo, anel de fogo e líquido livre
  13. 13Endométrio secretor hiperecogênico
  14. 14Muco cervical, vagina e temperatura basal
  15. 15SPM e TDPM: diagnóstico e escada terapêutica
  16. 16Resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Fisiologia do ciclo menstrual
Página da apostila: gráfico dos hormônios ao longo do ciclo, recrutamento e dominância folicular e o gatilho da ovulação pelo pico de LH.

Como funciona a fisiologia do ciclo menstrual?

A fisiologia do ciclo menstrual é comandada pelo eixo hipotálamo-hipófise-ovariano: o GnRH pulsátil libera FSH e LH, que fazem o folículo produzir estradiol. O estradiol alto dispara o pico de LH e a ovulação; o corpo lúteo produz progesterona; sem gravidez, ele regride em 11 a 14 dias e vem a menstruação.

Pela FIGO, o intervalo entre o primeiro dia de uma menstruação e o da seguinte vai de 24 a 38 dias, o sangramento dura até 8 dias, e o ciclo é regular quando a diferença entre o mais longo e o mais curto é inferior a 9 dias. Na adolescência e na perimenopausa, ciclos irregulares com intervalos longos são esperados, pela anovulação.

Na teoria das duas células, a teca tem receptor de LH e transforma colesterol em androgênios (androstenediona e testosterona). A granulosa tem receptor de FSH, recebe esses androgênios por difusão e, pela aromatase estimulada pelo FSH, os converte em estradiol. A questão ISCMSP 2022 da apostila pergunta exatamente a enzima: aromatase.

O recrutamento inicial independe de gonadotrofinas; o FSH só se torna essencial na fase antral. O folículo com mais receptores de FSH vira dominante, e os outros sofrem atresia. Com estradiol acima de 200 pg/ml por cerca de 48h, o feedback vira positivo e dispara o pico de LH, que retoma a meiose I; a ovulação ocorre 10-12 horas após o pico.

Na fase folicular, a ultrassonografia mostra folículos menores que 10 mm, um dominante de 18 a 25 mm e endométrio trilaminar pelo estrogênio, como na questão USP-SP 2021. Após a ovulação, corpo lúteo com bordas irregulares e anel de fogo ao Doppler, líquido livre no fundo de saco e endométrio hiperecogênico indicam fase lútea, gabarito da questão UFRJ 2025.

Página da apostila Fisiologia do ciclo menstrual

Comparativo

Hormônios do ciclo menstrual: origem e papel

O que cada hormônio faz e de onde vem, na sequência em que entra no ciclo.

Hormônios do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano e seu papel no ciclo. Fonte: apostila Med-Review R1, “Fisiologia do ciclo menstrual”.
HormônioOrigemPapel no ciclo
GnRHNúcleo arqueado do hipotálamo, de modo pulsátilPulsos rápidos e baixos na primeira metade, lentos e amplos na fase lútea; liberação contínua dessensibiliza a hipófise
FSHAdeno-hipófise, age na granulosaRecruta a coorte de folículos e estimula a aromatase, que converte androgênio em estradiol
LHAdeno-hipófise, age na tecaEstimula androgênios na teca; o pico dispara a ovulação e forma o corpo lúteo
EstradiolGranulosa do folículo dominanteFeedback negativo seleciona o dominante; acima de 200 pg/ml por cerca de 48h vira feedback positivo; prolifera o endométrio
ProgesteronaCorpo lúteoEndométrio secretor, muco espesso e aumento de 0,3 a 0,5 °C na temperatura basal
Inibina B e inibina AB: folículos em crescimento; A: corpo lúteoA inibina B sobe antes (before) da inibina A (after)
hCGGestaçãoSalva o corpo lúteo da regressão até a placenta assumir a progesterona

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como ler o ciclo menstrual em uma questão, passo a passo

A sequência que a apostila usa para traduzir enunciado e imagem em fisiologia.

  1. Situe o dia do ciclo

    O ciclo começa no 1º dia da menstruação, quando a queda do estrogênio e da progesterona do ciclo anterior tira o feedback negativo e o FSH sobe. O intervalo normal vai de 24 a 38 dias, e o corpo lúteo vive cerca de 11 a 14 dias.

  2. Identifique quem comanda a fase

    Na fase folicular, FSH e estradiol produzido pela granulosa. Na fase lútea, a progesterona do corpo lúteo, que também produz estradiol e inibina A. Os pulsos de GnRH são rápidos e baixos na primeira metade e lentos e amplos na segunda.

  3. Reconheça o gatilho da ovulação

    Estradiol acima de 200 pg/ml por cerca de 48h inverte o feedback para positivo e dispara o pico de LH. O pico retoma a meiose I e estimula prostaglandinas; a ovulação ocorre 34–36 horas após o início da elevação e 10-12 horas após o pico.

  4. Leia o ovário na ultrassonografia

    Fase folicular: múltiplos folículos menores que 10 mm e um dominante de 18 a 25 mm, anecoico, redondo e bem delimitado. Fase lútea: corpo lúteo de bordas irregulares, conteúdo heterogêneo, anel de fogo ao Doppler e líquido livre no fundo de saco.

  5. Leia o endométrio

    Endométrio trilaminar, com linha basal anterior, linha central e linha basal posterior, indica efeito estrogênico da fase folicular tardia. Endométrio hiperecogênico e homogêneo indica progesterona. A passagem de trilaminar para hiperecogênico é o marco ultrassonográfico da ovulação.

  6. Use os sinais periféricos

    Sob estrogênio, muco cervical fluido, transparente e elástico, em clara de ovo, e glicogênio no epitélio vaginal para os lactobacilos. Sob progesterona, muco espesso e opaco, barreira aos espermatozoides, e temperatura basal 0,3 a 0,5 °C mais alta após a ovulação.

  7. Separe SPM de TDPM

    Ambos ocorrem na fase lútea e melhoram logo após o início do fluxo. O TDPM exige 5 ou mais sintomas, com pelo menos 1 afetivo nuclear. Tratamento em escada: estilo de vida, contraceptivo combinado com drospirenona e ISRS contínuo ou só na fase lútea.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a fisiologia do ciclo menstrual na prova

Quais são as fases do ciclo menstrual?

No ovário, fase folicular, ovulação e fase lútea. No endométrio, fase proliferativa, sob estrogênio, e fase secretora, sob progesterona, seguida da menstruação quando o corpo lúteo regride. A fase folicular é a variável e explica as mudanças de duração do ciclo; a fase lútea é a fixa, com o corpo lúteo durando cerca de 11 a 14 dias.

Qual o primeiro dia do ciclo menstrual?

O 1º dia da menstruação. Nesse momento, o estrogênio e a progesterona do ciclo anterior caíram com a regressão do corpo lúteo, o feedback negativo desaparece e o FSH sobe, recrutando uma coorte de folículos. O intervalo do ciclo é contado do primeiro dia de uma menstruação ao primeiro dia da seguinte.

Qual o padrão de ciclo menstrual normal segundo a FIGO?

Intervalo de 24 a 38 dias entre o primeiro dia de uma menstruação e o da próxima, sangramento de até 8 dias e volume inferior a 80 ml. O ciclo é regular quando a diferença entre o mais longo e o mais curto é inferior a 9 dias. Dentro desses números, a conduta é orientação e calendário menstrual.

O que é a teoria das duas células e duas gonadotrofinas?

É a divisão da esteroidogênese folicular. A teca, com receptor de LH, transforma colesterol em androstenediona e testosterona. A granulosa, com receptor de FSH, recebe esses androgênios por difusão e os converte em estradiol pela aromatase, estimulada pelo FSH. Sem aromatase, não há estradiol suficiente para o feedback positivo e a ovulação.

Quando ocorre a ovulação em relação ao pico de LH?

Cerca de 34–36 horas após o início da elevação do LH e aproximadamente 10-12 horas após o pico. O pico é disparado pelo feedback positivo do estradiol, quando o folículo dominante mantém níveis acima de 200 pg/ml por cerca de 48h, e retoma a meiose I do oócito.

Qual a diferença entre SPM e TDPM?

Ambos ocorrem na fase lútea, 1 a 2 semanas antes da menstruação, e melhoram logo após o início do fluxo; o diagnóstico é clínico, com pelo menos 2 a 3 ciclos. O TDPM é a forma grave: 5 ou mais sintomas, com pelo menos 1 do grupo afetivo nuclear (humor deprimido, ansiedade, instabilidade afetiva, raiva). Sem sintoma afetivo maior, não é TDPM.

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    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

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    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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