Apostila gratuita · 28 páginas

Câncer de mama: rastreamento, classificação BI-RADS e tratamento

Fatores de risco, rastreamento do Ministério da Saúde e da FEBRASGO, tomossíntese, classificação BI-RADS com a conduta de cada categoria, biópsia, lesões precursoras, subtipos moleculares e tratamento. Cinco questões comentadas, entre elas HCPA 2022 e ENARE 2021.

PDF de 2,2 MB. Gratuito.

Capa da apostila Câncer de mama: rastreamento, diagnóstico e tratamento em um tablet
Formato
Apostila · 28 páginas
Área da prova
Ginecologia e Obstetrícia · Mastologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de câncer de mama cobre

Do rastreamento da mulher assintomática ao tratamento sistêmico, com as pegadinhas de banca de cada etapa.

  • BI-RADS de 0 a 6 com conduta

    Cada categoria com o risco de malignidade e a conduta: complementação no 0, controle semestral por até 3 anos no 3 e biópsia histológica no 4 e no 5, com as subdivisões 4A, 4B e 4C.

  • Rastreamento por diretriz e por risco

    Ministério da Saúde (bienal, 50 a 74 anos) contra FEBRASGO, SBM e CBR (anual, 40 a 74), tomossíntese nas mamas densas e RM anual a partir dos 25 anos no alto risco.

  • Cinco questões comentadas

    HCPA 2022, ENARE 2021, USP-RP 2024 e SES-PE 2023, além de uma questão autoral sobre tomossíntese, com gabarito e comentário das alternativas.

Sumário

O que tem dentro das 28 páginas

Na ordem da apostila, do fator de risco à escolha do tratamento sistêmico.

  1. 01O que mais cai em prova: tabela de prioridades e pegadinhas
  2. 02Introdução: por que o tema cai tanto
  3. 03Fatores de risco modificáveis
  4. 04Fatores reprodutivos, hormonais endógenos e hormônios exógenos
  5. 05Questão estratégica: fatores de risco
  6. 06Genética: BRCA1, BRCA2 e outras síndromes hereditárias
  7. 07Rastreamento populacional: Ministério da Saúde e FEBRASGO/SBM
  8. 08Tomossíntese mamária nas mamas densas
  9. 09Grupos de alto risco e rastreamento intensificado
  10. 10Métodos de imagem e classificação BI-RADS
  11. 11Métodos de biópsia: PAAF, core biopsy, mamotomia e biópsia cirúrgica
  12. 12Lesões precursoras e marcadoras de risco: HDA, HLA, CLIS e CDIS
  13. 13Subtipos moleculares e imuno-histoquímica
  14. 14Tratamento: cirurgia, axila, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia
  15. 15Carcinoma inflamatório da mama
  16. 16Questões ao longo do capítulo, revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Câncer de mama: rastreamento, diagnóstico e tratamento
Página da apostila: fluxograma do laudo BI-RADS da mamografia com a conduta de cada categoria e a descrição das categorias 0 a 4.

O que significa cada categoria da classificação BI-RADS?

A classificação BI-RADS padroniza o laudo da mamografia em categorias de 0 a 6, cada uma com uma conduta. BI-RADS 0 é inconclusivo e pede complementação; 1 e 2 seguem o rastreamento de rotina; 3 é provavelmente benigno, com controle semestral; 4 e 5 exigem biópsia histológica; 6 é malignidade já confirmada.

O BI-RADS 3 reúne lesões com risco de malignidade inferior a 2%, como nódulo sólido circunscrito sem calcificações ou cisto espesso. A conduta é controle de imagem semestral por até 3 anos; se a lesão fica estável por 2 a 3 anos, é reclassificada como BI-RADS 2. Na questão ENARE 2021 da apostila, a alternativa correta define a categoria 3 como provavelmente benigna; a categoria 2 é benigna, e não exame normal.

A agulha depende da lesão. A PAAF colhe só citologia e não avalia invasão nem permite imuno-histoquímica. A core biopsy, com agulha 14G, é o padrão-ouro para nódulo sólido suspeito. Microcalcificações pleomórficas agrupadas vão para mamotomia guiada por estereotaxia; nódulo sólido endurecido, para core biopsy guiada por ultrassonografia.

No risco habitual, o Ministério da Saúde e o INCA indicam mamografia bienal dos 50 aos 74 anos; FEBRASGO, SBM e CBR, anual dos 40 aos 74, porque mais de 40% dos casos no Brasil ocorrem antes dos 50. Autoexame não é rastreamento, e ultrassonografia ou RM isoladas não substituem a mamografia. No alto risco, RM anual a partir dos 25 anos e mamografia anual a partir dos 30.

HDA em biópsia percutânea exige setorectomia, pela subestimação de 15-30% (até 50% em alguns estudos), e quimioprevenção. HLA e CLIS clássico admitem seguimento com quimioprevenção; pela 8ª edição do AJCC, o CLIS clássico saiu do pTis e virou marcador de risco. O CDIS pede ressecção com margens de 2 mm ou mais, radioterapia e hormonioterapia; na cirurgia conservadora não há sentinela de rotina, que fica para a mastectomia e o CDIS de alto grau.

Página da apostila Câncer de mama: rastreamento, diagnóstico e tratamento

Comparativo

Tabela BI-RADS: risco e conduta por categoria

As sete categorias da escala BI-RADS com o significado, o risco ou exemplo típico e a conduta que a prova espera.

Categorias BI-RADS da mamografia com exemplos, risco de malignidade e conduta. Fonte: apostila Med-Review R1, “Câncer de mama: rastreamento, diagnóstico e tratamento”.
CategoriaSignificadoRisco ou exemploConduta
BI-RADS 0InconclusivoExame insuficiente ou incompletoComplementação imediata: compressão localizada, ampliação ou ultrassonografia
BI-RADS 1NormalNenhuma alteraçãoRastreamento de rotina pela faixa etária
BI-RADS 2BenignoCisto simples, fibroadenoma calcificado em pipoca, linfonodo intramamárioRastreamento de rotina
BI-RADS 3Provavelmente benignoRisco < 2%; nódulo sólido circunscrito sem calcificações, cisto espessoControle semestral por até 3 anos; estável por 2 a 3 anos, vira BI-RADS 2
BI-RADS 4Suspeito4A: 2-10%; 4B: 11-50%; 4C: 51-95%Biópsia histológica obrigatória
BI-RADS 5Altamente suspeitoRisco > 95%; nódulo denso espiculado com retração cutâneaBiópsia histológica imediata
BI-RADS 6Malignidade comprovadaCâncer já confirmado por biópsia préviaSeguir com a terapêutica oncológica

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Do rastreamento ao tratamento, passo a passo

O raciocínio da revisão final da apostila: rastrear, ler o BI-RADS, biopsiar, classificar e tratar.

  1. Classifique o risco antes de pedir o exame

    Risco habitual: Ministério da Saúde indica mamografia bienal dos 50 aos 74 anos, e FEBRASGO, SBM e CBR, anual dos 40 aos 74. Alto risco (BRCA1/2, irradiação torácica antes dos 30 anos, risco ao longo da vida acima de 20%): RM anual a partir dos 25 anos e mamografia anual a partir dos 30.

  2. Use a tomossíntese nas mamas densas

    Mama densa derruba a sensibilidade da mamografia de 70-88% para 30% a 48%. A tomossíntese, sempre combinada à mamografia 2D padrão ou sintetizada, aumenta a detecção e reduz reconvocações. Ultrassonografia ou RM isoladas não servem de rastreamento de rotina no risco habitual.

  3. Aplique a conduta da categoria BI-RADS

    BI-RADS 0 pede complementação imediata; 1 e 2 voltam ao rastreamento de rotina; 3 segue com controle semestral por até 3 anos; 4 e 5 vão para biópsia histológica; 6 segue para o tratamento oncológico. Marcar repetição em 6 meses no BI-RADS 0 é pegadinha clássica.

  4. Escolha a agulha pela lesão

    Nódulo sólido suspeito: core biopsy com agulha 14G guiada por ultrassonografia. Microcalcificações suspeitas: mamotomia (9G a 11G) guiada por estereotaxia. PAAF só dá citologia e fica para cisto sintomático, coleções e linfonodo axilar. Distorção vista só na tomossíntese: tomobiópsia.

  5. Conduza a lesão precursora

    HDA na biópsia percutânea vai para setorectomia, com quimioprevenção. HLA e CLIS clássico admitem seguimento com quimioprevenção; CLIS florido ou pleomórfico pede excisão com margem negativa. CDIS: ressecção com margens de 2 mm ou mais, radioterapia adjuvante e hormonioterapia.

  6. Defina o subtipo e a cirurgia

    A imuno-histoquímica com RE, RP, HER2 e Ki-67 define o subtipo molecular. Cirurgia conservadora cabe em tumor menor que 3,5 cm e abaixo de 20% do volume mamário, sempre com radioterapia adjuvante. Axila clinicamente negativa: linfonodo sentinela; axila positiva: linfadenectomia axilar.

  7. Feche o tratamento sistêmico

    Quimioterapia neoadjuvante no carcinoma inflamatório, no triplo-negativo acima de 1,0 cm, no HER2-positivo acima de 2,0 cm e na axila positiva. Receptor hormonal positivo: tamoxifeno na pré-menopausa ou inibidor de aromatase na pós. HER2-positivo: trastuzumabe por 1 ano.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre BI-RADS e câncer de mama na prova

Qual a conduta no BI-RADS 3?

Controle de imagem semestral por até 3 anos. O BI-RADS 3 reúne lesões provavelmente benignas, com risco de malignidade inferior a 2%, como nódulo sólido circunscrito sem calcificações ou cisto espesso. Se a lesão fica estável por 2 a 3 anos, é reclassificada como BI-RADS 2. Indicar biópsia imediata ou exérese de rotina antes do seguimento semestral é a pegadinha de prova.

Qual a diferença entre BI-RADS 4A, 4B e 4C?

O BI-RADS 4 cobre risco de malignidade de 2% a 95% e se divide em 4A (baixa suspeita, 2-10%), 4B (moderada suspeita, 11-50%) e 4C (alta suspeita, 51-95%). A conduta é a mesma nas três: investigação histológica obrigatória por biópsia, com core biopsy para nódulo sólido e mamotomia para microcalcificações.

Qual categoria BI-RADS indica malignidade?

O BI-RADS 5 indica lesão altamente suspeita, com probabilidade de malignidade acima de 95%, como nódulo denso espiculado com retração cutânea, e pede biópsia histológica imediata. O BI-RADS 6 é a malignidade comprovada: câncer já confirmado por biópsia, em exame feito para estadiamento ou planejamento cirúrgico ou neoadjuvante. A conduta no 6 é seguir com o tratamento oncológico.

Quais são os fatores de risco do câncer de mama?

Modificáveis: obesidade na pós-menopausa, sedentarismo, álcool (dose-dependente), tabagismo e radiação torácica na juventude. Reprodutivos: menarca antes dos 12 anos, menopausa após os 55, nuliparidade, primeira gestação tardia e ausência de amamentação. Genéticos: BRCA1, BRCA2, Li-Fraumeni, Cowden e Peutz-Jeghers. Na questão HCPA 2022 da apostila, a resposta é nuliparidade e consumo regular de álcool.

Qual a diferença entre o rastreamento do Ministério da Saúde e o da FEBRASGO?

O Ministério da Saúde e o INCA indicam mamografia bienal dos 50 aos 74 anos no risco habitual, com exame clínico anual a partir dos 40 e decisão individualizada entre 40 e 49. FEBRASGO, SBM e CBR indicam mamografia anual dos 40 aos 74, porque mais de 40% dos casos no Brasil ocorrem antes dos 50. Acima dos 75, o rastreamento segue se a expectativa de vida for de 7 anos ou mais.

Quais são os subtipos moleculares do câncer de mama, incluindo o triplo-negativo?

A imuno-histoquímica (receptor de estrogênio, receptor de progesterona, HER2 e Ki-67) separa luminal A, luminal B, luminal HER2-positivo, HER2-superexpresso e triplo-negativo. Cerca de 80% dos tumores ligados ao BRCA1 são triplo-negativos, e cerca de 75% dos ligados ao BRCA2 são luminais. HER2 2+ é duvidoso e pede FISH ou CISH.

O material é gratuito mesmo?

Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.

Preciso ser aluno da Med-Review para baixar?

Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.

Onde aprofundar

Extensive R1: preparatório completo para a residência

Aulas, questões comentadas, flashcards e cronograma por banca no Planner Flow.

Conhecer o Extensive

Quem ensina

Quem vai te guiar para a residência médica

Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

    Clínica Médica

    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

  • Diego Luz

    Clínica Médica

    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

    Clínica Médica

    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Arraste para o lado para ver toda a equipe

Baixe a apostila de câncer de mama em PDF

28 páginas com a classificação BI-RADS e a conduta de cada categoria, rastreamento, biópsia, lesões precursoras, subtipos e cinco questões comentadas, em PDF gratuito.

Rolar para cima