CIV, CIA, DSAV, coarctação e estenose aórtica do lado acianótico; transposição das grandes artérias, Fallot e atresia pulmonar do lado cianótico. Teste do coraçãozinho, hiperóxia, ECG, raio-X e conduta, com seis questões comentadas.
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Para que serve
O caminho do sangue e as pressões ao nascer, que explicam o sopro, a imagem e a conduta de cada defeito.
Holossistólico na borda esternal esquerda baixa na CIV, desdobramento fixo de B2 na CIA, sopro interescapular na coarctação, B2 única na TGA e sopro que some na crise do Fallot.
Coração em bota, ovo no cordão, sinal do 3 e de Roesler, hemibloqueio anterior esquerdo no DSAV e a sobrecarga de VD do neonato com coarctação crítica.
PSU MG 2025, REVALIDA INEP 2024, UNESP 2024, FAMERP 2023 e duas questões autorais, com o gabarito e o motivo de cada alternativa errada.
Sumário
Da circulação fetal à crise hipoxêmica, na ordem em que a apostila organiza os grupos.
Cardiopatia congênita acianótica é aquela sem mistura significativa de sangue desoxigenado chegando à circulação sistêmica. Na apostila, o grupo se divide em hiperfluxo pulmonar por shunt esquerda-direita (CIV, CIA e DSAV) e lesões obstrutivas esquerdas (coarctação da aorta e estenose aórtica). A CIV é a cardiopatia congênita mais comum.
O diagnóstico tem duas camadas: o ecocardiograma fetal, a partir de 20 semanas, que detecta até 80% das cardiopatias em cenário ideal, e o teste do coraçãozinho entre 24 e 48 horas de vida. O teste é negativo com SpO2 de 95% ou mais e diferença de até 3% entre membro superior direito e membro inferior; com 89% ou menos, é positivo e pede ecocardiograma.
Diante de hipóxia, o teste de hiperóxia separa pneumopatia de cardiopatia: com oxigênio a 100%, PaO2 acima de 250 mmHg indica pneumopatia; até 100 mmHg, cardiopatia congênita crítica; entre 100 e 250 mmHg, cardiopatia não crítica. Diferença de PaO2 pré e pós-ductal acima de 20 mmHg sugere hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido.
Na CIV, o tamanho do defeito inverte a intuição: defeito pequeno dá sopro holossistólico alto, muitas vezes com frêmito, em criança assintomática; defeito grande dá sopro suave e insuficiência cardíaca. Sem correção, o hiperfluxo remodela a vasculatura pulmonar e inverte o shunt na síndrome de Eisenmenger, com cianose, sumiço do sopro e contraindicação à cirurgia corretiva.
Na população geral, a CIV é a cardiopatia mais comum; na síndrome de Down, o DSAV assume o primeiro lugar e está presente em 40% a 60% dos pacientes, o que torna o ecocardiograma obrigatório. Na síndrome de Turner, a coarctação da aorta é a anomalia a investigar, e a estenose aórtica supravalvar se associa à síndrome de Williams.
Comparativo
Grupo, achado clássico e conduta das oito cardiopatias que a apostila desenvolve.
| Cardiopatia | Grupo | Achado clássico | Conduta cobrada |
|---|---|---|---|
| Comunicação interventricular | Acianótica com hiperfluxo | Sopro holossistólico rude na borda esternal esquerda baixa | Diurético e IECA; cirurgia se ICC refratária, atraso pôndero-estatural ou hipertensão pulmonar |
| Comunicação interatrial | Acianótica com hiperfluxo | Desdobramento fixo de B2 e sopro ejetivo em foco pulmonar | Oclusão percutânea no ostium secundum; cirurgia no ostium primum e no seio venoso |
| Defeito do septo atrioventricular | Acianótica com hiperfluxo | Síndrome de Down; ECG com hemibloqueio anterior esquerdo | Cirurgia: forma total entre 4 e 6 meses, parcial entre 2 e 4 anos |
| Coarctação da aorta | Acianótica obstrutiva esquerda | Pulsos femorais ausentes; choque neonatal quando o canal fecha | Prostaglandina E1 no neonato; cirurgia na forma crítica, cateterismo na criança maior |
| Estenose aórtica crítica | Acianótica obstrutiva esquerda | Neonato em choque, pulsos ausentes nos quatro membros, sopro fraco ou ausente | Prostaglandina E1 no neonato; valvoplastia por cateter-balão como primeira escolha |
| Transposição das grandes artérias | Cianótica com hiperfluxo | Cianose nas primeiras horas, B2 única, ovo no cordão | Prostaglandina E1, Rashkind se refratária, cirurgia de Jatene no período neonatal |
| Tetralogia de Fallot | Cianótica com hipofluxo | Crise ao choro, posição de cócoras, coração em bota | Na crise: genupeitoral, oxigênio, morfina e volume, sem diurético |
| Atresia pulmonar | Cianótica com hipofluxo | Cianose na primeira semana, pulmão escuro, sobrecarga de VE no ECG | Prostaglandina E1 urgente e cirurgia após estabilização |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
Da triagem na maternidade aos cenários clínicos da revisão final da apostila.
Ecocardiograma fetal a partir de 20 semanas e teste do coraçãozinho entre 24 e 48 horas de vida, com sensor na mão direita (pré-ductal) e em um membro inferior (pós-ductal). SpO2 entre 90% e 94% ou diferença de 4% ou mais: repita após uma hora, por até duas vezes.
Com hipóxia, pense também em pneumopatia e hipertensão pulmonar persistente. No teste de hiperóxia, PaO2 acima de 250 mmHg indica pneumopatia, e 100 mmHg ou menos, cardiopatia crítica. Diferença pré e pós-ductal acima de 20 mmHg sugere hipertensão pulmonar.
Primeira divisão: acianótica ou cianótica. Segunda: fluxo pulmonar aumentado ou reduzido na radiografia. Terceira peça: o ECG, com sobrecarga de ventrículo direito, esquerdo ou biventricular. Os grupos da apostila saem dessas combinações.
Recém-nascido de 1 a 2 semanas, pálido, com pulsos finos ou ausentes, aponta obstrução esquerda: coarctação ou estenose aórtica crítica, com o canal arterial fechando. Inicie prostaglandina E1. O ECG desse neonato mostra sobrecarga de ventrículo direito.
Com ovo no cordão e fluxo pulmonar normal ou aumentado, pense em TGA: prostaglandina E1, Rashkind se refratária e cirurgia de Jatene. Com pulmão escuro, atresia pulmonar: prostaglandina E1 urgente; o ECG mostra sobrecarga de ventrículo esquerdo.
Acianótico com hiperfluxo pulmonar: sopro holossistólico na borda esternal esquerda baixa sugere CIV; síndrome de Down com desvio do eixo para a esquerda, DSAV; prematuro com sopro contínuo em maquinaria e pulsos amplos, PCA.
Crise hipoxêmica do Fallot: posição genupeitoral, oxigênio, morfina e expansão com soro fisiológico de 10 a 20 mL/kg. Se refratária, propranolol, bicarbonato, vasoconstritor e cetamina. Diurético piora a hipóxia: a criança precisa de pré-carga.
Perguntas frequentes
A comunicação interventricular isolada, na população geral. Na síndrome de Down, o primeiro lugar passa para o defeito do septo atrioventricular, presente em 40% a 60% desses pacientes e cobrado na questão UNESP 2024 do material. Entre as cianóticas, a TGA é a mais comum no período neonatal, e o Fallot, a que mais aparece nas provas de residência.
Na acianótica, não há mistura significativa de sangue desoxigenado chegando à circulação sistêmica; na cianótica, um volume significativo de sangue pobre em oxigênio cai na circulação sistêmica. Depois dessa divisão, a radiografia classifica o fluxo pulmonar em aumentado ou reduzido, e o ECG mostra qual ventrículo está sobrecarregado.
A triagem tem duas camadas: ecocardiograma fetal, que em cenário ideal detecta até 80% das cardiopatias, e teste do coraçãozinho antes da alta, entre 24 e 48 horas de vida. O teste rastreia cardiopatias críticas, mas não faz diagnóstico estrutural nem exclui defeito anatômico. Teste positivo pede exame clínico minucioso e ecocardiograma.
Coarctação crítica e estenose aórtica crítica dependem do canal para perfundir o corpo; a atresia pulmonar depende dele para levar sangue ao pulmão; na TGA, canal e forame oval garantem a mistura. Em todas, a conduta imediata é prostaglandina E1. Oxigênio a 100% em excesso contrai o canal e pode piorar a perfusão sistêmica.
É a evolução de uma cardiopatia com shunt esquerda-direita não corrigida, como CIV grande ou CIA: o hiperfluxo remodela os vasos pulmonares, a pressão pulmonar supera a do lado esquerdo e o shunt se inverte. O paciente, antes acianótico, fica cianótico, o sopro desaparece e a B2 fica hiperfonética. A cirurgia corretiva passa a ser contraindicada.
Na vida fetal, a coarctação limitava a ejeção do ventrículo esquerdo, e o ventrículo direito perfundia a metade inferior do corpo pelo canal arterial. O bebê nasce com o VD hipertrofiado. Na criança maior e no adulto, o raciocínio é direto: obstrução na saída do VE e sobrecarga ventricular esquerda. A estenose aórtica crítica segue a mesma lógica.
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Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
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Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

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Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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