Gatilhos pelo CHAMPS, perfis A, B, C e L pelas três janelas da perfusão, NT-proBNP por idade, radiografia e POCUS, furosemida com bloqueio sequencial, vasodilatadores, VNI, dobutamina e suporte mecânico. Questões SUS/SP 2025, UNIFESP 2025 e IAMSP 2026 comentadas.
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Para que serve
Do reconhecimento do perfil à conduta de cada um, com o que as bancas mais cobram no pronto-socorro.
Congestão (úmido ou seco) cruzada com perfusão (quente ou frio) pelas três janelas: pele, rim e cérebro. O perfil B responde por 50% a 70% das internações por IC descompensada.
Perfil B: furosemida IV, vasodilatador se PAS acima de 110 mmHg e VNI. Perfil C: dobutamina com furosemida e betabloqueador suspenso. Perfil L: volume em alíquotas de 250 mL.
SES/DF 2026, IAMSP 2026, SUS/SP 2025, Dante Pazzanese 2025 e UNIFESP 2025, resolvidas dentro do capítulo, com o raciocínio do perfil e da conduta.
Sumário
Do paciente que chega congesto ao pronto-socorro até a prescrição da alta.
O tratamento da ICC descompensada depende do perfil hemodinâmico. No perfil B (quente e úmido), furosemida intravenosa, vasodilatador se a PAS passar de 110 mmHg e VNI se houver desconforto respiratório com hipoxemia. No perfil C (frio e úmido), dobutamina com furosemida e suspensão do betabloqueador. No perfil L (frio e seco), hidratação venosa em pequenas alíquotas.
Os perfis de Stevenson cruzam dois eixos. Congestão (úmido): estertores, ortopneia, turgência jugular, refluxo hepatojugular e edema. Perfusão: o paciente frio tem extremidades frias, tempo de enchimento capilar lentificado, oligúria abaixo de 30 mL/hora e alteração do sensório. Hipotensão é sinal tardio: no paciente congesto, pele fria, sonolência ou lactato alto já indicam perfil C, qualquer que seja a PA.
A dose inicial de furosemida intravenosa é de 20 a 40 mg em quem não usa diurético, ou de 1 a 2 vezes a dose oral diária no usuário crônico. A meta é diurese acima de 100 a 150 mL/hora nas primeiras 6 horas ou sódio urinário acima de 50 a 70 mEq/L em 2 horas. Com resposta inadequada em 2 a 4 horas, dobre a dose.
Na resistência diurética, o bloqueio sequencial associa tiazídico 30 a 60 minutos antes da furosemida, com risco de hipocalemia grave. A acetazolamida, que age no túbulo proximal, ganhou espaço com o estudo ADVOR (descongestão de 42,2% contra 30,5%) e corrige a alcalose metabólica. Alta de creatinina na faixa de 0,3 mg/dL durante a diurese, com o paciente ainda congesto, não justifica suspender o diurético.
O betabloqueador domiciliar é mantido no perfil B, na mesma dose ou reduzido à metade se a congestão for muito grave; a retirada abrupta aumenta a mortalidade intra-hospitalar. No perfil C, com dobutamina, ele é suspenso. Em paciente virgem de tratamento, o betabloqueador só começa na enfermaria, depois da compensação, de preferência antes da alta.
Comparativo
Os quatro perfis de Stevenson, com o quadro que a banca descreve e a conduta inicial de cada um.
| Perfil | Congestão e perfusão | Quadro típico | Conduta inicial |
|---|---|---|---|
| A | Quente e seco | IC crônica compensada; dispneia sem congestão aponta outra causa | Otimização crônica; procurar pneumonia, DPOC ou asma |
| B | Quente e úmido | 50% a 70% das internações; PA normal ou alta, estertores, turgência jugular e edema | Furosemida IV, vasodilatador se PAS > 110 mmHg e VNI; manter o betabloqueador |
| C | Frio e úmido | 15% a 25% dos admitidos; extremidades frias, sonolência, oligúria, lactato alto | Dobutamina e furosemida IV; noradrenalina se hipotensão profunda; suspender o betabloqueador |
| L | Frio e seco | Baixo débito sem congestão, quase sempre por excesso de diurético | Cristaloide em alíquotas de 250 mL com reavaliação; pausar diurético e vasodilatador |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio da sala de emergência na ordem em que a apostila ensina.
Causas cardíacas (síndrome coronariana, taquiarritmias, miocardite), hipertensão, anemia, medicamentos e má adesão, pulmonar (TEP) e sistêmico (infecção, tireoide, excesso de sal). Secar o pulmão sem tratar o gatilho leva o paciente de volta ao pronto-socorro em poucos dias.
Congestão pulmonar (estertores, ortopneia) e sistêmica (turgência jugular, edema, hepatomegalia). Perfusão pela pele (tempo de enchimento capilar lentificado, extremidades frias), pelo rim (diurese abaixo de 30 mL/hora) e pelo cérebro (confusão, letargia). Cruze os eixos em A, B, C ou L.
ECG em até 10 minutos. NT-proBNP abaixo de 300 pg/mL ou BNP abaixo de 100 pg/mL praticamente exclui ICAD; para confirmar, cortes por idade de 450, 900 e 1.800 pg/mL. O ultrassom pulmonar é mais sensível que a radiografia (88% contra 73%).
Furosemida obrigatoriamente intravenosa, de 20 a 40 mg ou de 1 a 2 vezes a dose oral habitual, dobrando se a resposta for inadequada. Nitroglicerina ou nitroprussiato se PAS acima de 110 mmHg. VNI com frequência respiratória acima de 25 irpm e SpO2 abaixo de 90%.
Dobutamina para devolver contratilidade, com furosemida intravenosa para a congestão. Milrinone se o paciente usa betabloqueador em altas doses, com cuidado na disfunção renal. Noradrenalina só como suporte transitório na hipotensão profunda. No choque refratário, balão intra-aórtico ou ECMO.
Suspenda diuréticos e vasodilatadores e infunda cristaloide em alíquotas de 250 mL, reavaliando ausculta pulmonar e turgência jugular a cada uma. Soro de 1.000 mL correndo aberto transforma o perfil L em B ou C, com edema agudo de pulmão.
Meta de perda de peso de 0,5 a 1,0 kg por dia. Passe a furosemida para via oral 24 a 48 horas antes da alta; a biodisponibilidade oral é de cerca de 50%. Na ICFER, otimize o quarteto fantástico: ARNI ou IECA/BRA, betabloqueador, espironolactona e iSGLT2.
Perguntas frequentes
É a insuficiência cardíaca aguda descompensada (ICAD), síndrome de sinais e sintomas novos ou de piora aguda dos já existentes. Na maioria das vezes, em prova e no plantão, é a descompensação abrupta de uma IC crônica, e não uma IC de novo. A IC crônica não descompensa sem motivo: há sempre um gatilho a procurar, organizado pelo CHAMPS.
Congestão pulmonar: dispneia, ortopneia, dispneia paroxística noturna e estertores. Congestão sistêmica: turgência jugular, refluxo hepatojugular, hepatomegalia dolorosa e edema de membros inferiores. Baixo débito: extremidades frias, tempo de enchimento capilar lentificado, oligúria, confusão e letargia. Na questão SES/DF 2026 da apostila, a resposta para congestão sistêmica é edema de membros inferiores e estase jugular.
É o paciente quente e úmido: débito mantido, tempo de enchimento capilar rápido, diurese e consciência preservadas, mas congesto, com ortopneia, estertores, turgência jugular e edema. Responde por 50% a 70% das internações. O subfenótipo hipertenso chega com PA muito alta e edema agudo de pulmão. A conduta é furosemida IV, vasodilatador e VNI.
No perfil C, frio e úmido, que é o choque cardiogênico. A dobutamina, agonista beta-1 com ação beta-2, aumenta a contratilidade e pode baixar a PA no início; é adequada com PAS entre 85 e 90 mmHg e exige cuidado na hipotensão profunda, quando a noradrenalina entra como suporte transitório. Na questão UNIFESP 2025 da apostila, a resposta é furosemida com dobutamina.
Em geral, não. No perfil B, mantenha a mesma dose ou reduza à metade se a congestão for muito grave; a retirada abrupta aumentou a mortalidade em registros como o OPTIMIZE-HF. Suspenda no perfil C, com baixo débito marcante, hipotensão sintomática grave ou necessidade de inotrópico. Em quem não usava, não inicie no meio do edema agudo de pulmão.
Para excluir o diagnóstico: o valor preditivo negativo é de cerca de 98%, e NT-proBNP abaixo de 300 pg/mL ou BNP abaixo de 100 pg/mL afasta ICAD. Para confirmar, use cortes por idade: acima de 450 pg/mL antes dos 50 anos, de 900 entre 50 e 75 e de 1.800 acima de 75. Com sacubitril-valsartana, dose só o NT-proBNP.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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Pediatria
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Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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