Diagnóstico por espirometria e na criança de até 5 anos, controle pelas quatro perguntas do GINA, Track 1 e Track 2 por faixa etária, doses de corticoide inalatório e crise asmática com sulfato de magnésio. Questões IAMSPE 2025, HSL 2025 e SUS-BA 2025.
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Para que serve
Da fisiopatologia Th2 ao fluxograma da crise, na ordem em que o GINA organiza o manejo.
Sintomas diurnos, despertar noturno, resgate mais de 2 vezes por semana e limitação de atividade. Nenhum sim é bem controlada; 1 a 2, parcialmente; 3 a 4, mal controlada.
Track 1 com CI-formoterol e Track 2 com SABA mais CI para maiores de 12 anos, esquemas de 6 a 11 anos e de menores de 6, stepping down e doses de CI.
Gravidade pela fala, FR, FC, SpO2 e PFE, salbutamol e ipratrópio na primeira hora, corticoide sistêmico, sulfato de magnésio passo a passo e critérios de alta.
Sumário
Do diagnóstico funcional ao planejamento da alta depois da crise.
A classificação da asma pelo GINA avalia o controle de sintomas nas últimas 4 semanas com quatro perguntas: sintomas diurnos mais de 2 vezes por semana, despertar noturno, uso de SABA mais de 2 vezes por semana e limitação de atividade. Nenhum sim, bem controlada; 1 a 2, parcialmente controlada; 3 a 4, mal controlada.
O controle tem dois domínios independentes: sintomas recentes e risco futuro. Mesmo com quatro respostas não, o paciente pode descompensar se teve 1 ou mais exacerbações graves no último ano, usa mais de 1 frasco de salbutamol por mês, tem técnica ou adesão ruins ou se expõe ao tabagismo. VEF1 abaixo de 60% do previsto é preditor forte e independente de exacerbação.
O diagnóstico exige história clínica e documentação de obstrução variável. A espirometria é o padrão-ouro: em maiores de 12 anos e adultos, aumento de 12% e 200 mL no VEF1 ou na CVF após broncodilatador; em crianças, 12% no VEF1. Sem espirometria, variação do PFE de 20% em adultos ou de 15% em crianças também prova reversibilidade.
O GINA recomenda contra o SABA isolado em maiores de 6 anos, adolescentes e adultos. No Track 1, preferencial para maiores de 12 anos, o resgate é CI-formoterol em dose baixa sob demanda; nos Steps 3 a 5, a mesma bombinha serve de manutenção e resgate (MART). No Track 2, alternativo, o resgate é SABA, sempre acompanhado de CI.
Antes de aumentar a medicação de um paciente mal controlado, a apostila manda checar técnica inalatória, adesão, controle do ambiente e gatilhos. Na questão HSL 2025, criança de 8 anos em CI dose baixa, com VEF1 de 65% e resgate 3 a 4 vezes por semana, está parcialmente controlada no Step 2: o próximo passo é associar LABA ao CI.
Comparativo
Para crianças a partir de 6 anos, adolescentes e adultos sem sinais de risco à vida. Rebaixamento de sensório, silêncio torácico ou instabilidade hemodinâmica pedem oxigênio e salbutamol imediatos.
| Parâmetro | Leve ou moderada | Grave |
|---|---|---|
| Fala | Frases completas | Entrecortada |
| Posição | Prefere sentar a deitar | Senta-se curvado para a frente |
| Frequência respiratória | Aumentada | > 30 irpm |
| Músculos acessórios | Sem uso | Em uso |
| Frequência cardíaca | 100 a 120 bpm | > 120 bpm |
| SpO2 | 90 a 95% | < 90% |
| PFE | > 50% do predito ou do melhor valor | ≤ 50% do predito ou do melhor valor |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio na ordem da apostila: confirmar, classificar o controle, escolher o step e tratar a exacerbação.
Tosse seca, sibilância e dispneia que pioram à noite ou ao acordar sugerem asma, e exame normal não a exclui. Confirme na espirometria: VEF1/CVF reduzida e aumento de 12% e 200 mL no VEF1 ou na CVF após broncodilatador; sem espirometria, variação do PFE.
Sibilância recorrente, com pelo menos 2 episódios no último ano ou 1 episódio com sintomas entre as crises; exclusão de refluxo, fibrose cística, displasia broncopulmonar, coqueluche e malformações; e resposta ao SABA ou ao CI por 2 a 3 meses.
Pergunte por sintomas diurnos mais de 2 vezes por semana, despertar noturno, resgate mais de 2 vezes por semana e limitação de atividade. Nenhum sim é bem controlada; 1 a 2, parcialmente; 3 a 4, mal controlada. Resgate antes do exercício não conta.
Exacerbação grave no último ano, mais de 1 frasco de salbutamol por mês, técnica ruim, má adesão, tabagismo ou vaper e VEF1 abaixo de 60% elevam o risco de crise mesmo sem sintomas. Eosinófilos de 150/μL ou mais e FeNO elevado em uso de CI em dose média ou alta também.
Em maiores de 12 anos, o Track 1 usa CI-formoterol em dose baixa como resgate e, nos Steps 3 a 5, como manutenção e resgate. O Track 2, alternativo, usa SABA com CI. Em maiores de 6 anos, nada de SABA isolado.
Antes de subir o step, cheque técnica inalatória, adesão e controle do ambiente e dos gatilhos. Com controle estável após 3 meses, faça o stepping down reduzindo o CI em 25 a 50% a cada 3 meses, sem suspender o LABA de forma abrupta.
Oxigênio para SpO2 de 93 a 95% em adultos e de 94% ou mais em crianças, salbutamol a cada 20 minutos, ipratrópio na crise moderada a grave nas primeiras 3 horas e corticoide sistêmico por via oral. Sem resposta, sulfato de magnésio EV na segunda hora.
Perguntas frequentes
A espirometria com prova broncodilatadora, que mostra obstrução (VEF1/CVF reduzida) e reversibilidade: aumento de 12% e 200 mL no VEF1 ou na CVF em maiores de 12 anos e adultos. É o gabarito da questão IAMSPE 2025 da apostila (letra E). Em crianças de até 5 anos o diagnóstico é clínico, e o raio-X serve só para excluir diagnósticos diferenciais.
O número de respostas sim às quatro perguntas do GINA sobre as últimas 4 semanas: sintomas diurnos mais de 2 vezes por semana, despertar noturno, SABA mais de 2 vezes por semana e limitação de atividade. Uma a duas respostas sim, parcialmente controlada; três a quatro, mal controlada. O SABA usado antes do exercício não entra na conta.
É o uso do mesmo inalador de CI-formoterol como manutenção e resgate. No Track 1 do GINA, para maiores de 12 anos e adultos, vale nos Steps 3, 4 e 5; nos Steps 1 e 2, o CI-formoterol em dose baixa é usado só sob demanda. Em crianças de 6 a 11 anos, a MART passa a ser uma das opções preferenciais a partir do Step 3.
Primeiro, procure sinais de risco à vida: rebaixamento de sensório ou letargia, silêncio torácico e instabilidade hemodinâmica. Sem eles, a partir de 6 anos a crise é grave com fala entrecortada, FR acima de 30, FC acima de 120, SpO2 abaixo de 90% ou PFE de 50% ou menos. Abaixo de 6 anos, SpO2 abaixo de 92%, FR acima de 40 e tórax silencioso indicam crise grave.
Como segunda linha na exacerbação moderada a grave sem resposta ao tratamento inicial, e desde o início no estado de mal asmático. A dose é de 50 mg/kg, com máximo de 2 g, em 20 a 30 minutos e sob monitorização completa; o GINA sugere o uso acima de 2 anos. Na solução a 50%, são no máximo 4 mL, diluídos até concentração final de 10% ou menos.
Prednisolona em crianças e prednisona em adolescentes e adultos, por via oral, 1 a 2 mg/kg, com máximo de 20 mg abaixo de 2 anos, 30 mg de 3 a 5 anos, 40 mg de 6 a 11 anos e 50 mg em adolescentes e adultos. O curso dura 5 a 7 dias acima de 12 anos e 3 a 5 dias em crianças. Sem proteção de via aérea, dexametasona IM.
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Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
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Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
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Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
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Oftalmologia
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Oftalmologia
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Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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