Apostila gratuita · 20 páginas

Vulvovaginites em resumo: pH, critérios de Amsel e conduta

Vaginose bacteriana, candidíase e tricomoníase numa tabela com pH, achados e tratamento, junto com vaginose citolítica, vaginite atrófica e vaginite descamativa. Traz também critérios de Amsel, conduta na gestante, estudo StepUp e uma questão ENAMED 2026 comentada.

PDF de 1,8 MB. Gratuito.

Capa da apostila Vulvovaginites em um tablet
Formato
Apostila · 20 páginas
Área da prova
Ginecologia e Obstetrícia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de vulvovaginites cobre

O corrimento pelo raciocínio de prova: o agente provável sai do aspecto da secreção, do pH vaginal e do exame físico.

  • Seis diagnósticos lado a lado

    Tabela de duas páginas com vaginose bacteriana, candidíase, tricomoníase, vaginose citolítica, vaginite atrófica e vaginite descamativa por agente, sintomas, pH vaginal, achados e tratamento principal.

  • Estudo StepUp e o parceiro

    Com o parceiro tratado, a recorrência da vaginose bacteriana em 12 semanas foi de 35%, contra 63% no grupo controle. As diretrizes atuais ainda não indicam tratar a parceria, mas é provável que o resultado as mude.

  • Questão ENAMED 2026 comentada

    Diabética com antibiótico recente, prurido, fissuras e teste das aminas negativo. O comentário exclui vaginose e tricomoníase e chega ao miconazol vaginal por 7 noites.

Sumário

O que tem dentro das 20 páginas

Da tabela do que mais cai em prova aos diferenciais da candidíase, com a questão ENAMED 2026, probióticos e a revisão em 1 minuto no fim.

  1. 01Está sem tempo? O que mais cai em prova nesse tema
  2. 02Flora vaginal normal: Lactobacillus e flora comensal
  3. 03A quebra do equilíbrio e o adoecimento
  4. 04As três causas mais comuns de corrimento patológico
  5. 05Vaginose bacteriana e critérios de Amsel
  6. 06Saiba mais: estudo StepUp e comparação com as diretrizes
  7. 07Tricomoníase: quadro clínico, diagnóstico e tratamento sistêmico
  8. 08Regras de ouro da tricomoníase
  9. 09Candidíase vulvovaginal
  10. 10Saiba mais: candidíase recorrente e complicada
  11. 11Diagnósticos diferenciais: vaginose citolítica, vaginite atrófica e descamativa
  12. 12Questão estratégica ENAMED 2026
  13. 13Módulo Plus: probióticos nas vulvovaginites
  14. 14Revisão final: resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Vulvovaginites
Página da apostila: vaginose bacteriana, com os critérios de Amsel, o tratamento e a conduta na gestante.

Vulvovaginites em resumo: como diferenciar candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase?

Nas vulvovaginites, em resumo, as três causas mais comuns de corrimento se separam por pH vaginal, teste das aminas e microscopia. Vaginose bacteriana exige 3 de 4 critérios de Amsel: corrimento típico, pH > 4,5, aminas positivo e clue cells. Candidíase tem pH < 4,5, aminas negativo e pseudo-hifas. Tricomoníase tem pH > 5,0 e protozoário móvel a fresco.

A vaginose bacteriana é uma disbiose, fora do grupo das IST: cai o predomínio dos Lactobacillus e crescem as bactérias anaeróbias. O odor de peixe piora após a relação sexual e na menstruação, porque sêmen e sangue têm pH mais básico e favorecem a liberação das aminas voláteis. O diagnóstico exige 3 de 4 critérios de Amsel.

A tricomoníase é IST, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. O corrimento é amarelo-esverdeado, bolhoso e fétido, e o exame especular pode mostrar o colo em framboesa ou em morango, sinal clássico que falta em parte dos casos. O tratamento é obrigatoriamente oral, com o parceiro tratado mesmo sem sintomas, rastreio de HIV, sífilis e hepatites e nenhum álcool pelo efeito antabuse.

Na candidíase vulvovaginal, o prurido intenso é a queixa principal e o corrimento é branco, grumoso e aderido, em leite coalhado. Os gatilhos são antibiótico recente, diabetes mal controlado, estresse, HIV/aids, uso crônico de corticoide e quimioterapia. Gestante não usa fluconazol, pelo risco de aborto e malformação: o tratamento é só tópico, com nistatina ou miconazol.

Recorrência tem corte diferente em cada uma: vaginose bacteriana de repetição com 3 ou mais episódios no ano, candidíase recorrente com 4 ou mais em 12 meses. No estudo StepUp, a recorrência da vaginose em 12 semanas foi de 35% com o parceiro tratado, contra 63% no grupo controle. As diretrizes atuais ainda não indicam tratar a parceria na vaginose bacteriana.

Página da apostila Vulvovaginites

Comparativo

Tabela das vulvovaginites: pH vaginal, achado diagnóstico e tratamento

As três causas mais comuns de corrimento e os diferenciais da candidíase, com o pH vaginal, o dado que fecha o diagnóstico e o tratamento principal.

Na flora normal, o pH vaginal fica entre 3,8 e 4,5. Fonte: apostila Med-Review R1, “Vulvovaginites”.
EntidadepH vaginalAchado diagnósticoTratamento principal
Vaginose bacteriana> 4,53 de 4 critérios de Amsel: corrimento, pH, aminas positivo e clue cellsMetronidazol 500 mg VO 12/12h por 7 dias ou gel vaginal; clindamicina creme vaginal na alergia ao metronidazol
Candidíase vulvovaginalNormal ou baixo (< 4,5)Pseudo-hifas e esporos; aminas negativoFluconazol 150 mg VO dose única ou miconazol/nistatina tópicos; gestante só tópico
Tricomoníase> 5,0Protozoário móvel a fresco; colo em framboesa ou morangoMetronidazol ou tinidazol só por via oral; tratar o parceiro
Vaginose citolítica< 4,0Citólise intensa, sem fungos e sem leucócitos em grande númeroAlcalinizar com duchas de bicarbonato
Vaginite atrófica> 5,0Células basais e parabasais; aumento de polimorfonuclearesEstrogênio tópico
Vaginite descamativa> 6,0Corrimento purulento, polimorfonucleares e descamação epitelialClindamicina tópica + corticoide tópico

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como identificar o agente do corrimento, passo a passo

A sequência do material, da flora normal à conduta de cada agente.

  1. Parta da flora normal

    Os Lactobacillus convertem o glicogênio do epitélio em ácido lático e mantêm o pH entre 3,8 e 4,5. Secreção fisiológica é branca ou transparente, sem odor, com whiff test negativo. Trichomonas e clamídia não fazem parte da flora.

  2. Descreva o corrimento

    Branco-acinzentado, homogêneo e com odor de peixe é o da vaginose bacteriana. Branco e grumoso, em leite coalhado, com prurido intenso, é o da candidíase. Amarelo-esverdeado, bolhoso e fétido é o da tricomoníase. Purulento é o da vaginite descamativa.

  3. Meça o pH vaginal

    Na vaginose bacteriana o pH fica acima de 4,5; na tricomoníase e na vaginite atrófica, acima de 5,0; na vaginite descamativa, acima de 6,0. Na candidíase fica normal ou baixo, e na vaginose citolítica, abaixo de 4,0.

  4. Faça o teste das aminas

    Misture o conteúdo vaginal com KOH a 10%. Na vaginose bacteriana é positivo, com odor de peixe podre. Na tricomoníase pode ser positivo, porém mais fraco. Na candidíase é negativo: na questão ENAMED 2026, o comentário usa esse dado para afastar vaginose e tricomoníase.

  5. Confirme na microscopia e no especular

    Clue cells, células epiteliais recobertas por bactérias, na vaginose. Pseudo-hifas e esporos na candidíase. Na tricomoníase, o protozoário móvel a fresco é o diagnóstico definitivo, e o colo em framboesa ou morango no exame especular é o sinal clássico.

  6. Trate conforme o agente

    Vaginose bacteriana: metronidazol 500 mg VO 12/12h por 7 dias ou gel vaginal. Candidíase: fluconazol 150 mg VO dose única ou miconazol vaginal por 7 noites. Tricomoníase: metronidazol ou tinidazol só por via oral, com o parceiro tratado.

  7. Ajuste para gestante e recorrência

    Na gestante: metronidazol VO na vaginose e só tópico na candidíase. Vaginose de repetição, com 3 ou mais episódios no ano, pede metronidazol prolongado com ácido bórico vaginal. Candidíase recorrente, com 4 ou mais em 12 meses, pede fluconazol em D1, D4 e D7 e depois semanal por 6 meses.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre vulvovaginites na prova

Quais são os critérios de Amsel?

São os critérios da vaginose bacteriana, e o diagnóstico pede 3 de 4: corrimento típico, branco-acinzentado e homogêneo; pH vaginal acima de 4,5; teste das aminas positivo, com odor de peixe ao misturar o conteúdo vaginal com KOH a 10%; e clue cells, células epiteliais recobertas por bactérias, com contorno granuloso.

Qual a diferença entre candidíase e vaginose bacteriana?

A candidíase é infecção fúngica, com prurido intenso, corrimento grumoso em leite coalhado, pH normal ou baixo, teste das aminas negativo e pseudo-hifas na microscopia. A vaginose bacteriana é disbiose com anaeróbios, corrimento acinzentado com odor de peixe, pH acima de 4,5, aminas positivo e clue cells. Nenhuma das duas é IST.

O teste das aminas é positivo na tricomoníase?

Pode dar positivo, porém a reação costuma ser mais fraca que na vaginose bacteriana. O diagnóstico definitivo da tricomoníase é a microscopia a fresco, com o protozoário móvel na lâmina. O pH fica acima de 5,0, e o colo em framboesa ou morango é o sinal clássico, ausente em parte dos casos.

Deve-se tratar o parceiro na tricomoníase e na vaginose bacteriana?

Na tricomoníase, sempre, mesmo sem sintomas: sem isso a mulher se reinfecta logo após o tratamento, o efeito pingue-pongue. Na vaginose bacteriana, as diretrizes atuais não indicam. O estudo StepUp tratou o parceiro com metronidazol oral e clindamicina creme na glande e no prepúcio, e a recorrência foi de 35%, contra 63% no grupo controle.

Qual a conduta nas vulvovaginites da gestante?

Na candidíase, a gestante não usa fluconazol, pelo risco de aborto e malformação: o tratamento é só tópico, com nistatina ou miconazol. Na vaginose bacteriana o esquema é o mesmo da não gestante, com preferência pelo metronidazol oral. A vaginose sintomática se associa a parto prematuro, mas a revisão Cochrane de 2013 não viu redução da prematuridade com o tratamento.

Quantos episódios definem vaginose e candidíase de repetição?

Na vaginose bacteriana, 3 ou mais episódios no ano, com tratamento prolongado de metronidazol associado a ácido bórico via vaginal. Na candidíase, 4 ou mais episódios sintomáticos em 12 meses, com fluconazol em D1, D4 e D7 e depois 1 dose por semana durante 6 meses. A candidíase recorrente entra nos critérios de candidíase complicada.

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    Davi Khoury

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    Vitor Arienzo

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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