Cones S, M e L e seus pigmentos, fototransdução pelo ciclo de Wald, bipolares ON e OFF, ganglionares M, P e biestratificadas, porções e epônimos do vítreo e embriologia da retina e do vítreo. Oito questões do CBO comentadas, de 2016 a 2025.
PDF de 2,7 MB. Gratuito.

Para que serve
Fisiologia da visão, anatomia do vítreo e embriologia, com as questões do CBO resolvidas dentro do capítulo.
Do 11-cis ao todo-trans-retinal, transducina, fosfodiesterase, queda do GMPc e fechamento dos canais de Na+, com a ilustração do bastonete e da bipolar no escuro e no claro.
Base vítrea, hialoides e epônimos, de Wieger a Martegiani, hialócitos e colágeno tipo II, mais a cronologia da retina fetal e dos vítreos primário, secundário e terciário.
Três de 2024 e uma de 2016, 2021, 2022, 2023 e 2025, com gabarito e comentário: fototransdução, neurotransmissão, EPR e cones, fisiologia e células do vítreo.
Sumário
Quatro seções do livro Retina, vítreo e genética, das células da retina à embriologia do vítreo.
Fotorreceptores são o 1º neurônio da via visual e fazem a fototransdução, a transformação do fóton luminoso em impulso elétrico: bastonetes na visão escotópica, cones na fotópica e de cores. A luz converte o 11-cis-retinal em todo-trans-retinal, a opsina ativada aciona a transducina, que ativa a fosfodiesterase, o GMPc cai e os canais de Na+ fecham, hiperpolarizando a célula.
No escuro, os canais de Na+ ficam abertos e o fotorreceptor está despolarizado, em cerca de -30 mV. Com a luz, ele hiperpolariza e libera menos glutamato, o neurotransmissor do seu terminal sináptico. A bipolar ON despolariza e a OFF hiperpolariza com a luz, e cada uma tem receptores pós-sinápticos diferentes para o glutamato. Bastonetes se ligam só a bipolares ON.
O pigmento visual deriva da vitamina A, une um cromóforo, o 11-cis-retinal, a uma opsina e fica no segmento externo: rodopsina nos bastonetes e iodopsina nos cones. O segmento interno tem a zona elipsoide, rica em mitocôndrias e essencial ao metabolismo energético, e a zona mioide. O EPR regenera o pigmento, convertendo o todo-trans-retinal de volta em 11-cis-retinal.
Bipolares de bastonete são todas difusas: 20 a 100 bastonetes convergem para uma única bipolar, o que explica a alta sensibilidade à luz. Na mácula, a bipolar anã recebe um único cone, e 1 cone, 1 bipolar anã e 1 ganglionar anã dão a máxima acuidade visual. Os campos ON e OFF e a modulação por horizontais, amácrinas e interplexiformes aumentam contraste e nitidez ainda na retina.
O espectro visível vai de 380 a 760 nm, e o indivíduo é tricromata, dicromata ou monocromata conforme tenha 3, 2 ou 1 tipo de cone funcionante. O defeito ligado ao X é congênito e atinge o eixo verde-vermelho: protanopsia (cone L) e deuteranopsia (cone M). A tritanopsia, do cone S, costuma ser adquirida, e as placas de Ishihara não detectam o eixo azul-amarelo.
Comparativo
Os dois tipos de fotorreceptor em seis critérios: visão, pigmento, célula bipolar, convergência, saída para as ganglionares e defeito de cor.
| Critério | Bastonetes | Cones |
|---|---|---|
| Visão | Escotópica (noturna), de contraste, sem cores | Fotópica e de cores |
| Fotopigmento | Rodopsina | Iodopsina: cianopsina (S, 419 nm), cloropsina (M, 531 nm) e protanopsina (L, 559 nm) |
| Célula bipolar | Sempre ON e difusa | ON ou OFF, difusa ou anã; a anã, com um único cone, só existe na mácula |
| Convergência | 20 a 100 bastonetes por bipolar: alta sensibilidade à luz | Na mácula, 1 cone, 1 bipolar anã e 1 ganglionar anã: máxima acuidade visual |
| Saída para as ganglionares | Bipolar ON, muitas vezes via amácrina, para ganglionar ON; ganglionar OFF pela amácrina AII | ON com ON e OFF com OFF; na mácula, de anã para anã |
| Defeito de cor | Fora da classificação, feita pela atividade dos cones | Protanopsia (L) e deuteranopsia (M), congênitas e ligadas ao X; tritanopsia (S), em geral adquirida |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, da via visual à formação do vítreo.
Fotorreceptor (1º neurônio), bipolar (2º) e ganglionar (3º). A primeira sinapse fica na plexiforme externa, modulada pelas horizontais; a segunda, na plexiforme interna, modulada pelas amácrinas. Os axônios das ganglionares seguem pelo nervo óptico até o corpo geniculado lateral, de onde as radiações ópticas partem para o córtex occipital.
O pigmento, derivado da vitamina A, une 11-cis-retinal e opsina. A luz converte o 11-cis em todo-trans-retinal, a opsina ativada aciona a transducina, que ativa a fosfodiesterase, o GMPc cai, os canais de Na+ fecham e a célula hiperpolariza, liberando menos glutamato. O EPR regenera o pigmento.
Bipolares ON despolarizam e OFF hiperpolarizam com a luz, e a divisão se mantém na sinapse com as ganglionares. As de bastonete são sempre ON e difusas; as anãs, exclusivas da mácula, recebem um único cone e sustentam a máxima acuidade visual.
Horizontais hiperpolarizam com a luz, recebem glutamato e liberam GABA em feedback negativo; H1 contatam cones verdes e vermelhos, e H2, cones azuis. Amácrinas são inibitórias e usam dopamina ou acetilcolina, que na retina vem só da starburst. A AII leva a bipolar de bastonete ON à ganglionar OFF.
A retina tem 1,2 milhão de ganglionares, que usam glutamato e cujos axônios formam o nervo óptico. As M, em parassol (20%), seguem a via magnocelular, de movimento; as P, anãs (70%), a parvocelular, de resolução fina e eixo verde-vermelho; as biestratificadas, a koniocelular, azul-amarelo. O Ishihara só detecta defeitos congênitos verde-vermelho.
Córtex (hialoide anterior, base vítrea e hialoide posterior), core e células. A adesão vitreorretiniana é maior na base vítrea, seguida de nervo óptico, mácula e vasos. O descolamento do vítreo posterior começa pela perifóvea. Hialócitos predominam no córtex, e o ácido hialurônico responde pela viscosidade.
A retina neurossensorial vem do folheto interno do cálice óptico, e o EPR, do externo. No 4º mês, a retina posterior já tem todas as camadas, e a vascularização da periferia temporal termina após o nascimento. O vítreo primário surge no 1º mês; o secundário, definitivo, no 2º; o terciário, do 4º ao 6º.
Perguntas frequentes
Bastonetes fazem a visão escotópica, de contraste e sem cores, usam rodopsina e se ligam só a bipolares ON, todas difusas, com 20 a 100 bastonetes por bipolar. Cones fazem a visão fotópica e de cores, usam iodopsina dos tipos S, M e L e se ligam a bipolares ON e OFF. Na mácula, a via de cone com bipolar e ganglionar anãs dá a máxima acuidade visual.
Na questão CBO 2016, o gabarito é a modificação do cromóforo na fotoisomerização; as alternativas erradas põem a rodopsina também nos cones e citam iodopsina amarela. Na questão CBO 2023, a luz fecha os canais de sódio e hiperpolariza a célula, a ativação da transducina leva à queda do GMPc e o 11-cis vira todo-trans-retinal, e não o inverso. Uma questão CBO 2024 liga o EPR à conversão do all-trans retinol em 11-cis retinol.
As bipolares ON despolarizam e as OFF hiperpolarizam com a luz, e cada tipo tem receptores pós-sinápticos diferentes para o glutamato. Bastonetes se ligam só a bipolares ON; cones, a ON e OFF. Na sinapse com as ganglionares, a divisão ON e OFF é preservada, gabarito de uma questão CBO 2024. Pela amácrina AII, a bipolar de bastonete ON também gera resposta em ganglionares OFF.
O vítreo tem 98-99% de água, volume de 4,0 ml, índice de refração de 1,334 e pH de 7,5. O colágeno principal é o tipo II, protegido da degeneração pelo tipo IX. A viscosidade depende sobretudo do ácido hialurônico e é bem maior que a do humor aquoso, como explica o comentário de uma questão CBO 2024. Os hialócitos predominam no córtex, sobretudo na base vítrea.
O vítreo tem antioxidantes que impedem que altas concentrações de oxigênio atinjam o cristalino. Após a vitrectomia, o coeficiente de difusão e a tensão de oxigênio na cavidade vítrea aumentam, gabarito de uma questão CBO 2024, e a atividade oxidativa favorece a catarata. O comentário da questão CBO 2021 soma a fragilidade iatrogênica da cápsula posterior. Na alta miopia, com liquefação precoce do vítreo, a catarata também é mais frequente e precoce.
A retina neurossensorial e o EPR são neuroectodérmicos: a primeira vem do folheto interno do cálice óptico, e o EPR, do externo. O vítreo tem origem mesodérmica e neuroectodérmica: o primário, com a vasculatura hialoidea, no 1º mês; o secundário, definitivo e avascular, no 2º; o terciário, que dá origem às fibras zonulares, do 4º ao 6º. O canal de Cloquet e o ligamento de Wieger são remanescentes do primário.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a residentes e especializandos em oftalmologia e a oftalmologistas, com ou sem matrícula nos cursos da Oft-Review.
Continue estudando
Onde aprofundar
Extensive: preparatório para a prova do CBO
Mais de 150 horas de aulas, mais de 7.000 questões e mais de 5.000 flashcards.
Para ir além no tema: Retina 360° · retina e vítreo em cinco módulos, de Bases a Tumores.
Conhecer o Retina 360°Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Oft-Review para a prova de título do CBO.

Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

Especialista pelo CBO
Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

Especialista pelo CBO
Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.
Arraste para o lado para ver toda a equipe
Apostila gratuita de 14 páginas com fototransdução, células da retina, anatomia do vítreo, embriologia da retina e do vítreo e oito questões do CBO comentadas.
Preencha para liberar o download.
Carregando formulário…